Alien: Covenant

Alien: Covenant é uma sequela do filme Prometheus.
Curiosamente, no final do filme percebe-se que vai também haver uma sequela deste filme…

O filme foi realizado por Ridley Scott , o realizador do primeiro filme Alien, em 1979.

No final do filme Prometheus, a Dra. Elizabeth Shaw reúne as partes do androide David e ambos partem em busca do planeta-mãe dos Engenheiros.
O objetivo é saber porque eles querem destruir a Humanidade. Isso não foi respondido neste filme.

Mesmo no final do Prometheus, um novo alien nasce do peito de um Engenheiro. Não se sabe nada sobre esse Alien.

Neste filme Covenant, 2000 colonizadores estão em hibernação numa nave espacial até chegarem a um planeta, Origae-6, de modo a colonizarem esse planeta.

No entanto, uma estrela está prestes a nascer e liberta uma enorme quantidade de neutrinos. É excelente que metam ciência, mas teria sido melhor se fosse uma supernova (explosão de uma estrela).

No filme, os neutrinos provocam uma data de problemas na nave e até a morte do capitão. Tendo em conta a enorme quantidade de neutrinos que nos atravessa a todos os segundos, não me parece que neutrinos fossem a melhor escolha para provocar um desastre.

Numa das imagens do filme, vê-se que o planeta onde eles descem, na verdade é uma lua em órbita de um planeta ou então tem uma enorme lua muito perto dele. Gravitacionalmente falando, não me parece uma situação estável.

Adorei o facto da tripulação ser constituída por casais, ou pelo menos ter vários casais.
Obviamente, numa missão de colonização, em que as pessoas vão para um planeta a muitos anos/décadas de distância, possivelmente sendo uma missão só de ida, é inevitável que se leve a família junto… até por uma questão de equilíbrio mental e até tendo em conta que a procriação será um dos grandes objetivos no novo mundo.

Percebe-se que sair da missão original foi um erro. Eles foram distraídos por um sinal débil que vinha de um planeta e foram lá investigar. Pareceu-me muito semelhante ao primeiro filme Alien.
O facto de nem todos terem pousado no planeta foi excelente. Por motivos de segurança, obviamente é assim que deve ser. No entanto, é estranho que o novo comandante tenha ido, em vez de uma landing party.

Não entendo porque não existiam protocolos e instalações para quarentena.

Não sei o que foi feito da Maggie. Sim, o filme dá a entender que ela morre. Vê-se ela a sair em chamas da nave. Mas não se vê ninguém a ir até ela para saber se podia fazer algo para a salvar.

No planeta, eles percebem que não existe qualquer vida animal (foram mortos pelos aliens). Mas onde estão os restos dos animais?
E onde estão os aliens que mataram esses animais?

Porque existe tanto trigo no planeta? (fator que os leva a perceber que já existem humanos nesse planeta)
Assumo que foi plantado pela Dra. Elizabeth Shaw. Mas parece-me demasiado trigo para uma só pessoa.
Além disso, se os aliens andavam a matar todos os animais pela superfície do planeta, a Dra. Shaw plantou o trigo quando? Pediu um time-out aos aliens?

David é um androide (um sintético) mau. Tal como Ash no primeiro filme Alien.
Mas como ele ficou mau?
E porque ele matou os Engenheiros?
Pessoalmente, prefiro o Bishop, do segundo filme Alien, já que era um androide bom. Máquinas pensantes tornarem-se más é para mim um cliché já demasiado gasto.
Mas a performance de Michael Fassbender é extraordinária, que me fez lembrar Data de Star Trek (no entanto, Data era bom).

Não consegui entender como David matou os Engenheiros tão rapidamente.
Supostamente eles são gigantes e muito inteligentes.
É surpreendente que tivessem sido apanhados desprevenidos e sem qualquer defesa.
Pensei que fossem muito mais poderosos…

Não gostei de ver os aliens a saírem dos humanos de diferentes partes do corpo, nomeadamente pelas costas e pela boca. Prefiro a ideia original…
Também não gostei de ver os aliens aparecerem na totalidade. Prefiro o medo que provocou o primeiro filme, ao não mostrar a totalidade do alien, deixando a imaginação do espetador criar esse medo.
Mas gostei de ver, finalmente no final do filme, o Facehugger.

Ao contrário do filme Prometheus, gostei de ver a enorme inclusão de religião neste filme.
Por várias vezes foi referida a palavra fé.
Numa imagem é mostrada uma foto com a tripulação completa, expostos como se fosse a Última Ceia, com o comandante James Franco no centro.
O objetivo passa muito por encontrarem o Criador.
Os humanos são Criadores (dos sintéticos).
Muitas vezes está implícito que os humanos se assumem como deuses (e o sintético David também tem esse complexo de superioridade).
No filme é referido expressamente que são como deuses a entrar em Valhalla.

Várias outras coisas que não gostei neste filme são críticas que já fiz ao filme Prometheus.

Gostei bastante do filme.
No entanto por vezes achei-o um pouco parado… ao estilo do primeiro filme Alien.
E, tal como o primeiro filme Alien, tem várias cenas onde se exploram cenários claustrofóbicos.
Finalmente, tal como nos filmes Alien originais (com a Ripley), também Prometheus e Covenant têm heroínas – protagonistas femininas que aparentemente não são as fisicamente mais fortes do grupo mas são as que sobrevivem e combatem os aliens mais eficazmente.

Adenda final:

Um dia destes estava a ver o canal Discovery, e estava a dar um programa sobre monstros do rio, em que foi mostrado que a moreia tem um segundo par de mandíbulas no fundo da garganta, que avançam e posteriormente puxam a presa para dentro, para a garganta. Ora, quando essas mandíbulas vêm do fundo da garganta e saem pela boca, parece similar ao Alien.

4 comentários

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    • Caio Borrillo on 13/06/2017 at 03:16
    • Responder

    Prometheys e Covenant são um grande desperdício de dinheiro e sinal da teimosia de Ridley Scott. Dê logo o projeto do Blomkamp e pare de detonar a franquia Alien. Cada vez que ele faz um filme, um facehugger morre de desgosto.

    O filme não faz nenhum sentido. Nenhum. É impressionante como a Companhia tem dinheiro pra desperdiçar com tanto fracasso, com tanta tripulação burra, que desce em um planeta sem nenhuma proteção. Ele fez um pastiche de si mesmo, colocando tantas coisas semelhantes ao primeiro Alien e ficou completamente ridículo o modo como ele tenta imitar Ripley em cada longa.

    Apenas Alexa Woods se assemelha à personagem de Ripley e isso é em Alien vs Predador. Shaw e essa daí em Covenant, não passam de imitação barata e sem carisma. A única coisa que se salva é o conflito entre Walter e David, fora isso… Ahhh, e quando eles comentam que foram neutrinos que causaram todos aqueles danos, eu caí na risada. 2012 tentou essa saída e ficou feio, muito feio.

    Fiquei profundamente transtornado com um filme sair com tantos problemas e ninguém dizer pra Ridley Scott parar e corrigir. Aliás, ele não dá uma dentro faz tempo, é só ver Êxodo, Robin Hood, Prometheus.

    1. “Cada vez que ele faz um filme, um facehugger morre de desgosto.”

      LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL 😀 😀 😀

  1. Boa tarde Dr. Carlos Oliveira.
    Vi o filme também e deixou um pouco a desejar na minha opinião. Não achei que houvesse aquele suspense como os primeiros 2 filmes com a Ripley. Aliás, atrevo-me a dizer que o 2ºfilme Aliens- O reencontro Final, é sem dúvida o melhor alguma vez feito.
    A mim pareceu-me neste filme que realmente foi o sintético David o criador dos aliens que deu origem a todos os filmes que já conhecemos décadas antes da Lieutenant Ripley. O alien neste filme parece mais “humano”, mais magro, não parece aqueles insectos com exoesqueleto que fomos habituados a ver. Não sei, talvez seja devido à utilização em demasia de efeitos especiais gerados por computador, ou simplesmente porque a anatomia dos aliens vai se alterando ao longo do tempo consoante os seus hospedeiros.
    Anyway, deu para entreter. 🙂 Venha o próximo.

    1. 100% de acordo com a sua análise 😉

      Eu achei muito confuso a diversidade de aliens…
      … também prefiro os insectoides e facehuggers…
      … e achei demasiado prematuro o David já neste filme ter tentado uma “ligação emocional” ao “alien humanoide”… algo só visto no Alien 4, Alien: Resurrection, ou seja, centenas de anos após David o ter tentado.

      “A mim pareceu-me neste filme que realmente foi o sintético David o criador dos aliens que deu origem a todos os filmes que já conhecemos décadas antes da Lieutenant Ripley” — excelente! Nem tinha pensado nisso. Tem toda a razão!

      abraços!

  1. […] Este é um daqueles filmes que aproveita o tremendo sucesso de um filme desse Verão, para ter um título semelhante e enganar as pessoas que vão ver este filme a pensar que é o outro. Neste caso, Alien Convergence aproveitou-se do sucesso de Alien Covenant. […]

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