Nov 13

Uma bolha cósmica gigante

Créditos: ESO / T. Contini (IRAP, Toulouse), B. Epinat (LAM, Marseille)

Com uma dimensão de mais de 300 000 anos-luz, ou seja três vezes o diâmetro da Via Láctea, esta bolha colorida de gás ionizado (a azul na imagem) é a maior alguma vez descoberta. A enorme bolha contém 10 galáxias individuais e situa-se na região particularmente densa de um grupo de galáxias chamado COSMOS-Gr30, a 6,5 mil milhões de anos-luz de distância da Terra. Observado devido à sua elevada densidade de galáxias, este grupo apresenta-se extremamente variado — algumas galáxias estão a formar estrelas de forma ativa, enquanto outras se encontram bastante passivas; umas são brilhantes e outras ténues; umas são massivas e outras são minúsculas.

Esta bolha detentora de recorde foi descoberta e estudada em detalhe graças à grande sensibilidade do instrumento MUSE, montado no Very Large Telescope do ESO. A operar nos comprimentos de onda do visível, o MUSE combina as capacidades de um instrumento de imagens com as capacidades de medição de um espectrógrafo, criando uma ferramenta única e poderosa capaz de nos mostrar objetos cosmológicos, que, de outro modo, seriam impossíveis de observar.

O poderoso olho do MUSE permitiu aos astrónomos compreender que esta enorme bolsa de gás não é pura, tendo sido expelida por galáxias, ou durante interações violentas ou por ventos fortes lançados por buracos negros ativos ou supernovas. Os astrónomos estudaram também como é que o gás da bolha se ionizou. Pensa-se que o gás existente na região superior foi ionizado devido à intensa radiação electromagnética emitida por estrelas recém nascidas e ondas de choque com origem em atividade galáctica. Os astrónomos suspeitam que o núcleo ativo de galáxia rosa forte, situado na zona inferior esquerda da imagem, possa ter arrancado os electrões aos seus átomos.

Fonte (transcrição): ESO

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