Qual é o Mal?

No seguimento do post sobre “um mito que destrói uma espécie”, assim como do meu próprio post, gostaria de partilhar o seguinte cartoon.

Os chifres de rinocerontes têm sido procurados por diversas razões, desde motivos culturais, religiosos ou até simplesmente estéticos. Tudo isto gera interesse financeiro e fomenta a caça aos animais. Juntando isso à destruição do habitat temos a receita ideal para o desastre. No entanto, uma das principais ameaças ao rinoceronte-de-java, é a sua procura pela medicina tradicional de muitos países da Ásia, como a Malásia, Coreia do Sul, Índia e China, onde é utilizado para “curar” uma extensa lista de maleitas. Os óbvios problemas disto são dois:

  1. O rinoceronte-de-java é uma espécie em vias de extinção.
  2. Não existem evidências científicas de que tenha realmente qualquer efeito terapêutico para além do efeito placebo, o que torna o primeiro problema ainda mais revoltante.

Podem encontrar mais informação aqui e aqui.

Outros animais e plantas encontram-se também ameaçados por terapias tradicionais e alternativas sem qualquer fundamento. Tigres, ursos, veados-almiscarados e cavalos-marinhos são apenas alguns exemplos. Ver aqui e aqui.

25 comentários

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  1. A ganância e a ignorância vai acabar com o planeta.

  2. “Medicina chinesa está a levar os rinocerontes à extinção”
    http://news.yahoo.com/chinese-medicine-driving-rhinos-extinction-201606784.html

    “The rhinos are being poached to extinction largely for their horns, which are sometimes sold as trophies or decorations, but more often are ground up and used in traditional Chinese medicine. Sometimes the powder is added to food, or brewed in a tea, as some people believe that African rhino horns are a powerful aphrodisiac and panacea. These animals are not being killed for meat or to control their population, but because of misinformation and superstition.”

  3. “Rinoceronte negro da África ocidental está oficialmente extinto” 🙁

    http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1520468

  4. Pronto, agora estão mais contentes.
    http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2082634&seccao=Biosfera
    “Amostras genéticas recolhidas em 2010 no Parque Nacional Cat Tien, no Vietname, confirmaram a morte do último exemplar de uma espécie do rinoceronte de Java – no Sudeste Asiático […] O animal morreu após ser baleado nas pernas e de lhe ter sido cortado o chifre, um dos principais produtos da medicina tradicional chinesa, a fim de ser vendido no mercado ilegal, onde pode atingir os 30 mil dólares.”

  5. Mais notícias:
    Portugal é “placa giratória” no tráfico de chifres de rinoceronte
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1976749

    Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) defende oficialização das medicinas alternativas no Sistema Nacional de Saúde.
    http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/284554-pan-defende-oficializacao-das-medicinas-alternativas

    Oh, the irony…

    • Carlos R. Simões on 22/08/2011 at 21:22
    • Responder

    “Os animais são mortos devido à procura de chifres na China e no Vietname..”

    Indignação!

    Isso me lembra Asimov no Despertar dos Deuses onde ele cita uma idéia. O planeta Terra está tão assombrado pelos fantasmas das crenças, mitos, lugares “sagrados”, que se torna impossível olhar para o futuro sem estar apegado a história que os rodeia. Por esse fato, as pessoas interessadas em expandir seu conhecimento procuram um lugar para recomeçar, nesse caso uma cidade na Lua.

  6. Artigo do Guardian que fala da caça aos rinocerontes na África do Sul. Os animais são mortos devido à procura de chifres na China e no Vietname, onde prospera o mito de que consegue curar o cancro e outras doenças. Chegam até a usar helicópteros para caçar os animais, pois a 35 mil libras por Kg os chifres são mais caros do que o ouro.
    http://www.guardian.co.uk/environment/2011/aug/20/rhinos-threatened-extinction-cancer-cure

  7. Vejamos a seguinte questão:

    Você gosta muito de uma pessoa, e ela gosta muito de você. Vocês poderiam iniciar um grande romance, mas essa pessoa tem um pequeno problema: ela acredita em astrologia.

    O que você faz?

    1-Automaticamente, você deixa de gostar dessa pessoa.

    2-Você tenta convencê-la de que astrologia é um monte de besteira.

    3-Você tolera a crença dela e tenta não discutir astrologia com ela.

    4-Você aceita a crença dela como algo que “funciona pra ela, não pra mim”.

    5-Você aceita a pessoa e a crença dela (ainda que, diante da ciência, isso não faça sentido).

    Não há uma resposta certa, porque o objetivo dessa questão não é acertar nada, e sim ver como você vê as coisas — e as pessoas.

    Mas se quiser saber, a resposta mais “legal” é de longe a 5.

    E quando digo “legal”, digo “a que uma pessoa legal, que seria muito mais fácil de se fazer ouvir e seguir, daria”.

    1. Cristiano,

      Depende.
      Gosto dela como?

      Se tiver a ver com atracção física, então é indiferente o que ela pensa sobre X ou Y.
      Se fôr um gostar mais profundo, então normalmente isso vem depois de saber essas coisas e não antes 😉

  8. Em primeiro lugar, pra sermos mesmo corretos, deveríamos substituir as seguintes frases (meros exemplos):

    “A ciência nos deu remédios, computadores e a internet”

    “A ciência já provou que tal procedimento X não funciona”

    Por:

    “Toda a humanidade, desde o princípio da humanidade até os dias de hoje, usando entre uma infinidade de coisas, a ciência, nos deu remédios, computadores e a internet”
    (porque a ciência não é uma entidade, e sim uma ferramenta. E ferramentas não nos dão coisas. Ferramentas não nos fazem nada. Entidades – leia-se “entidades humanas” -, usando essas ferramentas, sim. E mesmo a mais simples chave de fenda não foi feita por um homem só. Foi feita por uma fábrica, que por sua vez, foi construída por vários homens… e assim vai)

    “Cientistas julgam já ter provado que tal procedimento X não funciona”
    (porque, em essência, o fato de você ter provado que tal coisa não funciona não significa que eu provei a mesma coisa, ou que acredito no que você disse, ou que concordo com os procedimentos da prova… etc)

    Estas últimas, podem ser um tanto longas, mas é melhor esticar um pouco um texto, do que com um curto, propagar um engano (ou vários).

    …………………………………..

    Afinal, o que há de errado com os céticos?

    “Errado”? – Sim, pois se isso de ceticismo fosse um negócio, eu diria que não está rendendo muito bem, ainda que não esteja falido.

    Ceticismo não vende. Pseudociências, sim – e muito!

    Aparentemente, somente céticos ligam pros argumentos dos céticos, por melhores que eles sejam. Mas os pseudos, todos os dias, arrebanham milhares ou milhões de pobres ovelhinhas, assim ditas, “ignorantes” pro lado deles. E não estão nem aí pra navalha de occam ou seja lá o que for o argumento que um cético usar pra tentar derrubar alguma crença. Pois como disse, somente céticos concordam com céticos (ok, estou generalizando um pouco… Mas vocês entenderam! Ou não?…)

    A diferença, que dá aos “pseudos” uma esmagadora vitória sobre os céticos, é que os primeiros não colocam a ciência acima dos homens.

    E quando digo “homens”, não estou falando apenas no plural, mas de qualquer homem.

    Tentar ver o que isso significa, seria o mesmo que perguntar:

    “O que vale mais? A ciência ou o homem?”

    Faça essa mesma pergunta pra um cético e para um “pseudo”, e você verá respostas diferentes. (E nós já sabemos o que cada um responderia, não sabemos?)

    Alguém aí talvez responda “o homem, mas a ciência é a melhor ferramenta que ele tem”.

    A melhor? Pergunte isso aos bilhões de seres humanos desse planeta. (Eu já sei a resposta. Você, provavelmente, não.)

    Enquanto céticos disserem “a ciência nos dá” e os “pseudos”, “Deus nos dá (pelo menos, uma entidade aparentemente humana – ou com algum coração – na frase)”, a vitória está garantida. (Advinha pra quem?)

    Enquanto céticos acharem que suas ferramentas de ceticismo (como o pensamento crítico) são melhores que o pensamento pró-humano dos “pseudos”, a coisa provavelmente ainda mudará pra melhor, mas muito devagar.

    Mudará sim, porque, um dia, inevitavelmente, a vitória será dos céticos.

    Prevejo um dia, bem no futuro, onde o ceticismo enfim asteará a bandeira do pensamento crítico sobre as carcaças – já sem vida – dos “pseudos”.

    Infelizmente, não serão mãos humanas e apaixonadas que estarão segurando essa bandeira, mas frias e calculistas mãos (ou garras?) de máquinas.

    Estas não falharão! Serão perfeitamente céticas, críticas e naturalistas, como o mais cético dos céticos jamais sonhou ser, e como ser humano nenhum seria capaz de ser (pois o ser humano é, em essência, falho – céticos incluso, óbvio).

    Mas aí a humanidade já estará extinta (pois só assim para o ceticismo e/ou o pensamento crítico vencer nesse mundo). E o que restar dela, essa “herança maldita”, não terá nenhum significado para justificar a própria existência. Apenas existirá por existir, a vagar pelo espaço e a juntar mais e mais informação – agora, completamente inútil – sobre o cosmos.

    E para o quê, afinal? E pra quem?

    1. Cristiano,

      Não sei se percebi o seu comentário…

      Mas a questão para mim não é qual é a melhor, mas sim qual funciona.

      O pensamento científico, racional, funciona com 100% de sucesso milhões de vezes por dia, para qualquer pessoa (e não só cientistas).
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/
      O pensamento pseudo não funciona. Mas vende (nisso tem razão).

        • Cristiano on 15/08/2011 at 07:47

        Parece que sou difícil de entender…

        “O pensamento pseudo…” – esse tipo de definição dá, automaticamente pra quem lê seu comentário, a impressão indubitável que você separa a forma de pensar de uma pessoa da própria pessoa. Coisa que na prática não é possível.

        É correto dizer “O Cristiano está errado” ou “O Cristiano não funciona”. Eu sou o que penso, digo e faço. E se o que penso, digo, e faço parece errado, é porque, provavelmente, eu estou errado.

        Mas não é correto dizer “O pensamento pseudo de Cristiano não funciona”, e pensar que não disse que eu não funciono, pois o pensamento (meu ou de qualquer um) não tem essa capacidade de não funcionar. Ele não age. Eu sim. Então devo ser eu que não funciono (ou é de mim que falas).

        É falho tentar separar um homem do seu modo de pensar. O homem é o que pensa.

        Quando você fala do pensamento de alguém, pode ter certeza de que essa pessoa entenderá que é dela de quem falas.

        Então quando alguém diz “é óbvio que se deve combater a mentalidade irracional, pseudo” é, na prática, o mesmo que dizer “é óbvio que se deve combater os irracionais, pseudos”.

        O que dá a clara impressão de que se deve segregar os pseudos (embora todos aqui saibam que não foi isso que você disse, mas não é o que se diz, mas como se diz que importa).

        E assim o “pseudo” (como vocês gostam de chamar/classificar) que estava a ler os comentários do seu artigo sente-se ofendido por ser o que é e se debanda pra outras partes. E com uma péssima impressão sobre os céticos (não, não se preocupe: ele não irá culpar o ceticismo por isso).

        Quer goste ou não, quer isso esteja semanticamente correto ou não, é assim que o ser humano comum entende as coisas. E é assim que ele reage a tudo o que lê.

        E realmente, não é uma questão de qual é a ferramenta melhor, mas quem (pessoas, não pensamentos ou formas de pensar) se expressa melhor.

        E nisso, aparentemente, os céticos não são melhores.

      1. “a impressão indubitável que você separa a forma de pensar de uma pessoa da própria pessoa.”

        Porquê?
        Se eu disser que a pessoa tem um nariz defeituoso, estou a separar a pessoa do nariz?
        É a mesma coisa aqui, mas com um pensamento defeituoso.

        “O que dá a clara impressão de que se deve segregar os pseudos”

        Sim, a mentalidade pseudo.
        Newton foi um dos maiores cientistas de sempre, e no entanto tinha várias ocasiões em que não passava de um pseudo.

        “E nisso, aparentemente, os céticos não são melhores.”

        De acordo.
        Mas não é só pela forma de expressão, mas sim porque os pseudos sabem e gostam de manipular os sentimentos das pessoas.

  9. Hmm…

    Então a ciência nos dá coisas… E os pseudos as usam, mas ao mesmo tempo, ignoram suas origens… E os pseudos não nos dão nada? Ok?

    Pois não é óbvio? A lâmpada, o computador, a internet, o raio-x, a anestesia, os telemóveis, a televisão… Foi a ciência quem nos deu! Quem mais?

    E assim, com argumentos como esse, o homem se separa não só do próprio homem, como daquilo que ele mesmo criou (a ciência), dando-lhe o status de entidade independente (do homem).

    Meus caros! Acordem!!!

    A ciência não pode nos dar nem um biscoito! A ciência, fisicamente, não existe! Trata-se de uma ferramenta mental, uma construção abstrata! uma forma de pensar, que por acaso, usa o pensamento, que por sua vez, ocorre na cabeça de seres humanos – como os pseudos!

    Além desse fato – de que a ciência existe apenas na mente das pessoas -, a ciência não é executada (seria melhor dizer assim do que praticada) por uma só pessoa! E muito menos apenas por cientistas!!!

    Pois o tal do cientista mora em uma casa que não construiu, dorme em uma cama que não montou, come um pão que não assou, e dirige um carro que foi rebitado, soldado e parafusado por alguém que depois chama de “pseudo”.

    Assim vive o cientista: do esforço conjunto dos demais seres humanos, a quem, acredito, ele serve. Ou servem os cientistas apenas a eles mesmos?

    Ou será que algum dia separamos os cientistas de um lado do mundo e os demais (pseudos e outros) do outro, e assim começou a história da ciência e da humanidade? Sem a ajuda dos milhões de pseudos?

    Um dia, após uma crítica que fiz, e para me fazer “ver a luz”, alguém citou essa frase, acredito, bem conhecida no meio científico:

    “Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.”

    Pois acho que seria melhor usarem essa frase, que considero muito mais justa:

    “Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de milhões de pequeninos.”

    Esses pequeninos são a grande maioria das pessoas do mundo, que não são cientistas, que não separam as pessoas em “céticos” e “pseudos”, mas que, entre outras coisas, ajudam a sustentar os cientistas, e então, por consequência, a sustentar a própria ciência!

    Ou a ciência se sustenta sozinha? E sem cientistas? Será que seria uma ciência mais “pura”? Pois cientistas também erram, e creem em coisas absurdas de vez em quando…

    Não há um ser humano nesse ano de 2011 que não deva a sua vida aos milhões de pseudos que lutaram em guerras do passado, ou que, às vezes, agindo mediante uma conveniente ignorância, desbravaram o mundo em busca de novas terras.

    Mas parece que não tem jeito! Quando alguém sobe muito alto (como nesses tais ombros de gigantes), só consegue ver os demais como formigas!…

    1. “uma forma de pensar, que por acaso, usa o pensamento, que por sua vez, ocorre na cabeça de seres humanos – como os pseudos!”

      Não 😉
      Uma forma de pensar lógica também ocorre por vezes nos animais.
      Já nos pseudos, a racionalidade não ocorre.

      “por alguém que depois chama de “pseudo”.”

      Não. A mentalidade pseudo NUNCA faria nada disso.
      A mentalidade pseudo olha para isso e diz que foi “milagre” ou fruto do “Pai Natal” ou “fruto de “energias cósmicas” ou “construído por extraterrestres”, etc.

      “e creem em coisas absurdas de vez em quando…”

      Isso é a mentalidade pseudo.

      “que não deva a sua vida aos milhões de pseudos que lutaram em guerras do passado, ou que, às vezes, agindo mediante uma conveniente ignorância, desbravaram o mundo em busca de novas terras.”

      Não percebo porque lhes devo a vida…
      Estaria morto sem eles?

      Está enganado. Quem desbrava o mundo sustentado pela curiosidade, não são os pseudos.

      O Cristiano colocou as coisas em termos de pessoas, quando as divisões são em termos de mentalidades.
      Ninguém nega – até porque eu já o disse aqui várias vezes – que as pessoas por vezes têm mentalidade pseudo, mas que em 99% do tempo diária usam uma mentalidade racional.
      No entanto, é óbvio que se deve combater a mentalidade irracional, pseudo.

    2. “A ciência, fisicamente, não existe! Trata-se de uma ferramenta mental, uma construção abstrata! uma forma de pensar, que por acaso, usa o pensamento, que por sua vez, ocorre na cabeça de seres humanos – como os pseudos!”

      Sim e não… É uma ferramenta, mas uma ferramenta que já deu provas de que funciona melhor do que a forma de pensar pseudo, precisamente porque apresenta resultados. Não é perfeita, nem pode ser porque é feita por humanos, mas é a melhor que conheço.

      É aquilo que o Carlos já disse, estamos a falar de mentalidades e não de pessoas. Há muita gente que não tem qualquer background em ciência, mas gosta de ciência e procura educar-se. Assim como há cientistas que acreditam em coisas absurdas. E nada impede que alguém pense de forma racional em certos aspectos da sua vida e depois de forma pseudo em outras às quais está emocionalmente ligado, estou farto de ver isso. Agora, o que chamamos a alguém que vem para internet dizer que a ciência não presta para nada, nunca lhe deu nada, os cientistas são todos uns arrogantes e eles é que sabem porque leram uma “verdade” qualquer num site obscuro? Como se chama a alguém que continua a praticar determinada terapia alternativa mesmo quando está mais do que provado que não funciona? Racional não está a ser, a não ser que tenha algum interesse financeiro.

      Mas se bem percebi o que o Cristiano queria dizer era que os cientistas dependem do trabalho de alguns pseudos. Talvez, mas eu quando (e se) começar a trabalhar, não faço contas de ser sustentado por consultas de astrologia, bruxaria e afins até porque nem devem pagar impostos. Quanto muito serei “sustentado” pelo trabalho honesto e realmente útil que os pseudos fazem quando não estão ocupados a ser pseudos 😛

    • Dinis Ribeiro on 13/08/2011 at 01:08
    • Responder

    Os “pseudos” de acordo com os símbolos/liguagem do “universo do Harry Potter”, talvez falem “Parseltongue” como se fossem serpentes rastejando com agilidade, prontas a saltar sobre as presas crédulas e impressionáveis, levadas a responder dum modo “básico” aos seus “impulsos biológicos” mais óbvios, como o de querer obter a força dum rinoceronte, ao lhe “arrancar” o seu chifre, numa patética “lógica” infantil.

    Estes (pensamentos?) “superficiais” lembram-me o “Thirst mutilator” que é bom porque tem “Electrolytes” do filme http://en.wikipedia.org/wiki/Idiocracy

    Até onde nos poderá levar o conformismo? (Será mais um traço dos pseudo?) Isto foi muito bem descrito na peça de teatro “Rinoceronte” http://en.wikipedia.org/wiki/Rhinoceros_(play)

    Citação sobre a obra de Eugène Ionesco:

    Ele não queria que suas obras fossem categorizadas como Teatro do absurdo, preferindo em vez de absurdo, a palavra insólito.

    Ele percebeu no termo insólito um aspecto ao mesmo tempo pavoroso e maravilhoso diante da estranheza do mundo, enquanto a palavra absurdo seria sinônimo de insensato, de incompreensão.

    «Não é porque não compreendemos uma coisa que ela é absurda » , resumiu seu biógrafo André Le Gall.

    Voltando á ideia de que os “pseudo” talvez falem mesmo uma espécie de “Parseltongue”.

    Eles conseguem fascinar/hipnotizar as pessoas pois o que dizem é “awesome”e por muito demente que seja, fica sempre uma ínfima dúvida ou um receio subconsciente
    Vejam bem o que é o “Awe”: http://en.wikipedia.org/wiki/Awe

    Para mim, a emoção da ciência é esta: “Wonder”
    http://en.wikipedia.org/wiki/Wonder_(emotion)

    Os pseudos tentam ser “awesome”, a qualquer preço, seja lá como fôr, custe o que custar.

    Talvez por isso, são capazes (potencialmente) de conseguir “fazer vir ao de cima” a “serpente” que sempre existirá dentro de todos nós no que habitualmente se descreve como o “O Cérebro Reptiliano” http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_c%C3%A9rebro_trino

    Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Encantamento_de_serpentes

    Até hoje, a forma de vida deste género mais perigosa em que toquei acidentalmente, num lago no Texas, foi uma water mocassin e creio que tive muita sorte em não ser mordido. http://en.wikipedia.org/wiki/Water_mocassin

    Há ou não há algumas (pequenas?) semelhanças dos “pseudos” com os “Slytherin”?

    Parseltongue is the language of snakes. It is, in the common mind, associated with Dark Magic… Salazar Slytherin is described as power hungry by the Sorting Hat, and was known as “shrewd Slytherin from fen”. … Salazar Slytherin was one of the first recorded Parselmouths, and a notorious champion of pureblood supremacy He also selected his students according to cunning, ambition, and blood purity. Slytherin’s first name is a reference to Portuguese dictator Dr. António de Oliveira Salazar.

    Voltando á pergunta “Qual é o Mal”?

    Penso que há demasiada “ligeireza” sobre o modo como tratamos as outras espécies do (nosso?) planeta.

    Há mitos e rumores que também são capazes de “destruir” parte da nossa própria espécie:

    Racism and xenophobia linked to biological fear of outsiders in Stone Age
    http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/health-news/racism-and-xenophobia-linked-to-biological-fear-of-outsiders-in-stone-age-566708.html

    Por vezes, penso que o uso “regular” dos lóbulos frontais devia ser obrigatório, (como o cinto de segurança nos carros) para se poder (pelo menos) manter e até talvez tentar desenvolver um pouco mais a nossa (evoluída?) civilização. http://en.wikipedia.org/wiki/Frontal_lobes

    Sugiro um reexaminar do significado (mais profundo) destas palavras:

    http://www.thefreedictionary.com/shallow & http://www.thefreedictionary.com/superficial

    http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=leviano & http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=leviandade

    Um filme sobre a superficialidade: http://en.wikipedia.org/wiki/Shallow_Hal

    Os tubarões, que (como se sabe) são “maus” e “crueis” são alvo dos nossos “impulsos biológicos” mais atávicos e mortíferos.

    1) http://en.wikipedia.org/wiki/Shark_finning#Impact_and_reporting

    2) http://en.wikipedia.org/wiki/Shark_fin_soup

    3) http://en.wikipedia.org/wiki/Shark_Conservation_Act

    A maneira como lhes cortamos as barbatanas e os deixamos meio-vivos a morrer lentamente por asfixia e sem se poderem defender, é algo que me incomoda muito, a vários níveis, por várias razões.

    In the ocean, the sharks either die from suffocation or are eaten because they are unable to move normally.

    Fazemos isso com uma frieza digna dos “assustadiços” répteis, que em princípio são mais “limitados” nas suas opções, do que nós, os “humanos civilizados”…

    Li este livro em 1980 : http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dragons_of_Eden

    26-73 million sharks are killed each year worldwide

    Underwater photographer Richard Merritt also has witnessed finning of living sharks in Indonesia where he saw immobile finless sharks lying on the sea bed still alive below the fishing boat.

    Shark finning refers to the removal and retention of shark fins and the discarding of the rest of the fish.

    Shark finning takes place at sea so the fishers only have to transport the fins.

    Shark finning is widespread, and largely unmanaged and unmonitored.

    Shark finning has increased over the past decade largely due to the increasing demand for shark fins for Chinese shark fin soup and traditional cures.

    Many countries now prohibit finning; however, many international waters are unregulated.

    International fishing authorities are considering banning shark fishing (and finning) in the Atlantic Ocean and Mediterranean Sea.

    Finning is banned in the Eastern Pacific, but shark fishing and finning continues unabated in most of the Pacific and Indian Ocean.

    In countries such as Thailand and Singapore, public awareness advertisements on finning have reportedly reduced consumption by 25%.

    In 2007, Canadian filmmaker and biologist Rob Stewart created a film, Sharkwater, which exposes the “shark fin” industry in detail.

  10. Eu diria que aos pseudos não lhes cai o cerebro, diria que antes devem ter um anastemose”ileo-cefalica”, para terem ideias tão “brilhantes”…lol

    Há uns tempos li um artigo (julgo que foi na National geographic), sobre a caça a tartarugas marinhas na época da quoresma, no méxico. Segundo o artigo os mexicanos julgam que a tartaruga não é carne, portanto podem comê-la no jejum. Apesar de vários alertas e avisos eles continuam a fazê-lo, pondo em risco várias especies (tb comem os ovos). Tão beatos, mas continuam a ir contras os supostos mandamentos, e o vaticano recusa-se a intervir ou emitir qualquer parecer.

    1. Enfim… Mitos que passam de geração em geração apesar de não fazerem qualquer sentido. As pessoas acham que por algo ser antigo significa que já deu provas de que funciona, quando a única coisa que significa é que foi inventando numa época de ignorância e mantido apenas por tradição. O simples facto de ser antigo não prova nada. Todos os anos morrem pessoas que usam truques populares para distinguir os cogumelos comestíveis dos venenosos.
      A utilização de animais acaba por se dever à ideia de que comendo o animal se estará a absorver uma determinada qualidade deste, muitas vezes apenas mitológica. O mesmo se passa com guerreiros de tribos canibais que comem os inimigos para lhes absorver a força.

  11. Eu traduzi um texto muito interessante sobre a temática da pseudociência médica. Aqui fica o link para quem estiver interessado:
    http://fossaceptica.blogspot.com/2011/08/sobre-evolucao-da-banha-de-cobra.html

    • Carlos R. Simões on 12/08/2011 at 18:15
    • Responder

    Ironia é ver os pseudos, que matam por suas crenças, gritarem pela ajuda da ciência quando ficam doentes e percebem que o pé de coelho e a oração não funcionam.

    Abraços.

    1. Exacto 😉

      …ou os pseudos usarem a internet 😉

      Os pseudos passam 99% do tempo diário a usar coisas dadas pela ciência… e depois no 1% pára-lhes o cérebro e dizem mal da ciência… 😛
      enfim 😛
      é a hipocrisia de que tantas vezes falo nos comentários…

    2. Infelizmente alguns são determinados o suficiente para irem até ao fim
      http://whatstheharm.net/alternativemedicine.html

  1. […] crenças das pessoas. O problema é quando essas crenças são um perigo social… levando à extinção de animais e ao assassinato de pessoas. Todos os dias existe no mundo alguém a colocar a sua ideologia acima […]

  2. […] Marco Filipe já tinha reflectido sobre isto num post que intitulou: Qual é o mal? Ou seja, qual é o mal das pessoas terem crenças em propriedades “mágicas”? Não tem […]

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