Descoberto um novo planeta-anão

Crédito: S. Sheppard / C. Trujillo / D. Tholen / Subaru Telescope

Crédito: S. Sheppard / C. Trujillo / D. Tholen / Subaru Telescope

Observações feitas com o telescópio Japonês Subaru, no Hawaii, permitiram descobrir um novo objecto trans-neptuniano (ou seja, que se encontra para além da órbita do planeta Neptuno).

O novo planeta-anão chama-se V774104 e deverá ter entre 500 e 800 quilómetros de diâmetro (menos de metade de Plutão).
É o objecto mais longínquo que se conhece (exceptuando cometas, mas não os vemos tão longe, e vários planetas-anão que não foram descobertos tão longe mas a sua órbita leva-os para muito mais longe), estando quase 3 vezes mais distante que Plutão e cerca de 103 vezes mais distante do Sol que a Terra, ou seja, a mais de 15 mil milhões (bilhões, no Brasil) de quilómetros de distância do Sol.

O período (ano) do objecto rochoso ao redor do Sol é ainda bastante impreciso, já que são necessárias mais observações (pelo menos durante um ano); no entanto será superior a 1.000 anos terrestres.

Crédito: Scott Sheppard / Carnegie Inst. for Science

Crédito: Scott Sheppard / Carnegie Inst. for Science

Curiosamente, as observações iniciais parecem indicar que a órbita de V774104 cruza a órbita de Netuno.
Se isto for verdade, V774104 poderá ter sido expulso do sistema solar interior há milhares de milhões de anos.
Mas ainda é demasiado cedo para se ter evidências disto.

Juntamente com Sedna e 2012 VP113, V774104 poderá até fazer parte de um grupo de objectos que marcarão o início da parte interior da teórica Nuvem de Oort.

Crédito: Karl Tate, SPACE.com

Crédito: Karl Tate, SPACE.com

Além desta descoberta, a mesma equipa de astrónomos confirmou a existência de pelo menos mais 12 objectos a cerca de 80 e 90 Unidades Astronómicas (cerca de entre 12 e 13,5 mil milhões de quilómetros) de distância do Sol.
No entanto, praticamente nada se sabe sobre eles.

Se realmente existirem, e partilharem características orbitais semelhantes, o mais provável é existir um planeta massivo (quiçá uma super-Terra) nessa parte do sistema solar distante.
Ou então, serem o resultado da atracção gravitacional de outras estrelas quando o Sol estava a nascer num berçário estelar compacto.

Leiam na revista Science, na Nature, e na New Scientist.


Nota final: antes que perguntem ou afirmem o contrário (Nibiru) nos comentários, nenhum destes planetas vem para perto da Terra!
(e têm órbitas superiores a 1.000 anos! Sedna tem uma órbita superior a 11.000 anos(!) e o mais próximo que vem, fica 76 vezes mais distante do Sol que a Terra – como comparação, Neptuno, que está muito longe, tem uma órbita cerca de 30 vezes mais distante do Sol que a Terra).

2 comentários

1 ping

    • Reinaldo da Silva on 20/08/2016 at 06:52
    • Responder

    A imprensa fala muito em Brown, entretanto comete muita injustiça ao omitir os nomes destes cientistas que estão de vez em quando descobrindo planetas anões, parabéns aos cientistas Trujillo e sheppard, quem dera eu pudesse ter condições de financiar o telescópio de ponta com o melhor de toda tecnologia da humanidade para estes dois genios da astronomia, evidentemente também nosso professor Carlos teria carta branca para utilizar este telescópio,tenho certeza que o professor teria totais condições de descobrir varios objetos trans netunianos, uma lista considerável de planetas anões e quem sabe uma super terra.

    • Samuel Junior on 24/11/2015 at 21:12
    • Responder

    Ei Carlos, será Nibiru se escondendo depois de Plutão? Hahahahahaha

  1. […] que existem vários planetas-anões. Todos os anos descobrimos mais alguns (ainda há dois meses, descobriu-se outro). Deverão existir imensos. A grande maioria deles, com excepção de Ceres, existem em órbitas […]

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