
O asfalto não serve só para fazer estradas.
Em Trinidade e Tobago existe um lago natural de asfalto líquido, com uma temperatura de cerca de 50 ºC, e uma profundidade de cerca de 75 metros.
À superfície faz umas bolhas que contém uma mistura de metano, etano, e propano.

É um ambiente extremamente tóxico e hostil!
Não existe qualquer oxigénio, e praticamente não há água!
No entanto, encontrou-se vida nesse asfalto líquido!
Estes micróbios agora descobertos, não querem saber de oxigénio nem de água!
Precisam de líquido, mas não de água.
Assim, é mais um exemplo de vida na Terra, que contraria a ideia de que a água tem obrigatoriamente que existir para haver vida.
Leiam mais sobre isto, aqui, aqui, aqui, e aqui. Aqui o artigo científico.

Por outro lado, as condições em que vivem são semelhantes aos lagos de metano na superfície da lua de Saturno, Titã. São também semelhantes à vida primordial na Terra.
Assim, aumenta a probabilidade de se encontrar vida semelhante – a viver em lagos de metano – em Titã.

Finalmente, lembram-se das imagens mais detalhadas feitas de Plutão? Leiam aqui.
Como nos diz o Ciência Hoje: “As partes mais brilhantes são monóxido de carbono que se encontra -230 graus célsius. As mais escuras são concentrações de nitrogénio e metano, à temperatura de -213 graus célsius.”
Como diz agora o Eternos Aprendizes: “As estranhas manchas detectadas em Plutão pelo Hubble podem ser alcatrão e gelo. (…) Nós sabemos que há metano em Plutão. (…) Eis o que nós acreditamos que está acontecendo: a radiação solar atinge o metano (CH4) e o decompõe em seus componentes químicos (hidrocarbonetos). Durante milhões de anos este processo tem criado um óleo com de tonalidade marrom avermelhada escura ou ainda uma substância parecida com o alcatrão que gruda no solo. Estas áreas mais escuras se espalham a medida que absorvem mais luz solar que faz com que as os compostos congelados sofram sublimação.”
Será que estes micróbios descobertos agora no asfalto, também existem em Plutão?


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