Astrônomos descobrem misteriosos objetos com emissões intensas de raios-X

Crédito: NASA / CXC / UA / J. Irwin et al.

Crédito: NASA / CXC / UA / J. Irwin et al.

Nas partes extremas do espectro eletromagnético podemos nos deparar com os tipos mais extremos de objetos e fenômenos que possamos imaginar.
Foi mais ou menos isso que aconteceu num recente estudo de duas galáxias.

Ao observarem as galáxias no comprimento de ondas dos raios-X, usando o Chandra da NASA e o XMM-NEwton da ESA, os astrônomos se depararam com um fenômeno emitido por fontes de raios-X que fazem com que elas se tornem cerca de 100 vezes mais brilhantes em menos de um minuto e depois de aproximadamente 1 hora retornem para o brilho original em raios-X.

Esse fenômeno é tão intenso que emite centenas de milhares de vezes mais raios-X do que um típico sistema binário onde uma estrela orbita uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, e foi classificado como Fontes de Raios-X Ultra-lumminosas, ou ULXs.

Os astrônomos foram então atrás de explicações para esse fenômeno.

As primeiras suspeitas investigadas foram as Magnetars: estrelas de nêutrons jovens que possuem um poderoso campo magnético.

Mas elas foram “inocentadas”, pois o fenômeno observado acontece em estrelas velhas e nas magnetars em poucos segundos o brilho de raios-X volta ao normal.

Uma pista que levou à explicação mais aceitável até ao momento, é que depois que brilham intensamente esses objetos retornam ao comportamento de um sistema binário tradicional.
Isso indica que esse intenso aumento no brilho não destrói por completo o sistema.

Crédito: NASA / CXC / UA / J. Irwin et al.

Crédito: NASA / CXC / UA / J. Irwin et al.

Os astrônomos por enquanto possuem duas explicações mais prováveis para esse interessante fenômeno.

Uma, é que esse aumento de brilho em raios-X representa episódios em que a matéria está sendo puxada de uma estrela companheira e cai rapidamente em um buraco negro ou em uma estrela de nêutrons.
Isso aconteceria quando essa estrela companheira passasse bem perto do objeto compacto ao realizar uma órbita de alta excentricidade.

Outra possível explicação estaria relacionada com o facto da matéria estar caindo na direção de um buraco negro de massa intermediária, cerca de 800 vezes a massa do Sol, para um dos sinais detectados, e para um buraco negro de massa cerca de 80 vezes a massa do Sol para a outra fonte.

Agora os astrônomos observacionais e os teóricos irão trabalhar juntos para tentar descobrir o que está acontecendo.

Fonte: NASA

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