Pulsar em sistema Triplo comprova o Princípio da Equivalência Forte

3 estrelas mortas permitiram um novo teste da Teoria da Gravidade de Einstein. O trio inclui um pulsar, com uma anã branca próxima em órbita e uma segunda anã branca mais longe.
Crédito: NRAO Outreach

O Princípio da Equivalência diz que objetos de massa diferente são acelerados igualmente pela gravidade, ou seja, a composição desses objetos não importa.

Com os satélites foi provado o princípio da equivalência, chamado de Equivalência Fraca.

A Equivalência Forte também precisa ser provada mas é um pouco mais complicada.
No caso da Equivalência Forte, não é com objetos diferentes caindo com a mesma velocidade, mas sim entender como a gravidade “cai”, ou seja, é o princípio da equivalência como conhecemos aplicado a extremos da natureza que envolvem fortes campos magnéticos e como eles caem.

Para testar a equivalência forte, os pesquisadores usaram um pulsar, um objeto que tem um intenso campo magnético, mas usaram um pulsar especial, um que tem duas anãs brancas como companheiras, uma próxima e uma mais distante.

A ideia é a seguinte: se o princípio da equivalência forte se mantiver, o pulsar pareado com a anã branca mais próxima, deve cair na mesma taxa que a segunda anã branca. Se o pulsar, que tem um campo magnético forte, cair em direção à anã branca mais distante mais rapidamente do que a anã branca companheira, está violado o princípio.

Para medir isso, os cientistas observaram os pulsos emitidos pelo pulsar.
À medida que o pulsar se afasta da Terra, seu pulso sofre um pequeno atraso.
Se a órbita do pulsar está rotativa os pulsos recebidos na terra sofreriam mudanças regulares no tempo indicando que ele está caindo mais rápido que a anã branca.

Os cientistas não observaram essa variação, indicando que o pulsar com seu campo magnético extremo, e a anã branca, uma estrela morta, estão recebendo uma aceleração equivalente.

O resultado é realmente espetacular, pois mostra que mesmo em ambientes extremos a relatividade, testada, funciona perfeitamente bem, provando que Einstein mais uma vez estava certo.

A teoria está aí para continuar sendo testada, criticada, duvidada, mas o mais importante, é que a cada teste que é submetida ela é provada, comprovada e validada!

Fontes: ScienceNews, Presentation, artigo científico, Relatividade Geral

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