O objeto de Mayall (Arp 148)

Arp 148 (HD).
Créditos: NASA/ESA/Hubble Heritage/Ruben Barbosa

Na direção da constelação da Ursa Maior, a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância, encontram-se duas galáxias num processo de fusão, que se estende por mais de 80 anos-luz de comprimento.

O par, descoberto por Mayall, também conhecido como Arp 148, é o resultado surpreendente de um encontro entre duas galáxias, tendo dado origem a uma galáxia em forma de anel e a uma companheira de cauda longa. A colisão entre as duas galáxias produziu um efeito de onda de choque que primeiro atraiu matéria para o centro e, em seguida, fez com que se propagasse para fora num anel.

A companheira alongada perpendicular ao anel sugere que o Arp 148 é um instantâneo exclusivo de uma colisão em curso. Observações de infravermelho revelam uma forte região de obscurecimento que aparece como uma pista de poeira escura através do núcleo na luz ótica.

No passado, as colisões galáticas eram mais comuns, porque o Universo era menor e as galáxias estavam mais próximas. Apesar das fusões serem menos frequentes atualmente, ainda ocorrem e na nossa galáxia testemunhamos um exemplo disso: a fusão com a galáxia Anã do Cão Maior.

 Ficha técnica:

  • Aquisição: NASA/ESA/Hubble Heritage
  • Processamento: Ruben Barbosa

O download dos ficheiros utilizados neste artigo pode ser feito no link que se segue e está acessível para o público em geral. Depois bastará fazer o processamento (utilizando, por exemplo, freeware como o GIMP). FITS e Galeria de Galáxias em Interação Gravitacional.

Plataforma “O Universo em Fotografia”.

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