Luz polarizada em exoplanetas

Foram disponibilizados dois artigos que fazem uso de observações da polarização da luz no estudo de exoplanetas.
A polarização descreve a direcção associada ao campo eléctrico de uma onda luminosa. Em geral, a luz que observamos é constituída por ondas com uma mistura aleatória de estados de polarização. Há no entanto alguns processos físicos que emitem luz com o campo eléctrico alinhado preferencialmente numa determinada direcção. Diz-se nesse caso que essa luz é polarizada. Um desses processos acontece na nossa atmosfera com a dispersão de Rayleigh, responsável pela cor azul do céu.

Nos artigos apresentados, os autores admitem a possibilidade de um processo semelhante ocorrer nas camadas do topo da atmosfera de exoplanetas. Para além disso apresentam alguma evidência de que este efeito é mensurável no caso de alguns “hot Jupiters”, cujas camadas exteriores da atmosfera são banhadas pela intensa radiação da estrela hospedeira.
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No primeiro artigo, os autores reclamam a primeira detecção de luz reflectida por um exoplaneta, o HD 189733b na constelação Raposinho (Vulpecula). No segundo, o autor anuncia, cautelosamente, a detecção do efeito de uma suposta atmosfera distendida do 51 Peg b na luz da estrela hospedeira. Isto implicaria que inclinação da órbita do planeta é próxima de 90 graus (apesar de não haver trânsitos) e que a sua massa é próxima do limite mínimo estabelecido pelas variações na velocidade radial, ou seja 46% da massa de Júpiter.
São resultados recentes e que carecem de confirmação independente, mas pode estar aberta uma interessante linha de investigação. (crédito da imagem, Extrasolar Visions)

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