Diamante rosa

pink diamond

Um raro e belo diamante côr-de-rosa, de 24 quilates, foi vendido por 33 milhões de euros, tornando-se a jóia mais valiosa do mundo.

O diamante é um composto molecular onde cada átomo de carbono se encontra ligado a outros 4.
É a substância mais dura que se conhece.
Pode ser produzido artificialmente, mas essa produção seria muito dispendiosa, já que para produzir diamantes são necessárias temperaturas e pressões elevadíssimas.

Estas condições extremas, com pressões atmosféricas incrivelmente altas, existem em Úrano e Neptuno, como podem ler neste post.
Esta pressão extremamente densa faz com que os átomos de carbono se liguem… formando diamantes.

O ar denso destes planetas faz com que não possa chover água por lá.
Em Úrano e Neptuno, chovem diamantes… líquidos.

Querem ficar ricos?
É preciso dizer mais alguma coisa sobre qual a estratégia para se ser bilionário?

Não percebo como não há empresas privadas a concorrer a esta nova “corrida ao ouro”…

Talvez seja porque Neptuno dista cerca de 4500 milhões de kms da Terra, o que faz com que uma sonda enviada para lá demore 12 anos a chegar a Neptuno, e mais 12 anos para voltar à Terra com os diamantes.
12 anos na viagem de ida + 12 anos na viagem de volta com diamantes + 1 ano a recolher diamantes = 25 anos de espera.

Úrano está “só” a 3000 milhões de kms da Terra, fazendo com que uma sonda demore “só” 8 anos de viagem.
8 anos na viagem de ida + 8 anos na viagem de volta + 1 ano a recolher diamantes = 17 anos de espera.

Já que vamos ter mesmo que esperar na Terra (chama-se a isso: viver na Terra), então porque não esperar sabendo que existe uma sonda que nos vai trazer diamantes dentro de alguns anos?
Porque não fazer esse investimento numa visão de longo prazo?

6 comentários

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  1. Muito interessante o artigo.
    A sonda Japonesa que há poucos meses regressou à terra depois de percorridos 6.000 milhões de Kms., poderia ter aproveitado a viagem, e ter chegado ao Urano, levando um instrumento robótico e regressaria “rica” à terra um pouco mais tarde.
    Por ventura não seria tão simples, esta mesma sonda não resistiria às condições de temperatura e pressões elevadíssimas, digo eu. Talvez daqui umas boas décadas, possa haver diamantes para toda a gente….será a “idade Diamante”.

    Cumps.

  2. Mirian, fundo? A barra da direita foi actualizada, e a parte final dos posts tem agora a opção de partilha e gostar
    🙂

    Miguel, entras tu com o dinheiro, e eu levo sacos e vou até lá
    😉 ehehhehehehehehe 😀

  3. Puxa… Nem é tanto tempo assim. Se considerar como um inverstimento de longo prazo (looooongo mesmo), até valeria a pena se tivesse garantias e não tivesse outra coisa a fazer com o próprio dinheiro.

    Mas a definição diamante tira todo o glamour em torno dele. 🙁

    Ah, sim, o fundo do blog já era assim, ou ele está mais sofisticado? 😉

  4. Carlos, entras tu com o dinheiro ou entro eu? 🙂
    Ficamos com a reforma garantida!

  5. Bem, não seria um investimento a fundo perdido, mas pelo menos a muito longo prazo.

    Além disso, tudo depende de quantos “litros” de diamantes se conseguiria extrair e o tempo que demoraria a fazer essa extracção. 17 anos só de viagem mais o tempo de extracção. Não sei não.

    Quem sabe, nestes tempos de crise, incrivelmente, anda por aí muita gente com muito dinheiro para gastar. 😛

  6. Nunca me tinha lembrado disso…

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