Carlos Oliveira
Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico.
Licenciatura em Gestão de Empresas.
Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica.
Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas.
Foi Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA.
Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK.
Recebeu dois prémios da ESA (Agência Espacial Europeia).
Realizou várias entrevistas na comunicação social Portuguesa, Britânica e Americana, e fez inúmeras palestras e actividades nos três países citados.
Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas, que visou transmitir conhecimento multidisciplinar de astrobiologia e desenvolver o pensamento crítico dos alunos.
1 comentário
Mesmo que a maioria dos países esteja em crise econômica, que para muitos deles está bem complicada e levará anos para que as coisas voltem aos eixos, por questões que todos sabemos, mesmo que a crise interfira diminuindo investimentos principalmente em áreas tecnológicas como a indústria espacial, o futurista Ray Kurzweil é otimista.
Ray Kurzweil ficou conhecido, entre outras coisas, por fazer um estudo sobre a curva do crescimento da tecnologia do período de 1890 a 1980, e a constatação a que chegou é que…
” … percebi que a trajetória de evolução (da tecnologia) era estável e bastante previsível. Isso apesar de crises econômicas e guerras mundias. Nada tinha efeito na curva ascendente de potência e descendente de preço. E a curva ascendente era exponencial. Ela dobrava a cada etapa de tempo e as etapas de tempo estavam cada vez mais curtas. Em 1900 a potência dobrava a cada três anos, em 1950 a cada dois anos e em 1980 a cada ano e meio. Hoje dobra a cada 11 meses. ”
Isso foi dito por ele nesta entrevista que tem pouco mais de um ano…
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/169925_ANTES+DE+2030+PODEREMOS+NAMORAR+ROBOS+
Ou seja, mesmo que nos preocupemos com fatos pontuais como a diminuição de investimentos no espacial e em outras áreas de ciência, algo acontece “nos bastidores” no mundo da ciência e tecnologia que continua caminhando, e rápido, para frente, no geral, sem “travas”, e saber disso é como uma “flor da esperança” que desabrocha logo depois de um inverno rigoroso.
O que mais me preocupa é a inércia costumeira de boa parte dos países, principalmente os mais pobres e em desenvolvimento, de lavarem as mãos para a importância da qualidade do ensino de base, geralmente não obrigando os pais a colocarem ou manterem os filhos nas escolas até níveis mais altos de formação. Que adianta um mundo cada vez mais rico em conhecimento e ciência e tecnologia com analfabetos funcionais (ganhando salários baixos correspondentes) que não sabem entender o que dizem os manuais de instruções?