Sorte Portuguesa

Já tenho escrito vários posts sobre a mentalidade portuguesa. Leiam aqui.
Incluindo sobre arriscar e criar as oportunidades.
E até já liguei isto ao futebol, quando escrevi sobre o Mourinho.
Agora volto ao mesmo tema.

Portugal saiu esta 3ª feira do Campeonato do Mundo de Futebol 2010, com uma péssima exibição, e uma péssima imagem sobre a mentalidade portuguesa. Notem que não critico a saída, não critico a derrota, critico sim a exibição e a imagem deixada da nossa porcaria de mentalidade.
Até aqui não critiquei a prestação portuguesa, porque acho que devemos apoiar a equipa de todos nós, e a prova está até nas mensagens que tenho enviado pelo Facebook.
Mas agora é tempo de balanço e reflexão sobre o que se passou.

Eu não gostava do estilo do Scolari. Se calhar até pela forma dele falar com os outros, sobretudo com os jornalistas.
Mas uma coisa era certa: ele era inspirador. E muito mais importante que isso: o Scolari era competente. Levou-nos a uma final do campeonato da Europa. E levou-nos às meias-finais de um campeonato do mundo. Em pouco tempo, converteu a nossa mentalidade de coitadinhos que ficavam contentes com as vitórias morais, para uma equipa que era temida a nível internacional. Um país com 10 milhões de habitantes passar para 3º no Ranking Mundial da FIFA é um feito assinalável.

Carlos Queiroz não é inspirador, pelos resultados percebe-se que não é competente, e leva-nos de volta à mentalidade de coitadinhos que ficam contentes com as vitórias morais.
Queiroz teve bastante sucesso com as selecções de sub-20, que foram por 2 vezes campeões do Mundo (e eu lembro-me bem delas!), mas como treinador principal de equipas “adultas”, os resultados estão à  vista de todos, fosse no Sporting, nos EUA, Japão, África do Sul, Real Madrid, etc. Mas o pior é mesmo a pequenez de mentalidade que transmite.

Comecemos pelo início…

Portugal qualificou-se para o Mundial num grupo em que foi 2º classificado, atrás da Dinamarca. Portugal perdeu e empatou com a Dinamarca, e ainda empatou por 2 vezes com a Suécia, e até empatou com a Albânia. Disputou o playoff e qualificou-se para o Mundial 2010. A qualificação é um facto assinalável, isso é certo. Mas ficar atrás de uma selecção como a Dinamarca não me merece motivos para orgulho. Portugal era 3º no Ranking da FIFA, enquanto a Dinamarca era 36º, atrás de “poderosas” selecções como os EUA (14º), Camarões (19º), Austrália (20º), Suíça (24º), Eslovénia (25º), Israel (26º), Argélia (30º), Eslováquia (34º), etc.
Ou seja: ficar contente com a qualificação? Sim! Ficar contente por ficar atrás da Dinamarca? Não!

Seguidamente vieram os jogos de preparação com “potências” mundiais.
Empatamos com Cabo Verde num jogo que pior que o resultado foi a medíocre exibição. Parece-me que se tivessem apanhado pelo caminho 11 trabalhadores da construção civil e os pusessem a jogar juntos na altura, o resultado e a exibição teria sido o mesmo. Ou seja, o jogo foi uma desgraça! Segundo Carlos Queiroz, o importante não era o resultado mas a preparação, ficou satisfeito com os remates feitos à baliza, e disparou dizendo que os críticos é que não sabem de futebol e por isso não percebem o que são jogos de preparação. Se acham estes comentários mais ou menos atabalhoados, o ridículo foi ter dito que os jogadores cumpriram o que lhes foi pedido: “Jogadores fizeram aquilo que eu queria“. A conclusão é óbvia: Queiroz pediu que eles fizessem um jogo de porcaria.
De seguida jogamos com a China, e ganhamos 2-0. O jogo foi, mais uma vez, uma porcaria e os adeptos fartaram-se de assobiar a exibição. Queiroz, que certamente estava a olhar para outro lado durante o jogo, disse que o jogo foi “bem conseguido“, e que o que contou foi o resultado para fins psicológicos. Não sei se repararam, mas eu reparei logo na altura e disse-o, que o discurso mudou completamente de um jogo para o outro. O resultado que não era importante nos jogos de preparação, no jogo a seguir já era o mais importante. Ou seja, não há um discurso consistente, mas sim um discurso de ocasião para enganar os palermas.
No último jogo de preparação, Portugal ganhou por 3-0 a Moçambique com uma fraca exibição.
Ou seja, à entrada para o Mundial, nada mudou desde o 1º jogo de qualificação: Portugal faz exibições de porcaria. Mas o pior é a mentalidade que não sabe avaliar objectivamente as coisas. Portugal joga de forma medíocre, mas os responsáveis estão satisfeitos.

Entretanto, e até já de trás, vieram as palhaçadas e as polémicas.
Uma das polémicas foram as naturalizações. Eu estou num país estrangeiro que me recebeu extremamente bem. E gosto bastante de estar cá. Mas ninguém me vê com bandeirinhas americanas aos pulos pela rua. A bandeira portuguesa tenho e mostro-a com orgulho. Porque sou português, defendo obviamente a bandeira do meu país. Para mim, as naturalizações são um assunto bastante simples: se o Brasil chamasse, por exemplo, o Liedson para representar o seu país, será que o Liedson negaria o Brasil? Para mim, a resposta é simples: não. Logo, Portugal é a 2ª escolha. Os naturalizados escolhem jogar por Portugal, só porque não foram chamados pelo seu próprio país. Será que isso é suficiente para os fazer sentir a bandeira? A meu ver não é. Daí que sou contra os naturalizados representarem a selecção portuguesa. Mas deixem-se ser claro: não foi deles a culpa da nossa derrota! Mas também deixem-me ser claro: eles não jogaram melhor que o resto dos portugueses. Daí que foi totalmente fútil e uma perda de tempo toda a polémica à volta deles. Foi uma concentração, mais uma vez, no acessório, quando esse tempo devia ter sido despendido a promover os valores/jogadores nacionais.
A palhaçada veio com o “I Got a Feeling” dos Black Eyed Peas. Esta música serviu para inúmeros espectáculos musicais por todo o mundo, sobretudo imensos nos EUA. O grupo até manifestou o apoio à nossa selecção, como fez publicamente a várias outras selecções. Nada mais normal, porque na altura eles queriam publicidade à música. E que faz o Queiroz? Não só torna essa música no “hino da selecção”, como até faz um vídeo de agradecimento a esse grupo. Numa palavra: ridículo! Não só porque a música está a anos-luz da “Força” da Nelly Furtado (esse sim, devia ser o nosso Hino para sempre!), mas também porque essa mesma música servia para literalmente tudo que era programa, show, ou festa! (fez-me lembrar quando a mentalidade pequenina portuguesa andava em êxtase pela reunião tripartida que se deu nos Açores entre o Bush, o Blair, e o Aznar. Em Portugal, nas notícias parecia que Portugal andava nas bocas do mundo. Já por aqui, ninguém dizia sequer que a reunião era em Portugal. É não terem noção do resto do planeta…). Queiroz devia era ter-se concentrado em fazer o seu trabalho, em vez de andar a dar agradecimentos fúteis e vazios, a quem não deu nada a Portugal. Queiroz demonstrou novamente uma mentalidade demasiado pequena, uma mentalidade de derrotado.

Seguidamente, chegamos ao Mundial.

Começou logo com a típica mentalidade portuguesa, derrotista, das lamúrias, das desculpas, e das queixas: Queiroz culpou o relvado e o vento.
Será que Queiroz sabe que o relvado e o vento são iguais para todas as equipas que lá jogam?
Será que Queiroz sabe que há demasiadas pessoas em profissões que não ganham 1% do que ele e os jogadores ganham, e têm que trabalhar nessas condições sem se queixarem?
Para Queiroz o que interessa é concentrar-se no acessório, e queixar-se do tempo.
Deviam deixar-se de vedetismos, deixarem de pensar que estão acima dos outros, e fazerem de forma competente o trabalho para que foram contratados!

O 1º jogo, contra a Costa do Marfim, foi péssimo, e teve um justo resultado em branco.
As críticas, obviamente, não se fizeram esperar. O Deco disse que não estava a ser bem treinado (posicionado no campo). Eduardo disse que temos que jogar mais no ataque. Figo disse que a exibição foi uma desilusão, que Portugal não atacou, e que a equipa teve medo de perder. Notem que não são simples “comentadores”, como eu. São pessoas que sabem da sua profissão. São os especialistas no assunto. E, claro que têm razão. Também razão teve um dos nossos técnicos mais galardoados internacionalmente: Manuel José, com conhecimento de causa, disse que os jogadores andavam amuados, que Queiroz não sabe liderar, que a equipa é medrosa, e que Portugal tem medo de perder e não quer ganhar. Na mouche! Qualquer pessoa com mais de 2 neurónios percebe que Manuel José tem toda a razão!
Já Ricardo Costa (sim! O mesmo que não jogou nada pela selecção no Mundial) disse que “foi um ponto ganho e não dois pontos perdidos“. É o tipo de mentalidade derrotista que não leva a lado nenhum! Era o mesmo que o Hamilton na F1 dizer: “Fiquei em 10º e conquistei 1 ponto. Estou todo satisfeito por ter ganho 1 ponto, e não por ter perdido 24.” Ou o Bill Gates dizer: “A Microsoft está em 30º nas empresas mundiais de computadores. Estamos todos satisfeitos por termos ganho esse lugar”. Seria ridículo, e sinal que está satisfeito com a porcaria de lugar que tinha, em vez de achar que deveria ter muito mais. Essa é a mentalidade derrotista do jogador da selecção nacional Ricardo Costa. E donde vem este tipo de mentalidade derrotista?
Queiroz diz que a equipa jogou para ganhar (deve ter sido no jogo que ele fez na Playstation… e mesmo assim, duvido!), e que “o resultado é digno”!!! Voltamos às “vitórias morais”! Ou seja, voltamos à mentalidade derrotista, de coitadinhos!
O Queiroz fazia melhor se parasse de mandar bitaites totalmente desajustados e fizesse de forma competente o trabalho para que foi contratado. Tal como diria o Laurentino Dias: devem jogar bem e ganhar. Mais futebol e menos conversa. Ou seja, párem de dizer disparates e querer enganar as pessoas, e concentrem-se no vosso trabalho e sejam competentes.

Como um àparte, note-se que em vez de se concentrarem em melhorar nos seus próprios jogos, os responsáveis nacionais passaram a ver este empate com a Costa do Marfim como algo positivo, porque a Espanha perdeu com a Suíça.
Por aqui se vê a mentalidade pequenina desses portugueses.
O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Uma foi a exibição de porcaria de Portugal; o resultado da Espanha é independente do nosso trabalho. Seria o mesmo que ficar contente por perder um jogo, mas ficar contente por ao menos estar Sol e ter-se ganho um bronzeado de pele!
Novamente, há a concentração no acessório, e perder-se de vista o que devia ser essencial.

Seguidamente, ganhamos 7-0 à Coreia do Norte. O jogo que até chegou ao intervalo com a diferença mínima, teve uma 2ª parte de luxo, sobretudo de Tiago, Raúl Meireles, e Fábio Coentrão, e foi uma goleada “das antigas”. Excelente exibição na 2ª parte.

Entretanto, Queiroz continuou com as suas queixas e lamúrias sobre o acessório que não interessa a ninguém, e muito menos deveria interessar a ele. Desta vez foi sobre o árbitro do Brasil – Costa do Marfim.
Outros seleccionadores também preferiam queixar-se, em vez de se concentrarem no que devia ser o seu trabalho. O Capello, por exemplo, queixou-se da bola – como se a bola com que a Inglaterra jogava era diferente das outras equipas. O Maradona também disparou, injustamente, sobre o árbitro do Portugal – Espanha; em vez de dar mais atenção à sua equipa.
O resultado destas constantes queixinhas teve resultados práticos. Quem se queixa, pouco sucesso atinge.

A seguir era o jogo com o Brasil. Queiroz proclamou que ia jogar ao ataque, com “espectáculo e fantasia“.
Veja-se bem o vazio do discurso, com expressões mentirosas para enganar os distraídos.

O jogo com o Brasil foi uma desgraça. A jogar sem pontas-de-lança, Queiroz assumiu uma inexplicável atitude super-defensiva, onde o objectivo era não perder. E inexplicável porquê? Porque até podíamos perder por 5-0 que era a mesma coisa. Sendo assim, porque não arriscar? Porquê tanto medo? Porque a mentalidade derrotista, de assumir antes do jogo que somos piores e por isso só temos que defender o 0-0? Quem assume que é pior, quem castra a criatividade, quem assume que não quer ganhar, obviamente que não vai a lado nenhum.
Um jogo medíocre em que assumimos que os outros são melhores que nós, e daí que não temos capacidade para dominar nada.
É a típica mentalidade de insucesso!

Seguidamente, e antes do último jogo da Espanha, na sua senda de parvoíces, os responsáveis nacionais, na pessoa do Gilberto Madaíl, decidiu dizer publicamente que não queria a Espanha.
Até se percebe o pensamento, mas afirmá-lo publicamente é um disparate de todo o tamanho! É dizer ao nosso adversário: temos medo de vocês! Vocês são melhores que nós! Se nos calharem à frente, vamo-nos borrar todos!
É uma estupidez, e uma vergonha, este tipo de afirmações. Mas espelham bem a mentalidade de coitadinhos que existe na cabeça dos responsáveis nacionais. Entram a perder!

Seguidamente, mais uma estupidez.
Resolveram novamente queixarem-se, fazerem-se passar por vítimas, concentrarem-se no acessório.
Desta vez, havia um complô da FIFA para nomear árbitros do centro e sul da América nos nossos jogos (Uruguai, Chile, México e Argentina).
A razão penso ser simples: parece que existe a regra que não podiam ser árbitros da Europa (mesmo continente que nós), os árbitros africanos fizeram péssimas arbitragens nos primeiros dias, e os árbitros asiáticos são poucos. A não ser que se fosse buscar pinguins à Antárctica, ou ursos polares ao Árctico, penso que faz sentido os árbitros virem deste lado do Atlântico. Por outro lado, independentemente donde eles forem (até podiam ser de Marte!), o que interessa é a sua competência, e os árbitros arbitraram bem.
Logo, este foi mais um tiro ao lado, em algo totalmente acessório.
Novamente, a mentalidade pequenina e nada competente, a prevalecer.

O jogo com a Espanha foi o culminar de tudo o que foi feito até aqui.
Foi um jogo de contenção, em que o mais importante era não sofrer golos, em que não se quiz atacar, em que se jogou com medo do adversário, em que não se arriscou nada, não há uma mentalidade ganhadora, não há fio de jogo, em que não se jogou futebol mas simplesmente quiz cortar jogo adversário, em que se assumiu que não se tem capacidade para dominar o jogo, em que se faz uma péssima exibição.
Note-se que não acho que Portugal não tenha capacidade para dominar! Tem! Mas não é essa imagem que transmite em campo. Em campo diz ao adversário: vocês são melhores que nós! Portugal joga com medo!
É uma mentalidade derrotista!

Portugal perdeu e Queiroz continua a dizer que fomos dignos e voltamos de cabeça erguida.
O tempo das vitórias morais, que parecia afastado, está de volta!

Queiroz diz que “estamos orgulhosos“, “o dever foi cumprido”.
Madaíl diz que “saímos de cabeça erguida“.
Não há exigência! Ninguém assume responsabilidades!
Pior, acham que o Mundial foi um tal sucesso, que até dão enormes prémios! Não há vergonha!
Assumem fasquias baixas, para se conservarem no poder.
Não querem o melhor para Portugal!! Porque se o quisessem, o melhor é ganhar e jogar bem, e não ficarem satisfeitos com a porcaria de imagem deixada pela nossa selecção!

Queiroz diz agora que “temos de voltar mais fortes“.
Esta é a continuação de um discurso vazio, que não faz qualquer sentido em termos racionais!
Não têm que voltar mais fortes! Tinham que ser fortes agora!
A competência não é feita de promessas do amanhã, mas sim dos resultados de hoje!
Já imaginaram um trabalhador chegar ao patrão e dizer: “hoje estou fraco. Amanhã é que vou fazer um bom serviço”. No dia seguinte dizia o mesmo. A seguir a mesma coisa. E já andava nisto há anos, como o Queiroz (desde as péssimas exibições na qualificação). O que será que acontecia a esse trabalhador?

Portugal não teve um líder em campo. Cristiano Ronaldo não devia ser capitão da selecção. Não tem experiência suficiente para isso. Ainda é novo. Mas a culpa não é dele, é de quem lhe colocou mais essa responsabilidade nos ombros!
O problema é que o Ronaldo não pode fazer tudo sozinho. Já muito faz ele! Aliás, ele ainda avisou o treinador que com aquela mentalidade não íamos ganhar o jogo!!
O vídeo já não está disponível, mas basicamente o que acontece é que após o medroso do Carlos Queiroz retirar o Hugo Almeida (ponta-de-lança), quando precisávamos marcar golos, Cristiano Ronaldo vira-se para o banco e diz ao treinador: “Assim não ganhamos, Carlos!”

E após perdermos com a Espanha, Ronaldo diz isto:

Ricardo Costa foi uma nódoa.
Pepe estava sem ritmo, mas cumpriu bem a mentalidade para o empate.
Fábio Coentrão e Ricardo Carvalho (que diz que devíamos ter atacado) estiveram excelentes.
Eduardo foi enorme!
No final, viu-se Eduardo a chorar e Pepe todo contente a abraçar os amigos espanhóis. Há dúvidas sobre quem queria ganhar e sobre quem somente estava a jogar? Uma imagem vale mais que mil palavras vazias!
Queiroz demonstra ser medroso (tem medo dos adversários, seja ele quem fôr), não arrisca, assume que Portugal é pior, joga para o empate, não quer ganhar, e é incompetente (isso vê-se nos resultados, como em qualquer profissão!). É o contrário da mentalidade ganhadora do Mourinho. É o contrário da mentalidade dos Descobrimentos. E o resultado está à vista: derrota!

Henrique Monteiro, director do Expresso, deixou uma citação de Shakespeare que penso que se aplica bem aqui:
Os bravos morrem uma vez… Mas os medrosos morrem todos os dias“.
Queiroz foi um medroso. Portugal jogou sempre a medo!

É certo que somos só 10 milhões, e por isso há menos probabilidades de termos jogadores com grande qualidade.
Mas isso não faz à partida que sejamos piores que os outros!
Só tentando, só assumindo que podemos ser melhores, podemos então testar isso.
Queiroz prefere assumir à partida que os outros são melhores, e por isso temos que nos conter.
Não demonstra ambição! Joga sempre a medo!
É uma mentalidade perdedora!

Queiroz jogou para o empate. Aliás, sempre foi assim.
Mesmo as substituições foram de rir: trocou um trinco, um extremo, e um avançado, para colocar um trinco, um extremo, e um avançado. Mais palavras para quê?
Como diz o João Almeida: “Desde que Carlos Queiroz assumiu o comando da nossa Seleção, Portugal empatou 0-0 sete vezes. Destas, cinco foram em jogos oficiais e duas em particulares. Considerando que houve 25 jogos, empatámos 0-0 em 28% do total de jogos e 36% dos jogos oficiais.” Ou seja, em um terço dos jogos, empatamos 0-0.
Portugal não arrisca, não joga para marcar golos! E por isso, não os marca!

Queiroz queria chegar longe sem marcar golos.
Queiroz não queria arriscar, mas sim apostar na sorte de um “golo caído do céu“. Foi assim contra a Costa do Marfim, contra o Brasil, e contra a Espanha.
Mas, como se costuma dizer, “a sorte protege os audazes“. E Portugal é o contrário de audaz!
Essa expressão popular quer até dizer algo mais, quer dizer que a sorte constrói-se! A sorte em si não existe, mas faz-se por ela!
Quem tem sucesso não fala em sorte. Fala em trabalho. Fala em risco acertado. Fala em competência.
O Bill Gates não teve sorte. Simplesmente arriscou e venceu!
Os EUA não tiveram sorte contra a Inglaterra. Simplesmente remataram e marcaram num deslize do guarda-redes inglês. Se não tivessem rematado à baliza (ou seja, se fizessem basicamente como Portugal durante mais de 300 minutos no Mundial), não teriam marcado! (que foi o que aconteceu a Portugal)
Quem joga na sorte é quem tem insucesso na vida. E espera que “milagres” aconteçam, em vez de fazer por eles, em vez de perceber que os “milagres” dão trabalho.
Quem joga no Totoloto? Seria o Bill Gates para ficar rico? Não! O Bill Gates (e muitos outros) arriscou no trabalho e na sua competência. Os pobres é que gostam de esbanjar dinheiro à procura de “milagres” no Totoloto. Por isso, alguns continuam toda a vida pobres, e os que arriscam em si próprios, muitas das vezes sai-lhes a “sorte grande”.
Queiroz quiz apostar na sorte, quiz jogar no Totoloto, em vez de aplicar uma táctica de sucesso, em vez de fazer por ganhar. Como preferiu “milagres”, vai para casa “pobre”, e com uma aura de incompetência.
Deixem-me dar outro exemplo: entre portugueses por aqui fala-se bastante das diferenças de mentalidades que notamos sempre que vamos a Portugal. Uma coisa bastante prática de ver é ir a um bar e notar a quantidade de gajos de copo na mão a “olharem para ontem”. Eles queriam ganhar, que neste caso seria conhecer outras pessoas, provavelmente até falar com raparigas. Mas preferem fazer o “jogo de contenção”, preferem ficar à espera, preferem andar de lado para lado sem tomarem qualquer iniciativa, preferem dar-se como nada confiantes e abaixo das outras pessoas. Preferem não arriscar. Ficam à espera que a mosca caia no copo, ou então que por um raio de sorte uma rapariga tropece e caia aos pés deles! Isto era eu há 15 anos atrás! Por isso percebo perfeitamente. É uma questão de mentalidade. É uma atitude passiva perante a vida, que fica à espera que as coisas aconteçam, por sorte, em vez de se tentar fazer por elas, por mérito!
Esta atitude passiva, esta mentalidade portuguesa, vê-se também nos negócios, na vida diária, no trabalho, nos riscos que não se correm, nas decisões que não se tomam, etc.
Deixem-me dar outro exemplo: se o vosso filho, ou pai, ou irmão, estiver a morrer, o que fazem? A táctica do Queiroz foi conter o sangue, e esperar que caia um milagre do céu. Já a táctica dos que têm sucesso seria fazer alguma coisa pela pessoa que está a morrer e levá-la, por exemplo, ao médico. O médico (o ataque) até pode não salvar a pessoa, e haver na mesma essa perda, mas ao menos tenta-se ter sucesso, em vez de esperar por milagres da sorte!
O Eduardo e o Danny já vieram dizer que a Espanha teve a sorte de marcar um golo. Não! A Espanha dominou o encontro, tentou ir para a frente, e tentou marcar. E conseguiu-o!
Portugal preferiu jogar a defender, com medo de não sofrer, e por isso não marcou!
Não é sorte! É competência!
É uma questão de mentalidades e de atitudes! Atitudes não só no futebol, mas atitudes perante a vida!

O Jorge Jesus, seja-se ou não do Benfica, não espera pela sorte, nem joga a medo! E quando jogou a medo, na Europa, perdeu!
Logo, para mim, o culpado é bem visível, é do treinador e da mentalidade medrosa.
Será que estou a preconizar uma mudança de seleccionador? A resposta é simples: há melhor para esse lugar?
O problema não é tanto o treinador, é mais a mentalidade!
Infelizmente, parece-me que a única coisa que há a fazer é esperar pelo Mourinho, e pela sua mentalidade sempre ganhadora.

Podem pensar que estou a crucificar demasiado o Queiroz.
Se calhar estou. Admito perfeitamente isso.
Mas irrita-me profundamente a mentalidade derrotista.
Eu fico satisfeito quando ganho. Não “jogo” para empatar ou perder. Não ando com desculpas se a coisa corre mal.
Também detesto o tipo de mentalidade das “frases feitas” para enganar parolos.
Detesto a mentalidade que fica satisfeita com o que quer que exista, só porque nos temos que “resignar”. Parece uma mentalidade tirada dos livros do Fascismo (somente no sentido que a população tem que se resignar à sua condição, sem querer ganhar nada).
Não, não tenho que me resignar a nada. Nem ninguém deveria ficar contente por perder!
Mas pior que perder, é a forma como se perde. Se se joga para ganhar e se perde, ao menos tenta-se! Ao menos nota-se que se quer chegar mais longe. Ao menos acredita-se na nossas potencialidades. Se se joga para perder ou para empatar, é dar a vitória de bandeja aos outros, é assumir que somos uma porcaria, que não temos capacidade para mais!
Não entendo e irrita-me profundamente essa mentalidade.

Os responsáveis (principalmente estes) e jogadores portugueses deviam ser suspensos (como na Nigéria) ou deviam ser enviados para as minas, ou para a construção civil, como talvez farão na Coreia do Norte. Talvez assim dessem mais valor à competência.

Deixo o pior exemplo para o fim.
Aquando do golo espanhol, gritei imediatamente no recinto onde estava com amigos, que o Villa estava em fora-de-jogo.
Depois, na repetição, pareceu-me que não.
Afinal, vejo agora na net, que havia realmente fora-de-jogo.

David Villa está 22 centímetros adiantado em relação ao penúltimo homem da defesa portuguesa.
Será que fomos roubados? Não!
Passo a explicar: mesmo na net, o Villa está praticamente em linha, e na posição onde está o fiscal de linha, então é certo que está em linha. Mas o mais importante é que em caso de dúvida, a regra diz para se beneficiar a equipa que ataca. Sendo assim, se está basicamente em linha, então o jogo deveria prosseguir, como foi o caso.
Logo, o Queiroz devia era olhar para o espelho, em vez de se andar a chorar agora com foras de jogo! Queiroz nada fez para ganhar e vem agora agora culpar o árbitro de ter perdido??? Ridículo!

Por outro lado, estou farto destes choradinhos, destas desculpas, desta mentalidade pequenina e de derrota, sempre com queixas de roubos ou da sorte.
A verdade é só uma: se tivéssemos jogado para ganhar, se tivéssemos marcado 3 golos, tanto fazia se eles marcavam 1 ou 2 golos em fora-de-jogo! Seria indiferente! Ganhávamos na mesma!
Então, queixam-se para quê??


Comparem esta mentalidade portuguesa de choradinhos, de queixas, de desculpas, de lamúrias, e anti-arriscar, com a atitude americana.
Os EUA jogaram sem medo, abertos, a arriscarem.
Nos jogos, quando estavam a perder, arriscaram tudo, até colocando o guarda-redes no ataque (Portugal teve 0 remates a perder).
Não tiveram sorte nos golos, mas sim arriscaram rematar e ter a possibilidade de marcar.

Os EUA foram roubados em 2 golos em 2 jogos consecutivos, e mesmo assim ficaram em 1º lugar no grupo.
Como podem ver nas entrevistas ao capitão da equipa dos EUA – Landon Donovan -, uma delas mesmo no final do jogo, ou seja, “a quente”, ele diz que a mentalidade da equipa é ir para os jogos pensar que é a melhor equipa. Diz também que assim que o golo é invalidado, acabou, e tem é que se olhar para a frente e tentar marcar outro. Mas “a quente”, no final do jogo até diz: “Podemos nos queixar, ou podemos continuar a tentar marcar outro, e a acreditar que podemos ganhar. A nossa mentalidade é de continuar em frente”.



E no entanto, teriam razões para se fazerem de vítimas. Não só pelos 2 golos mal invalidados, mas até porque o guarda-redes dos EUA sofre do Síndrome de Tourette: tem tiques e movimentos involuntários.
Mas para quê perderem tempo a queixarem-se, quando podem aproveitar esse tempo para tentarem ganhar?

Outro exemplo: a Alemanha podia queixar-se que a equipa é muito nova (a mais nova dos últimos 76 anos), sem experiência, e que está em construção. Era, certamente, as desculpas que mais se ouviriam em Portugal. Mas a Alemanha prefere pensar sempre que é preciso defender a honra Alemã de acharem que são superiores. E daí que ganham. Chegam praticamente sempre à Final ou Meia-Final das Grandes Competições. Porquê? Porque têm uma mentalidade vencedora.

Outro exemplo: o Gana tem, no papel, jogadores supostamente inferiores aos outros países que ainda estavam em competição. Mas isso não se notou. O Gana interiorizou que podia ganhar e fez por isso. Acreditou! Perdeu, mas esses sim, saíram de cabeça erguida por tudo o que fizeram, pelo jogo aberto, sem medos, que demonstraram, pela mentalidade que apresentaram!

Outro exemplo: a Espanha foi campeã. Ganhou quase sempre pela diferença mínima (1-0), e não fez jogos muito entusiasmantes – outras equipas demonstraram mais “alegria” e criatividade a jogar. Mas tem um passe curto preciso, e fez-se valer dele. E, sobretudo, pega no jogo para ganhar. Foi sem dúvida a equipa com mais posse de bola do Mundial. E não é posse de bola “lá atrás”, é mesmo no meio-campo adversário. Dominou os jogos! Ou seja, a mentalidade é ir para a frente, controlar a bola, dominar, e tentar ganhar.

É esta a diferença entre uma mentalidade ganhadora e uma mentalidade perdedora.
Podem perder, mas EUA e Gana tentaram ganhar, enquanto Portugal tentou não perder.
Uns tentam ir mais além, enquanto outros são uns empatas.
Uns arriscam, outros ficam sempre no mesmo sítio com medo de perderem o que têm.
Uns têm iniciativa, e outros tomam uma atitude passiva.
Em termos de evolução, uns evoluem, e outros ficam sempre iguais acabando por se extinguir.


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Já agora, para muitos comentários que li por todo o Facebook sobre o Orgulho de ser Português, esclareço que para mim ter orgulho em Portugal, e ter orgulho em ser português, não é dizer Amém a tudo, nem apostar em sortes, azares, ou choradinhos.
Deve-se olhar para o que está mal, e tentar melhorar. Melhorar sempre.

Para mim, apoiar Portugal é ter orgulho na mentalidade Portuguesa que nos deu os Descobrimentos.
E é criticar a mentalidade derrotista que fica contente por perder, que não faz por ganhar (seria o mesmo que nos Descobrimentos, dizer para ficar em casa).
Pelo menos, é nesse Portugal que me revejo, no Portugal que quer mais e melhor para o seu país.

Foi esse o sentido deste meu post.
Criticar o que achei uma mentalidade derrotada, medrosa, que não fez por ganhar.
E querer que Portugal tenha uma mentalidade vencedora, que confie em si próprio, que amedronte os adversários.

Seja quem forem as pessoas, a mentalidade de base é que tem que mudar!
Essa mentalidade de base penso que tem que ser evidenciada pelos responsáveis – são eles que devem dar o exemplo.
Os nomes das pessoas interessam-me pouco. O que me interessa mesmo é promover uma mentalidade diferente, uma mentalidade vencedora!

6 comentários

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  1. onossoportugal.com…

    Um artigo interessante sobre os portugueses:
    http://www.onossoportugal.com/2009/07/16/precisa-se-de-materia-prima-para-construir-um-pais/
    “Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.”

  2. papsonline.org…

    Um artigo sobre como ver Portugal, de fora:
    http://www.papsonline.org/sites/default/files/Newsletter48-October2010.pdf

  3. Já agora, escrevi este comentário no Facebook:

    Eu sou um defensor do Manuel José, e do Mourinho. Ou seja, treinadores vencedores e com mentalidade vencedora.

    Queirós parece ser bom a organizar.
    Agora como seleccionador foi um fracasso.
    A música foi um sintoma da mentalidade de coitadinho. Eu fiquei chocado quando ele veio agradecer ao grupo. O grupo já tinha dito isso de várias selecções, na abertura do Mundial o grupo até realçou o Brasil, e basicamente andavam a vender a música em tudo que era show ao vivo e show na TV (aqui nos EUA). Em momento nenhum, ao vivo ou na TV, falaram de Portugal. Basicamente diziam que a música era para aqueles na altura. Queiroz perdeu uma boa oportunidade para treinar a selecção em vez de perder tempo com videos a agradecer algo completamente indiferente.
    Não percebo também como é ke ele pode ter atingido os objectivos. Faz sentido apenas pelo contrato. Mas até pelo contrato se percebe a mentalidade de coitadinhos que existe nessas pessoas. Portugal entrou no Mundial como 3º no ranking mundial. Tudo o que fosse uma classificação abaixo disso, era um fracasso. Ponto final. Isto é uma observação objectiva. Tal como eu era gestor de um departamento quando estava em Portugal, e se me pusessem no contrato que tinha ke fazer, não o trabalho de gestão, mas o trabalho de um dos meus empregados, obviamente que isso era uma despromoção. Tava a ser despromovido. O que obviamente queria dizer que não estava a fazer um bom trabalho. O mesmo prá selecção: abaixo do ranking, seria um mau resultado, seria uma despromoção.

    Um exemplo para explicar melhor o que eu quero dizer com a mentalidade que não se baseia objectivamente nos rankings.
    O Nadal é o nº 1 do mundo no ranking ATP. Neste momento está a decorrer o US Open. Alguém imagina, por algum momento, que o Nadal iria contratar para si um treinador em que no contrato viria, antes de começar o US Open, que o objectivo era ficar em 10º?
    Nunca na vida. Porque a mentalidade é, e tem que ser sempre, fazer tanto ou melhor do que está no ranking.
    Acabando o US Open, se o Nadal, que é 1º no ranking, ficar em 10º classificado, será que vai ver isso como “objectivo cumprido”? Claro que não, porque objectivamente iria perder lugares, seria uma derrota.
    (quem diz o Nadal, diz o Federer, diz o Bill Gates no ranking da Microsoft, diz o Obama, dizem os Clinton, ou seja quêm fôr)
    É esta mentalidade vencedora que é precisa no Selecionador, na Federação, ou seja em quem fôr que tenha um mínimo de responsabilidades.

    Em termos de mentalidade: comparem a mentalidade de medo dos portugueses, com a mentalidade de “somos os melhores” da jovem selecção Alemã, da irreverente e sem medos selecção do Gana, da mentalidade “não interessa que estamos a ser roubados” da selecção dos EUA, ou a mentalidade de “controlar todos os jogos” da selecção Espanhola.
    Todas perderam, menos uma. MAS de qualquer modo, prefiro qualquer dessas mentalidades, à mentalidade de medo, de não arriscar, de jogar para o 0-0, de ter medo de ganhar, que foi desde sempre a selecção comandada pelo Queiroz.

    Quanto à cabala, concordo. Mas isso passa pelos dirigentes federativos e outros dirigentes, que não têm competência para os cargos. Deveriam tomar decisões rápidas e objectivas. E não a forma como fizeram, que só demonstra incompetência no emprego que têm. Não se percebe as artimanhas manhosas, e as histórias que têm que inventar, só para despedir alguém que deveria ser despedido objectivamente pelos maus resultados, pelas más exibições, e pela mentalidade demonstrada (que preferia não perder, em vez de arriscar para ganhar).

  4. record.xl.pt…

    Já agora, esta mentalidade fraca do Queiroz estende-se à Federação.

    Os patrões da Federação têm feito muita porcaria ao longo dos anos. Têm tido também alguns feitos positivos assinaláveis, como a realização do Euro 2004 em Portugal, a final da da Taça UEFA em 2005 em Alvalade, e 7 participações em fases finais de Europeus e Mundiais (em 9 possíveis), mas alguns erros crassos deitam tudo a perder. Assim de repente, lembro-me do Mundial Coreia/Japão e do Mundial 2010.

    O Queiroz demonstrou incompetência para ser seleccionador e devia ter sido despedido por isso.
    Mas a mesma incompetência é demonstrada por aqueles que avançaram com um processo ridículo contra ele. Usam artimanhas próprias de pequenos reis, que já estão no trono há quase 20 anos. Deixam de pensar racionalmente, e entram por vícios e estratagemas.

    Queiroz devia ter-se despedido, ou devia ter sido despedido pelo Madaíl.
    Madaíl deveria ter despedido o Queiroz. Com estes estratagemas de processos em tribunal, e após dar 800 mil euros por mérito a um técnico que só teve demérito, Madaíl deveria se despedir também.

    Como disse o Queiroz há uns anos: é preciso limpar toda a porcaria. E agora, isso inclui o Queiroz e os (ir)responsáveis da Federação.

    Sobretudo, digo eu, é preciso acabar com a mentalidade de coitadinho, de derrotado, e que nunca assume responsabilidade nos problemas.
    É preciso dar valor ao mérito e à competência.

    • Conceição Monteiro on 02/07/2010 at 18:56
    • Responder

    youtube.com…

    Os Black Eyed Peas apenas apoiaram a nossa selecção porque foram pagos. No concerto de abertura, o vocalista ergueu uma bandeira do Brasil. (http://www.youtube.com/watch?v=e3JXvEZWq2M)

    Não sei se a música da selecção, deveria ser para sempre a música da Nelly Furtado. Mas acredito que temos imensos músicos Portugueses que poderiam fazer uma música, mais barata, que nos falasse directamente ao coração e que fosse de apoio incondicional. Como acho que a selecção merece, quer se perca quer se ganhe.

    “Já imaginaram um trabalhador chegar ao patrão e dizer: “hoje estou fraco. Amanhã é que vou fazer um bom serviço”.”

    Eu tive um patrão Alemão, numa empresa em Portugal. Estava eu na empresa à 2 semanas quando fui mandada para a Alemanha em formação.
    Ao fim de alguns dias, o patrão disse-me: “CM, quando eu te “pedir” para fazer alguma coisa, não quero ouvir amanhã”. Fiquei sem perceber, o propósito e sobretudo a razão de ele ter proferido tal frase em inglês, excepto a palavra “Amanhã”, que foi dita em Português.
    Acabou por dizer-me que essa tinha sido a primeira palavra que tinha aprendido em Português e por uma razão, é que cada vez que “pedia” para fazerem alguma coisa lhe respondiam sempre”Amanhã”, “Amanhã, vejo isso”, “Amanhã temos isso pronto”, “Amanhã, fazemos isso”. É sempre “amanhã”, “amanhã”, “amanhã”.
    “Mas CM, amanhã pode ser tarde, amanhã, o cliente, já foi à procura de outro fornecedor e alguém ganha o projecto e não somos nós.”

    Ou seja, quem é eficiente e tem uma atitude vencedora, ganha. Quem tem uma atitude passiva, perde.

    É a diferença entre quem fica a ver navios e quem os comanda.
    Há 500 anos fomos nós a comandá-los, e agora?

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