Qual a Origem da Vida?

Durante séculos, filósofos, cientistas, pesquisadores e pseudos tentam responder esta pergunta intrigante: como surgiram os primeiros seres vivos na Terra?

De Adão e Eva, até mesmo hipóteses a partir de uma camisa suada, destaca-se as mais importantes:

Criação (Michelangelo)

1 – Criacionismo (Hipótese do Fixismo)

De acordo com essa hipótese, baseada nos Livros Sagrados das religiões (com exceção do Budismo), Deus criou todas as coisas existentes no Universo, tal como conhecemos hoje – o que torna a vida imutável (ou fixa). Em outras palavras, a hipótese criacionista dá uma alusão de que os seres vivos em geral não sofreram alterações biológicas durante o curso do tempo.

Abiogênese

2 – Abiogênese*

Defendida principalmente por Aristóteles (384 a.C – 332 a.C), sustenta a hipótese de que a matéria bruta receberia uma força-motriz capaz de transformá-la em um ser vivo. No meio científico, esta foi defendida por um médico belga, chamado Jean Batiste van Helmont (1579 – 1644). De acordo com van Helmont, uma camisa suada colocada em um local escuro e espalhando grãos de trigo sobre a mesma, estes, após 21 dias, adquiriam o princípio ativo e transformar-se-iam em ratos.

Louis Pasteur

3 – Biogênese (Teoria da Biogênese)

Segundo a teoria da Biogênese, um ser vivo só pode surgir a partir de outro preexistente. Trabalhos entre os séculos XVI e XIX deram suporte esta teoria, a notar:

– Francesco Rendi (1696 – 1697) – (clique aqui);

– Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723) – (clique aqui);

– Spallanzani (1729 – 1799) (clique aqui); e

– Louis Pasteur (1822 – 1895) – (clique aqui).

Acredito que uma frase define bem essa teoria:A vida gerando vida.

Painspermia

4 – Panspermia (Hipótese da Panspermia Cósmica)

Originada por Anaxágoras (500 a.C – 428 a.C) e defendida pelo célebre químico sueco Arrhenius (1859-1927), sugere que a vida surgiu a partir de microrganismos oriundos de outros locais do Universo – sendo trazidos por meteoritos que se chocaram na Terra em tempos remotos.

Aminoácidos

5 – Teoria de Oparin

Aleksandr Ivanovich Oparin (1894-1980) foi Biólogo e Bioquímico russo. Sustentado pelo darwinismo, Oparin publicou um livro intitulado A Origem da Vida (1930). Com base nos seus conhecimentos de Cosmologia, afirmou que a Terra primitiva também possuía uma atmosfera fortemente redutora, contendo gás metano, amônia, hidrogênio e água. De acordo com o russo, esses foram os elementos essenciais para a evolução da vida. Como então fica a questão da água na Terra primitiva? Segundo a literatura, Oparin utilizou-se dos seus conhecimentos em Geologia: os 30 km de espessura média da crosta terrestre constituídos de rocha magmática deixaram marcas da intensa atividade vulcânica que ocorreu na Terra em tempos remotos. É sabido entre os cientistas que, nos dias atuais, são expelidos cerca de 10% de vapor d’água junto com o magma e, analogamente, também ocorria dessa forma na pré-história. A intensa atividade vulcânica, decorrida por milhares de eras, teria levado à saturação da umidade atmosférica. Portanto, a água não mais se mantinha sob forma de vapor.

Oparin imaginou que um conjunto de fatores, tais como – alta temperatura do planeta, ocorrência de descargas elétricas na atmosfera e atuação dos raios ultravioleta – teriam provocado reações químicas entre estes três fenômenos, dando origem aos aminoácidos (recomendo a leitura do livro “Princípios de Bioquímica” do Prof. Lehninger 😉 ). Posteriormente, começavam a cair as primeiras chuvas sobre o solo terrestre e estas arrastavam moléculas de aminoácidos que ficavam sobre o solo. Com as altas temperaturas do ambiente, a água logo evaporava e retornava à atmosfera onde novamente era precipitada e novamente evaporava e assim por diante – perfazendo um ciclo.

O russo concluiu que aminoácidos que eram depositados pelas chuvas não retornavam à atmosfera com o vapor de água e assim permaneciam sobre as rochas quentes. Presumiu também que as moléculas de aminoácidos, sob o estímulo do calor, pudessem combinar entre si através de ligações peptídicas. Sendo assim, surgiriam moléculas maiores de substâncias albuminóides. Essas moléculas seriam as primeiras proteínas a existir. A grande quantidade de chuvas por milhares ou milhões de anos acabou levando ao aparecimento dos primeiros mares da Terra. E, supostamente, para estes mares foram arrastadas, com as chuvas, as proteínas e aminoácidos que permaneciam sobre as rochas. Durante certo tempo, as proteínas acumularam-se nos mares de águas mornas do planeta. As moléculas se combinavam, partiam-se e novamente voltavam a combinar-se em nova disposição molecular. Dessa maneira, as proteínas multiplicavam-se quantitativa e qualitativamente. Uma vez dissolvidas em água, as proteínas formaram colóides. A interpenetração dos colóides levou ao aparecimento de moléculas protéicas – os coacervados.

Faz-se notar que é possível, já nessa época, existirem proteínas complexas com capacidade catalisadora (enzimas ou fermentos) que facilitam reações químicas – acelerando a formação de novas substâncias. Quando já havia moléculas nucleoprotéicas, cuja atividade na manifestação de caracteres hereditários é bastante conhecida, os coacervados passaram a envolvê-las. Apareciam gotas de coacervados microscópicas envolvendo nucleoproteínas. Naquele momento faltava apenas que as moléculas de proteínas e de lipídeos se organizassem na superfície de cada gotícula, formando uma membrana lipoprotéica. Então, de acordo com Oparin, estavam formadas então as primeiras formas-de-vida.

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*O Wikipedia continha uma informação incorreta: que um dos primeiros defensores desta teoria seria Anaxágoras – informação esta já corrigida.

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– Notem que, tanto teorias quanto hipóteses aqui apresentadas, são baseadas em evidências científicas, crenças religiosas e observações;

– Notem que o objetivo-central do post é expor somente as ideias gerais acerca da origem dos seres vivos – excluindo-se suas implicações;

– Notem algumas delas já foram refutadas por outras séculos atrás.

E você? Seja de caráter científico, não-científico ou religioso, qual você defende? E por quê?

Deixem nos comentários.

* Se faz recomendável a leitura do artigo do Nuno Machado sobre estudos contemporâneos acerca da Abiogênese. Aqui

60 comentários

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  1. Sim, você está falando de dar vida a algo sem vida, mesmo que em pequenos passos, o que torna a hipótese ainda menos crível. A ciência é capaz de feitos grandiosos, mas com respeito à maneira como o universo e a vida foram criados, ela mostra-se limitada. Todas as hipóteses mencionadas por Cavalcanti nada são além de hipóteses, e nenhuma conta e nem contará com comprovação científica cabal e, portanto, nenhuma hipótese é menos plausível que as demais. Tudo depende da fé de cada um. Fé aqui não é um atributo religioso, apenas a crença em algo cuja veracidade não foi ou não pode ser comprovada pela ciência. A defesa da hipótese A ou B foge à razão humana.

    Saudações,

    1. “A ciência é capaz de feitos grandiosos”

      A ciência é feita de progressos cumulativos, seja para compreender a origem da vida seja para compreender como a eletricidade chega às lâmpadas. São sempre progressos cumulativos.

      “e nenhuma conta e nem contará com comprovação científica cabal e, portanto, nenhuma hipótese é menos plausível que as demais.”

      Isto é absolutamente mentira. Como o é em todas as matérias científicas.
      É óbvio que umas hipóteses são mais prováveis que outras.
      Seja para compreender a origem da vida seja para compreender a gravidade seja para compreender a eletricidade.
      E sim, a ciência acaba sempre por dar uma comprovação cabal sobre os assuntos, quer as pessoas aceitem ou não.

      Como exemplo: eu estou neste momento com os pés no solo devido a uma coisa chamada gravidade. Será que a gravidade está completamente compreendida? Não. Mas é a hipótese mais provável? É.
      E amanhã? Será que a gravidade vai funcionar da mesma forma? Sim. Com certeza a 100%? Não. Mas é mais provável que funcione da mesma forma ou que amanhã sejamos atirados contra o solo pelo corno de um unicórnio? Obviamente é mais provável a gravidade funcionar da mesma forma que hoje. A hipótese unicórnio tem uma probabilidade muito baixa de acontecer.

      abraços

        • Marcos Faria on 10/01/2018 at 20:38

        O fato de alguma hipótese de criação da vida ser mais plausível que outras para determinado grupo de pessoas, não significa que ela seja irrefutável. Todas as hipóteses discutidas têm grandes buracos, suposições dignas de filmes de ficção científica. NUNCA saberemos como de fato se deu a criação da vida em nosso planeta, pois isso não é testável. Não estamos falando de um ensaio laboratorial com ratos e medicamentos, onde é possível separar cada componente experimental e afirmar se uma determinada droga tem ou não o efeito X ou Y sobre as cobaias.

        Mesmo que um dia seja descoberto um planeta com micro-organismos, não poderemos afirmar que a vida humana na Terra evoluiu a partir de procariotos alienígenas que aqui chegaram em cometas. Mesmo que um dia alguém consiga criar vida num laboratório a partir de uma sopa de nutrientes, não se poderá afirmar que foi este o processo que deu origem à vida na Terra (= “mentalidade de ferro velho”, similar à montagem de um Boeing a partir de peças usadas após a passagem de um furação, conforme a analogia brilhantemente aqui postada por Ana em março/2014). Até mesmo a criação da vida através de um ato divino não pode ser ridicularizada como costumamos fazer, pois a ciência não tem competência para lidar com o sobrenatural (ou já é possível avaliar cientificamente a existência ou não de um mundo paralelo, onde habitaria o Deus dos católicos e judeus ?). Embora “a ciência seja capaz de feitos grandiosos”, não se pode atribuir a ela um poder que ela não tem, e aqui está uma das falhas de sua argumentação. Não estamos falando sobre gravidade ou eletricidade, pois nem é necessário ser um cientista para constatar a existência desses fenômenos. Ao contrário dos fenômenos mencionados, não é possível estabelecer um experimento com rigor científico para comprovar de forma incontestável se a hipótese A ou B foi a que resultou na criação de vida na Terra.

        Um dia poderemos até obter indícios experimentais que nos levem a acreditar mais numa determinada hipótese, mas até Sherlock Holmes já mostrava nos filmes que as pistas nem sempre conduzem à verdadeira resposta.

        abraços

      1. “(…) não significa que ela seja irrefutável.”

        Ninguém falou em irrefutável.
        Eu penso que o problema do desentendimento seja o português…

        Eu também não disse que a hipótese era branca, preta, amarela ou vermelha.
        Para o caso do Marcos vir a seguir dizer que isso não significa que ela seja vermelha…

        “Todas as hipóteses discutidas têm grandes buracos, suposições dignas de filmes de ficção científica.”

        Os buracos vão sendo preenchidos… como sempre se faz em ciência. Para tudo.
        Só é ficção científica para quem não sabe a ciência.

        “NUNCA saberemos como de fato se deu a criação da vida em nosso planeta, pois isso não é testável.”

        É óbvio que isto é mentira, como sempre foi no passado quando alguém disse o mesmo para um sem número de outros eventos.
        O facto de não ser testável, não quer dizer que não se pode saber o que aconteceu e como aconteceu. Muitos eventos na ciência foram no passado e sabe-se bem o que aconteceu.

        “Até mesmo a criação da vida através de um ato divino não pode ser ridicularizada como costumamos fazer, pois a ciência não tem competência para lidar com o sobrenatural”

        Claro que pode ser ridicularizado, já que não é ciência, não é conhecimento.

        “ou já é possível avaliar cientificamente a existência ou não de um mundo paralelo, onde habitaria o Deus dos católicos e judeus”

        Mundos paralelos não são ciência, são especulação científica.
        No entanto, mesmo que a geração da vida na Terra se tenha dado devido a, por exemplo, potenciais civilizações extraterrestres avançadas, tal como nós poderemos dentro de alguns séculos semear vida noutros planetas, isso não seriam deuses religiosos: seriam seres que passaram por um processo de evolução como todos os seres que conhecemos.

        “Embora “a ciência seja capaz de feitos grandiosos”, não se pode atribuir a ela um poder que ela não tem, e aqui está uma das falhas de sua argumentação.”

        Pelos vistos, a falha é sua, porque ou não leu o que eu disse ou não compreendeu o que eu disse.

        “Não estamos falando sobre gravidade ou eletricidade, pois nem é necessário ser um cientista para constatar a existência desses fenômenos.”

        Precisamos de ciência para compreender esses fenómenos. Seja gravidade, eletricidade ou vida. E em todos eles, qualquer pessoa constata que existem.

        “Um dia poderemos até obter indícios experimentais que nos levem a acreditar mais numa determinada hipótese”

        A ciência não se faz de acreditar… seja em hipóteses seja noutra coisa qualquer.

        “Sherlock Holmes já mostrava nos filmes que as pistas nem sempre conduzem à verdadeira resposta.”

        Se vir novamente esses filmes, percebe que não se tratava de acreditar. Mas percebe certamente que entre várias hipóteses, existiam as que eram mais prováveis e as que eram menos prováveis.
        Ou seja, esse exemplo de Sherlock, prova exatamente o que eu disse, e mostra que o Marcos está enganado ao dizer que todas as hipóteses têm a mesma probabilidade, que está enganado ao dizer que nunca vamos saber as respostas, e que está enganado ao dizer que não é possível testar as coisas.
        Sherlock mostrou isso.

        abraços

        • Marcos Faria on 11/01/2018 at 18:48

        MARCOS: “Todas as hipóteses discutidas têm grandes buracos, suposições dignas de filmes de ficção científica.”
        CARLOS: “Os buracos vão sendo preenchidos… como sempre se faz em ciência. Para tudo. Só é ficção científica para quem não sabe a ciência.”
        MARCOS: A ciência não consegue responder a todos os questionamentos humanos. Ela é grandiosa, desvenda fenômenos naturais, possibilita avanços em diferentes áreas do conhecimento mas, como tenho insistido em todas as postagens, ela tem limites. Sugiro que leia livros sobre o Método Científico, como “Scientific Method in Practice – Hugh G. Gauch Jr (Cambridge University Press, 2002)”. Alguns trechos:
        “Being literally educated requires an awareness not only of the power of scientific knowledge but also of its limitations”
        “…. For others, the motivation has been to downplay science’s limitations in order to enthrone science as the one and only source of real knowledge and truth”.

        MARCOS: “NUNCA saberemos como de fato se deu a criação da vida em nosso planeta, pois isso não é testável.”
        CARLOS: “É óbvio que isto é mentira, como sempre foi no passado quando alguém disse o mesmo para um sem número de outros eventos. O facto de não ser testável, não quer dizer que não se pode saber o que aconteceu e como aconteceu. Muitos eventos na ciência foram no passado e sabe-se bem o que aconteceu.”
        MARCOS: minha resposta anterior deixa claro que sua afirmação sobre os limites da ciência é … ‘mentirosa’ (?). Prefiro dizer equivocada.

        MARCOS: “Até mesmo a criação da vida através de um ato divino não pode ser ridicularizada como costumamos fazer, pois a ciência não tem competência para lidar com o sobrenatural”
        CARLOS: “Claro que pode ser ridicularizado, já que não é ciência, não é conhecimento.
        “ou já é possível avaliar cientificamente a existência ou não de um mundo paralelo, onde habitaria o Deus dos católicos e judeus”. Mundos paralelos não são ciência, são especulação científica.”
        MARCOS: Cientistas maduros discordam de sua posição. A Sociedade Americana para o Avanço da Ciência – AAAS (1989), por exemplo, expressa claramente que “there are many matters that cannot usefully be examined in a scientific way. There are, for instance, beliefs that – by their very nature – cannot be proved or disproved (such as the existence of supernatural powers and beings, or the true purposes of life)”.

        MARCOS: “Sherlock Holmes já mostrava nos filmes que as pistas nem sempre conduzem à verdadeira resposta.”
        CARLOS: “Se vir novamente esses filmes, percebe que não se tratava de acreditar. Mas percebe certamente que entre várias hipóteses, existiam as que eram mais prováveis e as que eram menos prováveis. Ou seja, esse exemplo de Sherlock, prova exatamente o que eu disse, e mostra que o Marcos está enganado ao dizer que todas as hipóteses têm a mesma probabilidade, que está enganado ao dizer que nunca vamos saber as respostas, e que está enganado ao dizer que não é possível testar as coisas. Sherlock mostrou isso.
        MARCOS: Pense nas pessoas que foram presas ou mortas após acusadas por crimes de assassinato em função dos fortes indícios obtidos pela perícia forense (impressões digitais na cena do crime, sêmen do acusado na cama da vítima, etc…). Entretanto, como sabemos (ou não sabemos, porque muitos morrem sem que a verdade venha à tona), um pequeníssimo percentual dos acusados é constituído de pessoas inocentes, mas que foram condenadas em função das “fortes evidências” coletadas. Com relação à origem da vida, só argumentei que a ciência poderá obter algumas poucas evidências científicas que favoreçam a hipótese A, mas pode ser que a criação da vida tenha ocorrido através da hipótese B. Em conclusão, devemos respeitar a pluralidade de opiniões com relação a este assunto e não ridicularizar as opiniões que diferem das nossas. Mais uma afirmação do livro mencionado: “… scientists will never observe, know, and explain everything about the physical world”.

        Saudações,

      2. “(…) ela tem limites. Sugiro que leia livros sobre o Método Científico, como (…)”

        O único limite dela é o tempo.
        Sempre que alguém diz que ela tem limites, ela ultrapassa esses limites passados alguns séculos.

        Quanto à sua sugestão, penso que terei mais livros comprados, mais livros lidos, mais artigos científicos lidos, mais artigos científicos referenciados na minha tese de doutoramento, e até mais artigos científicos escritos sobre o processo ou método científico que o Marcos.
        Talvez…

        Quanto à AAAS, que conheço bem, diz o mesmo que eu: esse não é um limite da ciência, simplesmente crenças pessoais não são científicas, por isso não pertencem ao domínio da ciência, não são objeto da ciência, mas sim da psicologia, da sociologia e de outras disciplinas sociais.
        Por acaso, mais uma vez, até devido ao meu doutoramento, tenho aqui alguns livros da AAAS.

        Pelos vistos, aqui o único equivocado é o Marcos, não eu ou a AAAS.

        “Pense nas pessoas que foram presas ou mortas após acusadas por crimes de assassinato (…)

        Não entendo o que isto tem a ver com a discussão, a não ser que o Marcos, mais uma vez, esteja equivocado quanto à natureza probabilística da ciência e imagina por alguma razão que ela é absoluta.

        “mas pode ser que a criação da vida tenha ocorrido através da hipótese B”

        Só a ciência poderá chegar a essa resposta.

        “Em conclusão, devemos respeitar a pluralidade de opiniões (…)”

        Mais uma vez, errado. A diferentes níveis, e não só em termos de processo da ciência.
        As pessoas devem ser respeitadas. Já as opiniões devem ser discutidas, argumentadas, avaliadas à luz do conhecimento.

        abraço!

        • Marcos Faria on 12/01/2018 at 13:45

        CARLOS: “O único limite dela (ciência) é o tempo. Sempre que alguém diz que ela tem limites, ela ultrapassa esses limites passados alguns séculos.”
        MARCOS: Repetindo alguns trechos do livro “Scientific Method in Practice – Hugh G. Gauch Jr (Cambridge University Press, 2002)”:
        “Being literally educated requires an awareness not only of the power of scientific knowledge but also of its limitations”
        “…. For others, the motivation has been to downplay science’s limitations in order to enthrone science as the one and only source of real knowledge and truth”.
        Portanto, sua resposta soa como uma opinião pessoal, filosófica, ainda carente de comprovação científica. Você poderia sugerir alguns (peer-reviewed) artigos seus publicados em revistas científicas e que tratam especificamente de Método Científico x Tempo ?

        MARCOS: “Até mesmo a criação da vida através de um ato divino não pode ser ridicularizada como costumamos fazer, pois a ciência não tem competência para lidar com o sobrenatural”
        CARLOS: “Claro que pode ser ridicularizado, já que não é ciência, não é conhecimento.”
        MARCOS: A Sociedade Americana para o Avanço da Ciência – AAAS (1989), por exemplo, expressa claramente que “there are many matters that cannot usefully be examined in a scientific way. There are, for instance, beliefs that – by their very nature – cannot be proved or disproved (such as the existence of supernatural powers and beings, or the true purposes of life)”.
        CARLOS: Quanto à AAAS, que conheço bem, diz o mesmo que eu: esse não é um limite da ciência, simplesmente crenças pessoais não são científicas, por isso não pertencem ao domínio da ciência, não são objeto da ciência, mas sim da psicologia, da sociologia e de outras disciplinas sociais.
        MARCOS: Creio que você ainda não entendeu o texto da AAAS. Traduzindo: “Há crenças que, em função de sua própria natureza, não podem ser provadas ou negadas (tais como a existência de poderes e seres sobrenaturais, ou os verdadeiros propósitos da vida)”. Portanto, a conceituadíssima AAAS atesta que a ciência tem limites, já que ela não tem competência (‘=não pode provar e nem negar’) para tratar de assuntos sobrenaturais. Resumindo o que os cientistas ponderados e imparciais, independente de credo, defendem: ‘Ou você tem a crença que o sobrenatural existe, ou tem a crença que o sobrenatural não existe, mas a ciência nada pode dizer a respeito desse debate’.

        MARCOS: Pense nas pessoas que foram presas ou mortas após acusadas por crimes de assassinato em função dos fortes indícios obtidos pela perícia forense (impressões digitais na cena do crime, sêmen do acusado na cama da vítima, etc…). Entretanto, como sabemos (ou não sabemos, porque muitos morrem sem que a verdade venha à tona), um pequeníssimo percentual dos acusados é constituído de pessoas inocentes, mas que foram condenadas em função das “fortes evidências” coletadas. Com relação à origem da vida, só argumentei que a ciência poderá obter evidências científicas que favoreçam a hipótese A, mas pode ser que a criação da vida tenha ocorrido através da hipótese B. Mais uma afirmação do livro mencionado:
        CARLOS: “Não entendo o que isto tem a ver com a discussão, a não ser que o Marcos, mais uma vez, esteja equivocado quanto à natureza probabilística da ciência e imagina por alguma razão que ela é absoluta.”
        MARCOS: Quer dizer o que está claramente escrito. Embora possa haver (fracos) indícios que favoreçam a Hipótese A, pode ser que, no fundo, ela não tenha qualquer relação com a criação da vida. De forma diferente: mesmo que a probabilidade de uma hipótese estar correta seja de 50%, ela tem 50% de probabilidade de estar errada. Como venho dizendo: nenhuma hipótese conseguirá explicar de forma inequívoca =100% probabilidade) como se deu a criação da vida na Terra.

        MARCOS: “mas pode ser que a criação da vida tenha ocorrido através da hipótese B”
        CARLOS: “Só a ciência poderá chegar a essa resposta.”
        MARCOS: Isso não é necessariamente verdadeiro. Repetindo a opinião de cientistas imparciais e ponderados: “… scientists will never observe, know, and explain everything about the physical world”. Nunca saberemos com 100% de certeza e, portanto, sempre haverá margem para dúvidas. Como se não bastasse, caso a vida tenha sido criada a partir de um ato divino, a comprovação de tal feito estaria além do domínio da ciência conforme já discutido. Pela milésima vez: a ciência tem limites.

        MARCOS: “Em conclusão, devemos respeitar a pluralidade de opiniões (…)”
        CARLOS: “As pessoas devem ser respeitadas. Já as opiniões devem ser discutidas, argumentadas, avaliadas à luz do conhecimento.”
        MARCOS: O Carlos está quase certo. As pessoas devem ser respeitadas, e as opiniões respeitosamente debatidas, reconhecendo a grandiosidade e as limitações da ciência.

        Abc!

      3. Já lhe expliquei o que o Mestre Gauch quis dizer. Se quiser, contacte-o e pergunte. Obrigado.

        Quanto à AAAS, já lhe expliquei que não é uma limitação da ciência, mas sim não ser o objeto da ciência. Se não consegue perceber as diferenças, sugiro que assista a conferências científicas com palestras de educação científica, incluindo da AAAS. Obrigado.

        ‘Ou você tem a crença que o sobrenatural existe, ou tem a crença que o sobrenatural não existe, mas a ciência nada pode dizer a respeito desse debate’.
        Claramente, isto foi o que eu disse. E o que a AAAS disse. Crenças pessoais não são objeto da ciência.

        Repetindo:
        “Quanto à AAAS, que conheço bem, diz o mesmo que eu: esse não é um limite da ciência, simplesmente crenças pessoais não são científicas, por isso não pertencem ao domínio da ciência, não são objeto da ciência, mas sim da psicologia, da sociologia e de outras disciplinas sociais.”

        “Embora possa haver (fracos) indícios que favoreçam a Hipótese A, pode ser que, no fundo, ela não tenha qualquer relação com a criação da vida. De forma diferente: mesmo que a probabilidade de uma hipótese estar correta seja de 50%, ela tem 50% de probabilidade de estar errada.”

        Sim, da mesma forma que se você saltar do topo de um prédio de 20 andares, pode não cair no chão. Há sempre uma probabilidade de a gravidade não funcionar. Já se o seu carro avariar na estrada, há sempre probabilidade de ser devido a unicórnios voadores invisíveis que se atravessaram à frente do carro. No entanto, os indícios dizem-nos que, apesar de poder ser devido a todas as tretas que se inventem, a resposta é dada pelo raciocínio científico-racional.

        Isto já foi explicado por várias vezes neste blog. Exemplo:
        http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

        MARCOS: “mas pode ser que a criação da vida tenha ocorrido através da hipótese B”
        CARLOS: “Só a ciência poderá chegar a essa resposta.”
        MARCOS: Isso não é necessariamente verdadeiro. Repetindo a opinião de cientistas imparciais e ponderados: “… scientists will never observe, know, and explain everything about the physical world”.

        Ou seja, dizem exatamente o que eu digo, se souber ler e se souber o que é a ciência.
        Vamos alguma vez saber tudo sobre tudo? Não. A ciência é sempre um working in progress. Isso também já está explicado em vários artigos aqui no blog.
        Mas para se saber das coisas que existem, só pela ciência.

        “caso a vida tenha sido criada a partir de um ato divino, a comprovação de tal feito estaria além do domínio da ciência conforme já discutido.”

        Atos divinos tem a ver com crenças e com fé, nunca com comprovação objetiva de algo.
        Se se comprovar um ato por um ser qualquer muito avançado, isso só pode ser comprovado pela ciência.

        Já agora, o facto do seu garfo não servir para pegar em si e levá-lo a viajar pelo espaço, não é um limite do garfo. Simplesmente, o objetivo do garfo não é esse. O garfo não foi feito para isso. Não é para isso que ele serve. Um garfo não é uma nave espacial. Viajar pelo espaço com pessoas dentro não é o objeto do garfo.
        Não se pode atribuir limites a algo, que não têm essa função.

        Talvez assim o Marcos perceba…

        abraço

        • Marcos Faria on 15/01/2018 at 12:49

        MARCOS: ‘Ou você tem a crença que o sobrenatural existe, ou tem a crença que o sobrenatural não existe, mas a ciência nada pode dizer a respeito desse debate’.
        CARLOS: Claramente, isto foi o que eu disse. E o que a AAAS disse. Crenças pessoais não são objeto da ciência.
        MARCOS: Em suas mensagens iniciais você não disse isso.
        (… comentário editado…)

        CARLOS: Sim, da mesma forma que se você saltar do topo de um prédio de 20 andares, pode não cair no chão. Há sempre uma probabilidade de a gravidade não funcionar. Já se o seu carro avariar na estrada, há sempre probabilidade de ser devido a unicórnios voadores invisíveis que se atravessaram à frente do carro. No entanto, os indícios dizem-nos que, apesar de poder ser devido a todas as tretas que se inventem, a resposta é dada pelo raciocínio científico-racional.
        MARCOS: Ao contrário do que você afirma, as conclusões da ciência nem sempre são perfeitas e inequívocas.
        (…comentário editado…)

        Abcs

      4. Marcos, eu não vou continuar esta discussão sem nexo.

        Editei o seu comentário, porque você, além de continuar a não entender português, decidiu desta vez mentir sobre aquilo que eu escrevi. E escreveu, escreveu, escreveu, tudo baseado em mentiras. Daí a edição do comentário.

        As pessoas podem ler os meus comentários para trás e perceber as suas mentiras. Assim como podem ler milhares de outros comentários meus aqui no blog nos últimos 10 anos a dizer exatamente o mesmo que lhe disse nestes comentários para si.

        O que eu sugiro é que primeiro aprenda a ler, antes de me fazer perder tempo. A comunicação só pode ser efetiva se ambas as pessoas souberem ler.
        Obrigado.

        • Marcos Faria on 10/01/2018 at 20:43

        … não significa que ela NÃO seja irrefutável.

    2. Bene, signor Marcos,

      Como bem afirmou em seu comentário, todas as idéias cá expostas no presente artigo nada são do que… hipóteses. Inclusive, algumas, como vostra signoria pôde notar na leitura do presente artigo, já foram derrubadas graças à evolução dos estudos subsequentes. A Ciência é isso, os degraus necessários para se chegar ao conhecimento das coisas.

      Quando escrevi este artigo, não o propus para ser um tratado científico. Existem sítios e espaços físicos para a realização de tal. Cá trata-se tão somente a narrativa do contexto histórico acerca do estudo da origem da vida, sob a ótica da Ciência , aliada à sua evolução, e, naturalmente, um discreto convite aos leitores para o debate saudável deste no espaço dos comentários. 😉

      As minhas felicitações.

  2. … alguns anos após a postagem …
    Caro Cavalcanti, boa tarde ! Parabéns pelo post provocativo e pelas opiniões respeitosas. Não há ainda uma resposta correta (será que um dia a teremos ?). Sobre a teoria de Oparin, a mesma parece tão pouco plausível quanto inúmeras outras listadas. Dentre alguns fatos de difícil assimilação, sabe-se que os aminoácidos e as proteínas são termo-instáveis e, portanto, não poderiam ficar sobre as rochas em elevadas temperaturas (sobretudo sofrendo os efeitos da radiação UV). Seriam rapidamente desativados ! O q corrobora esta opinião é que, depois de muitas décadas e milhões de dólares investidos, nenhum laboratório científico do mundo, e nem as brilhantes mentes de cientistas renomados, conseguiu gerar vida a partir do nada. Intrigante !

    1. “conseguiu gerar vida a partir do nada”

      Não é a partir do nada…

      “depois de muitas décadas e milhões de dólares investidos, nenhum laboratório científico do mundo”

      Está a comparar décadas em pequenos laboratórios, com o maior laboratório do mundo (planeta Terra) durante centenas de milhões de anos…

      abraços

        • Marcos Faria on 08/01/2018 at 21:01

        Caro Carlos Oliveira,

        Boa tarde !

        Sim, ninguém conseguiu comprovar a vida a partir do inanimado ou a partir ‘do nada’. Os laboratórios modernos têm equipamentos que conseguem similar vários fenômenos da natureza, mas nenhum chegou perto de gerar vida a partir do inanimado. Tem ainda a questão da instabilidade das proteínas quando expostas às intempéries …. A verdade é que se necessita de FÉ para crer em qualquer das hipóteses discutidas, pois a defesa de qualquer uma delas envolve acreditar em fatos cuja veracidade não foi comprovada e dificilmente o será. Ou seja, a opção por qualquer das hipóteses apresentadas foge à razão, pois está além do alcance da ciência. Então, até mesmo a hipótese que envolve o sobrenatural, que considera que o universo e a vida teriam sido criados por atos divino (através do Big Bang e seleção natural, porém ‘direcionados’), não poderia ser descartada. Intrigante, não é mesmo ?!

        Abraços.

      1. Não é a partir do nada. É sempre a partir de algo. Em pequenos passos.

        Não tem nada a ver com fé. Em inúmeros laboratórios por todo o lado já se fazem inúmeros passos nesse processo. Isso é factual. Ainda (realço o ainda) não se fazem os passos todos.
        E mais, fazem-se sempre com base na ciência.

        Sendo assim, é óbvio que algumas hipóteses são muito mais confiáveis que outras, e é claro que está de acordo com a razão.

        abraços

  3. A vida apareceu na terra através de um conjunto de circunstâncias tanto em quantidade como em qualidade, quero eu dizer, porções dentro de certos limites de gases (o2, co2, H, He), mas por outro lado, com a influencia da nossa Lua, encontramo-nos dentro de uma zona habitável, existir agua no estado liquido, placas tectónicas, existir um campo magnético, uma inclinação certa do eixo da terra, vulcões, estarmos colocados nas extremidades de um braço da galáxia, entre muitas outras.
    Mas só com estas e outras condicionantes foi possível criar vida como a conhecemos.
    Agora quanto ao Homem, penso que viemos de outro sistema solar, desta ou de outra galáxia, onde possivelmente as condições de vida estavam em risco, por qualquer motivo, e ao terem conhecimento e tecnologia suficientes, tentaram a sobrevivência da espécie neste planeta azul.
    Acho mesmo que a extinção dos dinossauros foi provocada por alguém.

    1. José Carlos, este é um local de ciência, de conhecimento, de informação credível… não de opiniões desinformadas e contra todas as evidências.

  4. Boa tarde

    Muito bom tema. Obrigado pela exposição descrita neste excelente Post.

    Eu pessoalmente inclino-me para a Teoria do Oparin (acho que será a mais razoável), no entanto, acredito que no tempo de pré-planck tudo se tornou determinístico (um bom matemático com as fórmulas do tudo, pode derivar o seu “experimento” de forma objetiva, antecipadamente).
    A razão pela qual não me inclino apenas para a Teoria de Oparin, é porque eu não acredito no acaso. Eu olho para o aUniverso e entendo que a gravidade tem um papel fundamental neste e percebo o seu propósito, já no Ser Humno – que não é mais que o produto deste Universo – não consigo entender qual o seu “status” no Universo, a não ser que o ligue a outro tipo de entendimento – o espiritual.

    Todas a forças do Universo têm o seu papel fundamental, o seu propósito, estas forças derivaram num Ser consciente. Porque raios a seleção natural nos tornou conscientes?, porque esta nos permite ultrapassar a máxima “sobrevive o mais forte”?, qual o seu objetivo??? (torno a dizer que a gravidade tem um objetivo, para os mais céticos) Será justo dizer que este Universo quer e quis que nós nos tornássemos no que somos hoje (não seremos o apogeu desta evolução, mas seremos com certeza o seu passado), para quê? para admirarmos o nosso próprio desaparecimento? é possível.

    Digamos que o meu entendimento é uma espécie de híbrido.

    Já agora sobre o 747 do Fred Hoyle, este acaba por não ser muito interessante (para mim), a curiosidade da questão de “onde provém a vida?” vai muito além da sua localização (o seu “how”), o seu propósito (o seu “why”) é de longe muito mais interessante.

    Abraço

    1. Não somos “o” produto do Universo nem sequer existe esse propósito nas leis naturais.

      Porque as formigas não são “o propósito” ou as pedras?

      A seleção natural não nos tornou conscientes. Esta foi uma das suas inúmeras hipóteses (como biliões de outras) que vingou temporariamente…

      abraços

  5. Olá.
    Aos 16 anos, não sei como, li Fred Hoyle, sendo esse um dos motivos porque simpatizo muito com a teoria da panspermia. Recordo que ele justificava, e convenceu-me, da improbabilidade de a vida ter surgido na Terra.
    Dizia ele que os cientistas que defendiam o surgimento da vida a partir da “sopa “primordial tinham uma “mentalidade de ferro velho” . Num ferro-velho onde se pudessem encontrar todas as peças de um Boeing 747, desmantelado, se fosse atingido por um furacão, qual eseria a probabilidade de, após o furacão, o Boeing aparecer todo montado? 🙂
    Será que o entendi correctamente?
    Esta teoria dá também algum conforto, pensar que possa haver vida noutros lugares.

  6. Olá,
    parabéns pelo artigo. Gostaria apenas de complementar com uma questão de nomenclatura: “abiogênese” e “geração espontânea” não são sinônimos:
    http://biologiaevolutiva.wordpress.com/2014/02/06/abiogenese-versus-geracao-espontanea/
    Abraço,

    1. Fiz a leitura do artigo sugerido.

      De pleno acordo. 😉

      Grazie.

  7. ola,queria devender a biogênese como faço??
    grata..

    1. Estimada julie,

      Por gentileza, revisar seu comentário.

  8. O universo é um caldeirão infinito de elementos químicos.

  9. Acredito na Teoria de Oparin, pelos argumentos cientifico-teóricosm Acredito tb que a origem da vida está no Átomo visto que essa pequena partícula é VIVA e mostra um micro universo. A vida ainda recebe algo chamado “Alma” ou “Ânima” que esse não se explica ainda pela ciéncia. Então cabe á cada um colocar memo suas ” diferenças” enquanto opinióes em entendimento, razão e por que não emoção? Claro que parece exclusividade na vida Humana e não a vida em geral.

    1. Obrigado por compartilhar sua opinião, Rogerio. 😉

      Abraços.

    • Abrahão O. N. on 09/05/2012 at 13:14
    • Responder

    Como emerge Deus no processo cosmogênico? A ideia de Deus surge quando colocamos a questão: o que havia antes do big-bang? Quem deu o impulso inicial? O nada? Mas do nada nunca vem nada. Se apesar disso apareceram seres é sinal de que Alguém ou Algo os chamou à existência e os sustenta no ser.
    O que podemos sensatamente dizer, é: antes do big bang existia o Incognscível e vigorava o Mistério. Sobre o Mistério e o Incognoscível, por definição, não se pode dizer literalmente nada. Por sua natureza, eles são antes das palavras, das energias,da matéria, do espaço e do tempo.
    Ora, o Mistério e o Incognoscível são precisamente os nomes que as religiões e também o Cristianismo usam para significar aquilo que chamamos Deus. (L. Boff).
    A vida – diz a experiência, independente de postulados científicos – só pode provir da vida. Duvida-se da existência de Deus, mas não se pode ignorar a real existência de o Mistério, o Incognoscível. Ora, Isso é Deus e daí a vida procede. A criação é portanto a minha opinião.
    Parabéns pelo “poliideologismo” do espaço.

    1. Mas esse é um “God of the Gaps”. Tudo o que desconhecemos, chamamos Deus, e não procuramos qualquer explicação.

      O Mistério é o objecto da Ciência. E até agora, a Ciência tem-se safado bem. 100% de sucesso.
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

      😉

      abraços!

    2. Agradeço por expressar sua opinião, Abrahão.

      O artigo proposto tem um único objetivo: conhecer a opinião de cada leitor acerca das principais teorias/crenças sobre a origem da vida.

      Abraços.

  10. Eu entendo a teoria de Oparin como a que pode explicar, pelo menos por ora, a origem da vida em nosso planeta. Presumo, com conhecimento limitado no assunto (minha área de formação é História), que se buscarmos a origem da vida a partir do “Big Bang”, como foi sugerido acima, a sucessão de eventos nos levaria até a teoria de Oparin.

    1. Estou só a brincar ao incluir Star Trek 😉

      1. LOL

        😛

  11. Bem… e se tentarmos entender a origem do Universo, primeiro?
    Ok, quem é que pareceu primeiro? O ovo ou a galinha? Se a fábrica do espaço-tempo não existir, a matéria consegue manter-se estável?!
    Retirando aquela fase caótica do suposto “big bang”, a ciência entende como surgiram os átomos e moléculas de hidrogénio e como as estrelas e possivelmente outros fenómenos produzem elementos mais pesados!
    O que parece é que a entropia tende a diminuir e que a matéria organiza-se em aglomerados mais complexos, passando pela fase a que chamamos vida, ou seja a capacidade de replicação e evolução, que nos chega até aos dias de hoje, na nossa espécie, com a capacidade de organizar e usar informação para tentarmos entender o que nos rodeia e melhorarmos a nossa existência!
    Como a vida chegou à Terra, pode ter sido por evolução local, como por panspermia! Do nada… só a na ficção cientifica, por teletransporte!
    Num futuro muito distante, o Universo estará tão organizado que poderá parecer um “relógio Suíço”, visto à distancia, como na simulação Bolshoi e nessa ocasião vai faltar a corda ou pilhas!
    Não é para levar a sério, estou só a sonhar acordado!

    Bem haja!

    1. Bom, se tentarmos entender a origem da vida através da origem do Universo, creio que ficaremos ainda mais confusos – já que as suposições sobre o tempo Pré-Planck são ainda mais difíceis de se compreender…

      Entretanto, a princípio, particularmente, não deixa de ser uma ideia interessante…

      😉

  12. Eu tenho a verdade inegável: VIEMOS TODOS DA LAMA.

    A lama era algo que sempre existiu no tempo infinito e milagrosamente fluia dela seres gerados aleatoriamente. por metafísicas que vocês não têm condições de entender e por isso não vou explicar, cabe a vocês acreditarem ou não.

    Alguns caíram da cadeira. agora.. até tu, Jonas?? kkkkk.

    Gente, brincaderia, brincadeira…. um pouco de descontração de vez em quando não faz mal a ninguém.

    Parabéns, Cavalcanti, muito fascinante o assunto, essa a ciência ainda nos deve uma resposta definitiva, mesmo que seja só para o nosso caso, terráqueo, mas é notório que vamos nos aproximando desse esclarecimento.

    Ainda sobre lama, a certeza é que muitos politicos vem dela e gostam de viver nela.

    1. Olá Jonas,

      A julgar pelo crescente desamor, homens sem honra, injustiça e maldade gratuita vistos no mundo inteiro, creio que em breve retornaremos.

  13. Antes de mais, parabéns pelo artigo.
    Seguidamente, gostava de deixar um pedido, visto que sou um grande defensor da wikipédia e adoro editá-la (tenho até lá uma conta), gostava de saber se não gostariam de, tal como fizeram esta correção, aumentar ou criar artigos sobre astronomia (apresentando fontes fidedignas). É muito fácil de editar, mas antes de se embrenharem a sério aprendam. Em inglês existem muitos artigos bons ou destacados para quem gosta de traduzir. Podem fazer as edições como anónimos, mas não podem, de forma alguma assinar ou colocar informações copiadas de outros, sítios, com ou sem direito de autor.

    Fica aqui uma sugestão para quem quiser contribuir com uma melhor qualidade de artigos sobre astronomia, por exemplo.

    1. Obrigado, Filipe.

      Com relação à problemática do Wikipedia, eu também sou grande defensor da utilização desta importante ferramenta – tem um link direcionado pra lá acerca da teoria de Oprain, já que escrevi esse post em meio algumas obrigações pessoais, não tendo um livro rapidamente em mãos (ainda existem pessoas em outros sítios que acreditam que “céticos = nós” seríamos a total favor da PIPA, SOPA, etc. Vai ver porque não viram o artigo do Marco no Bitaites: http://bitaites.org/especial/porque-deves-assinar-a-peticao-anti-acta/ . De modo particular, também não concordo com esta. Não tenho muita confiança de coisas 100% oriundas de governos. Enfim…)

      Com relação a criar artigos no referido sítio, particularmente, não poderia dispor de mais tempo – a ver trabalho, estudos e outras atribuições do dia-a-dia. Acho que posso ajudar, por exemplo, – até mesmo de uma maneira melhor – quando, uma vez me utilizando desta e percebendo qualquer erro, imediatamente tentar saná-lo.

      Mas sua recomendação é bastante válida para todos nós 😉

      Abraços.

        • Jonas on 08/02/2012 at 23:22

        Tenho um certa inércia para aceitar que uma fonte de informação confiável se consiga sendo editada não só por especialistas, mas por qualquer um, sem um revisor devidamente qualficado para revisá-la. É importante dar nome aos bois, até para cobrar. Eu leio, tiro conceitos, mas sempre faço uma checagem em outra fonte de informacao quando o assunto é importante para mim.

        Penso que a Wikipedia passará a se tornar uma fonte absolutamente confiável quando mudar esse modelo, que é muito lindo, o de contribuicao coletiva, mas é falho e não extinguiu a necessidade de buscar fontes que tem direito autoral, uma vez que muito do material ali redigido foi copiado de livros (e nao foi o proprio autor quem contribuiu) e outras publicações.

        Se poderia fazer uma Wikipedia onde só especialistas escrevessem, e especialistas de qualquer assunto hoje chovem ás pencas, sendo pagos ou não. Muitos vão fazer de graça, mas qual o mal de paga-los? O especialista pode colocar uma divulgacao dos livros dele, por exemplo, como moeda de troca. Sejamos criativos. Mais, quando vale, o dinheiro aparece. Arrecadaram milhões na campanha mais recente, a Google sempre ajuda, então o dinheiro não pode nem deve ser empecilho de fazer uma biblioteca do conhecimento que realmente se possa confiar de olhos fechados.

  14. Por hora, gostaria de agradecer à todos 😀 por compreenderem o objetivo-central do post – que é o de expor, sem sombras, nossas opiniões sobre temas relacionados (e correlacionados) à ciência.

    É bem interessante vermos, de maneira amigável, opiniões diferentes – crescemos dessa forma. A ciência é, antes de tudo, uma dúvida que, de modo natural, se confirma ou não se confirma.

    Abraços.

      • Renato Romão on 08/02/2012 at 21:21
      • Responder

      Parabens pela a ousadia do post.
      Dado que o tema é controverso e cada individuo tem a sua opinião. No entanto, as pessoas como eu têm receio de explanar alguma opinião que tenha, pois o verdadeiro conhecimento não está ao alcance e abordá-lo seria ousado sem bases para sustentar a mesma. Impotência perante a excelente questão, é o que tem levado a humanidade à procura da grande resposta ao longo dos milénios de história.
      Em suma, penso que a “teoria de Oparin” é o caminho para o devido conhecimento sobre a origem da vida.

      Abraços

      1. Olá,

        Prevenindo isso, primeiramente me visualizei como sendo um próprio leitor deste artigo e, posteriormente, tentei estruturar o post – sem perder a essência científica, evidentemente 😉 – a convergir de tal forma que pudéssemos a continuar este bate-papo, bem agradável, no campo dos comentários.

        Sobre a questão das opiniões pessoais, vale ressaltar: somos um pouco mais de 7 bilhões de pessoas no mundo – portanto, pode-se existir um pouco mais de 7 bilhões de opiniões diferentes. Isso é o princípio não de definirmos, mas sim de compreendermos a ciência tal como ela é. Apesar da ciência (com exceção da pseudociência) não se fazer apenas de opiniões, esta, quando se faz de maneira bem encaminhada, com discernimento, torna-se um debate, onde todos nós acabamos por ganhar com isso.

        A partir de uma opinião, pode-se nascer um debate. E pelo debate, pode-se nascer a luz 😉

        Abraços.

        • Renato Romão on 08/02/2012 at 23:10

        Totalmente de acordo.
        Eu como leigo, não tenho bases de conhecimento para explanar a minha opinião, apenas tenho uma intuição. Simplemente reconheço a minha impotência pela resposta à questão, porque acredito que é através da ciência que ela poderá ser um dia respondida e sendo eu um leigo… Espero apenas que um dia (se estiver vivo ainda), essa resposta apareça através de um grande descoberta cientifica e exacta.
        Adoraria assistir a esse debate, mas fazer parte dele, no presente não estaria ao meu alcance.LOL

        Abraço

      2. Olá Renato,

        Compreenda que “debate” foi usado como força-de-expressão – não sendo obrigatório iniciar necessariamente. O objetivo principal era conhecer as opiniões pessoais de cada um de nós acerca do tema, sejam por motivos científicos ou não científicos – mas com intenso respeito-mútuo.

        😛

        Abraço.

        • Renato Romão on 08/02/2012 at 23:38

        Percebi perfeitamente a questão do “debate”, por isso é que coloquei o “LOL”!
        Mais uma vez, excelente post e sem dúvida uma das questões que acompanha e irá acompanhar a humanidade! Eu apenas não tenho argumentos!

        Abraço

  15. Oi Cavalcanti,

    Excelente “overview” 🙂

    Tenho somente 2 pequenas perguntas sobre o texto sem si, 🙂

    1 – Qual é a teoria 5? 🙂

    2 – O asterisco relativo à wikipedia e Anaxágoras é sobre qual das teorias?

    abraços 🙂

    1. Ah, obrigado Carlos.

      Vou fazer a devida correção. 😉

      Com relação ao Wikipedia, aludiram à Anaxágoras a formulação da Abiogênese – quando, pela literatura vigente, esta foi elaborada por Aristóteles.

      Abraços.

    • Rogério Gonçalves on 08/02/2012 at 01:57
    • Responder

    Excelente Post,

    Na minha opinião de leigo mas interessado no saber, subscrevo a primeira resposta de Piter, a hipótese de Oparin. Porquê? É a que apresenta mais lógica racional, não deixa muito por explicar, e num breve estudo pelas outras hipóteses e pela cronologia de datas em que foram apresentadas, fácilmente se deduz que é a mais actual depois das anteriores terem sido derrubadas. Contudo poderá ainda não responder com precisão ao complexo processo da origem da vida e a sua evolução. Certamente virá o dia em que seja possível produzir a vida em laboratório.
    Cumps.

    1. Olá Rogério,

      Com relação às teorias evolucionistas, estas são tão complexas quanto o título do artigo aqui exposto.

      Algumas destas contém ideias acerca de “intervenções extraterrestres” no DNA hominídeo. Naturalmente, não tem respaldo científico nenhum.

      😉

  16. Post espetacular, demonstra claramente a sensibilidade e inteligencia do Cavalcanti.
    Eu acredito no criacionismo,com algumas ressalvas que se devem a falta de entendimento das escrituras por nossa parte.

    1. Edson,

      Obrigado pelo “feedback”.

      😉

    • Renato Romão on 07/02/2012 at 23:23
    • Responder

    Boas,
    Só tenho a dizer, viva ao carbono!!!
    Sinceramente, não acredito em nenhuma das religiões.
    Não sei se algum dia saberemos como!?!
    Acredito que se aconteceu, então poderá acontecer mais vezes e em diversos locais no universo.

    Excelente tema e muito controverso.
    Abraços

  17. Na minha opinião, a hipótese de Oparin é a mais próxima do que realmente deve ter acontecido. A primeira certamente é inválida. E quanto a abiogênese, certamente a vida não surge espontaneamente da maneira que a hipótese coloca, mas ela deve ter surgido a partir da “não-vida” em algum momento (como na hipótese de Oparin). Quanto a ela ter vindo do espaço, mesmo que esta seja a verdade, isso apenas desloca a origem da vida para outro ponto do Universo, mas não responde como ela surgiu inicialmente.

    1. Piter,

      Já agora, sobre a Abiogênese, faço um convite à leitura desse ótimo artigo escrito pelo Nuno – com informações de estudos mais recentes sobre o tema: 😉

      http://www.astropt.org/2012/02/07/novas-formas-de-abiogenese/

      Abraços.

    • Rui Gonçalves on 07/02/2012 at 21:10
    • Responder

    …Eu, supra-assinado, tenhoa a “defender”… a minha manifesta opinião, sobre a excelente qualidade deste “post”. Venham outros e muitos mais, tão bons e qualificados como é usual neste blogue.
    OBRIGADO. Parabéns por todo o vosso trabalho

    1. Obrigado Rui 😛

      Mas, tratando-se do questionamento contido no artigo, qual sua opinião? Compartilhe conosco. 😉

      Abraços.

      • Rui Gonçalves on 08/02/2012 at 12:17
      • Responder

      Foi tal o meu agrado pelo post, que afinal não dei a opinião, como era minha intenção.
      A minha formação, não sendo académica, tem-se estruturado naquilo que são as provas “provadas”, leia-se, em bases científicas. Logo a minha opinião está do lado da “teoria de Oparin”, pois naturalmente é aquela que. me parece, estar mais perto da génese científica.
      Abraço.

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