Água de Encélado chove em Saturno

Recorrendo a observações do observatório espacial Herschel (ESA), uma equipa internacional de astrónomos liderada por Paul Hartogh (Instituto Max-Planck para a Investigação do Sistema Solar), conseguiu observar o toro (algo semelhante a um donut) de água, que se forma devido ao crio-vulcanismo no pólo Sul de Encélado.

Este “donut”, com mais de 10 vezes o diâmetro do planeta, é a origem da água detetada na alta atmosfera de Saturno, o que faz de Encélado a única lua conhecida a afectar a atmosfera do seu planeta.

Estes resultados foram publicados no último número da revista “Astronomy & Astrophysics“.

Mais informações na astronotícia do CAUP, no comunicado de imprensa da ESA, ou no artigo científico.

7 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

  1. Carlos, só para ajudar: os comandos enviados às sondas e a informação enviada por esta são ondas electromagnéticas e que estas demoram o seu tempo a percorrer essas distâncias. As imagens obtidas são feitas com recurso a câmaras de alta definição e sensores CCD (como nas máquinas digitais, com uma resolução muito superior).
    Abraço

      • Carlos Eduardo Santos on 28/07/2011 at 12:58
      • Responder

      José, obrigado.
      Mas agora surgiu uma outra duvida:
      Estas informações não podem ser captadas por outros?
      Estas ondas electromagnéticas elas não poderiam se perder por causa da distancia tão grande???

    • Carlos Eduardo Santos on 26/07/2011 at 19:43
    • Responder

    O amigo Carlos uma vez me explicou como eles sabem qual o tipo de materia dos corpos celestiais via Espectrômetro.
    Mas eu gostaria de saber mais sobre.
    por ex.: qual o formato que as sondas enviam as informações e como se faz para ler as mesmas e saber que realmente é agua, nitrogenio e etc?
    Uma vez que a imagem não é clara de onde a sonda esta, como eles sabem exatamente aonde a sonda esta e para onde a mesma esta apontando, a distancia da sonda em relação ao corpo celeste???

    Abçs

    1. Olá Carlos,

      Isso são perguntas distintas. 😉

      A espectroscopia serve para saber, por exemplo, a composição dos objectos ao longe.
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectroscopia
      Leia por exemplo este artigo que explica como se vê o espectro do Sol para saber de que ele é composto (veja a última imagem):
      http://www.experimentum.org/blog/?tag=espectro-solar
      O elemento Hélio, por exemplo, é chamado de Hélio porque foi pela 1ª vez detectado no Sol (Helios). Não se sabia que Hélio existia, até por espectroscopia se ter “visto” o Hélio no Sol.

      Quanto a saber a posição dos objectos e a distância deles, pode-se usar várias técnicas.
      Muitas delas usamos na Terra. Por exemplo, o GPS permite-nos saber onde estamos e a que distância estamos de outros locais. Outro exemplo é por exemplo os camiões (e alguns carros já têm) a estacionar vindo ao para trás – os “beep” informam da distância para os objectos atrás. O Google já tem carros a conduzir sozinhos, porque “sabem” onde e a que distância estão os outros objectos.
      Ou seja, isto é só para dizer que o que se faz no espaço não é “nada de especial”, considerando que já se faz na Terra diariamente essas coisas 😉
      Mas no espaço há outras formas. Por exemplo, nas Missões Apollo, por várias vezes os astronautas orientaram-se pelas estrelas. Tal como na Terra, se o Carlos souber onde está a estrela polar e souber algumas constelações à volta, tendo um mapa do céu, sabe então exactamente onde está na Terra e que horas são nesse local.
      No caso das sondas, como a Cassini que tirou a fotografia em cima, as sondas também têm câmeras, e é assim fácil perceber para onde ela está a “olhar”.
      Também existe outra forma que é enviar comandos à sonda, e recebê-los de volta. Como se faz para a Lua, por exemplo. Assim sabe-se exactamente a que distância ela está.
      Ou seja, há várias formas de se saber essas informações sobre as sondas, e utilizam-se diferentes métodos simultaneamente 😉
      Leia este artigo com uma explicação provavelmente mais fácil de entender:
      http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=how-do-space-probes-navig

      abraço 😉

        • Carlos Eduardo Santos on 26/07/2011 at 20:29

        Amigo Carlos, muito obrigado pelas explicações.
        GPS eu pensei que fosse somente utilizado dentro do globo terreste, por causa do posicionamento dos satelites, não sabia que existia a possibilidade de usa-los no espaço, até porq o universo não existe limitadores por ele ser infinito, mas enfim, pensei que não poderia ser utilizado por algumas questões e diferenças entre o espaço do universo e o nosso no globo terrestre.
        Logo a charada dobre o posicionamento ja tenho como estudar sobre.
        Os satélites conseguem tirar fotos coloridas dos corpos celestes? Aquelas nuvens coloridas e planetas que vemos em sites? Pensei que fosse monocromatico.
        Li sobre Espectroscopia que vc já tinha me passadoo link.
        Estes satelites estão equipados com Espectrômetro ou cameras de alta definição?
        Uma vez q o Espectrômetro precisa captar a luz erradiada do corpo seleste para fazer a leitura e se for por foto creio que não tem como fazer a espectroscopia.
        Quando o Espectrômetro captura a luz do corpo seleste como é que ele envia e qual o formato para o especialista estudar e saber qual a materia daquele feixe de luz?

        Peço desculpas mais uma vez pela minha ignorancia, mas gosto muito de ler estas materias astrofisicas, mas infelizmente o governo Brasileiro não tem uma educação boa, e agora com 26 anos, fico fazendo estas perguntas que chegam a ser ridiculas. risos.
        Muito obrigado amigo Carlos Oliveira.

      1. Carlos,

        Peço desculpa se o confundi 🙂
        Só falei no GPS para o Carlos perceber que há diferentes formas de se saber a posição e distância dos objectos.
        Pode-se também utilizar a triangulação, por exemplo.
        http://en.wikipedia.org/wiki/Triangulation
        Ou seja, há diferentes formas de se saber essas informações.
        Por isso, os meus pontos são que não há só uma forma de se fazer as coisas, e que na Terra já se faz isso diariamente, logo no espaço também não é “nada de especial”. (até porque no espaço, se errar em 3 kms, por exemplo, isso é “aceitável”, porque as distâncias são de milhões de kms) 😉

        Quanto ao espectrógrafo, temos muitos na Terra. E com eles sabe-se a composição de objectos muito longe no espaço.
        Além disso, as próprias sondas levam esses instrumentos a bordo. Veja aqui, por exemplo:
        http://en.wikipedia.org/wiki/Huygens_%28spacecraft%29#Gas_Chromatograph_Mass_Spectrometer_.28GC.2FMS.29

        Comunica-se com as sondas via rádio e micro-ondas. Leia aqui:
        http://wiki.answers.com/Q/How_do_scientists_on_earth_communicate_with_a_space_probe

        Quanto a como se tiram fotos a cores (elas são processadas para se parecerem com o que o olho humano veria… após usar diferentes filtros), veja o Hubblecast sobre o Telescópio Espacial Hubble, que explica isso 😉
        http://www.astropt.org/2009/05/13/telescopio-espacial-hubble/
        http://www.youtube.com/watch?v=5uYpcqVdQGE
        (pode colocar legendas em português, se quiser)

        abraço

  2. WOW 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.