Será que Jesus morreu pelos Klingons?

Segundo a religião Católica, Jesus morreu na cruz para nos salvar dos pecados.
Mas foi só a nós, humanos na Terra, ou também a seres extraterrestres?

Já falei desta problemática, neste post.
Na altura disse que este tema pertence à história da astrobiologia, e nada tem de ciência mas é fruto de meras opiniões.

Agora fiquei a saber, como podem ler aqui e aqui, que o professor de filosofia Christian Weidemannof fez mesmo uma palestra sobre isto, numa conferência patrocinada pelo DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency). O título da palestra inclui uma raça de extraterrestres famosa em Star Trek, os Klingon. O titulo foi: “Será que Jesus também morreu pelos Klingon?”

Esta e outras palestras estão agora “debaixo de fogo” do Congresso Americano já que tanto esta conferência como alguns estudos foram pagos com dinheiros públicos.

4 comentários

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  1. Se se trata de uma pergunta séria, eis uma resposta séria:

    A redenção que Jesus nos obteve é válida e eficaz em todas as eras e em todo o Cosmos; portanto tem de ser conhecida por todos os seres inteligentes de todas as épocas; mas a morte de Jesus (que tornou possível essa redenção) aconteceu apenas num único local do Universo: Monte Calvário, Jerusalém, Judeia, Ásia, planeta Terra.
    Que é que acham disto ?

    1. E se os seres extraterrestres desconhecerem Jesus? Vão travar uma guerra religiosa contra os ETs por eles desconhecerem Jesus?

    2. Miguel

      Uma tribo de milhares de anos atrás, totalmente consciente da vida desgraçada que levavam, sem a mínima condição de cuidarem das suas doenças, com medos de eclipses, sem ter ideia real de que moravam num planeta e da dimensão dele, tendo de ver morrerem parentes e amigos com dores inexplicáveis sem saber o que fazer para ajudar, desdentados antes dos 30 anos, um dia alguém pensou.. “só podemos estar nessa vida ruim porque fizemos mal a alguém, e esse alguém foi quem fez tudo isso, porque não foi nós quem fizemos esse mundo, foi alguém mais poderoso que a gente, que está a espreita nos vigiando, para ver se nos comportamos bem, porque não fomos bons”.

      A condição moral já existia nos hominídeos. Se alguém batia no “chefe” da tribo recebia o troco, o castigo, eles viam isso acontecer também com os macacos, com os animais, mas a moral ficou mais consciente na Pré-História e em certo momento foi vinculada, naquelas mentes, a uma ideia de castigo pela vida que levaram por terem feito algo que não sabiam. Acharam que seria um castigo de alguém muito poderoso e invisível (nunca apareceu). Inventaram a estória da serpente e blablaus, criaram um enredo, um mito, a coisa não poderia ficar no ar, deram um nome a isso, “pecado”, acharam que tinham feito algo errado, que os homens teriam pecado, e assim criaram a crença do pecado original.

      Crença. Só crença. Nenhum deus desceu dos céus para dizer que tinham pecado, foi tudo inventado da cabeça deles. Imaginaram na relação causa x efeito do que viam na vida moral deles mesmos uma lógica simplória para justificarem a vida sofrida que levavam.

      Hoje se sabe que levavam aquela vida por absoluta falta de conhecimento. Se não se conhece o mundo, se não sabe como as coisas funcionam, a vida é “paleolítica”: catar, caçar, dormir, sexo, caçar piolhos, sofrer de dores e rezar por dias melhores, por chuva na época certa, rezar para que um animal não os deixasse ferido à beira da morte, rezar para não sofrerem frio. Os deuses foram inventados porque eram um acalanto e esperança, e graças a isso estamos aqui, a humanidade no passado pré-histórico precisou deles para se manterem em pé, lutando, sobrevivendo, mas… e hoje? .

      Mas não estamos mais naquela vida porque algumas pessoas resolveram estudar a natureza para controlá-la, para plantar na época certa (inventaram os calendários), estudaram as ervas, etc.. e aos poucos e com cada vez mais pessoas questionando as coisas, mais recentemente inventaram a ciência, aí a vida melhorou de vez.

      Não concorda? Pegue qualquer pessoa dos tempos de hoje e leve para a Amazônia, sem nenhum suporte, sem Google, sem internet para pesquisar o que fazer em cada situação que for enfrentar, sem roupas, sem comida estocada, tendo de sobreviver sem quase nada de conhecimento daquela natureza. Essa pessoa terá a mesma “qualidade” de vida daqueles tempos, então como ela veria a situação dela sendo igual a dos tempos pré-históricos, mas sem mais o pecado original para justificar? È que a vida depende das circunstâncias que se vive, se tem ou não conhecimento.

      Não houve pecado original que teria sido a origem daquela vida obscena, que muitos ainda vivem nos dias de hoje sem precisarem ir morar no meio do mato, basta nascerem de pais miseráveis econômica e socialmente, e que permanecem nessa situação não porque pecaram um dia ou na encarnação passada, mas porque simplesmente não recebem educação. Ainda assim, em muitos lugares, vão receber tratamentos de saúde da última tecnologia de graça, porque inventaram um Estado que tenta ser mais justo que a “justiça” moral daquela época. Os miseráveis de então não tinham a menor chance no passado, ou seja, mesmo os miseráveis de hoje, em muitos lugares, tem uma condição melhor do que no passado.

      O homem simplesmente surgiu da evolução, virou consciente da situação, deu-se conta da vida sofrida que levavam, achou que era por pecado mas era mesmo por falta absoluta de conhecimento das coisas.Esse dogma se oficializou na mente das pessoas.

      Alguns milhares de anos depois, um cara chamado Jesus, muito consciente, lendo aquele lixo todo das escrituras da época que falavam de um deus mal humorado, rabugento, que expulsou o homem do paraíso, etc.. de uma moral segregadora, não convencido, vendo uma tremenda irrealidade, sabendo que eram visões erradas, sabendo também que dogma não se muda apenas falando que está errado, que não teria como convencer o povo que a ideia do pecado original era uma farsa, pois a visão estava entranhada de forma muito enraizada, viu as injustiças de tratamento de Estado na condição das pessoas, teve ele mesmo de inventar um personagem “Filho de Deus” para ter autoridade em cima do que dizia (ou foi convencido pelos dogmas que ele era o “salvador” – quem sabe o que realmente aconteceu?), para ter mais chance de fazer uma reforma geral nas mentes daquelas pessoas, para criar a semente de um nova consciência, zerando aquela visão arcaica, então disse que veio para “limpar os pecados”, ou seja, limpar o lixo do dogma do pecado.

      E para isso precisou se dispor ao autosacrificio (ele poderia ter desaparecido, fugido, quando a coisa apertou), porque se não fosse assim o inconsciente das mentes daquela época não validaria as novas ideias dele, não “pegaria”. Precisou ele sofrer para incutir na marra a nova visão nas mentes, senão seria visto como mais um farsante, havia profetas aos montes naquela época, um mais farsante que outro. Farsantes que queriam se darem bem vendendo dogmas, mas não se sujeitariam a tal tipo de sacrifício (isso até hoje é assim), então a morte que teve foi importante para passar uma autoridade dos novos dogmas que ele achou mais justos.

      Se não fosse essa “ajudinha” de Jesus, possivelmente até hoje estaríamos no nível de consciencia dos absurdos do Antigo Testamento, apedrejando mulheres e prostitutas, quem sabe em guerra com o Islã a machadadas e paus e pedras, porque o islã que está aí é da consciência daquela mesma época pré-histórica. Digo “possivelmente” porque talvez essa mudança de consciencia aconteceria de qualquer forma, talvez mais tarde, mas ele deu um empurrãozinho mais cedo.

      Ou seja, Jesus foi “apenas” um humano muito consciente, não foi Filho de Deus coisa nenhuma, foi um cara à frente do tempo, que ajudou a fazer uma reforma geral nos dogmas ultrapassados que geraram muitas desgraças para as mulheres (as culpadas pelo pecado, segundo o dogma anterior), dogmas que influenciaram a existência da escravidão, de guerras, de intolerâncias raciais e culturais, etc… mas ele criou, infelizmente, outros dogmas, um deles é o que diz que ele salvou o mundo do pecado original. Ele precisou dizer isso, mas… repare como as coisas acontecem, um dogma irreal foi inventado (o do pecado), então em seqüência ele inventou um segundo para eliminar o primeiro, e muitas mentes hoje continuam aceitando a existência dos dois, mas na verdade são dogmas irreais.

      Em suma, tudo foi uma invenção depois da outra. A vida obscena que se levava na pré-historia era apenas por falta de conhecimento que tínhamos, a causa não era o pecado, não fomos expulsos do paraíso, o paraiso nunca existiu, houve sempre a Terra em evolução. viemos de uma cadeia evolutiva, tivemos essa fase complicada na nossa história entre o tempo de nos percebermos consciente da nossa miséria humana até o dia de nos darmos conta que, se não nos mexêssemos, por nós mesmos, não haveria ninguém “do alto” para nos ajudar. As coisas melhoraram por nós mesmos, aos poucos, uns começaram a estudar a natureza, outros as ervinhas para as doenças, até o momento que a ciência aparece e a vida melhorou muito porque nos encheu de conhecimento. O passado foi muito ruim porque não se tinha conhecimento.

      Jesus, muito humano e consciente, com uma consciência 2000 anos a frente do tempo dele, entregou-se ao sofrimento para ajudar a “reformatar” a visão do deus arcaico daquela época. Teve méritos, mas só nos “salvou” na verdade dos dogmas daquele deus arcaico, inventou um outro deus, mais bonzinho, pai, que zela, não que vigia, as condições morais foram mudadas, se antes era a Lei do Talião, Jesus disse que era para oferecer a outra face.

      Não mais que isso, porque na verdade não havia pecado original, nunca houve, o pecado foi uma invenção das cabeças anteriores, mas alguém tinha de mudar essa ideia. Como toda mudança de consciência, quando muito forte na sociedade, gera um grande ataque de resposta em quem o tenta mudar, porque mexe com estruturas viciadas de poder, vem o troco, Jesus levou “o troco” da época, a crucificação. As pessoas têm muito medo de mudanças, sempre tiveram, principalmente se as mudanças quebram paradigmas. Você está pronto para quebrar esse paradigma que você recebeu como herança dos seus afins e aceitar a verdade nua e simples?

      Desculpe-me se desmistifiquei o seu “moinho de vento”, mas a vida é assim, se não for assim não se cresce em consciência, estou apenas seguindo a lição dada pelo próprio Jesus, que é necessário aumentar a consciência das pessoas, só assim crescemos e melhoramos nossas vidas aqui mesmo, vivendo da realidade, não de dogmas ou crenças esquizos. Nenhuma crença melhora nossa vida.

      Essa é a realidade. O mundo tem viajado nas costas das crenças (irrealidades) há muito tempo, influenciando negativamente todas as sociedades, criando e mantendo “moinhos de vento” sem fim.

      O conhecimento salva, o conhecimento tem a verdade, o conhecimento melhora as nossas vidas. A verdade é que estamos nesse mundo sem pecado porque nunca o tivemos, realmente.

    3. Parabens miguel vc esta certo

  1. […] – Religião (tag): Big Bang e Deus. Deus e ETs. Jesus ET (aqui). Papa. Sagan e Espiritualidade. Einstein (mito, verdade). Michio Kaku. Halo Solar em Fátima. […]

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