A Nebulosa do Caranguejo

Nebulosa do Caranguejo (HD). Aquisição: LTA; processamento: Ruben Barbosa.

A Nebulosa do Caranguejo (também catalogada como M1 ou Taurus A) é um remanescente de supernova que no seu interior alberga um pulsar.

O objeto localiza-se na constelação de Touro, dista cerca de 6.500 anos-luz da Terra e tem um diâmetro de 11 anos-luz que se expande a uma taxa aproximada de 1.500 km/s.

A supernova foi documentada pelos astrónomos chineses e árabes em 1504.

A nebulosa apresenta uma forma oval, é formada por filamentos que resultaram da expulsão das camadas externas da atmosfera da estrela anterior e são constituídos maioritariamente por hidrogénio e hélio, a que se juntam vestígios de carbono, oxigénio, nitrogénio e elementos mais pesados. As temperaturas dos filamentos são tipicamente entre 11.000 e 18.000 K.

A região interna (cor clara) é o resultado da radiação de sincrotrão altamente polarizada, que é emitida por eletrões de alta energia enquanto percorrem fortes campos magnéticos produzidos pela estrela de neutrões que se encontra no centro.

No centro da Nebulosa do Caranguejo existem duas estrelas fracas, uma das quais é a sua progenitora (ou seja, a que a criou e que é conhecida como o Pulsar do Caranguejo). O pulsar é uma estrela de neutrões com cerca de 30 km de diâmetro, que emite pulsos periódicos de radiação abrangendo quase todo o espetro eletromagnético, com uma frequência de 30,2 vezes por segundo, que corresponde a um período de rotação de apenas 33 milissegundos.

Time-lapse do vento do Pulsar do Caranguejo:

Som do Pulsar:

 

Nebulosa do Caranguejo (HD), processamento com H-alpha. Aquisição: LTA; processamento: Ruben Barbosa.

Plataforma “O Universo em Fotografia”.

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