Google+

«

»

Mai 19

Hubble descobre satélite no terceiro maior planeta-anão

Créditos: NASA, ESA, C. Kiss (Konkoly Observatory), e J. Stansberry (STScI)

2007 OR10 é o terceiro maior planeta-anão conhecido no nosso Sistema Solar.
Ele vive nas profundezas do nosso sistema, no Cinturão de Kuiper.

2007 OR10 faz parte do seleto clube de planetas anões, e ele só é menor que Plutão e Eris.

Ele foi descoberto em 2007 pela equipa do Mike Brown, uma equipa especialista no estudo dos confins do Sistema Solar.

Ele tem uma órbita altamente excêntrica, assim como Plutão, e está localizado a uma distância cerca de 3 vezes maior que a distância de Plutão até ao Sol.

Os astrônomos analisaram imagens de arquivo desse objeto feitas pela WFC3 do Hubble e descobriram ao redor do 2007 OR10 um satélite.

O satélite foi identificado em duas imagens separadas do Hubble, imagens essas feitas com um intervalo de um ano aproximadamente.

Nas imagens, claramente pode ver-se o satélite se movendo ao redor do planeta-anão, contra o fundo estrelado.

Os astrônomos conseguiram medir o diâmetro dos objetos, usando o Observatório Espacial Herschel.
2007 OR10 tem cerca de 1530 quilômetros de diâmetro.
O seu satélite tem entre 240 e 400 quilômetros de diâmetro.

Essa descoberta tem uma implicação muito importante, pois ajuda a entender a formação do Sistema Solar.

Esses satélites pequenos são formados normalmente por colisões, e assim sendo, mostra que no início do sistema as colisões eram muito frequentes já que a maioria dos planetas-anões possuem satélites.

Isso é muito importante, pois com essa informação, os cientistas podem restringir melhor seus modelos, definir melhor as condições de contorno e os parâmetros, e no fim entender muito melhor como se deu a formação e a evolução do nosso Sistema Solar.

As colisões nessa região são diferentes das colisões no cinturão de asteroides, onde elas são destrutivas; no cinturão de Kuiper, elas acontecem com a velocidade certa, nem para formar somente uma cratera e nem para destruir o objeto, mas sim para que ele entre em órbita do objeto maior.

Descobrindo esses pequenos objetos, criando modelos mais confiáveis e definindo melhor as condições iniciais, os pesquisadores entendem cada vez mais como o nosso Sistema Solar se formou e como evoluiu até ao dia de hoje.

Fonte: Hubblesite

Acerca do autor(a)

Sérgio Sancevero

Formado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Engenharia do Petróleo pela Universidade de Campinas (UNICAMP), e Doutor em Geociências também pela Universidade de Campinas (UNICAMP).
Divulgador de Astronomia no SpaceToday.

1 comentário

  1. Ulisses

    Está aí um objeto que seria interessante ser visitado se estivesse na direção da New Horizons.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>