Olho no céu?

Olho de Horus. Crédito: NAOJ

Olho de Horus. Crédito: NAOJ

Uma equipa internacional de cientistas fez uma descoberta pouco habitual, através do efeito conhecido como lente gravitacional.

Normalmente, numa lente gravitacional, vemos múltiplas imagens de uma galáxia “por trás” de uma galáxia maciça ou de um aglomerado de galáxias “na frente” que proporciona a lente.

Mas desta vez, a lente gravitacional mostra imagens de duas galáxias “por trás” a distâncias diferentes.
Estes sistemas chamam-se Lentes DSP (Double Source Plane – Plano de Fonte Dupla).

A galáxia mais próxima que funciona como lente está a 7 mil milhões (bilhões, no Brasil) de anos-luz de distância de nós.
Uma das galáxias “por trás” que está a ser vista com a sua luz distorcida está a 9 mil milhões de anos-luz de distância.
A outra galáxia “por trás” está a 10,5 mil milhões de anos-luz de distância da Terra.

Este sistema foi apelidado de Olho de Horus (deus egípcio), devido à sua aparência (no centro a galáxia mais próxima, amarelada, que curva a luz; um arco interior avermelhado; um arco exterior azulado; um anel de Einstein), proveniente de um alinhamento entre as 3 galáxias (vistas da Terra).

Fonte: Kavli IPMU

Esquema que mostra como se forma o fenómeno de lente gravitacional apelidado de Olho de Horus. Crédito: NAOJ

Esquema que mostra como se forma o fenómeno de lente gravitacional apelidado de Olho de Horus.
Crédito: NAOJ

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