Fev 09

NGC 346 – Um berçário estelar na Pequena Nuvem de Magalhães

Fotocomposição da NGC 346 processada pelo autor, mostrando à direita o pormenor da zona de formação estelar, crédito: HST/NASA/ESA.

NGC 346 foi o alvo selecionado pelo grupo iTelescope – Portugal para o seu 5º trabalho. A cerca de 200.000 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Tucana, surge este magnífico aglomerado aberto pertencente à Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia irregular que se encontra bastante distorcida devido à interação gravitacional com a Via Láctea.

É a região de formação de estrelas mais brilhante na nossa vizinhança. A luz, o vento e o calor emitidos pelas suas estrelas maciças dispersaram o gás incandescente em torno de um conjunto de estrelas, formando uma estrutura nebulosa fina circundante semelhante a uma teia de aranha.

NGC 371 (esquerda) e NGC 346 (direita). Imagem HD. Aquisição: iTelescope – Portugal; processamento: Ruben Barbosa.

À esquerda da imagem principal surge a NGC 371, um aglomerado aberto composto por estrelas gigantes representativas de uma população jovem, embora também existam gigantes antigas, bem como um grande número de estrelas variáveis (que como se sabe são muito importantes para determinar distâncias a galáxias distantes).

A sua aparência resulta de eventos explosivos provocados pelas estrelas gigantes que vão perdendo massa através do vento solar e a radiação infravermelha nele contida provoca ionização em nuvens de gás de hidrogénio, mecanismo que origina o seu brilho espetacular.

 

Aquisição de dados efetuada pelo grupo iTelescope – Portugal (bicolor – 6×600” Ha, 6×600” OIII), utilizando equipamento remoto (telescópio: Planewave CDK 17″, camara: FLI Proline 16803, montagem: Planewave Ascension 200HR); processamentos: Ruben Barbosa (Red: Ha, sG: 50% Ha + 50% OIII, Blue: OIII).

O grupo iTelescope – Portugal é constituído por mais de uma dezena de astrónomos amadores e tem como objetivo aprofundar as competências adquiridas, a partilha de conhecimentos, promover a cultura científica através da astronomia e contribuir para uma melhor compreensão dos fenómenos astronómicos.

Artigos anteriores:

  1. Centaurus A: a radiogaláxia mais próxima da Terra
  2. A nebulosa da Lagosta: um berçário estelar
  1. Supernova AT2016gkg: um pormenor de requinte na NGC 613
  2. Um breve olhar pelo aglomerado de galáxias da Fornalha

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