Google+

«

»

Jun 17

Júpiter: o planeta mais antigo do Sistema Solar

Crédito: Lawrence Livermore National Laboratory

Será que todos os planetas do nosso Sistema Solar se formaram ao mesmo tempo?
Será que existe um planeta mais velho?

Saber isso é de crucial importância para entender como o Sistema Solar evoluiu.
Porém, calcular isso é muito complicado.

Mas para a surpresa de todos e para a alegria de muitos, os cientistas recentemente descobriram que Júpiter, além de ser o maior planeta do nosso Sistema Solar é também o mais velho.

Os pesquisadores estudaram isótopos de molibdênio e tungstênio encontrados em meteoritos.
Com isso, eles descobriram que os meteoritos tinham suas origens em dois reservatórios nebulares distintos, que coexistiram, mas que ficaram separados, entre 1 milhão de anos e 3 a 4 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar.
Essa separação só seria possível se Júpiter já estivesse ali formado e tivesse aberto um buraco no disco de poeira e gás que circundava o Sol, evitando que os dois reservatórios comunicassem.

O planeta Júpiter tem e sempre teve um imenso efeito na dinâmica do nosso Sistema Solar.
Conhecer a idade de Júpiter é fundamental para saber como o nosso sistema evoluiu até aos dias de hoje.

Como nós não temos amostras de Júpiter, nós não temos como definir a sua idade absoluta.
Mas com o estudo dos meteoritos é possível definir a idade relativa.

Provavelmente o núcleo sólido de Júpiter se formou 1 milhão de anos depois da formação do sistema solar e nesse período seu núcleo cresceu ficando com o equivalente a 20 vezes a massa da Terra.
Posteriormente, entre 3 e 4 milhões depois da formação do Sistema Solar, o núcleo de Júpiter apresentou um crescimento mais prolongado chegando a 50 vezes a massa da Terra.

Com o planeta Júpiter formado, ele funcionou como uma barreira efetiva evitando o transporte de material através do disco, o que explicaria a ausência de super-Terras no nosso sistema.

O estudo também confirma algo importante: que o processo de formação de Júpiter se deu através da acreção de núcleo, o modelo mais aceite atualmente.

A sonda Juno, que se encontra neste momento estudando Júpiter de perto, pode no futuro próximo ajudar a refinar esses cálculos e quem sabe um dia possamos definir com precisão a data de nascimento não só de Júpiter mas também de todo o Sistema Solar.

Por enquanto ficamos com isso: Júpiter além de ser o maior, é o mais antigo planeta do nosso sistema.

Fonte: Phys.org

Acerca do autor(a)

Sérgio Sancevero

Formado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Engenharia do Petróleo pela Universidade de Campinas (UNICAMP), e Doutor em Geociências também pela Universidade de Campinas (UNICAMP).
Divulgador de Astronomia no SpaceToday.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>