Foram descobertos num aglomerado estelar os primeiros planetas pelo método do trânsito

Representação artística do aglomerado estelar NGC 6811, onde foram descobertos dois planetas menores que Neptuno em órbita de estrelas smilares ao Sol. Crédito: Michael Bachofner

Representação artística do aglomerado estelar NGC 6811, onde foram descobertos dois planetas menores que Neptuno em órbita de estrelas similares ao Sol. Crédito: Michael Bachofner

As estrelas nascem em berçários estelares, onde várias estrelas se podem formar. O nosso Sol, tal como a maioria das estrelas, nasceu num grupo pequeno e que rapidamente se desfez. Mas existem aglomerados enormes de estrelas que duram milhares de milhões de anos. Nestes densos aglomerados, as estrelas “concorrem” com as outras pelo espaço, e o espaço interestelar é varrido por uma forte radiação e ventos estelares intensos, levando a que o material de formação planetária seja varrido.

Assim, não será fácil encontrarmos planetas nestes locais, porque eles terão dificuldade em se formar.
No entanto, no aglomerado estelar aberto NGC 6811, que se encontra a cerca de 3.000 anos-luz de distância da Terra e tem cerca de mil milhões de anos de idade, foram descobertos pelo telescópio Kepler, dois planetas mais pequenos que Neptuno em órbita de estrelas similares ao Sol.
Ou seja, até nestes locais “lotados” e “hostis” à existência de planetas, mesmo assim os planetas conseguem desenvolver-se.

Os planetas receberam os nomes de: Kepler-66b e Kepler-67b.
Kepler-66b e Kepler-67b têm menos de três vezes o tamanho da Terra, ou cerca de três-quartos do tamanho de Neptuno. Ou seja, são considerados mini-Neptunos.

De todos os planetas já confirmados, só 4 tinham sido descobertos em aglomerados estelares, e todos eles eram tão ou mais massivos que Júpiter.
Estes são os planetas mais pequenos descobertos em aglomerados estelares, e os primeiros planetas em aglomerados que foram descobertos pelo método do trânsito.

Como diz o astrónomo Søren Meibom, investigador-principal deste estudo: “Estes planetas são extremófilos cósmicos. A sua descoberta mostra que planetas pequenos podem formar-se e sobreviver durante pelo menos mil milhões de anos, mesmo num ambiente caótico e hostil.”

Leiam em inglês, aqui, aqui, aqui, e artigo científico.

NGC 6811. Crédito: Anthony Ayiomamitis

NGC 6811. Crédito: Anthony Ayiomamitis

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