Nos países de língua inglesa existe a expressão “man flu“, que traduzido literalmente quer dizer “gripe masculina“. É normalmente utilizado como um termo depreciativo.
Em Portugal, nunca ouvi essa expressão, mas costuma-se dizer que os homens são mais piegas, quando estão doentes. Ou seja, sentem muito mais a alegada dôr, enquanto as mulheres são muito mais tolerantes a essa mesma dôr.
Um homem com uma gripezinha, inventa logo que não pode ir trabalhar e que nem se consegue levantar da cama, por estar a sentir dores por todo o corpo. Enquanto a mulher, com a mesma gripezinha, faz a vida normal. Esta é a perceção geral, evidentemente; estou a generalizar.
Apesar de ao longo dos séculos isto ter sido considerado uma mera perceção cultural, a verdade é que estudos científicos recentes mostram que há explicações médicas, fisiológicas, para este fenómeno.
Não obstante os dados não serem oficialmente conclusivos, e mais investigação ser necessária, diversos estudos médicos começam a mostrar que os sintomas mais fortes nos homens se devem a fatores evolutivos: devido a fatores reprodutivos (ficarem grávidas), as mulheres desenvolveram sistemas imunitários mais fortes que os homens. Além disso, hormonas femininas como os estrogénios ajudam as mulheres a combater infeções. Por fim, os homens têm níveis mais elevados de testosterona, que é uma hormona que suprime o sistema imunitário.
Curiosamente, estudos feitos em hospitais nos EUA e em Hong Kong mostraram que mais homens morrem de gripe do que as mulheres. E que as vacinas contra a gripe protegem mais as mulheres do que os homens.
Assim, e apesar de mais estudos serem necessários, parece que existem razões biológicas para os homens sentirem mais sintomas de doenças do que as mulheres, como gripes, constipações, dores de garganta, dores musculares, etc.
O estereótipo de que os homens exageram nas alturas de doenças, pode ter uma explicação racional.
Fontes: artigo científico, artigo científico, Daily Star, wikipedia.

Crédito: Daily Star


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