Educação para uma melhor inteligência

8 comentários

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    • Dinis Ribeiro on 17/05/2012 at 16:14
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    As redes dos diferentes sistemas de metro, em vários países, também paracem tender a evoluir para sistemas inteligentes com uma geometria estranhamente semelhante:

    http://boingboing.net/2012/05/16/global-subway-systems-converge.html

    A paywalled paper in the Royal Society’s journal Interface argues that the world’s underground rail systems are all converging on an “ideal” form. The paper, “A long-time limit for world subway networks,” shows that subway systems grow “organically,” in response to the needs expressed by the cities above them over the course of decades, and reveal truths about the shape of cities. In Wired, Brandon Keim describes the findings:

    Patterns emerged: The core-and-branch topology, of course, and patterns more fine-grained. Roughly half the stations in any subway will be found on its outer branches rather than the core. The distance from a city’s center to its farthest terminus station is twice the diameter of the subway system’s core. This happens again and again.

    “Many other shapes could be expected, such as a regular lattice,” said Barthelemy. “What we find surprising is that all these different cities, on different continents, with different histories and geographical constraints, lead finally to the same structure.”

    Subway systems seem to gravitate towards these ratios organically, through a combination of planning, expedience, circumstance and socioeconomic fluctuation, say the researchers.

    World’s Subways Converging on Ideal Form
    http://www.wired.com/wiredscience/2012/05/subway-convergence/

    🙂

    Para mim, isto sugere que (do ponto de vista do SETI) se realmente existir um sistema de “metro cósmico” para se poder viajar através de wormholes ou de outras coisas que nem sequer ainda conseguimos imaginar, a geometria dessas estruturas poderá talvez obedecer a algumas regras “universais”, já parcialmente vísiveis no crescimento “orgânico” das redes dos metros urbanos…

    • Dinis Ribeiro on 26/02/2012 at 11:12
    • Responder

    Para mim, há também várias outras “industrias inteligentes” que “vão crescendo” e que alguns pensam que (vendo bem) é quase como se fossem “novas formas de vida” que poderão vir a competir cada vez mais com os seres humanos pelos recursos naturais.

    Por isso creio que devemos tentar moderar o seu crescimento “selvagem” e “civilizar” a sua “frieza tecnológica” procurando um desenvolvimento menos “deshumano”, tendo em conta que o crescimento industrial (de qualquer modo) é totalmente inevitável e imparável.

    Recentemente, ao precorrer 600 km uma auto-estrada, notei que estava (mesmo) muito vazia. Senti uma certa solidão. Até me lembrei do filme “zombieland” ao conseguir percorrer vários quilómetros sem ver mais nenhum carro.

    Depois lembrei-me dos fantásticos “rios de dinheiro” que foram gastos para se criar uma coisa estranhamente “deshumana” e que (justamente) muitos humanos já não têm dinheiro para poder usar por causa das “portagens inteligentes” que (irónicamente) são devidas ás debelitantes dívidas (industria financeira) contraídas para viabilizar a sua (inútil?) construção.

    E pensei, será que esta estrutura é mesmo para nós ou será que (no fundo) esta estrutura foi feita sobretudo para “as máquinas” que virão um dia no futuro?

    Por exemplo, poderão vir a surgir camiões TIR inteligentes que serão “friamente eficientes” sem condutores a bordo…

    What is the DARPA Urban Challenge?
    http://auto.howstuffworks.com/under-the-hood/trends-innovations/darpa-urban-challenge.htm
    Let’s face it: People are bad drivers. We zoom around, talking (or texting) on our cell phones, yelling at the kids in the back, fiddling with the radio and generally thinking about anything but the road. In fact, one study by the Federal Highway Administration estimates that 93 percent of car accidents are a direct result of driver error.

    … este texto lembra-me a “conversa” do HAL no 2001 uma odisseia no espaço, sobre os “erros humanos”….

    Aliás, a expressão “engarrafamento” vem das garrafas em fila, numa espécie de linha de montagem, como as que existem nas fábricas de automóveis…

    As forças a favor de se educar para estimular a inteligência lutam contra as forças do “dumbing down” ( http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbing_down ) que levam (acidentalmente?) á criação de um “mar de consumidores” cada vez mais profundamente acríticos e dóceis, como se fossem apenas “mais umas rodas dentadas” numa engrenagem fantásticamente complexa de um “superorganismo” industrial.

    Já imaginaram um planeta completamente coberto de autoestradas gigantescas em que os humanos evoluiram para uma nova forma entidades cibernéticas em que uma das interfaces bio-mecânicas tem rodas e se desloca continuamente ao longo destas estradas sem fim?

    Nesta canção http://en.wikipedia.org/wiki/In_the_year_2525 uma parte da letra diz: …. In the year 5555….Your arms are hanging limp at your sides……Your legs got not nothing to do……Some machine is doing that for you.

    Sugiro (em particular) a leitura de uma inquietante obra de ficção científica em Banda Desenhada “Les Mange Bitume” de 1974 que poderia ser traduzido como “Os devoradores de asfalto”.

    Ver: http://bdoubliees.com/journalpilote/sfig1/mangebitume/index.html e http://bdoubliees.com/journalpilote/sfig1/mangebitume/page2.html

    http://www.bedetheque.com/serie-3095-BD-Mange-bitume.html

    Ils passent de plus en plus de temps dans les embouteillages. Le temps passé dans les voitures finit par devenir plus important que le temps passé ailleurs. L’humanité s’organise pour rendre plus agréable la vie dans les voitures.

    Les dirigeants du monde de l’époque décident de favoriser la voiture et de construire de plus en plus de routes. Les humains deviennent des conducteurs qui passent leur vie dans des voitures de plus en plus sophistiquées.

    Les mange-bitume sont des histoires courtes en une dizaine de pages. Dans la première série d’histoire, on partage la vie de deux policiers, les sergents Holster et Baudrier. On y découvre avec eux la vie quotidienne des “rouliers” : la solitude, les problèmes techniques, l’agriculture… Les derniers épisodes montrent l’évolution des machines qui prennent de plus en plus de pouvoir.

    Stan Coach a découvert l’existence de mystérieuses voitures sans conducteur.

    Il sait que c’est l’annonce d’un danger pour les humains. Réussira-t-il à avertir le reste du monde du danger?

    … Se para a indústria do petróleo e dos auto-móveis, o asfalto das auto-estradas é “saboroso” e faz tudo “correr sobre rodas”, em contraste, para um ser humano, comer asfalto é algo de “indigesto”….

    Ver: http://fr.wikipedia.org/wiki/Bitume …e (na realidade) a expressão “manger le bitume” também quer dizer “estampar-se na estrada” ( http://fr.wikipedia.org/wiki/Argot#Exemples_de_termes_d.27argot ) numa expressão semelhante ao clássico “morder o pó” nos Westerns e nos Rodeos http://en.wikipedia.org/wiki/Bite_the_Dust & (morder o pó: ser vencido e derrubado).

    Mais ou menos nesta linha (a nível simbólico) há ainda este (conhecido?) filme: http://en.wikipedia.org/wiki/Christine_(1983_film)

    A ideia de “uma estrada sem fim” é ilustrada pelas autoestradas á volta de cidades como Paris e Londres, em que existe um “anel” fechado sobre si próprio: http://en.wikipedia.org/wiki/Ring_road

    M25 around London: 196,000 vehicles a day recorded in 2003 near Heathrow Airport.
    A23 (near Vienna): More than 200,000 vehicles on an average day.
    A 100 (near Berlin): 216,000 vehicles in a day was recorded in 1998
    A4 motorway (near Paris): 257,000 vehicles a day recorded in 2002.

    Em todo o mundo, é como se as auto-estradas tentassem crescer “a torto e a direito” e só as dificuldades dos humanos em as pagar é que limitam o seu crescimento…

    Por exemplo: The M25 is one of the world’s longest “orbital roads” and one of the busiest and most congested parts of the British motorway network. Plans to widen additional sections to eight lanes (four each way) were scaled back in 2009 in response to rising costs… http://en.wikipedia.org/wiki/M25_motorway

    Se eu conseguir escrever um guião para uma adaptação ao cinema do livro “Les Mange Bitume” irei decerto usar uma música que me parece perfeita para ilustrar estes perigos (pittfalls) que podem e devem ser ultrapassados:

    http://en.wikipedia.org/wiki/The_Road_to_Hell_(song)
    (canção inspirada pela M25 mencionada atrás)

    http://www.stlyrics.com/songs/c/chrisrea816/theroadtohell233212.html

    Stood still on a highway
    I saw a woman
    By the side of the road
    With a face that I knew like my own
    Reflected in my window
    Well she walked up to my quarterlight
    And she bent down real slow
    A fearful pressure paralysed me
    In my shadow

    She said “Son, what are you doing here?
    My fear for you has turned me in my grave”
    I said “Mama, I come to the valley of the rich
    Myself to sell”
    She said “Son, this is the road to Hell”

    On your journey ‘cross the wilderness
    From the desert to the well
    You have strayed upon the motorway to Hell

    Well I’m standing by a river
    But the water doesn’t flow
    It boils with every poison you can think of
    And I’m underneath the streetlights
    But the light of joy I know

    Scared beyond belief way down in the shadows
    And the perverted fear of violence

    Chokes a smile on every face
    And common sense is ringing out the bells

    This ain’t no technological breakdown
    Oh no, this is the road to Hell

    And all the roads jam up with credit
    And there’s nothing you can do
    It’s all just bits of paper
    Flying away from you
    Look out world take a good look
    What comes down here
    You must learn this lesson fast
    And learn it well

    This ain’t no upwardly mobile freeway
    Oh no, this is the road to Hell

  1. O Japão que o diga: saiu de um país arrasado pela guerra, investiu maciçamente por mais de 35 anos em educação e hoje ainda está entre as 5 potências mundiais. Tudo isso em um território de apenas 377.873 km^2.

    Ótimo cartoon, Carlos. 😉

    Abraços.

  2. Bolas! O Filipe Dias tirou-me as palavras da boca!!!

  3. Ui, gente inteligente, não!
    Coisas inteligentes, vendem-se! Mas gente inteligente, não compra!
    É melhor ter um telemóvel tão inteligente que sabe fazer tudo e até pensar, para que até um utilizador não-inteligente o possa usar! Ao passo que um livro.. ?!? Quem vai querer um livro, que é um objecto inerte, não faz nada, e onde é o utilizador que tem que perder tempo a lê-lo, tem que se esforçar para o ler, tem que interpretar o que lá está para conseguir aprender a fazer coisas? Para quê, se um telemóvel é tão inteligente e já faz tuido isso? 🙂
    As pessoas só precisam é de adquirir dinheiro de alguma forma, para poderem comprar a coisa inteligente que “irá” fazer tudo por eles! Ninguém precisa de trabalhar nem isso, o telemóvel faz tudo!
    Mas pronto, no marketing, isto de chamar “inteligente” a um telemóvel é quase o mesmo que chamar amigo a alguém de quem gostamos de seguir a actividade numa rede social 🙂 …São os tempos modernos, em que as metáforas ganham vida real!

    1. Excelente comentário, com a menção final às metáforas sendo a cereja em cima do bolo 😉

  4. Post rapidinho,simples e objetivo.
    Se fosse no facebook,clicava em curtir
    Os politicos brasileiros precisavam ler isto

    1. Olá,

      Pode clicar aqui no Like – Gosto no final do post, que essa informação vai ter ao seu Facebook 😉
      Ou então no “share” – partilhar, e pode também colocar na sua wall do facebook 😉

      abraços

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