A Máquina do Tempo

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Em 1895, H. G. Wells escreveu o conto: A Máquina do Tempo.
A história teve e tem um tremendo sucesso.

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O filme de 1960 foi muito bom, mas o de 1978 foi um desastre.

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Gosto especialmente do filme de 2002.

É certo que o filme tomou algumas “liberdades”, como por exemplo: passa-se em NY e não em Londres, inclui um romance que o motiva para fazer a máquina, envolve um cenário diferente de destruição da Humanidade, possui um holograma, e existe um líder dos Morlocks.

Mesmo assim adorei o filme. Aliás, acho que estas mudanças até tornaram este conto mais apelativo…

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Em 1899, Alexander Hartdegen é um cientista e professor universitário que fica noivo. A sua noiva, Emma, morre.
Ele não aceita a sua morte, e cria uma máquina do tempo para voltar ao passado e salvá-la.
Em 1903, Alexander completa a máquina, volta ao passado, faz as coisas de forma diferente, mas Emma acaba por morrer novamente.

Ele não aceita o facto de não poder mudar o passado. Tem que haver uma forma.
Por isso, decide ir ao futuro para saber como alterar o passado.

Alexander viaja até ao ano 2030.
Nesse ano, a empresa Vida Lunar está a fazer detonações na Lua de modo a criar câmaras subterrâneas para turistas lunares.
Na Biblioteca Pública de Nova Iorque, Alexander encontra Vox 114, um ajudante holográfico da biblioteca. Vox 114 diz a Alexander que naquele ano as viagens no tempo são consideradas impossíveis.

Assim, Alexander viaja até ao ano 2037.
Nessa altura percebe que a empresa Vida Lunar, com as detonações, tinha acidentalmente “destruído” a Lua. Na verdade tinha-a quebrado, o que fez com que ela saísse da sua órbita e se aproximasse da Terra. Isso provoca convulsões na Terra e leva a que a Terra se torne praticamente inabitável para os Humanos.

Alexander entra rapidamente na máquina do tempo, tem um pequeno acidente, fica inconsciente e só acorda (para parar a máquina) no ano 802.701

No ano 802.701 Alexander descobre que a Humanidade retrocedeu em termos tecnológicos e está dividida em duas raças humanoides: Eloi e Morlock. Os Eloi são descendentes dos sobreviventes humanos na superfície terrestre; os Morlock são os descendentes dos sobreviventes humanos que evoluíram debaixo da superfície. Eloi são as presas; Morlock são os caçadores. Os Eloi são a comida dos Morlock.
Na primeira noite, Alexander tem um sonho estranho, aterrorizante. Depois percebe que o sonho é partilhado por todos os Eloi, devido ao controlo dos Morlock. Simultaneamente, os Morlock roubam o relógio de Alexander, dado pela sua noiva, Emma.
No dia seguinte, os Morlock atacam os Eloi e Mara é raptada.

Alexander vai às ruínas da Biblioteca Pública de Nova Iorque falar com Vox 114, de modo a compreender o que se está a passar e saber como poderá salvar Mara.

De seguida, entra na caverna dos Morlock, vê alguns monstros Morlock que se parecem com grandes macacos, e conheceu um Über-Morlock, o líder dos Morlock daquela zona, um humanoide inteligente que faz parte de um grupo de telepatas que controla os Morlock.
Os Über-Morlock são os olhos e ouvidos que controlam os outros.
Enquanto os Morlock são predadores que desenvolveram as capacidades físicas, os Über-Morlock desenvolveram as capacidades cerebrais/mentais. Com estas capacidades, os Über-Morlock controlam os pensamentos de todos, tanto monstros Morlock como os Eloi.

O Über-Morlock explica a Alexandre que ele nunca poderá viajar para o passado e salvar Emma, porque o que o levou a construir uma máquina do tempo foi a morte de Emma. Se Emma não morrer, ele não constroi a máquina do tempo, e não viaja no tempo para a salvar (e por isso ela morre). Ou seja, esse suposto salvamento causaria um paradoxo temporal.

Alexander prepara-se para entrar na máquina do tempo e voltar a casa.
No entanto, decide lutar com o Über-Morlock, coloca metade dele na máquina e metade dele fora, e quando a máquina viaja para o futuro, grande parte do Über-Morlock (a parte de fora) envelhece rapidamente e morre.

Alexander pára a máquina do tempo no ano 635.427.810 (ou seja, acima do ano 635 milhões).
A Terra está estéril, com um céu cor de ferrugem.

Alexander pensa nas palavras do Über-Morlock e compreende que tem que deixar o passado para trás, aceitar o que aconteceu, conformar-se, e olhar para o futuro.
Após aceitar que não consegue salvar Emma, Alexander volta ao ano 802.701, salva Mara e destrói a máquina do tempo, criando uma enorme explosão que mata os Morlock e destrói as suas caves.

No final, percebe-se que Alexander começa uma vida familiar com Mara, no ano 802.701

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À primeira vista, os Eloi parecem ter uma quase utopia. São uma sociedade pacífica, vivem à superfície, estão em comunhão com a natureza, vivem em comunidade com um forte sentimento de partilha (ideal comunista?), etc.
A ecologia, a natureza, está no topo das preferências dos Eloi.

Para quem diaboliza a tecnologia, os Eloi certamente que representam uma sociedade ideal, já que nesta sociedade pacífica e em comunhão com a natureza, aparentemente não existe qualquer tecnologia “avançada”.

No entanto, será que gostaríamos de ser Eloi?
Os Eloi são fisicamente mais débeis que os Morlock.
Os Eloi são mentalmente menos inteligentes que os Über-Morlock.
Os Eloi perderam a característica conhecida como curiosidade humana. Assim, não evoluem.
Os Eloi não têm qualquer tipo de ambição.
Os Eloi não reagem nem lutam.
Os Eloi simplesmente aceitam o que lhes acontece. E ficam conformados com isso.
Os Eloi são as presas.
Os Eloi estão resignados ao seu destino de serem caçados.
Os Eloi vivem do medo.

Este é o mundo dos Eloi.

Alguém gostaria de viver assim? Eu não…

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Achei curiosa a crítica no início do filme, feita a Einstein.
Quando o amigo e a governanta estavam a falar com Alexander, mencionaram que Einstein correspondia-se por carta com Alexander, e consideraram que Einstein era… um chato 🙂

Gostei bastante da frase do Über-Morlock:
Todos temos máquinas do tempo: as que nos levam para o passado são memórias, as que nos levam para o futuro são sonhos.

Gostei perto do final, quando Alexander diz para Mara que perdeu a máquina do tempo… mas era só uma máquina. Dando a entender que as relações humanas são superiores à tecnologia.

Adorei o holograma.

No final, o holograma aparece como professor dos jovens Eloi. Já que ele tem o conhecimento completo dos livros, será ele o futuro da educação? Ou o futuro da educação passará por máquinas que se liguem ao cérebro humano e lhe deem de “comer” conhecimento? Provavelmente será mais este caso: acumular conhecimento de forma passiva. No entanto, gostei de ver o holograma como professor.

Adorei as paisagens do futuro… no ano 802 mil.

Os Eloi conhecem um local com “fantasmas”. Alexander reconhece que esse local é a biblioteca.
Na verdade, o fantasma é o holograma. É um ser fotónico.
Ou seja, enquanto os Eloi imaginam logo causas sobrenaturais, a verdade é que o conhecimento científico permite a Alexander reconhecer a causa real: é o holograma.
Adorei esta mensagem de que o “sobrenatural” é só uma “desculpa” daqueles que ignoram a explicação científica, real, do fenómeno.

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Não entendi:

– como é que os Morlocks saltam de dentro da areia, voltam pelo mesmo buraco na areia, mas depois os buracos automaticamente se fecham?

– Alexander conhece uma rapariga no ano 802.701 , está com ela 2 dias, e imediatamente passa a dar a sua própria vida por ela como se estivesse perdidamente apaixonado.

– como é possível o holograma não perder a energia nem ser destruído nem sequer ter dados corrompidos após mais de 800 mil anos?

– como é possível as ruínas de Nova Iorque estarem tão bem conservadas após 800 mil anos?

– quando o Über-Morlock explica a Alexandre o paradoxo temporal que ele cairia caso salvasse Emma, e daí não a conseguir salvar, porque a solução para isso não foi uma linha temporal alternativa, como nos filmes Regresso ao Futuro?

– o meu maior problema com as histórias de viagens no tempo, é que os viajantes viajam no tempo, mas não no espaço – supostamente mantém-se no mesmo local. Ora, cientificamente, isso não faz qualquer sentido, como já expliquei neste artigo.

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Não sei se concordam comigo ou se querem acrescentar outros temas, mas ao ver este filme eu vi 3 grandes temas:

O tema do Controlo.
Alexander não quer viver sob o controlo da sua sociedade no final do século 19.
Alexander quer controlar o tempo e o destino. Ele quer controlar a vida e a morte.
Os Eloi e os Morlock são controlados pelos Über-Morlock.
Os Über-Morlock utilizam as suas capacidades telepáticas para controlarem todos os outros e assim controlarem todo o seu mundo.

Um outro tema, ainda mais importante que o anterior, é o da Dicotomia Natureza VS. Tecnologia, ou apoiar desenvolvimento científico/tecnológico VS. estar contra esse desenvolvimento.
A perspetiva do livro, como qualquer história de ficção científica, é uma análise sobre a sociedade dessa altura. E na altura em que o livro foi publicado, estava-se em pleno desenvolvimento da revolução industrial. Nessa altura, existiam pessoas que defendiam que eventualmente a ciência e a tecnologia iriam acabar com todos os problemas dos Humanos, enquanto outras pessoas alertavam para os perigos da industrialização, para os perigos do desenvolvimento científico-tecnológico.
Por exemplo, os Eloi sem tecnologia, a Lua cair para a Terra após as detonações feitas na Lua, e Alexander dizer à Mara que a máquina do tempo não interessa, são exemplos claros da posição contra o desenvolvimento tecnológico.
Já o holograma na Biblioteca e o facto de no final ele aparecer como professor dos jovens Eloi, é claramente uma aposta na tecnologia para melhorar a sociedade.
Por fim, David Philby, o amigo de Alexander, representa ambas as posições. David é um conservador que usa chapéus de coco, como todas as outras pessoas. As suas opiniões e os livros que escreve, advertem para os perigos do desenvolvimento tecnológico. No entanto, mesmo no final, ele segue os conselhos de Alexander, atira fora o seu chapéu de coco e esse simbolismo, assume-se, representa que ele deixa de alertar para os perigos do desenvolvimento e passa a ser progressista, defendendo a tecnologia. Devido ao desaparecimento de Alexander na sua máquina do tempo, David passa a defender o desenvolvimento tecnológico e é depois esse desenvolvimento que leva à quase extinção dessa Humanidade.

Porventura o maior tema do filme lida com a (não) Conformidade.
A dicotomia é: Conservador VS. Abraçar a Mudança e ser Diferente.
A favor do conformismo: os Eloi aceitam o que lhes acontece. Não se consegue mudar os eventos do passado, temos que nos conformar com o que já aconteceu.
Contra o conformismo: no final, o holograma-professor está a ler Tom Sawyer para os Eloi, um livro contra o conformismo.
David Philby tem as duas posições: no início do filme é totalmente a favor do conformismo, dizendo mesmo a Alexander que ele devia fazer como todos os outros e usar chapéus de coco e investigar coisas normais; mas no final atira fora o chapéu de coco, passa a ser a favor da mudança, passa a defender a mudança e o desenvolvimento.
Alexander é a personagem que melhor personifica esta dicotomia. Ele quer acabar com o status quo, detesta ser uma cópia de todos os outros e por isso não usa os mesmos casacos e chapéus de coco que todos os outros usam, e nas suas aulas incentiva os alunos a pensarem e agirem de forma diferente. Ou seja, no início ele é totalmente contra a conformidade. Aliás, ele constrói a máquina do tempo precisamente porque não se conforma com o destino, não se conforma com a morte de Emma e tenta fazer tudo para mudar essa situação. Über-Morlock mostra-lhe que esta negação da conformidade não o deixou ser feliz: se ele tivesse deixado a ciência e se tivesse conformado, tinha casado com Emma, tinha tido 2 filhos e seria feliz. Se bem que eu duvido que ele seria feliz numa vida conformada. Quando Alexander se prepara para entrar na máquina do tempo e voltar a casa, conformado, ele decide lutar com o Über-Morlock… mostrando mais uma vez que prefere a mudança à conformidade e ao status quo. Ele luta por aquilo que pensa ser o correto. No entanto, mais tarde, Alexander pensa nas palavras do Über-Morlock e compreende que tem que deixar o passado para trás, aceitar o que aconteceu, e olhar para o futuro. Ou seja, conformar-se. Dito de outra forma: quando ele já tinha a resposta que não podia mudar o passado, ele podia ter voltado a casa e vivido a vida dele, mas não o fez. Em vez disso, matou o Über-Morlock, destruiu os Morlock, salvou a Mara e quase morria. Ele preferiu lutar, em vez de conformar-se. No entanto, no final toma a decisão contrária, e decide conformar-se numa “vida normal”.
Parece-me que a cena que melhor define este tema é quando Über-Morlock diz que Alexander é um homem perseguido pelas “duas palavras mais terríveis”: E SE? Alexander viveu sempre sob este lema, do E SE? E se pudesse mudar algo? E se fosse possível X? Esta pergunta do E SE? é a pergunta na base de todas as excelentes histórias de ficção científica.

11 comentários

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  1. Carlos brilhante explicação, mas vejo nesse filme 2 linhas de tempo: observe q quando Alecsander volta no tempo pra salvar a noiva ele diz pra ela q ele não a entenderia pq não a encontrou no parque, pq havia outro Alecsander dessa linha e talvez por isso q ele não voltou do futuro … no final aparece às 2 linhas temporárias a 1com a empregada e o amigo e a2 com ele e etc, mas quando ele volta do futuro pra salvar a amiga no final não ha uma terceira linha temporal.

    1. Sinceramente, “não vi” isso… ou seja, não entendi dessa forma. Interessante. abraço!

  2. Tenho lido tantos artigos a respeito os amantes dߋ blogger exceto іsto artigo é verdadeiramente um bom pedaç᧐ de escrita , mantê-ⅼo.

  3. Por que Über-Morlock diz no final do filme para o Alexander “…assim como eu sou o resultado inevitável de você…”?
    Não entendi o pq dessa fala.

    1. Evolução.

      Über-Morlock é um ser que evoluiu a partir dos Humanos atuais.

  4. qual a pergunta feita pelo cientista e como a viagemno tem e encarada pela um formativa de biblioteca?

    1. Alexander Hartdegen: My question is why can’t one change the past?

      Vox: Because one cannot travel into the past.

      abraços!

    • Dinis Ribeiro on 15/01/2015 at 18:49
    • Responder

    Também prefiro o filme de 2002…

    Quanto a esta parte:

    “Achei curiosa a crítica no início do filme, feita a Einstein….Quando o amigo e a governanta estavam a falar com Alexander, mencionaram que Einstein correspondia-se por carta com Alexander, e consideraram que Einstein era… um chato.”

    Partilho que encontrei agora mesmo este texto on-line:

    When Einstein met H.G. Wells – Encounters in the fourth dimension.
    https://medium.com/starts-with-a-bang/when-einstein-met-h-g-wells-425372d21821

    Saliento/cito alguns aspectos:

    Although The Time Machine was widely read, there is no evidence linking its four-dimensional construct with Minkowski’s masterful suggestion about Einsteinian relativity.

    Nor is there evidence that Einstein and Wells ever discussed the fourth dimension — as integral as it was to the former’s theories and the latter’s stories.

    Einstein was well-read, but not particularly a fan of speculative fiction.

    Wells probably was unfamiliar with Einstein’s work until measurements taken during the 1919 solar eclipse helped confirm the general relativistic prediction that the path of starlight would be bent by massive objects such as the Sun — consequently making Einstein world-famous.

    Nevertheless, we have the perception that we are moving through time.

    Einstein believed that fundamentally the future is inalterable and free will non-existent. On the death of his good friend Michele Besso, he wrote, “the distinction between past, present, and future is only a stubbornly persistent illusion.”

    Hence, from that perspective, the time and place of the meeting between Einstein and Wells may have been etched on the fabric of spacetime in indelible ink.

    Although they apparently never met to discuss scientific matters, and seemed not to influence each other about the fourth dimension, it would be politics that brought them together.

    Each was horrified by 20th century warfare, and came to advocate world government as a means of preventing further calamities.

    In 1929, only four years before the Nazis took power, Berlin was one of the most progressive, open-minded cities in the world.

    Alternative art, music and theater flourished.

    Forward-thinking Germans ardently hoped to shake off the stigma of the gas attacks and other atrocities of the First World War, by advocating international cooperation.

    Those progressives could not imagine in their worst nightmares the terrors lying just ahead for their country and the world.

    On April 15 of that year, the German Reichstag (parliament) invited Wells to deliver a talk to the assembly.

    Einstein was invited as an honored guest of Reichstag President Paul Löbe and Education Minister Karl Becker.

    Therefore it would be at that auspicious occasion that two of the most illustrious thinkers of the 20th century would meet.

    Wells’s address, “The Common Sense of World Peace,” resonated well with Einstein’s internationalist and pacifist spirit.

    Wells painted a utopian picture of a world without borders, passport controllers, customs officials, or even armies.

    Ironically, less than four years later, Hitler took power, and progressive voices in Germany such as Löbe were stilled.

    Abroad when Hitler became Chancellor, Einstein decided to break his ties with his native land and live in the United States.

    Wells issued a frightening (and accurate) prediction of a Second World War more devastating than the first. Its horrific weapons, he prognosticated, would drive humanity after the war toward world government.

    Indeed, while Wells died shortly after the end of that war, Einstein would live another decade and die in 1955.

    Influenced, perhaps, by Wells — and also by leading pacifists such as Bertrand Russell — Einstein became a leading advocate of international control of nuclear weapons, disarmament, and ultimately world government.

    Thus, despite Einstein’s disbelief in free will, perhaps the intersection of his timeline with Wells’ may have had at least some impact on his political perspective.

    Sugiro uma reflexão:

    Free will: http://en.wikipedia.org/wiki/Free_will

    Live-arbítrio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Livre-arb%C3%ADtrio

    E será que existe mesmo a possibilidade de escolha que é ilustrada no filme “Minority Report”?

    Preferem a opinião de Wells ou de Einstein?

    Se é que se pode “ousar” colocar esta pergunta… 😉

    Penso que se trata dum tema muito actual…

    Link: http://en.wikipedia.org/wiki/Minority_Report_(film) / http://pt.wikipedia.org/wiki/Minority_Report_(filme)

    The main theme of Minority Report is the classic philosophical debate of free will versus determinism.

    The central theme of the movie is discussed in the film’s fourth scene.

    Witwer discusses the PreCrime system with the division’s staff.

    He believes that its main “legalistic drawback” is that it “arrests individuals who have broken no laws.”

    Jad responds, “But they will”. !!!!

    The most commonly criticized element of the film is its ending.

    The film has a more traditional “happy ending” which contradicts the tone of the rest of the picture

    For some, this solidifies the idea of a “perfect”, dream-like ending—and ultimately a false one.

    As one critic theorized, “…[r]ather than end this Brazil-ian sci-fi dystopia with the equivalent of that film’s shot of its lobotomized hero, which puts the lie to the immediately previous scene of his imagined liberation, Spielberg tries to pass off the exact same ending but without the rimshot, just to see if the audience is paying attention…

    Para mim, o elemento claramente “pseudo-científico” sobre a existência dos “pre-cogs” não faz parte do problema (deste proposta de debate), pois uma super-inteligência qualquer tipo inteligência artificial poderia desempenhar esse papel no enredo do filme…

    O que me interessa é que se vier a existir uma tecnologia capaz de fazer o que a máquina do “Pre-Crime” faz, saber se ainda haveria “liberdade de escolha” com tudo o que isso implica a nível de escolhas na esfera política, pessoal, cultural, etc, etc

    Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Profiling_(information_science)

    E também: http://en.wikipedia.org/wiki/Profiling

    1. A forma de “fugir” à resposta a essa pergunta… é o filme Regresso ao Futuro 😉 eheheheh 😛

      abraços!

  5. O Filme de 1960, para mim, é um dos Clássicos do Cinema (e eu nem gosto muito de filmes com Viagens no Tempo), mas tens razão o filme de 2002, não desiludiu… muito bom.

    Acrescento outro tema importante na estória: o retrocesso cientifico. A evolução tecnológica (e social) é algo que nós damos quase como certo, mas já houve vários momentos na História do Humanidade, onde ‘andámos para trás’…!!! E o mesmo, poderá voltar a acontecer…

    PS: Quem gosta de Viagens no Tempo, e Gadgets futuristas, aconselho a série Continuum…

    Abraços

  6. Vivemos DENTRO de uma maquina do tempo, com ela fazemos uma viagem a taxa de 1 segundo por segundo.

    Mas há exessões, por exemplo, todo dia me deito, e quando acordo se passaram várias horas.. instantaneamente!!

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