Universo cheio de Grandes Estrelas

Grande Nuvem de Magalhães.
Crédito: NASA

As estrelas massivas no universo possuem um papel fundamental.
Elas influenciam seus arredores, já que ao explodirem como supernovas, além de semearem o espaço com elementos pesados e elementos fundamentais para a vida, podem formar os objetos mais exóticos e intrigantes que conhecemos, entre eles, as estrelas de nêutrons e os buracos negros.

Em muitas partes do universo estudadas pelos astrônomos, essas estrelas massivas são raras.
A maior parte das estrelas possuem pouco massa, e apenas 1% das estrelas que nascem excedem o limite de 10 vezes a massa do Sol. Por isso estudar esse tipo de estrela é complicado.

Mas um grupo de astrônomos da Universidade de Oxford, acaba de descobrir um oásis de estrelas massivas no universo.
Esses astrônomos usaram o telescópio VLT do ESO, e rodaram nele um projeto chamado de VLT-FLAMES Tarantula Survey.
Nesse projeto os astrônomos observaram um grande berçário estelar conhecido como Nebulosa da Tarântula.
Essa região do céu, também conhecida como 30 Doradus, é a maior região de formação de estrelas no universo local.

Os astrônomos observaram 1000 estrelas massivas, e com isso conseguiram fazer a análise detalhada de 250 estrelas com massas entre 15 e 200 vezes a massa do Sol, para então determinar a distribuição de estrelas massivas que nascem em 30 Doradus.

Com esse estudo, os astrônomos puderam mostrar que as estrelas massivas na verdade são muito mais abundantes do que se pensava anteriormente.
Os resultados mostram que a maior parte da massa estelar, na verdade não está em estrelas de pouca massa, mas sim em estrelas de grande massa.

Esse estudo que foi publicado na revista Science, tem uma importância muito grande no que diz respeito ao entendimento do universo.
Primeiro, mostra que estrelas com massa superior a 200 vezes a massa do Sol, não são tão raras assim.
Sabendo a taxa de nascimento de estrelas massivas no universo, é possível tentar entender, por exemplo, a época da reionização do universo, um período que veio depois da Idade das Trevas como é chamado e que praticamente reacendeu o universo. Foram essas estrelas massivas que tiveram um papel fundamental nessa fase de evolução do universo.
Esse estudo ajuda também a entender melhor o universo no que diz respeito à formação de supernovas. Provavelmente temos 70% mais supernovas do que se pensava antes, e 180% mais buracos negros, o que como sabemos está intimamente ligado à evolução do universo e também à própria vida no universo.

Mas a pesquisa não termina aí: os pesquisadores querem entender se essas descobertas que fizeram na 30 Doradus são universais, ou seja, se podem ser aplicadas a todo universo. E principalmente entender a consequência disso na evolução do universo.

Fonte: Phys.org

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