Um Campo de Anãs Marrons/Castanhas

Crédito: Jonathan Gagné

Crédito: Jonathan Gagné / Carnegie Institution

As anãs marrons/castanhas intrigam os astrônomos.

Estes objetos são menores do que as estrelas e maiores que os planetas.
Muitos as chamam de estrelas que falharam.
Como elas são muito pequenas para sustentar o processo de fusão do hidrogênio, depois de se formarem elas esfriam lentamente e se apagam.

Elas fascinam e intrigam os astrônomos por muitas razões, mas especialmente por servirem de ponte entre os planetas e as estrelas, porém muita coisa ainda é mistério quando se fala de anãs marrons/castanhas.

E uma maneira de começar a resolver esses mistérios é descobrir cada vez mais esses objetos.

Quanto mais objetos forem descobertos, melhor será possível:
– quantificar a frequência com que elas aparecem;
– estimar a massa do universo;
– e entender o mecanismo de formação das anãs marrons/castanhas.

E foi isso que um grupo de astrônomos fez.
Esse grupo usou telescópios no hemisfério norte e no hemisfério sul para mapear 28% do céu, no infravermelho, e através de uma técnica inovadora de processamento de imagens, descobriu um verdadeiro campo com 165 anãs marrons/castanhas, ultra frias, nas cercanias do Sol.

Com isso, eles mostraram primeiro que a pesquisa está longe de acabar, e segundo e talvez o mais importante, que devem haver muito mais anãs marrons/castanhas próximas de nós e não estamos vendo: ou por estarmos procurando da maneira errada, ou por estarmos aplicando a metodologia errada.

Fontes: Carnegie Science, Artigo Científico

1 comentário

  1. Eu já acho que temos que mudar a forma como interpretamos os astros.
    Em vez de tentar encaixa-los em certa classificação.
    Temos é que observar suas características.

    Para isto criei uma proposta de classificação para os astros, baseada em três características.
    1) Massa
    2) Raio
    3) Temperatura

    E criei formulas matemáticas, que estão em funcionamento, num aplicativo e num site.
    Estas formulas convertem os dados convencionais para esta classificação.

    O resultado são 3 sílabas, quando possíveis, ou seja, as vezes não temos todas informações, então tem menos silabas.

    Uma primeira letra (consoante) identificadora
    E uma segunda letra (vogal) como sub-classificação

    Vou dar um exemplo.
    A Terra ficaria com essa palavra => “MeGuGo”
    E Vênus, nossa irmã gêmea quentinha ficaria com => “MeGuHu”
    Ou seja tem massa e raio similar mas diferem da temperatura.

    Nessa minha proposta, tratei de incluir todas possibilidades.
    Por exemplo, a menor massa prevista seria um micro-meteorito de um quilograma, que ganha a silaba “Aa”
    Já o maior astro já observado o aglomerado de galáxias “Huge-LQG”, ganha a sílaba “Yi”
    Um “Yi” é bem menor que um “Zu”.
    Ou seja essa classificação aceitaria ainda astros bem maiores que o “Huge-LQG”

    Eu acho que o uso de uma classificação assim baseada em propriedades resolveria as ambiguidades que observamos.
    Não precisaríamos mais pensar se um astro é uma anã-castanha ou um planeta gigante gasoso.
    Observaríamos diretamente suas características através da “palavra” que define suas características.

    Também acho que seria possível uma quarta classificação baseada na composição química do astro.

    No link abaixo, contem maiores detalhes sobre oque chamo de “CUA”
    Classificação Unificada dos Astros.
    http://forum.intonses.com.br/viewtopic.php?f=77&t=287247

    Hoje temos classificações para estrelas, planetas (e as vezes elas se confundem), meteoritos, cometas, etc.
    E esta classificação incorporaria todos tipos de astros numa única classificação.

    Uma curiosidade, nos filmes do StarTreck, falavam em planeta tipo “M” para os planetas tipo terra.
    E nesta classificação o nosso planeta ganha mesmo uma classificação de tipo “M”
    Mas foi apenas uma coincidência

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