Homem-Formiga e a Vespa

Após a mãe Janet Van Dyne encolher até ficar presa no reino quântico, o pai Hank Pym e a filha Hope Van Dyne trabalham juntos de forma a tentar encontrar uma forma de resgatar a mãe.

Entretanto, o Homem-Formiga, Scott Lang, está em prisão domiciliária por levar o fato de super-herói sem permissão para ajudar o Capitão América na sua luta contra os outros Vingadores.

Janet contacta telepaticamente Scott, afirmando que ainda está viva no reino quântico.
Hank e Hope conseguem abrir uma passagem para o reino quântico.

Enquanto isso, encontram uma mulher que parece um fantasma.
Na verdade, ela é Ava Starr, a filha de um cientista que trabalhou com Hank.
O seu pai trabalhava numa experiência quântica quando existiu um acidente. O acidente matou os pais de Ava, e Ava ficou quanticamente instável.

Hank entra no mundo quântico e recupera Janet.
Janet dá um pouco da sua energia quântica para Ava, e consegue estabilizá-la temporariamente.
Hank, Janet, Scott (Homem-Formiga) e Hope (Vespa) planeiam continuar a extrair energia do mundo quântico, de modo a curar Ava.

No final, percebe-se que este filme está na mesma altura temporal que o final do filme Avengers: Infinity War. Um alerta global de emergência mostra que provavelmente Thanos está a destruir a civilização. Enquanto o Homem-Formiga fica no mundo quântico, a Vespa, Hank e Janet foram desintegrados no “mundo normal”, tal como foram Black Panther, Winter Soldier, Spider-Man, e muitos outros.

Gostei bastante do filme Ant-Man and the Wasp, mas o primeiro foi melhor.
É um filme divertido, que proporciona um excelente entretenimento, e que contém efeitos especiais fabulosos.

A cena em que Scott fica do tamanho duma criança pequena, é fantástica!

Adorei ver os tardígrados, ursos-de-água, no mundo minúsculo (não quântico).

O Homem-Formiga, além de se tornar minúsculo, também se torna gigante. Tem lógica.

As cenas em rápida sucessão em que eles (e os carros, e alguns objetos) passam de tamanho normal, para minúsculos, para gigantes, são excelentes!
O efeito visual é estonteante e extraordinário.

No final, no cinema drive-in, veem filmes-B. As formigas gigantes do filme são muito bem metidas na cena. O filme deve ser o Them!, de 1954.

A formiga gigante a tocar bateria na cena após os créditos é excelente.

Como sempre, adorei o cameo de Stan Lee.

O início é um pouco confuso, porque Scott está em prisão domiciliária, e está de costas voltadas para com Hank e Hope. A razão está no anterior filme da Marvel, mas não é percetível o porquê neste filme.

Foi engraçado, e ridículo, ver que os clientes que estavam no Starbucks nem sequer se dão conta do caos que acontecia na parte de fora do café.

É visualmente apelativo ver que se utiliza uma nave para viajar pelo espaço de modo a entrar no mundo quântico. Mas essa nave é absolutamente desnecessária. Basta aumentar ou diminuir de tamanho, para se “viajar entre reinos com escalas diferentes”, sem se sair do sítio. Ou seja, não era precisa a nave para nada: bastava diminuir de tamanho para entrar no reino quântico.

No filme, Scott pergunta: “Do you guys put the word quantum in front of everything?” – Vocês colocam a palavra “quântico” em tudo?
Esta pergunta, em forma de crítica, é a mais pura verdade: o filme utiliza a palavra “quântico” em tudo, numa salgalhada de palavras que não fazem qualquer sentido.
Mesmo quando utilizam expressões corretas, como entrelaçamento quântico, é sempre com o objetivo de promoverem ideias absurdas.

A mãe é salva após passar 30 anos no reino quântico. E, por incrível que pareça, envelheceu ao mesmo ritmo no mundo quântico do que envelheceria “no mundo normal”. Faz pouco sentido…

Antes de Hank salvar Janet, Janet diz-lhe que ele só tem 2 horas para saber exatamente onde ela está. Segundo ela, devido à natureza instável do reino quântico, o campo de probabilidades irá mudar, e por isso só daqui por um século é que os dois mundos (quântico e normal) se alinharão de novo, e assim só nessa altura ele a poderia encontrar novamente.
Isto não faz qualquer sentido. É completamente absurdo.

Não consigo entender o que quer dizer ser “quanticamente instável”.
Percebo que fica um efeito engraçado quando Ava se torna um fantasma, mas não entendo a ligação à instabilidade quântica…

No final, percebemos que a mãe tem mãos milagrosas. Ela ganhou uns supostos poderes quânticos, que curam as pessoas. Supostamente, ela recolheu Partículas Quânticas de Cura (Quantum Healing Particles), que aplica nas pessoas no “mundo normal” de modo a curá-las.
Isto é inteiramente pseudo.
Na verdade, é uma ideia falsa que existe no nosso mundo real, e que é aproveitada pelos vigaristas para enganarem e roubarem a população.
É vergonhoso um filme de grande audiência promover a vigarice da merdicina quântica.

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