Supernova

Vi recentemente o filme Supernova.

No século XXII, uma nave espacial de resgate médico, com 6 tripulantes, recebe uma mensagem de SOS.

A mensagem vem de uma exolua gelada que serviu para operações mineiras.
Essa lua saiu do sistema planetário original, e passou a ser uma lua-orfã, ou seja, passou a ser uma lua errante, sem orbitar qualquer planeta.
Nessa altura, a operação mineira foi abandonada. O facto de estar à deriva pelo espaço, retirou habitabilidade à lua.

Entretanto a lua encontrou uma estrela gigante azul e foi capturada pela sua gravidade. Ou seja, a lua está agora em órbita dessa estrela, temporariamente, enquanto vai sendo despedaçada pela gravidade estelar.

Quando a nave de resgate médico lá chega, também fica sob a forte influência gravitacional da estrela gigante azul.

A mensagem de SOS foi enviada por um jovem, que é resgatado.
Esse jovem traz com ele um artefacto extraterrestre misterioso, que é analisado. Dentro do artefacto, existe matéria com 9 dimensões.
A matéria de 9 dimensões, dentro da cápsula tridimensional, pode funcionar como uma bomba, destruindo matéria de 3 dimensões (bomba). No entanto, ela também cria nova matéria em 3 dimensões, providenciando elementos essenciais à vida. Ou seja, ela funciona como uma supernova!

O jovem que está sob a influência da matéria de 9 dimensões, mata 3 pessoas da tripulação. Só ficam vivos o novo comandante e a médica.
O jovem é posteriormente morto por eles e a bomba é enviada para a estrela gigante azul.

O novo comandante e a médica metem-se num pod/camara/unidade de estabilização dimensional de modo a percorrerem a passagem interdimensional.
Eles são materializados próximo da Terra. A materialização ocorre de forma quase perfeita, com somente 2% do material genético transferido entre um e outro.
A bomba faz a estrela entrar em supernova. A sua radiação chegará à Terra em 51 anos.

O filme é mau. O melhor do filme é o seu trailer, o que diz muito sobre o filme.
Do mesmo género de filmes, é preferível o Event Horizon.
E ainda melhor, o Pandorum.

Adorei a forma como a bomba foi explicada: a bomba foi criada por uma civilização bastante avançada, para eliminar civilizações em processo de ficarem avançadas. Essas civilizações encontram a bomba, levam-na para o seu sistema estelar, o que vai destruir o seu sistema estelar completamente, destruindo os planetas, e assim acabando com a futura concorrência à civilização avançada que criou a bomba. O mais interessante disto, é que esta é uma das potenciais soluções do Paradoxo de Fermi.

Gostei da forma como explicam o título do filme.
Gostei de ver que na passagem interdimensional aparecem imagens deles noutro tempo e noutro local (fora do espaço-tempo normal).

No filme é dito que a mina está abandonada há 5 anos. Ora, isso não é possível, porque em meros 5 anos não era possível à lua sair do seu sistema planetário e chegar à influência gravitacional de outra estrela. No mínimo, são necessários centenas de milhares de anos.
Logo no início, não se entende porque antes da passagem interdimensional, de modo a percorrerem mais de 3000 anos-luz em poucos segundos, o comandante troca de pod/camara/unidade de estabilização dimensional com a médica, e acaba por o comandante morrer. É verdade que ele tinha visto um mau funcionamento da unidade antes, mas não disse nada, o que não faz sentido. Primeiro deviam consertar o pod, e só depois saltavam entre dimensões.
É o novo comandante que sai da nave principal para ir de shuttle até à lua tentar encontrar combustível para a nave. Mas não faz qualquer sentido ser o comandante a sair.
Não faz qualquer sentido a bomba criar massa muscular nos humanos e torná-los mais jovens. Além disso, não faz qualquer sentido a bomba afetar psicologicamente as pessoas. A bomba devia fazer aquilo para o que foi concebida: ser como uma supernova. Não devia ter efeito nenhum em humanos.
No final, é dito que a médica está grávida. Essa é uma informação absolutamente irrelevante, caída de paraquedas.
Também no final, é dito que a radiação da explosão da bomba em supernova, chegará à Terra e fará a vida acabar ou fará a humanidade evoluir. Mas estando a estrela a mais de 3000 anos-luz de distância, não chegará qualquer radiação relevante à Terra. E caso estivesse bastante próxima da Terra (menos de 100 anos-luz), poderia exterminar a vida na Terra, mas, mais uma vez, não teria “efeitos especiais” nos Humanos de modo a fazê-los evoluir. Essa é uma ideia errada, vinda de tretas pseudo.

1 comentário

  1. Não entendo como um escritor sem base científica ousa escrever sobre o que não domina. Obrigado pela análise, pois eu tinha curiosidade de assistir a esse filme, mas agora já sei que não vale a pena.

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