Pseudociências

Este texto foi originalmente divulgado pelo Carlos “APODman” Bella que nos autorizou a reproduzir o texto aqui no AstroPT.

Actualmente ainda há muita gente que acredita (crença que é o oposto de conhecimento baseado em evidências) em pseudociências como astrologia, vidência, falar com mortos, etc.
No entanto, essas pseudociências são tão disparatadas como várias outras que tiveram algum relevo no passado mas que foram sendo descartadas ao longo dos tempos:

vidente

Abacomancia: Predição do futuro com base nas combinações obtidas pelas operações realizadas em um ábaco.

Actinomancia: Adivinhação por meio das irradiações estelares.

Acutomancia: Arte adivinhatória por meio de agulhas ou alfinetes, interpretando as caprichosas formas que se desenham, ao atirá-las sobre um recipiente com água pluvial.

Aeromancia: Servia-se dos movimentos de ventos, fixando-se no formato das nuvens, o deslocamento dos cometas, as formações espectrais e outros fenómenos escassamente visíveis à olho nu. Não se tratava unicamente de um mero prognóstico do tempo, mas provavelmente de um verdadeiro sistema adivinhatório, que deu origem à actual Astrologia.

Alectoromancia: Meio de adivinhação por aves, geralmente uma galinha totalmente preta ou um galo de luta inteiramente branco, que recolhendo grãos ou pedrinhas de um círculo formado por letras, ia compondo grafismos que o vidente interpretava. Uma segunda fórmula, muito mais pesada, era recitar continuamente o abecedário e compor a predição com base nas letras que coincidiam com o canto do galo. Assim se procediam também nas profecias que se realizavam observando pedras formadas no fígado dos galos.

Aleuromancia: Trata-se dos modernos biscoitos da sorte, que incluía um horóscopo previamente introduzido ao acaso na massa. Coloca-se um objecto de tamanho pequeno dentro de um bolo que proporciona boa ou má sorte, conforme o caso, a quem o encontre.

Alfitomancia: Outro método parecido, consistindo em ingerir certas massas elaboradas ao mesmo tempo em que se realizam determinadas e obscuras invocações mágicas, que provocarão uma má digestão a quem não tiver a consciência tranquila.

Alquimia: Trata principalmente da transmutação de metais mais ou menos pobres em ouro e prata. Contudo, aparece neste capítulo pelos seus esforços na ansiada busca da pedra filosofal, que entre outras de suas propriedades, era o elixir da juventude eterna.

Antracomancia: Antiga adivinhação pelo exame do carvão incandescente.

Antropomancia: Uma forma antiga e afortunadamente, esperemos, desaparecida, que consistia em sacrifícios humanos para acalmar os deuses, espíritos malignos, e ao mesmo tempo, livrar-se de algum cidadão inconveniente. Era de vital importância a leitura do coração, do sacrificado, para decifrar o futuro.

Apantomancia: Trata de tirar conclusões a partir de encontros fortuitos com animais ou coisas que se apresentam inesperadamente aos olhos. Isto abrange desde as superstições normais contra gatos pretos, até formas de cidades. A Cidade de México foi o local onde foi avistada uma águia transportando uma serpente viva no seu bico – que é hoje o escudo mexicano. As manifestações mais favoráveis eram as borboletas, que eram portadoras de saúde e felicidade e os grilos, símbolos de boa sorte. As mais funestas eram as plumas de pavão real, os gatos pretos, e as pombas brancas que entravam numa casa e as ratazanas que saíam, que eram presságio de morte na moradia. O canto do galo em pleno dia pressagia uma agradável visita próxima.

Aquileomancia: O seu nome provém das cinquenta varetas de aquilégia que são utilizadas neste jogo, que é uma variação da primitiva forma de rabdomancia (adivinhação por meio de varinha mágica; rabdoscopia).

Aracnomancia: Adivinhação através da teia de seda que a aranha vai tecendo.

Aritmomancia ou Arimomancia: É uma forma arcaica da Numerologia, baseada em números e no valor das letras, inventada pelos caldeus que a legaram aos gregos.

Aruspicação: Adivinhação do futuro mediante o exame das entranhas das vítimas (animais mortos). Foi uma das maiores artes no tempo dos Etruscos, que souberam conseguir um posto nas cortes romanas. Nada se fazia sem consultá-los e os seus conselhos eram sempre baseados também em todo o tipo de fenómenos atmosféricos. Os Arúspices utilizavam um estranho e complicado ritual pseudocientífico que contrastava com a simplicidade dos primitivos augures Etruscos, que se limitavam a solicitar uma resposta positiva ou negativa dos deuses mediante o vôo ascendente ou descendente dos pássaros.

Astragalomancia ou Astragiromancia: Predição por meio de ossos que se lançavam ao ar e cujos presságios dependiam da forma em que caíam. Hoje persiste o uso do osso (astrágalo), que vem substituído por objectos mais comuns, como caixas de fósforos, dados, etc.

Augúrio: É um sistema tão antigo quanto o homem, baseado na observação do vôo das aves. Em Roma, o primeiro plano da adivinhação foi disputado com os arúspices e como já dissemos, nada era feito sem contar com os seus conselhos prévios. Em inúmeras ocasiões viram-se obrigados a fantasiar as suas visões, por receio aos despóticos Césares, que continuamente colocavam em perigo as suas vidas. César escutou de um deles, pouco antes de morrer, a célebre frase de que se prevenisse dos Idos de Março.

Austromancia ou Eólomancia: Baseada na direcção das nuvens e do vento.

Axinomancia: Adivinhação por meio do desgaste e formas que, ao fundir-se, toma o azeviche. Foi particularmente empregada na Galícia.

Axiomancia: Adivinhação por meio de um machado. Era utilizada para saber a direcção em que tinham fugido os ladrões, inimigos e outros malfeitores, mediante a observação das vibrações de um machado cravado em um tronco e, sobretudo, pelo sentido do seu cabo.

Belomancia: Parecida com a anterior, mas utilizando flechas e observando o seu vôo e a forma como ficavam cravadas.

Bibliomancia: É uma forma de adivinhação particularmente erudita, ainda que por isso, não menos infalível. Trata-se de adivinhar o futuro por meio do uso de palavras, frases ou versículos extraídos ao acaso de um livro. Houve épocas em que eram extraordinariamente populares as consultas realizadas à Bíblia (Sortes Sanctorum) e à Eneida (Sortes Virgilianae), pelo método de ajustar as condutas no sentido do primeiro verso que aparecesse em uma página aberta ao acaso destes textos. Vários Concílios condenaram o uso das Escrituras para estes fins. Outra forma adivinhatória que é um Juízo de Deus, era a chamada prova da Bíblia, consistindo em sustentar este livro e uma chave apoiada nos seus cantos, com a ponta dos dedos e que cairia ao ser pronunciado o nome do culpado pelo crime que se investigasse, fosse qual fosse a natureza deste.

Botanomancia ou Agromancia: Predição do tempo e futuras colheitas por meio da observação das cinzas de ramos e folhas de árvores. Historicamente a cinza sempre se utilizou como oferenda aos deuses para que outorgassem grandes frutos da terra.

Bumpologia: É uma forma de Frenologia que consiste em estudar os inchaços, protuberâncias e saliências (bump em inglês) da cabeça do consultante e que foi popular na Grã-Bretanha do século XIX.

Capnomancia: Caim já havia compreendido que algo não ia bem quando a fumaça dos seus sacrifícios não se elevava como a do seu irmão. E foi morto. A fumaça foi sempre condutora de presságios, que serão tanto favoráveis quanto mais reta e longa for a sua elevação. A fumaça que se ergue em linha reta promete bom tempo, piorando em razão da sua inclinação.

Cartomancia: Adivinhação por meio dos baralhos, especialmente usando o Tarô e dentro das suas variantes, o de Marselha.

Ceromancia: Foi um dos métodos de adivinhação que mais êxito conquistou na antiguidade, especialmente na Idade Média. Consiste na interpretação das caprichosas formas que a cera derretida de uma vela toma ao cair num recipiente com água.

Claraudiência e Clarividência: Literalmente significam ouvir e ver com clareza, apesar de se referirem a formas de conhecimentos impossíveis à maioria dos mortais, obtidos por poderes parapsicológicos. Antigamente eram a base dos oráculos e hoje, constituem o fundamento da parapsicologia.

Cleromancia: Foi muito comum na Grécia clássica, especialmente em Delfos. É um sistema semelhante ao da adivinhação por meio de dados, ainda que muito frequentemente são empregados outros objectos, como pedras de cores variadas, às quais eram outorgadas determinadas cores e significados.

Clidomancia e Cleifomancia: Muito semelhante à rabdomancia, serve-se de uma chave suspensa em um cordão que vai oferecendo respostas segundo as suas oscilações.

Craniomancia: Arte de adivinhar as inclinações morais e intelectuais das pessoas pela observação dos seus crânios.

Crimomancia: É uma curiosa forma de determinar quem é o culpado de qualquer delito cometido. Em uma panela tampada são postas algumas pérolas que começarão a saltar e a agitar-se com a aproximação do delinquente.

Criptomancia: Interpretação das formas obtidas no cozimento da massa de farinha da cevada, confeitada pelas mãos do consultante, que parece influir decisivamente no formato.

Cristalomancia: Baseada na observação de um cristal, um pedaço de gelo ou um espelho que recebe os raios lunares. É o pai da tão traída Bola de Cristal.

Crivomancia: Também inspirado na rabdomancia, utilizando uma peneira em vez da chave ou pêndulo.

Cromniomancia ou Cristalomancia: É a Bola de Cristal, ainda que qualquer objecto translúcido também possa servir, como um copo de água, uma garrafa, etc, mas não há dúvida de que a bola de cristal é muito mais utilizada. Há quem diga que se trata de uma forma de auto-hipnose; outros, que serve apenas como rememorizador e que portanto, só é útil para reviver o passado. Os que a utilizam afirmam que não vêem uma cena completa, como uma imagem de televisão a cores, mas uma série de símbolos, marcas, reflexos e figuras parciais, das quais, vão extraindo as suas interpretações.

Dactilomancia: Novamente outro sistema semelhante à rabdomancia utilizando, neste caso, um anel, de preferência de ouro.

Dafnomancia: É um antigo sistema utilizado pelas pitonisas gregas, colocando alguns ramos de louro sobre o fogo e interpretando o som que produziam ao queimar-se. Sabe-se que quanto mais claros e ruidosos fossem os estalidos, melhores eram os augúrios.

Demonomancia: É uma variação da bruxaria e da chamada Magia Negra, consistindo na invocação dos demónios para que revelem com os seus poderes obscuros os segredos que nos rodeiam.

Dendromancia: Foi a forma preferida pelos druidas celtas, utilizando fórmulas arcaicas, baseadas fundamentalmente nas propriedades de certos arbustos, sobretudo, o agárico e o carvalho.

Enomancia: Quando o vinho era vinho, provavelmente poderia nos revelar uma infinidade de segredos. Hoje, esta forma de augúrio fica lamentavelmente submersa no campo da hidromancia (arte de adivinhar por meio da água).

Escapulomancia: Adivinhação por meio dos ossos do tronco humano, especialmente a formação das clavículas e do esterno, que está actualmente vigente na Polinésia. Supostamente o destino humano esta gravado nos ossos do tórax.

Espadomancia: Interpretação dos vestígios que restam nas cinzas e na fuligem, após queimar pertences do consultante.

Espatulomancia: Adivinhação pelos ossos dos animais.

Esticomancia: Sistema rudimentar que consiste em agir conforme a indicação da página de um livro qualquer aberto ao acaso. Deve-se realçar que, ainda parecendo absurdo, houve momentos da história que causou frenesim. Algo parecido eram os sorteios romanos, particularmente em moda nos tempos de Cícero. Eram tabelinhas que levavam gravadas uma frase e após serem convenientemente embaralhadas, uma criança sacava uma, cuja mensagem determinava a forma de agir. Este baralho rudimentar pode ter provocado inúmeras mudanças na história.

Estolisomancia: É uma curiosa variação da fisiognomonia (arte de conhecer o carácter das pessoas pelos traços fisionómicos), só que nesta não se contempla o perfil humano, mas sim, a maneira de vestir e outras características pessoais do consultante. A outra única forma de adivinhação com relação ao vestuário, está relatada nos Tantras Vedas, que adivinha por meio dos rasgos produzidos na vestimenta pelas ratazanas e ratos.

Filodoromancia: Consiste em golpear as pétalas de rosas (muito usado na época dos sibaritas, povo da antiga cidade grega de Síbaris – Itália) contra a mão e determinar o êxito da operação que se vá realizar, pelo ruído produzido.

Fisiognomonia: Conhecimento do carácter de uma pessoa, baseado na configuração da sua face.

Frenologia: Derivada da anterior, partindo do formato cranial.

Gastromancia: Ventriloquia aplicada ao campo da adivinhação. Durante muito tempo acreditou-se que os ventríloquos eram seres anormais, com um diabo dentro do corpo. É impossível imaginar o que se pode fazer com um diabo totalmente controlado.

Geloscopia: Consiste em conhecer o passado, presente e futuro de uma pessoa, mediante o estudo do seu riso.

Genetliologia: É um ramo da Astrologia, baseando-se em certos cálculos posicionais dos astros durante o nascimento do indivíduo e que inevitavelmente assinalarão o transcorrer da sua vida.

Geomancia: É um nome que tem sido utilizado para designar qualquer indivíduo que tivesse algo a ver com a natureza e particularmente com a terra. Em certos momentos, geomântico era sinónimo de vidente. Contudo há duas maneiras de revelação que recebem este nome. Uma, por meio de figuras caprichosas no solo ou por meio de pontos ao acaso, e a outra, que seria melhor considerada como parte da Cartomancia, daqueles que pretendem conectar com os pontos vitais da terra por intermédio de baralhos.

Giromancia: Método estonteante, especialmente praticado pelos árabes do deserto, que consistia em escrever o alfabeto em um amplo círculo no chão (na areia) e depois, começar a dar voltas ao redor deste, até ficarem totalmente desorientados e tombarem de um lado para outro. Um observador anotava as letras que o aturdido consultante se aproximava e fazia-se uma profecia como se tivessem sido obtidas de uma forma brilhante.

Grafologia: Interpretação do carácter de uma pessoa por meio dos caracteres próprios da sua escrita.

Halomancia: O sal foi, é, e seguirá sendo, fonte de inúmeras crenças. Como mancia supõe adivinhar o que representam as formas que se desenham ao derramá-lo sobre uma superfície seca e lisa. Como complemento ao que se escreve sobre as figuras do chá, perfeitamente aplicável ao sal, diremos que quando lançado por cima do ombro, fará com que o desejo formulado, neste instante, se cumpra.

Hariolomancia: Arte de adivinhar por meio de ídolos.

Hepatomancia: Meio de adivinhar o futuro, observando a configuração do fígado das vítimas sacrificadas (animais) e que foi empregado pelos Babilónios.

Heteromancia: Outra forma de desvendar o destino baseado na contemplação do vôo das aves.

Hidromancia: Baseia-se no estudo das correntes, fluxo e cor das águas. Posteriormente foi empregada para obter respostas a perguntas concretas, atirando uma pedra e contando o número de ondas que formava ao cair na água. Segundo este método, o numero ímpar era favorável. Do leito do rio, passou-se a um recipiente e a sua observação foi precursora da bola de cristal.

Hieromancia ou Hieroscopia: Novamente a inspecção das entranhas (de animais), que tanta influência teve ao longo da história humana.

Hipomancia: Consistia em determinar os acontecimentos fixando-se nos relinchos e patear dos cavalos.

Ictiomancia: Consiste em estudar o movimento, a cor, a maneira de se alimentar e a constituição interna dos peixes.

Lampadomancia: Sistema baseado nos raios e trovões. Foi muito popular, ainda que muitos dos seus postulados se tenham demonstrado errados. Por exemplo, não é verdade que nunca caíam dois em um mesmo local, crença que deu origem às cidades, pensando-se que, onde havia caído um, se estaria a salvo no futuro. Também se pensou que, caso relampejasse antes do florescer das árvores e plantas, a primavera seria tardia. Um curso prático, completo desta e outras mancias relativas à Natureza, podia ser encontrado em antigos almanaques.

Lecanomancia: Arte de adivinhar o futuro, mediante o ruído que produzia uma quantidade de pedras preciosas ao cair numa bacia que, frequentemente, estava cheia de água.

Libanomancia: É mais uma forma de averiguar o que a fumaça nos diz através do seu percurso, desta vez ao ser produzida ao se queimar incenso.

Licnomancia: Adivinhação baseada nas figuras refletidas pela luz e sombra de velas ou tochas.

Litomancia: Augúrio que se realiza lançando uma série de pedras, preferivelmente preciosas, ainda que também sirvam simples contas coloridas, sobre uma superfície lisa e constatando depois, a cor que mais é refletida pela luz. O azul, equivale a boa sorte imediata; o verde, a realização de um desejo esperado há muito tempo; o vermelho, é símbolo de felicidade no amor ou no matrimónio; o amarelo, é presságio de desastres e traições; a púrpura, vaticina um período dominado pela tristeza; o negro e o cinza, são portadores de desgraças e infortúnios.

Melanomancia: É a determinação do carácter e características subjectivas de um indivíduo, pelos seus sinais e manchas na pele.

Metoscopia: Também relacionada com a fisiognomonia, trata de adivinhar o destino pelas linhas da testa.

Miomancia: As ratazanas e os ratos parecem haver tido sempre alguma influência no futuro das pessoas. Os brâmanes já adivinhavam o futuro observando os buracos que estes roedores faziam nas roupas dos seus consultantes, e na Idade Média, serviram como fornecedores de inúmeros indícios. Era sinal de boa sorte encontrar dois em uma só armadilha, e pressagiavam a morte do proprietário quando se lançavam em rataria para fora de sua casa.

Molibdomancia: Arte de adivinhação baseada nos ruídos e silvados emitidos pelo chumbo, durante o seu processo de fundição. Também se empregava chumbo fundido, do mesmo modo que a cera, derramando-o sobre a água e depois, interpretando o formato das gotas solidificadas.

Nefelomancia: É nada mais nada menos que a interpretação das caprichosas formas que as nuvens apresentam.

Nigromancia ou Necromancia: É a mancia preferida pelo ocultismo e a magia negra, reputada por estes como a única autêntica e verdadeira, por ser revelação directa do além e portanto, conhecedora de tudo o que ocorreu no passado, ocorre no presente e ocorrerá no futuro. É também a mais antiga de todas, com menção nos mais velhos livros que existem. Segundo os gregos, os mortos acudiam ao cheiro do sangue recém derramado de uma criatura viva e Ulisses teve necessidade de matar para devolver a vida.

Numerologia: É extrair o significado dos números; consequentemente, se dermos valor numérico às coisas, poderemos desvendar os segredos de tudo o que nos rodeia.

Oculomancia: Os olhos são o reflexo da alma, donde se mostram nossas intenções, desejos e vontades. Antes serviram para adivinhar o futuro. Hoje, começam a ser empregados pela medicina num método especial que diagnostica o presente e o futuro de nossa saúde. Segundo alguns, a nossa vida está impressa na retina e só falta alguém capaz de interpretá-la. Desenvolve-se hoje o estudo da íris, pois ali está gravado tudo o que diz respeito ao ser vivo.

Ofiomancia: Trata-se da arte de adivinhar pela observação de serpentes.

Onicomancia: É a predição do destino de uma pessoa observando as suas unhas.

Oniromancia: Desde o bíblico José até os psiquiatras actuais, o sonho tem servido sempre para desentranhar os nossos segredos mais ocultos.

Onomatomancia: Interpretação do destino de uma pessoa baseada no significado do seu nome. Também tem servido para os objectos e empresas.

Oomancia ou Ovomancia: Adivinhação por meio de ovos. Ao rompê-los, a casca deverá ser totalmente quebrada, caso contrário a má sorte cairá sobre quem o rompeu.

Ornitomancia ou Ornitoscopia: Outro tipo de predição pelo vôo e canto das aves.

Pegomancia: Novamente nos deparamos com o fogo – elemento que tudo vence e tudo transforma. Aqui trata-se de submeter à sua função, uma série de objectos pessoais, que quanto mais demorem em ser consumidos, tanto mais e melhores serão os augúrios.

Rabdomancia: Adivinhação por meio da varinha mágica; rabdoscopia.

Rapsodomancia: É deixar-se levar pelo que nos indique um verso qualquer, escolhido ao acaso, de um livro de poesias.

Rumpologia: leitura das depressões, volume e outras características dos glúteos de um indíviduo.

Sicomancia: É um meio de saber o que irá acontecer, que consiste em escrever o que desejamos saber ou qualquer tipo de consulta na folha ou córtex de uma árvore e esperar que estas se sequem.

Tefromancia: Arte de adivinhar acontecimentos, baseado nas cinzas produzidas pelos sacrifícios (de animais).

Tiromancia: Pelos orifícios, cor, consistência, dureza de um determinado queijo, os gregos eram capazes de profetizar o que iria acontecer a um povo e até, a uma nação inteira.

Uromancia: É adivinhar pelo exame da urina. Já realizada no ano 550 a.C por médicos tibetanos, como consta no livro Damantari.

2 comentários

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  1. Este texto prova que a estupidez humana é ilimitada.

    • Graciete Vrgínia Rietsch Monteiro Fernandes on 25/02/2013 at 21:15
    • Responder

    Nem pela cabeça me passava a existência de tantos vocábulos para designar crendice e/ou ignorância.

  1. […] – Pseudo-astronomia (tag): Presença de Pseudociência. Lista de Pseudociências. Pulseiras Quânticas (fraude, falência). Indiano de 179 anos (partilhas). Prahlad Jani (morte, […]

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