Ciência vs. Religião

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Michael Shermer: “Any sufficiently advanced extraterrestrial intelligence is indistinguishable from God.”

Voltaire: “Superstition is to religion what astrology is to astronomy: the mad daughter of a wise mother”

Christian Huygens: “The World is my Country and Science is my Religion”

Douglas Adams, no HitchHiker’s Guide to the Galaxy, disse que Deus só existe porque existe uma necessidade humana de Deus existir, e porque existe fé. Sem fé, não existe Deus. Para Deus existir, tem que existir fé (crença). Se houver provas (factos) da existência de Deus, então a fé (crença) é desnecessária, porque deixa de ser crença e passa a ser factos. Como sem fé, Deus não existe (é preciso que alguém acredite), então havendo provas, apaga-se a fé e mata-se Deus.

Neste site, uma excelente troca de e-mails sobre o poder da religião na educação.

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O melhor sermão de Neil deGrasse Tyson. São 9 minutos divinais.
Nele, Tyson explica que o estudo e compreensão do universo deixa em nós, meros humanos, um profundo sentimento de espiritualidade.
Tyson termina a sua palestra dizendo: “We are in the universe. The Universe is in us”. Vejam toda a palestra:

Uma palestra verdadeiramente genial do Neil deGrasse Tyson.
Além de bastante informativa, também é muito engraçada.
Nela, Tyson descreve o quanto o Universo nos “odeia”.
Tyson ataca brilhantemente o Princípio Antrópico, e os defensores de que o Universo está feito à nossa medida (por exemplo, o Martin Rees e os seus parâmetros).

O Universo não está feito para nós. Muito pelo contrário!
Não é um “Universo Inteligente” (um universo feito para ter inteligência…ou vida!). É sim um universo muito estúpido!

O espectacular Carl Sagan sobre os deuses:

Da Cosmologia Hindu:
“It is said that men may not be the dreams of gods, but rather that the gods are the dreams of men.”

O famoso Michael Shermer – que passa o tempo a abrir os olhos das pessoas, fazendo-lhes ver a idiotice que é acreditarem em coisas sem sentido, como a astrologia – reescreveu o Genesis dando-lhe uma perspectiva mais científica.
Este vídeo, com texto do Shermer, liga o Big Bang, a criação da Terra, e o nascimento da vida na Terra, de uma forma satírica com espírito crítico/científico:

“Não sei porquê”, mas estas estórias bíblicas fizeram-me lembrar alguns truques do Criss Angel, que, ao vivo e mesmo à frente de pessoas incrédulas, até consegue voar, fazer desaparecer pessoas, brincar com telemóveis, brincar com ovos, e andar sobre água!

Um clip humorístico e satírico de Family Guy sobre a origem do universo, com a primazia dada à estupidez dos rednecks criacionistas:

Esta palavra humorística do George Carlin, em que compara a religião à pseudo-ciência, com os seus argumentos falaciosos (contrários à ciência):

O Stephen Colbert fez um segmento sobre a história do “deus” Xenu, da Igreja da Cientologia, e a sua história da criação dos humanos.


The Colbert ReportMon – Thurs 11:30pm / 10:30c

Ironia suprema, o Museu Criacionista está à beira da Extinção.
Um Museu que ensina Criacionismo – Deus criou a Terra e os Humanos, a Terra não orbita o Sol, a Terra tem somente 6.000 anos, os Dinossauros e os Humanos partilharam a Terra ao mesmo tempo, a Evolução não existe, etc – tem tido tão poucos visitantes, que está à beira de fechar as portas!
Mas este Museu Texano pensou numa solução insólita e hipócrita!
O Museu espera vender um crâneo de Mastodonte, que estimam ter cerca de 40.000 anos – leram bem: 40.000 anos! contra os 6.000 anos que eles acreditam que a Terra tem -, e que por isso esperam vender por cerca de 160.000 dólares!

Mais Richard Dawkins:






(pergunta 11)



(comparando, por exemplo, com fadas, o Pai Natal, ou o Monstro de Esparguete Voador)


Christopher Hitchens:


Bill Maher:




(Religulous)

Vejam este cartoon:
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Gostei especialmente da parte de que para se acreditar na Biblia, tem que se refutar todas as ciências. Claro que não é assim, porque tenho bons amigos padres que são defensores da ciência.

A astronomia é uma ciência!
Ao contrário, por exemplo, da astrologia que é baseada num conjunto de pressupostos de fé que nada têm a ver com os resultados apresentados por milhentos estudos.
A melhor explicação do que passa no Universo, ainda que com as suas falhas, é a ciência.
A ciência baseia-se na razão.

Ciência não é religião.
A Ciência não tem respostas; tem perguntas para as quais BUSCA respostas. A religião tem já as respostas dadas em todo o lado.

A ciência abraça aquilo que não compreende.
A religião tem medo daquilo que não compreende (outras religiões, a ciência, etc, tudo o que seja diferente).

A ciência trata as pessoas como adultas que devem procurar as respostas.
A religião trata as pessoas como uma criança que não precisa pensar, em crenças que lhe dão todas as respostas.

A ciência põe em causa a autoridade e os conhecimentos adquiridos.
A religião idolatra a autoridade e os conhecimentos adquiridos.

A Religião utiliza a fé, a Ciência utiliza o método científico.

Eu creio naquilo que dá resultado.
Se eu deitar água sobre o fogo e ele se apagar, e isto acontecer 5987857485745 vezes, então passo a crer que se deitar água sobre o fogo ele é capaz de se apagar.
Isto é o método científico.

A ciência não é feita de verdades absolutas. A religião é.

Em face de resultados contraditórios, a ciência está aberta à mudança de paradigmas (não faltam exemplos ao longo da história), a Religião não muda os seus paradigmas.
A religião muda algumas coisas à volta (e não os paradigmas) devido a pressão social.
A ciência é independente disso. Se dependesse disso, nem a Relatividade nem a Quantica tinham ido àvante, ou sequer o Big Bang!
Mas a ciência em face de provas, muda de paradigmas, mesmo que a maior parte das pessoas (cientistas neste caso) estivessem contra antes dessas provas.

A religião é (maioritariamente) um corpo de conhecimentos fechado a alterações ou revisões.
Ciência é exactamente o oposto: Hipóteses, devidamente sustentadas por provas testáveis por métodos reprodutiveis e falsicáveis (capacidade de provar a sua falsidade), são a base do avanço do conhecimento cientifico. Após a sua avaliação como verdadeiras/falsas, são incluídas no corpo de conhecimento, a “ciência”.

A ciência admite as suas falhas e tenta melhorar as suas explicações por forma a melhor prever e abarcar o que é observado.

A Religião não permite escrever ao computador.
A Ciência deu computadores, carros, telemóveis, enfim, um manancial de tecnologia que utiliza diariamente.
Se a ciência fosse uma religião dava pauzinhos (ficava sempre tudo na mesma, sempre com medo de tudo e mais alguma coisa, e as explicações eram mitológicas e endeusadas – era sempre um Deus a causa das trovoadas, da chuva, etc).
Vir para a Internet (dada pela Ciência) dizer mal da ciência, é hipocrisia!

A ciência não é uma religião também porque não depende de interpretações.
Com o mesmo livro (Biblia, Corão, etc) há uma miriade de interpretações e seitas diferentes.
Com o livro da Ciência só há 1 interpretação, existe objectividade, porque esta depende de experiências com resultados bem definidos, que podem ser provados nos EUA, em Portugal ou na China!

A ciência também permite conhecer o Universo em que se vive.
A religião dá mitos que não se adequam à realidade.

Modelos teóricos é diferente de Fé.
Modelos teóricos permitem prever acontecimentos (outro objectivo da ciência). Com a ciência, eu sei exatamente ao segundo a data, hora, minuto e segundo do próximo eclipse solar.
Pode-se ir até lá fora com fé, rezar aos deuses para a Lua se interpôr entre nós e o Sol … e nada! Só se interpõe quando a ciência o diz/prevê, e não porque alguém por fé assim o quer.

A ciência não dá um código moral ou de ética. A religião pensa que dá.
O código moral da religião muda ao sabor da sociedade: basta ver que a religião que melhor conhecemos já foi a favor da escravatura e da pedofilia, quando isso era socialmente aceite. Como outras sociedades ainda o aceitam nos nossos dias. Ou seja, particularidades desse código de ética, da moralidade, dependem da sociedade e não das linhas-mestras da religião.
A religião imagina que as pessoas não sabem distinguir o bem do mal se não houver um sacerdote ao lado.
Mas isto é errado.
Há vários estudos com diferentes animais (chimpanzés, gorilas, golfinhos, etc) que mostram que esses seres sabem disntinguir o bem do mal, o justo do injusto. Não precisam da religião para lhes dar essa distinção. É algo inato.

A religião baseia-se em crenças. A ciência em factos.
Se eu contar o número de estrelas na nossa galáxia e chegar a um número de 300 mil milhões, esse é um dado e não uma crença. Eu conto os pontos luminosos e chego a um número. Não creio nele. Sei que é esse número. Posso escrever esse número em português, inglês (300 biliões), em letra romana, em chinês, até em Marciano, mas a minha escrita representa o mesmo valor.
Da mesma forma que tenho 5 dedos na mão, quer escreva assim (5) ou assim (V). Eu não creio que tenho 5 dedos; sei que tenho.

O ónus da prova está no lado de quem afirma algo extraordinário.
Quando Einstein exprimiu as suas ideias, teve ele que as provar. O mesmo acontecendo com Newton e com todos os cientistas que dão tecnologia todos os dias.
A pessoa que afirma é que tem que provar.
O mesmo se passa para quem afirma a existência de Deus ou do fim do mundo.
Não é porque um maluquinho afirma algo extraordinário que são todos os outros que têm que provar que está errado.
A Ciência não tem que provar que Deus não existe! Quem o afirma é que tem que provar que ele existe! Já expliquei em cima o que é o ónus da prova, que é o mais elementar, básico, bom senso.
Se eu disser que está um ET verde ao meu lado a ler o que eu estou a escrever, quem é que tem que provar? Sou eu, que o afirmo, que tenho que provar que ele existe, ou o resto da população mundial que tem que vir a minha casa provar que ele não existe? (e mesmo assim essa população tem que vir agora, porque se vier daqui por 5 minutos ele vai para casa)
E depois o meu vizinho diz o mesmo na casa dele, e assim sucessivamente, e a população mundial não fazia mais nada senão andar de casa em casa a tentar desprovar coisas?
A população mundial, onde se incluem os cientistas, têm mais que fazer (por exemplo desenvolver tecnologias para as pessoas viverem melhor) do que passarem as 24h a andarem de casa em casa a desprovar coisas, porque não faz qualquer sentido, nem essas coisas se podem desprovar porque não são falsificáveis (outra diferença para a ciência, que é falsificável).
Quem o afirma é que tem que provar.

A ciência acumula conhecimentos. O que existe fora da Terra? Planetas, Galáxias, etc, foi conhecimento que foi dado pela ciência astronómica e não pela religião.
A religião continua com os mesmos dogmatismos.

A ciência não sabe tudo. Como se cria vida de não-vida é um exemplo. Mas por isso é que é ciência. É uma descoberta constante. Há sempre coisas para saber. A ciência busca respostas.
Se se imaginasse que já se sabia tudo, não era ciência, era religião!
A religião já sabe tudo, tá tudo num só livro, não é preciso saber mais nada, já foi tudo dito e descoberto.

Ciência não é religião!
Ambas são necessárias e fazem parte do que é o ser humano, e deve-se tolerar, respeitar, e compreender a posição religiosa individual de cada pessoa.
Mas cada macaco no seu galho.
Não tentem ensinar ciência nas igrejas nem religião nas instituições científicas.

Ciência não é religião!

Um Manual para a Vida a promover a diversidade e contra o dogmatismo, a promover o espírito crítico e a diferença e contra as “carneiradas” divisionistas, a promover a tolerância:

Diário de um Deus Criacionista:
Diário de um Deus Criacionista
Este excelente livro é de um autor portugues.
É escrito como um diário de uma pessoa, mas em forma de sátira/gozo.
Podem ler opiniões sobre ele, aqui.

A Física do Cristianismo:

Um físico a tentar explicar a física da ressurreição, ou a origem do Universo segundo o princípio da causa original (Deus), ou a estrela de Belém. Talvez não fosse má ideia, o Tipler estudar um bocadinho melhor as origens do Cristianismo. Perceber como é que a bíblia foi escrita, como é que nasceu o cristianismo ou mesmo a estrela de Belém. Talvez assim não precisasse de escrever um livro sobre a física do cristianismo. E talvez percebesse que a ideia de Deus nesta imensidade não tem qualquer sentido a não ser para o homem, que precisa de dar um sentido à existência, quando esta não tem sentido algum senão o de existir.

Olhando para a história do Cristianismo, vê-se que tem muitas semelhanças com religiões/cultos anteriores.
Por exemplo, no filme Zeitgeist, que compara diferentes religiões para as origens do Cristianismo (e que tem ligações à Astronomia).




E depois há quem questione os dados neste filme, e quem questione os que questionam.

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  1. […] Einstein (mito, verdade). Halo Solar em Fátima. Ignorantes. Richard Dawkins. Super-Humanos. Ciência vs. Religião. Páscoa (aqui). Crenças […]

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