Downsizing

Finalmente vi o filme Downsizing (Pequena Grande Vida).

No futuro, os problemas de superpopulação levam a um rol de outros problemas, como o aquecimento global.

De modo a solucionar esse problema, uma empresa Norueguesa inventa um novo processo que encolhe/reduz o tamanho das pessoas.
Passam então a existir várias comunidades para gente muito pequena. Essas comunidades parecem ser utopias.

No entanto, esta miniaturização de humanos não extermina os defeitos humanos.
Muitas pessoas escolhem ser pequenos por razões egoístas, sobretudo financeiras, e não por quererem salvar o planeta.
As comunidades desenvolvem classes sociais, onde os mais pobres são mesmo muito pobres.
A discriminação é uma realidade, em que os humanos reduzidos podem passar a não ter tantos direitos como os humanos normais.
A tecnologia de miniaturização é utilizada por governos ditatoriais como punição para os dissidentes.

Gosto bastante deste tipo de filmes que lidam com desafios de escalas.
Daí que gostei bastante da premissa deste filme.

Também gostei de ver que o organizador da conferência científica que apresenta os resultados extraordinários é o Dr. Pereira, a personagem do ator português Joaquim de Almeida.

Gostei de ver que o processo só funciona na matéria orgânica.
Por isso, tudo que é metal, tem que ser retirado nos humanos. Se se esquecerem de algo nos dentes, por exemplo, a cabeça pode ser reduzida exceto esse metal, fazendo com que a cabeça expluda. Por isso é que pessoas com metais no corpo, como próteses, não podem ser reduzidas.

Gostei do humor negro da Vietnamita. Apesar de por vezes ser bastante estranho.

O filme levanta algumas questões interessantes, incluindo éticas e morais. Mas sobretudo sobre o sentido da vida.

Não entendi porque as pessoas não podem ter qualquer pêlo no corpo, para passarem pelo processo de redução.

Não entendi como os humanos reduzidos conseguem fazer-se ouvir tão bem, para os humanos normais.
E não entendo como a voz dos humanos normais não causa perturbações nos humanos reduzidos.

Não gostei do final. É demasiado previsível e, para mim, fez pouco sentido.

Por fim, como infelizmente é apanágio deste tipo de filmes, nunca é explicada a ciência por trás da “maravilha tecnológica”.

Apesar da premissa inicial ser excelente, sou da opinião que o filme ficou muito aquém do que poderia ser.

1 comentário

  1. Gostei do filme, principalmente porque ele é fortemente ecológico.

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