Out 31

A Ficção Científica a ajudar a Ciência

Como provavelmente sabem, falta somente 1 semana para o filme Interstellar chegar aos cinemas.
Este filme de Christopher Nolan está a ser bastante aguardado, pelos entusiastas da ficção científica e da ciência.
Já falei deste filme, aqui.

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Mas sabiam que o consultor (e produtor executivo) do filme é o famoso astrofísico Kip Thorne?
E sabiam que devido a esta consultoria, foi criado no cinema o mais científico e realista buraco negro até hoje concebido?
Sabiam que a precisão e realismo dos efeitos visuais (incluindo a lente gravitacional) vistos no filme, baseiam-se em reais equações matemáticas que descrevem fisicamente o objeto?
E sabiam que devido ao que aprendeu com as simulações, em termos visuais, enquanto era concebido o buraco negro para o filme, Kip Thorne vai publicar alguns artigos científicos sobre o que veríamos ao visitarmos um buraco negro? (sobretudo sobre a parte das lentes gravitacionais em buracos negros com uma rápida rotação)

Pois é… convido-vos a ler este artigo, em inglês, sobre este assunto.

Vejam também este pequeno vídeo em que se explica precisamente este assunto:
(cliquem onde diz legendas, e depois no mesmo sítio para escolherem traduzir, e finalmente escolham português)

5 comentários

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    • António Castanheira on 31/10/2014 at 12:34
    • Responder

    Também eu criei alguma expetactiva ao ver cartazes sobre o filme (considerando até a inclusão de um ator como Michael Caine) e admito que tecnicamente o filme seja bastante competente mas…

    …ao ver o trailer e ao ler dados sobre o argumento na wikipedia, aconteceu o que eu temia, ou seja, à semelhança de outros filmes recentes de FC, este argumento não parece ser nada mais que um aglomerado de “copypastes” de partes de outros argumentos já mais que explorados.

    Não sei se terei o entusiasmo necessário para o ir ver porque, se isso acontecer, é alta a probabilidade de vir a considerar que, mais uma vez, um filme tecnicamente bom e com meios de produção adequados fica arruinado por um argumento repetido, previsível e inconsequente…

    • Graciete Virgínia Rietsch Monteiro Fernanbdes on 31/10/2014 at 16:56
    • Responder

    Será a altura de eu me reconciliar com os filmes de FC?
    Ainda me sinto muito cansada, mas, de vez em quando, lá vou dar uma olhada ao computador.
    Um abraço.

  1. Eu não concordo com o lóbulos negros animação simulada.

    Sabemos que há o disco de matéria espiralando em queda na vizinhança do buraco negro (ok, isto a imagem mostra), mas quem garante que não há um bojo de matéria envolvendo a singularidade próximo ao horizonte de eventos também superaquecido emitindo radiação. Essa matéria caoticamente em queda iluminaria em volta do objeto, talvez com menos intensidade que a matéria do disco, é claro.

  2. De qualquer forma, estou “contando os dias” para ir ao cinema e ver este esta extraordinária produção. 😉

    • Dinis Ribeiro on 18/11/2014 at 11:27
    • Responder

    Ainda não fui ver o filme Interstellar… mas estou com bastante curiosidade.

    Sugestão para quem estiver em Londres dia 24:

    http://www.bis-space.com/2014/08/01/13403/interstellar-wormholes-physics-and-practical-realisation

    Em 1987 comprei e li este livro:

    The Iron Sun: Crossing the Universe Through Black Holes
    http://www.amazon.com/The-Iron-Sun-Crossing-Universe/dp/0446897965

    Eu concordo com esta crítica que está no site da Amazon:

    The Iron Sun is an extremely interesting look at the possibility of constructing a black hole (a series of them actually) of about ten solar masses roughly one light year from the sun and using them (and the presumed “white hole”) on the other end as a means of interstellar travel. Given that his book was written back when the study of black holes and the theories about them was literally in its infancy, the science appears quite good.

    Berry admits there are huge things he is not sure of or that even if an “Einstein-Rosen Bridge” is even possible. And he is quite candid in acknowledging that there is absolutely no way at this point to estimate where a hypothetical “white hole” might emerge and even less knowledge about if a black hole constructed at a distant location in the galaxy would produce a “white hole” emerging anywhere near Earth.

    But the book does convey the scientific optimism that was still alive in the 1970s before all but cratering in the years since.

    Uma possível tecnologia para criar o “iron sun” que foi publicado em 1978, de certo modo já está presente em 1984 no filme 2010, na sequência em que os “self-replicating monoliths” devoram Jupiter, e transformam o planeta num sol… e a mesma solução técnica (algo semelhante), em teoria, poderia criar o tal “iron sun” que foi postulado por Adrian Berry, que é um fellow da BIS http://en.wikipedia.org/wiki/Adrian_Berry,_4th_Viscount_Camrose (ver também mais informação sobre a BIS http://en.wikipedia.org/wiki/British_Interplanetary_Society )

    Vale a pena rever o filme de meados dos anos 80, pois afinal, (curiosamente) se calhar não está assim tão desactualizado como algumas pessoas pensaram.

    Link: http://en.wikipedia.org/wiki/2010_(film)

    Although computer-generated imagery (or CGI) was still in an early phase of development in 1984, the special effects team of 2010 used CGI to create the dynamic-looking cloudy atmosphere of the planet Jupiter, as well as the swarm of monoliths that engulf the planet and turn it into a Sun for the planet Europa.

    Digital Productions would use data supplied by the Jet Propulsion Laboratory to create the turbulent Jovian atmosphere. This was one of the first instances of what the studio would later refer to as “Digital Scene Simulation”, a concept they would take to the next level with The Last Starfighter.

    Que tipo de conversas é que poderão ter ocorrido entre Kip Thorne e os entusiastas da BIS ao longo destes anos?

  1. […] desenho do Buraco Negro Gargantua é o mais realista já mostrado em algum filme de ficção científica até à data, elogiado e aclamado por […]

  2. […] Kip Thorne sobre o filme: Revista Galileu, Astropt […]

  3. […] Ontem foi atribuído o prémio Nobel da Física a Rainer Weiss,  Barry C. Barish e a  Kip S. Thorne, pela sua contribuição decisiva na deteção e observação das ondas gravitacionais. Podem saber um pouco mais sobre as ondas gravitacionais aqui. Só uma curiosidade: Kip S. Thorne foi um dos principais consultares científicos do filme Interstellar! Aconselho a leitura deste texto “A Ficção Científica a ajudar a Ciência“. […]

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