Eleições extremistas

Na Europa, vários países têm tido eleições.
Tem se falado muito no incremento da extrema-direita, mas para já, os resultados mostram que essa não tem sido a tendência dominante.

Em Portugal, por exemplo, apesar de um aumento considerável do partido da extrema-direita, a verdade é que os vencedores continuaram a ser os dois partidos do centro.

Em Espanha, o centro também se tem mantido no poder.

Em França, pensava-se que ia ganhar, de longe, a extrema-direita.
Mas afinal, quem ganhou foi a extrema-esquerda.
Ganhou na mesma o extremismo, mas não aquele que era esperado.
E espera-se que agora nos acordos pós-eleitorais, os partidos centristas se juntem para fazerem uma coligação moderada.

No Reino Unido, o partido de extrema-direita de Nigel Farage, conhecido promotor principal do Brexit, à custa de muita desinformação, tinha esperança de fazer um enorme resultado.
As sondagens iniciais davam uma vitória esmagadora do partido trabalhista (Labour), porque as pessoas queriam a mudança. E todas as sondagens, incluindo à saída das mesas de voto, davam uma grande vitória também do partido de extrema-direita de Nigel Farage. Aliás, algumas sondagens de há 3 semanas atrás, davam o segundo lugar para este partido!

Os resultados mostraram que o partido trabalhista teve uma grande vitória. E quem também saiu vitorioso foi o partido dos Liberais Democratas.
Já o partido “Reformista” teve Farage eleito deputado e foi o terceiro mais votado em percentagem. No entanto, devido ao sistema eleitoral no Reino Unido, o partido só teve 5 deputados.

Trago isto aqui, porque um dos assuntos durante a campanha eleitoral no Reino Unido foi a péssima formação moral de alguns candidatos do partido de Farage.
Um desses candidatos de extrema-direita afirmou que o Reino Unido devia ter sido neutral na 2ª Guerra Mundial (e devia confiar no Hitler), em vez de seguir “estranhas noções de moralidade”. Mas disse mais: ele afirmou que as mulheres são “como esponjas”: ficam com o dinheiro todo, pagam menos impostos e levam uma vida melhor (daí terem uma esperança de vida superior à dos homens). Por isso, segundo ele, as mulheres deviam parar de se queixar. E a solução, para ele, eram as mulheres ficarem sem serviços públicos de saúde: isso traria a igualdade entre géneros, segundo ele.

Isto foi dito em pleno século XXI, numa sociedade supostamente avançada, desenvolvida e civilizada…

Por isso é que quando algumas pessoas defendem que extraterrestres avançados nos visitam, porque alegadamente estão muito interessados em nós por sermos muito inteligentes (e até nos querem para clubes galáticos!)… este argumento só pode dar para rir.

11 comentários

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    • Pedro Castanheira on 12/07/2024 at 17:15
    • Responder

    Questões muito relevantes colocadas pelo Junior, e excelente síntese apresentada pelo Carlos Oliveira na sua resposta.

    Contudo, 25% de literacia funcional nos EUA?!…Não querendo parecer pretensioso…chegará a tanto??!

    Por outro lado,

    “A aposta tem que ser na educação”…

    Era o que seria lógico pensar, mas…a educação tem abrangido cada vez mais setores da população mas, paradoxalmente, as sociedades no seu conjunto parecem estar a tornar-se cada vez mais irracionais…

    Portanto, de que tipo de educação falamos, e qual a sua eficácia concreta?

    Ou então, que outros fatores se estão a sobrepor à educação e a contribuir para que a mesma se torne cada vez mais irrelevante neste contexto?

    Desinformação? Algoritmos? Deep fake? Ritmo de vida? Globalização? Desresponsabilização? Impunidade? Desigualdade?
    Todos estes juntos? Outros ainda?

    1. Os números nos EUA também me surpreenderam.
      No entanto, vejo o meu exemplo: eu tenho alunos de 18 e 19 anos, que já visitaram Portugal. Mas a partir do momento em que saio de Austin, e viajo um pouco pelo Texas, já cheguei a ter que responder à pergunta: “É de Portugal? E onde fica esse estado (nos EUA)?”
      O que estas pequenas histórias pessoais me dizem: que as pessoas nas grandes cidades universitárias “têm mundo”, tendo essa literacia. Mas fora disso, a literacia é muito baixa.

      Daí os 25%: pessoas nas universidades, em que várias delas até são estrangeiras ou “primeira geração” de norte-americanos.
      Saindo das universidades, como em qualquer país grande, a diferença é enorme….

      Sim, tem razão quanto ao ensino.
      O sistema educacional ficou parado na época industrial. As escolas são fábricas, e os alunos são números.
      Mete-se a matéria-prima, transforma-se da mesma forma para todos, e espera-se um resultado final semelhante.

      Além disso, a educação anda sempre “atrasada” em relação ao trabalho real: aprende-se para o mundo de hoje, e não para aquele que existirá daqui a 20 anos.

      O que se deveria fazer?
      Ensinar pensamento crítico. Que atualmente nem sequer é ensinado…

      Sim, no futuro será cada vez mais importante, tendo em conta a inteligência artificial, os deep fakes, etc.
      Mas já era no passado: lembro que as pessoas que se mataram em Waco, no Texas, naquele culto religioso… várias delas tinham curso superior, sendo engenheiros, etc. Mas não aprenderam pensamento crítico: aprenderam números e coisas específicas do seu curso, mas não aprenderam como pensar racionalmente.

      abraço!

  1. Vivemos uma cultura mundial que apenas “segue o barco”, achando que as coisas são como são por seguir uma “normalidade”, ou seja, que a democracia segue uma tradição de eleger gestores públicos por ideologia. “E isso é assim, e pronto”.

    Em primeiro lugar, gestão pública, de forma nenhuma, prescinde de formação especializada e multicompetências. A gestão pública trata com temas pedagógicos educacionais, de saúde, da economia, das finanças, de orçamentos, da gestão de crises, de estratégias, precisa planejar o futuro e lidar com temas diferentes numa escala muito mais complexa do que se vive nas empresas.

    A gestão pública precisa tratar a todos de forma indiferente, justa, equânime, e nunca impor padrões de comportamento unilaterais.

    E o que sempre fizeram as ideologias? Para chegar ao poder, separam a sociedade. Segregam, criam distensões, guerras, iludem, mentem, repetem os mesmos erros, não fazem autocrítica, se cegam frente aos atos criminosos dos seus “líderes”, e pior, são absolutamente incompetentes para a gestão pública.

    Ideologias nada mais são que sistemas de crenças, sem pé na realidade. Não trabalham com fatos. Não tomam descisões racionais baseadas em conhecimento apurado, porque se alguma delas fizesse isso, nunca mais sairia do poder.

    Uma gestão pública técnica, científica, baseada em modelamentos, conhecimento real, factual, lidando com causa x efeito, naturalmente vai tomar decisões muito melhores em benefícios de todos do que um bando de incompetentes que seguram bandeirinhas coloridas e abraçam criancinhas em tempos de eleições prometendo uma visão salvadora ideológica do mundo, dos países e das pessoas. Essa gente não presta. Veja como o mundo piora cada vez mais. Não tem ideologia boazinha, todas querem só o poder, manterem-se no poder, para o bem dos grupos que as lideram. Isso é doença cognitiva. Não há filtro seletivo na formação partidária, até analfabeto funcional pode assumir um cargo comissionado de gestão.

    Tivemos rupturas no passado. Saimos de um mundo controlado por “representantes divinos diretos”, os teocratas, para “representantes divinos mais humanos”, os reinados, e por fim para as democracias, rupturas que nunca tinham sido projetadas.

    Mas o que colocamos no lugar é uma burrice. Colocamos gente incompetentes, sem filtro, sem medir competências, “líderes” que controlam pequenos grupos que se autoescolhem para votarmos neles. Erguem bandeiras visionárias esquizofrências que não têm nada a ver com gestão de nada. Não sabem fazer nada. E aparecem as alas radicais de todos os lados e vertentes, que além de incompetentes, são abslutamente doentes mentais querendo colocar fogo no mundo. Um hospício. Colocamo-os a dirigir a vida de milhões de pessoas.

    Absolutamente irracional.

    Por que não pode haver uma nova ruptura?

    Está mais do que na hora de aparecer uma democracia “VERSÃO 2”, em que somente gestores públicos altamente capacitados são elencados, e nem precisariam ser votados. Não sei como os escolheríamos, mas também não tenho obrigação de propor tudo. Estou mostrando o cenário.

    Na ciência, não se tem grupos em que uns dizem que o Sol orbita a Terra e outros dizem que a Terra orbita o Sol. Onde há conhecimento real, comprovado, ele é consensual.

    Não teria sentido votar e escolher um gestor entre grupos que se propoem a governar cujos profissionais saberiam as mesmas matérias, com competência. Não tem sentido, por exemplo, ter o que se tem hoje, uma “economia na visão de esquerda” e uma “economia na visão de direita”. Onde dizem isso, é porque não é economia, é só ideologia. E se só ideologia, por isso não funciona.

    A economia real não funciona como as ideologias pregam. Estão aí os Bancos Centrais, os que são realmente autônomos, com pessoal qualificado, tomando decisões corretas, mesmo duras, e se vê o resultado bom exatamente porque tem ciência ali, tem métricas, tem modelamentos corretos, e é isso que precisamos para toda a gestão pública.

    O mundo ideológico contamina tudo, de instituições públicas a privadas, a Justiça, a escola (pobre escola, “o templo do conhecimento” deveria ser imune a visões ideopatas).

    Aqui no Brasil uma ideologia interferiu de forma muito danosa e criminosa até na questão médica, de saúde pública, na pandemia. Viu-se médicos que pareciam saidos de hospitais psiquiátricos defendendo placebo para combater a pandemia, mas o que era isso? ideologia, acima de tudo, acima do conhecimento consensual médico, uma aberração irracional. E estão soltos, quando deveriam estar presos, e continuam com os diplomas nas mãos. Pobres pacientes deles.

    Assim como a religião deveria ser “cada um que tenha a sua, se quiser, mas não se meta na vida dos outros”, e por isso a religião de forma nenhuma deve interferir ou se meter no Estado, que é uma instituição que deve caber todos, na gestão pública não tem sentido nenhum ter ideologias políticas no comando. Estamos elegendo, por conta disso, as piores pessoas do mundo para nos governarem, cabeças medíocres em pessoa, quando não loucas (radicais).

    Um mundo consciente, racional, governado por competentes não ideopatas, já teria resolvido a questão climática. Não teriam guerras. Não se estaria à mercê de uma III Guerra, com o Putin só esperando o Trump, marionete dele, ganhar as eleições para começar a invadir outros países da Europa com o apoio logístico do Trump, que nunca gostou da Europa. Trump,tem muita afinidade com o Putin exatamente porque quer ser também um imperador, controlar a tudo e a todos, eternizar-se no poder, mesmo que isso exploda a democracia norte-americana, como quase aconteceu. Pobre Europa, prestes a ficar sozinha contra Putin e Trump. Isso tudo, onde está a raiz? ideologias. Medíocres, irracionais, mesquinhas, metástases espalhando o caos, a entropia social, o aumento do déficit público onde passa, o aumento das distensões e injustiças.

    Desculpe-me ser tão longo, mas se alguém se tocar disso e virar semente que frutificar, ainda se poderia ter alguma chance no planeta e nós sobrevivermos como espécie.

    Precisamos urgentemente dar um pontapé no traseiro dessa gente doente por poder, incompetente e maluca, que só quer o poder para eles se darem bem. Precisamos mudar a democracia para tirar as ideologias do elenco de possibilidades representativas. É evidente que não deu certo. Nenhuma deu certo. É evidente que cada vez aumenta mais o risco de um caos social nos paises onde os radicais se lambem no poder.

    O que dá certo é gestão competente, não ideológica, especializada e consciente.

    1. O que o Junior defende, se eu percebi bem, é uma meritocracia.

      Como o Junior diz, o problema da democracia é que não se baseia na meritocracia.

      O problema da democracia é que as pessoas deviam votar, estando conscientes do seu voto, sabendo exatamente aquilo em que estão a votar.
      Mas na democracia que temos (em qualquer país) é que as pessoas votam por ideologia, e não por conhecimento do que o seu partido defende e do que os outros partidos defendem.
      As pessoas votantes deveriam ter literacia funcional, que não é só saber e escrever, mas também saber compreender.
      E literacia funcional (que inclui alguma literacia científica, no mínimo em termos de pensamento crítico), infelizmente, não existe, como foi comprovado num estudo de Miller há uns anos atrás.

      Em Portugal, por exemplo, nesse estudo, só 6% das pessoas tinham essa literacia.
      No Brasil, só 3% das pessoas a tinham.
      Nos EUA, só 25% a têm. E são as pessoas que estão na Universidade… que são precisamente aquelas que menos votam nas eleições.
      Os países do norte da Europa (Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca) tinham mais literacia funcional, mas mesmo assim não ultrapassavam os 35% das pessoas.

      Por isso se pode dizer que sem essa literacia, nada poderá mudar para melhor.

      A aposta tem que ser na educação… e sem essa ideologia que refere.

      abraços!

        • Jonathan 'Hamelin' Malavolta on 13/07/2024 at 19:15

        Pois é, Carlos. Eu votava sempre em branco/nulo até descobrir que existe a possibilidade de me abster; depois que a descobri, passei a adotá-la, assim nem preciso sair de casa para votar, posso curtir o domingo em paz, no sossego do lar (me dirijo na segunda-feira imediatamente seguinte ao cartório eleitoral e simplesmente justifico a abstenção, pagando sua multa). Não me arrependo disso, nem das vezes em que votei branco/nulo. E me lembrei agora, é Tribunal Superior Eleitoral o nome correto (no Brasil).

      1. Em Portugal existe liberdade para se votar ou não. Existe esse direito.
        Nos EUA, é igual.

        Mas eu pensei que no Brasil fosse obrigatório votar, senão perderia benefícios sociais…

      • Jonathan 'Hamelin' Malavolta on 13/07/2024 at 17:31
      • Responder

      Algumas observações, Júnior: Você menciona “democracia versão 2”. Por que não brincar com a Internet e chamar essa proposta de “democracia 2.0”?

      “A economia real não funciona como as ideologias pregam. Estão aí os Bancos Centrais, os que são realmente autônomos, com pessoal qualificado, tomando decisões corretas, mesmo duras, e se vê o resultado bom exatamente porque tem ciência ali, tem métricas, tem modelamentos corretos, e é isso que precisamos para toda a gestão pública.” – Lembro que esses mesmos bancos centrais são instituições PÚBLICAS e portanto estão sempre sujeitas à ideologia do “gestor da nação”. Se você reparar bem, verá que o Presidente do Banco Central, em qualquer país que você for observar, muda conforme muda o Presidente da República. Se o Banco Central fosse mesmo uma instituição técnica, não haveria o porquê de seu Presidente ser “escolhido” pelo Presidente da República; ao contrário, o seu Presidente (do Banco Central) seria eleito PELOS funcionários do Banco, ao invés de ser “indicado” pelo Presidente da República. Vemos isso, “indicações”, tanto no Brasil quanto nos EUA ou em qualquer país do mundo que se autoproclame “democrático” (seja lá o que isso queira dizer).

      “… a escola (pobre escola, “o templo do conhecimento” deveria ser imune a visões ideopatas).” – Escolas, públicas ou privadas, devem adequar seu funcionamento (modus operandi) de acordo com as regras do MEC (aqui no Brasil, ou equivalente em outros países). Adivinhe o que é o MEC? Um órgão que pertence ao Governo Federal e está sujeito às mesmas ideologias e, assim como o Banco Central tem seu Presidente escolhido pelo Presidente da República, o MEC também tem seu chefe (o Ministro da Educação) escolhido pelo mesmo Presidente da República. Entendeu porque nossa educação, quer pública quer privada, não tem salvação, estará sempre presa à ideologia que estiver no poder, seja esta de direita, seja de esquerda, seja de centro?

      “Assim como a religião deveria ser “cada um que tenha a sua, se quiser, mas não se meta na vida dos outros”, e por isso a religião de forma nenhuma deve interferir ou se meter no Estado, que é uma instituição que deve caber todos, …” – Exatamente! Mesmo porque o Estado é laico, como dita nossa Constituição Federal, lhe sendo vetado interferir na questão religiosa: o Estado não pode nem prejudicar nem defender uma dada vertente religiosa, mas não é o que vemos. Um bom exemplo disso ocorreu há alguns anos (não sei precisar quantos) onde terreiros de candomblé eram destruídos, incendiados, e tudo com o aval da Prefeitura do Rio de Janeiro; até mesmo nos morros (onde reina mais o tráfico do que a política) se viu esse tipo de destruição e consequente expulsão dos praticantes de candomblé de suas moradas, seus bairros, enfim! E tudo aplaudido pela Prefeitura do Rio na altura.

      Nem vou entrar na questão da crise climática, a culpa não é só dos governantes, é de toda a população inconsequente que não quer ter consciência de seus atos contra o meio ambiente (ou, quando tem essa consciência, não quer ter a hombridade – ser HOMEM mesmo e não moleque – de arcar com as consequências de seus atos e estudar para melhorar nossa existência no planeta).

      Enfim, sou obrigado a concordar em grande parte com o que você diz, Júnior.

      Me voltando agora ao Carlos Oliveira:

      Literacia não é vocábulo existente na esmagadora maioria das pessoas viventes no planeta (pelo menos é o que percebo como ser pensante). Quanto a votar, eu já desisti de fazê-lo, só o que presencio no Brasil, onde meu título de eleitor está registrado, é sempre pessoas se candidatando apenas para meter a mão no erário público quando eleitas, enriquecendo às custas dos impostos pagos pelo contribuinte. Eu adoraria votar porém quero votar em alguém que vai governar DE FATO, não em quem vai roubar o erário público; como só vejo continuamente o mesmo padrão em quem se candidata a cargos eletivos, simplesmente parei de participar da corrida eleitoral como eleitor, desde 2010 que apenas pago multa por abstenção. Imagino que, se todo brasileiro o fizesse, o Superior Tribunal Eleitoral (me corrija quem for melhor entendido caso eu tenha errado o nome da instituição) teria que rever todo o sistema eleitoral brasileiro. Penso que seria uma boa ideia permitir que pessoas desgostosas com o partidarismo político pudessem se candidatar sem essa obrigação de estar filiadas a um partido, tampouco a obrigação de ter fidelidade partidária (ou seja, você pode meter o pau nos corruptos de qualquer partido, porém nos corruptos de seu partido você deve passar a mãozinha na cabeça e relativizar; ao menos é o que enxergo presentemente), atitudes que são muito cobradas pelo sistema eleitoral brasileiro (infelizmente).

      1. Para mim, uma forma “simples” de credibilizar a parte política, em termos de eleições, seriam os votos nulos, os votos em branco, e a abstenção contarem.

        Vamos supôr que um Parlamento tem 100 deputados. E vamos supôr que só votavam 60% das pessoas, e o resto era Abstenção.
        Então, só teriam lugar 60 deputados.

        Isso seria a melhor forma, para os políticos, de se combater a abstenção. Todos esses descontentes com o sistema partidário teriam voz: e mostram o seu descontentamento, não votando. E fazendo assim com que muitos políticos percam o lugar.

    2. Carlos, é obrigatório votar no Brasil.

      Mas existe a possibilidade de justificar o não comparecimento, que precisa de comprovação documental, por exemplo, no caso de doença, viagem, etc. Caso não se justificar, teria uma multa a pagar. Pagando a multa, não perde benefícios nem sofre legalizações.

      Somente se não justificar e não pagar a multa, é que há penalizações. Elas vão desde a impossibilidade de tirar passaporte, até ser impedido de fazer concursos públicos e conseguir empréstimos em bancos públicos.

      Mas realmente não vale a pena participar. Faço como o Jonathan.

      Os votos nulos e brancos não são considerados votos úteis, que se fossem contabilizados como maioria, por exemplo, poderiam representar cadeiras vazias no congresso proporcionais ou até mesmo forçar uma nova eleição majoritária para os executivos, com novos candidatos, e com isso a sociedade poderia realmente representar sua negativa aos candidatos propostos por eles mesmos, mas não é assim que funciona.

      Esses políticos fazem as leis para eles serem eleitos de qualquer forma, mesmo que os votos nulos e brancos sejam maioria. Só valem os votos ‘votados”.

      1. ok. Obrigado pela explicação! 😉

        “Esses políticos fazem as leis para eles serem eleitos de qualquer forma” – infelizmente, é assim em todo o lado. 🙁

    • Jonathan 'Hamelin' Malavolta on 10/07/2024 at 21:05
    • Responder

    Por aqui, a maioria dos votos tem sido da esquerda, principalmente da centro-esquerda (que anda a fazer coligações com a centro-direita ultimamente) pelo que pude perceber nas últimas eleições (pelo menos até onde vai minha parca compreensão política).

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