Ventos em Júpiter assolam as profundezas do planeta

Um anel de ciclones no polo sul de Júpiter.
Crédito: NASA / JPL-Caltech / SwRI / MSSS / Betsy Asher Hall / Gervasio Robles

Como todos sabem, a sonda Juno está explorando o maior planeta do nosso Sistema Solar, Júpiter.

Além das belas imagens obtidas pela JunoCam e que podem ser processadas por qualquer pessoa, a Juno está lá para responder a importantes perguntas sobre o planeta.
Principalmente sobre como é o seu interior.

A Juno é a única sonda que tem a capacidade de explorar as profundezas de Júpiter, e através das medidas feitas do campo magnético do planeta e de sua complexa força gravitacional, ela consegue investigar o que acontece dentro do gigante gasoso.

Quando se observa Júpiter, o que chama a atenção são as bandas coloridas que cruzam o disco do planeta.
Até agora uma grande dúvida era se essas bandas atmosféricas eram rasas ou se elas estendiam até às profundezas de Júpiter.

A sonda Juno conseguiu determinar características importantes que ajudam a responder essa pergunta.

Primeiro, o campo gravitacional de Júpiter é estranho, com diferentes padrões no seu hemisfério norte e sul. Isso indica que o gás rico em hidrogênio está fluindo de forma assimétrica no interior do planeta.
Outro resultado importante é que a Juno detectou um sinal de gravidade forte o suficiente para indicar que o material que observamos fluindo quando olhamos para o planeta está fluindo também a uma profundidade de cerca de 3000 quilômetros.

Com esses resultados, os pesquisadores agora querem tentar investigar até que profundidade a principal tempestade de Júpiter atua, a Grande Mancha Vermelha.
E além disso, tentar entender o alcance das tempestades inéditas registadas nos polos de Júpiter.

Todas essas informações reunidas, nos darão uma imagem muito boa de como é o interior do maior planeta do Sistema Solar e que segredos ele guarda nas suas profundezas.

Fonte: Nature

3 comentários

    • Enio Jorge Malema on 13/12/2017 at 13:20
    • Responder

    Porque Jupiter eh chamado de Planeta Gasoso ?

    1. Imagine a Terra. Tem uma superfície rochosa. E por cima tem uma atmosfera relativamente fina (vamos supôr, de 100 km em altitude).

      Agora imagine este pedaço de rocha a que chamamos Terra. Imagine que tinha uma atmosfera de 100 mil quilómetros. Claramente a atmosfera era muito maior que o pequeno pedaço de rocha no interior.
      Isso é Júpiter. Uma pequena rocha no centro e dezenas de milhares de quilómetros de gases atmosféricos por cima. Daí se dizer que é um planeta gasoso.

      Isto é a versão geral. Na verdade, agora sabemos mais detalhes sobre a composição de Júpiter e sabemos que alguns dos elementos na atmosfera, a partir de certa profundidade se comportam como um líquido, e demais variedades de situações.
      Mas, em geral, considera-se que é gasoso. Porque tem um enorme envelope atmosférico de gases.

      abraços

    • Enio Jorge Malema on 02/04/2018 at 13:47
    • Responder

    Muito obrigado professor, agora ficou claro

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