Observar a Lua

Num artigo anterior, o professor Gustavo Rojas já tinha explicado que não é preciso qualquer telescópio para apreciar uma quantidade enorme de objetos e fenómenos celestes.
“Um dos grandes baratos da Astronomia é que ela é acessível a todos. Olhar para o céu não custa nada, e o ser humano já vem equipado de fábrica com um instrumento ótico fantástico: nossos olhos. Todo interessado em Astronomia deve começar sua exploração do cosmos observando a olho nu, reconhecendo os padrões e ritmos dos astros.”
Leiam aqui.

Agora, o professor Gustavo Rojas publicou um artigo onde explica o que é possível observar na Lua sem usar um telescópio.

Crédito: Gustavo Rojas

Crédito: Gustavo Rojas

Excertos:

“Os relevos lunares mais evidentes são os mares lunares. Apesar do nome, eles não contêm água, mas sim basalto. Os mares são resultado de derramamentos gigantescos de lavas, ocorridos no início da história da Lua, há bilhões de anos.
Os mares se destacam para observador terrestre pois refletem menos luz que o restante do terreno lunar, graças ao maior conteúdo de ferro das lavas basálticas. Como consequência, parecem mais escuros que as demais regiões.”

“Existem centenas de milhares de crateras na Lua, mas somente algumas podem ser observadas a olho nu da Terra. Não é seu tamanho que determina isso, mas sim o brilho do material no fundo e ao seu redor.
A cratera Tycho, próxima ao pólo Sul lunar, é talvez a mais evidente. Nas noites próximas da Lua Cheia é possível ver não somente Tycho, mas também o impressionante sistema de raios nela centrado, que se estende por centenas de quilômetros.
Contrastando com o solo escuro do Oceano das Tempestades (Oceanus Procellarum) encontramos outras três grandes e brilhantes crateras: Copernicus, Kepler e Aristarchus. Todas são possíveis de serem identificadas a olho nu por um observador cuidadoso nas noites em que a Lua está mais iluminada.”

Leiam o artigo, aqui.

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