Supernova é estudada 3 horas depois de ser detectada

A supernova iPTF13dqy (SN2013fs) que aconteceu a “somente” 160 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Crédito: Nature

Quando uma estrela tem no mínimo 8 vezes a massa do Sol, o final da sua vida se dá numa explosão cataclísmica chamada de supernova.

Os astrônomos conhecem bem o mecanismo de geração de uma supernova; conseguem estudar e detectar essas explosões.

Porém, pelo facto de serem eventos imprevisíveis, os astrônomos só conseguem observar a supernova muito depois dela acontecer.

O que atualmente os astrônomos consideram como sendo um tempo rápido para detectar uma supernova é uma semana depois da detonação.

Mas para entender o processo de forma detalhada e estudar o que acontece logo no início da explosão, esse tempo de 1 semana é extremamente alto, e muitos detalhes são perdidos.

Mas isso está mudando.
Astrônomos publicaram um estudo na revista Nature Physics onde mostram que conseguiram estudar uma supernova, a SN 2013fs, apenas 3 horas após a sua detonação ter sido detectada.

Essa supernova aconteceu a 160 milhões de anos-luz de distância da Terra, e foi detectada aqui no dia 6 de Outubro de 2013.

Sua rápida detecção se deu graças a um vasculhamento automático do céu feito pelo Observatório de Palomar, que busca constantemente por fenômenos astrofísicos.

Ao detectar a explosão, ele enviou as coordenadas para o Observatório Keck no Havaí e para o satélite Swift da NASA.
Com isso, os astrônomos conseguiram reconstruir o que estava acontecendo com a estrela momentos antes da explosão acontecer.

No modelo criado pelos astrônomos, eles conseguiram observar a presença de material expelido pela estrela no final da sua vida formando uma densa concha ao seu redor.

Isso aponta para uma instabilidades na estrela, do tipo supergigante vermelha, momentos antes dela explodir. Como a supernova gerada foi regular, isso quer dizer que esse tipo de instabilidade pode ser comum nas estrelas massivas.

A implicação disso é que se essas estrelas possuem um comportamento instável antes de explodirem como supernova isso pode dificultar o processo de modelagem da explosão de supernovas, pois a estrutura da estrela pode ser diferente do que era assumido até ao momento.

Só resta tentar registar mais supernovas bem no início, como essa, para que os astrônomos possam calibrar e melhorar cada vez mais os seus modelos.

Fontes: Phys.org, Artigo Científico

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