OVNIs em Leiria ?

ufo leiria

A notícia, infelizmente, andou a percorrer os jornais e até algumas televisões, como a CMTV.

Bruno Santana diz que viu 7 OVNIs no período de uma semana em Maceira, Leiria.
Na 4ª feira da semana passada, o Bruno diz que estava a caminhar com os pais à noite quando viu no céu uma luz brilhante, estática, “de cor laranja e uma áurea branca”.
Segundo ele: “Vimos uma estrela um pouco mais forte do que as outras. As luzes apareceram de repente e, depois, apagaram-se”.

O que seriam?

Bem, do que será mais provável falarei a seguir, mas deixem-me começar pelo que não é: não é qualquer nave extraterrestre!
Como sei isso? Já o expliquei aqui no blog por diversas vezes.
Nós estamos a cerca de 10 anos de ter aquilo que se chama de “manto de invisibilidade“. Qualquer civilização extraterrestre que viaje entre estrelas estará centenas ou milhares de anos à nossa frente. É impossível saber qual será a sua tecnologia, mas garanto que se vêm cá para se esconderem, então terão certamente tecnologia que lhes permite ficar invisíveis: é fácil, só tem a ver com manipulação da luz. Se nós próprios já vamos ter daqui por alguns anos, quaisquer civilizações que desenvolveram naves interestelares (que nós ainda não temos) também terão essa tecnologia.
A outra razão, e porventura a mais importante, é que nenhuma civilização extraterrestre utilizará luz visível como “faróis“. Nós próprios já não o fazemos nas nossas sondas. Porquê? Porque é um perfeito disparate. Qualquer pessoa que entende um mínimo de ciência percebe que temos muito mais informação “vendo” em diferentes comprimentos de onda que não o visível. A luz visível é uma porção minúscula do espectro electromagnético e dá-nos pouca informação. Por isso, utilizamos luz infravermelha, por exemplo, porque nos dá mais informação que com luz visível não conseguimos ver. Daí que, assumir que os extraterrestres são tão avançados para viajar entre estrelas, mas são tão estúpidos para utilizarem faróis que não lhes servem para nada, é uma imbecilidade.

Por outro lado, ver umas luzes no céu e imediatamente assumir que só podem ser extraterrestres é o mesmo que assumir que são luzes do trenó do Pai Natal. Essas respostas têm o mesmo valor: 0.
Esse tipo de respostas só mostram a enorme iliteracia que pulula na população e na comunicação social, que prefere o sensacionalismo de respostas verdadeiramente ridículas, do que pesquisar, investigar, e poder chegar às respostas concretas.

Voltemos ao avistamento do Bruno.
Ele diz que viu um OVNI, e é verdade. Ele viu uma luz no céu, não sabe o que é, por isso não consegue identificar.
A definição de OVNI é um objecto voador que a pessoa não consegue identificar. Como ele não conseguiu identificar o que viu, então está correcto em rotular como OVNI.

Mas o que seriam então esses OVNIs?

Segundo o nosso leitor Flávio Silva, que mora em Maceira, Leiria, são visíveis durante a noite “as luzes de presença das turbinas eólicas“.

Na reportagem feita pela CMTV, aquilo que foi gravado parece um Iridium Flare.
Iridium Flares acontecem porque a luz do Sol reflecte em satélites de iridium, e nós aqui na Terra vemos que num sítio onde não havia nenhuma luz, passa a haver uma, que fica mais intensa, até se desvanecer. É um fenómeno absolutamente normal, que os próprios astrónomos amadores gostam de gravar porque se informam antecipadamente de quando eles vão acontecer.
Vejam alguns exemplos, aqui.

Outra hipótese que tenho colocado aqui imenso na categoria de OVNIs é que cada vez mais nas festas se utilizam balões luminosos. E festas não faltam na região de Leiria por estes dias.

Por outro lado, parte do que ele gravou, e que se vê na imagem em cima, parece-se bastante com a gravação que eu fiz em Austin. Podem ver a minha gravação, aqui. É simplesmente uma gravação ao planeta Saturno.

Neste caso, tendo em conta que ele estava em Leiria, e estava a olhar para poente, tendo indo passear com os pais ao princípio da noite, então vejam bem qual era o céu dele:
venus
Saturno está no céu para Sul, mas vejam bem o que está em poente: “uma estrela mais forte que as outras”, de cor alaranjada esbranquiçada, muito brilhante e que não se movia no céu. Chama-se a isso planeta Vénus.
Mas se Vénus está sempre lá, como se pode ver a luz a aparecer e desaparecer por vezes? Simples, olhem para o céu numa noite que parece totalmente clara e vejam se isso acontece ou não. O problema é que várias vezes não temos a percepção de nuvens altas a passar, sobretudo se não estivermos habituados a olhar o céu. Assim, aquilo que para nós parece uma noite límpida, só percebemos a existência de nuvens rarefeitas ao perceber que os “pontos de luz” aparecem e desaparecem, porque têm as ténues nuvens/neblina por vezes a passar à sua frente.

Por fim, como o mesmo Flávio Silva, de Maceira, nos diz, a semana passada quase todas as noites se ouviam aviões F16 a passar sobre Macieira.
Note-se que aviões terrestres têm luzes (como já expliquei em cima, para andar no espaço não é preciso luz). Ora, se o avião vem na nossa direcção, parece-nos que a luz do avião se vai tornando maior. Se por acaso o avião curva para um lado, essa luz deixa de se ver. Esta pode ser a razão para ele ver as luzes a desaparecer.
Refira-se também que existiram as festividades dos 61 anos da Força Aérea Portuguesa, que ocorreram principalmente entre 28 de junho e 1 de julho, mas que se costumam prolongar por vezes por mais semanas.
Por último, olhando para as fotos no álbum que ele disponibilizou no Facebook, parecem ser extremamente semelhantes a dois aviões a voarem em formação. Podiam dar a noção de estarem parados, porque voavam na direcção do fotógrafo. Quando viraram para a esquerda tirando a luz de sinalização da asa esquerda da linha de visão do Bruno ele teve a impressão que a luz se tinha apagado.
Nesta foto, por exemplo, as três luzes da esquerda possuem cores diferentes, duas alaranjadas-avermelhadas e outra esverdeada, ou seja, muito semelhantes ao padrão de iluminação de um avião.

Concluindo: provavelmente ao longo da semana ele viu diferentes coisas. Naves extraterrestres não eram certamente. Mas provavelmente em vez de existir uma só explicação para todos os avistamentos, será uma combinação destas explicações que resolverá o “mistério”: Iridium Flare, Vénus, e aviões, serão as explicações mais prováveis.

O interessante é que há vários astrónomos amadores na zona de Leiria, e eles não vêem objectos não-identificados. Porquê? Porque sabem o que são Iridium Flares, Vénus, aviões, etc.
O Bruno não tem culpa de não conhecer o céu como os astrónomos amadores. Mas pergunto-me porque não falou com as associações de astrónomos amadores antes de ir para a comunicação social?
E, porventura, a pergunta mais importante: porque os jornalistas preferem dar voz ao sensacionalismo das notícias, em vez de procurarem fontes que percebam um pouco do céu e lhes possam explicar as coisas? Pois… o sensacionalismo “vende mais”, por isso deitam o “jornalismo” fora.

P.S.: este artigo foi escrito a partir de informações pesquisadas por mim e também fornecidas pelo Flávio Silva, Sérgio Paulino, Rui Costa, Carlos APODman Bella, e Amanda Kassa.

16 comentários

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    • Flávio Silva on 21/01/2014 at 19:45
    • Responder

    Astro pt,,, até hoje nunca mais se viu sobre a maceira,,,
    Caro Bruno Alvez e Bruno Santana esta terra é pequena decerto já ouviram falar de mim,,,mas antes de irem para as TV´s e jornais a dizer que viram ovnis ou para terem publicidade gratuita deviam pensar duas vezes, Informarem-se primeiro com quem sabe ou investigarem melhor; assim só revelam falta de conhecimento sobre as coisas,,,,e a Maceira estar rotulada a dizer que isto é tipo roswell ou aparecem para aqui ovnis seria preferível sermos conhecidos pela luta contra a co-incineração na cimpor que fazia-mos melhor figura. Não sei se lembram há uns 15 anos na maceira era só poeira da cimpor em cima dos telhados nas hortas e também no ar.
    Espero que agora a diante se tenha mais cuidado sobre o que se fala.

  1. Nos comentários à notícia do CM há uma história que achei interessante:

    “No passado dia 13 de Julho , de sábado para domingo em Baião eu e toda a família avistamos algo insólito no céu, um numero incerto de luzes a lampejar atravessaram o céu de sul para norte . Foi algo insolito.”

    Não tenho a certeza de que tenha sido no mesmo dia, mas a descrição corresponde precisamente a algo que eu próprio vi numa noite em que me entretinha a explorar a constelação de Escorpião: um grupo de luzes de cor branca, seguramente mais de vinte, movendo-se de norte para sul e piscando rapidamente. Alguma sugestão para o que poderia ter sido?

      1. Esqueci-me de referir esse pormenor: citei o comentário do utilizador de Baião porque descrevia o que eu também vi em Guimarães.

        Compreendo o método da dúvida metódica, é exatamente assim que se deve pensar, em vez de saltar para conclusões do género “só podem ser homenzinhos verdes”. Assim, e excluindo explicações possíveis: não, não deviam ser insetos. Para além da impressão nítida de que os pontos se deslocavam a uma altitude pelo menos semelhante à de um avião, os pirilampos não piscam regularmente, nem se deslocam em linha reta numa velocidade constante…

        Havia mesmo uma ligeira impressão de regularidade geométrica nas luzes, como se fossem pentagonais ou hexagonais, mas isso já não posso afirmar com grande certeza. Se tivesse binóculos poderia tê-las visto melhor: coisas que mexem são difíceis de apanhar com um telescópio.

    • António Almeida on 17/07/2013 at 02:17
    • Responder

    Olá Carlos,

    Agradeço-te, como sempre, pela tua disponibilidade e sapiência para nos elucidar no muito que sabes. Apelo agora também a tua compreensão e condescendência pela minha ignorância nalgumas questões cientificas, melhor dito, nas ditas ciências naturais, visto ter optado por seguir outro ramo das ciências, as sociais e políticas (vá-se lá saber porquê mas meteram todos os tipos de estudos no mesmo saco, no da Ciência, e neste caso contra mim e as minhas opções falo), mas isto só por si dava um tema. Não me quero desviar e vou já direto ao assunto. OVNIS. Como apaixonado da História do mundo e da humanidade não me passam a o lado as teorias e alguns artefactos que sugerem uma presença extraterrestre ao longo do nosso percurso enquanto espécie. Vimo-lo inclusive como base das mais diversas religiões. Algo que veio do espaço. Não, antes que te passes, não sou fã do programa alienígenas do canal história, nunca me dei ao trabalho de ler Zacharias Sitchin (apenas uma breve pesquisa no Google), nunca vi luzes estranhas no céu e os fantasmas não querem nada comigo. Não quero fazer juízo de valores. Nem posso. Considerando tudo aquilo que sabemos (ou o que eu penso que sabemos), tudo o que os nossos cientistas já apuraram, com as reais possibilidades de se fazerem viagens interestelares, as probabilidades disso acontecer esbarram numa enorme parede, a meu ver intransponível, as distancias. A enormidade dos números é assustadora. Numa breve pesquisa na net confirmei que a luz viaja a uma velocidade de 299792458 metros por segundo. Ou seja, demora pouco mais que 1,356 segundos da terra à lua, quando esta está no ponto mais distante. Oito minutos e dezoito segundos do sol à terra para perfazer os 150 milhões de quilómetros que os separam. Comecei aqui a fazer contas. Isso dá cerca um milhão e duzentas e cinquenta mil horas de carro, se for de autoestrada a 120 km/h. São 52083 dias seguidos se não parar para descansar. São quase 143 anos para ir de carro ao Sol. Se fossemos de avião, um Airbus A380, comercial, à velocidade de 970 Km/h, eram necessárias 6443 horas, quase 18 anos. Sei que estou a cometer bastantes erros não considerando variáveis como o viajar no vácuo e a força da gravidade, mas penso que serve o meu ponto. Isto seria para perfazer uma distancia de 8,13 minutos anos/luz. Com sorte, se encontrássemos os nossos ET’s na estrela mais próxima, a Proxima Centauri, a 4,24 anos/luz, e se conseguíssemos construir um veículo que viajasse a um décimo da velocidade da luz, isto é, a cento e oito milhões de Km/h, demoraríamos 371424 horas a lá chegar, 15476 dias, 42,4 anos. Praticamente metade da nossa vida no espaço. Talvez valesse a pena.

    1. Olá António,

      Se o objectivo é só ir lá, então podemos “complicar um bocado as contas” incutindo-lhes a relatividade, nomeadamente o fenómeno da dilatação do tempo.
      http://www.astropt.org/2009/01/31/teoria-da-relatividade-dilatacao-do-tempo/
      A velocidades verdadeiramente estonteantes (perto da velocidade da luz), poderemos chegar a qualquer lado rapidamente.
      Claro que se quisermos voltar ao local de origem, então já nada do que conhecíamos existe.

      Pessoalmente, neste assunto de viagens espaciais, penso de forma diferente dos ufólogos mais racionais e até dos cientistas mais racionais 😉
      Para mim, a velocidade da luz é uma barreira, não um limite. Que é o que Einstein nos disse, e é o que a ciência pensa.
      Neste caso, será que poderemos usar partículas que viajam a velocidades superiores à da luz (hipotéticos taquiões) para nos ajudar a viajar?
      Não sei.
      Mas certamente que daqui a 1 milhão de anos teremos acesso a toda uma tecnologia que actualmente não imaginamos, tal como há 1 milhão de anos não imaginaríamos um mundo virtual onde podemos comunicar quase instantaneamente por todo o mundo (aliás, há 1 milhão de anos nem sequer havia humanos… nem perto disso).

      Voltando ao tema do post: OVNIs.
      Não me choca minimamente que civilizações 1 milhão de anos mais desenvolvidas que nós viajem entre estrelas como nós viajamos diariamente de carro.
      Mas uma coisa posso assegurar: essas naves espaciais não são nada parecidas com os relatos de OVNIs. Isso tenho a certeza.

      abraços!

    • Flávio Silva. on 16/07/2013 at 23:01
    • Responder

    Estas pessoas deviam estar mais tempo atentos ao o que os rodeia e ganhar informação como por exemplo teoricamente se processa as viagens inter-estelares; os aliens obedecem às mesmas leis fisicas que nós. Em relação ao caso na Maceira é mesmo o prato do dia vermos os jactos a irem para a BA5. No centro da maceira e para quem caminha para Leiria vemo os geradores eólicos nas serras; já em vale salgueiro ( aonde apareceu o caso ovni) não dá para vêr as luzes das eólicas que tinha referido, depois um olhar mais atento vi que era impossível. O mais provável era ter sido um iridium flare, jactos da F.A.P e com Vénus no meio foi um caldeirão de aparições.

  2. Bom dia Carlitos

    (comentário editado)

    Vénus 🙂 devias ir a um oftalmologista (…)

    (comentário editado)

    1. Após outro comentário só com insultos e completamente desrespeitoso, o Carlos Lopes passou a ter os seus comentários a irem directamente para SPAM.

      Como se percebe, estes ignorantes que nada percebem de astronomia dedicam-se à ufologia só para enganar e manipular as pessoas.

      A enorme falta de educação e de conhecimento mostram totalmente qual é o seu objectivo.
      Miúdos, putos, que se acham mais espertos que os outros fazendo aquilo que durante séculos fizeram os vendedores de banha-de-cobra.

      Que fique de aviso para todos os nossos leitores: a seita religiosa UFO Portugal é feita deste tipo de pessoas.

  3. Bom dia Sr. Carlos Oliveira

    Queria deixar claro, que o que o Sr. Bruno Santana observou, nada tem a haver com este video que eu próprio gravei. O Sr.Bruno apenas apresentou foi 6 fotografias, a onde se podia ver 6 luzes de objectos não identificados. Este objecto não se trata de nenhuma luz de eólica, satélite Iridium ect ect. Caso não tenha reparado este video foi feito com visão nocturna, não houve qualquer tipo de farol “como o Sr. disse” ou flash ou algo que se pareça.

    (comentário editado)

    Os meus cumprimentos

    Carlos Lopes

    1. Caro Carlos Lopes,

      O seu comentário foi editado por razões óbvias que você compreenderá – os seus pais deviam tê-lo ensinado a respeitar o conhecimento e as pessoas que sabem mais que você.

      Antes de mais, não é “sr. Carlos Oliveira”, mas sim “professor doutor Carlos Oliveira”.
      Eu percebo que vocês sigam crenças religiosas e gostem de manipular as pessoas com falta de pensamento crítico, mas tenha um mínimo de respeito pela ciência e pelos cientistas que lhe dão tudo na vida. Obrigado.

      Quanto ao vídeo de que falo, é da reportagem da CMTV.
      Não percebo o que entende por “visão nocturna”. Como deverá saber, deveria falar em termos físicos.

      Quanto às fotos, são do Bruno e mostram luzes de aviões F16, como já várias pessoas de Maceira (e regiões à-volta) referiram.

      Já a foto em cima é Vénus. Qualquer pessoa pode ir lá fora e ver o planeta ao princípio da noite.

      Mas eu entendo que seitas religiosas como a UFO Portugal vejam anjos, perdão OVNIs, em todo o lado.
      Se procurassem conhecimento, talvez não vivessem sempre na ignorância, no sensacionalismo, e nos inexistentes mistérios.

      Se querem continuar a enganar as pessoas com base na ignorância dos assuntos, não têm razão nenhuma para entrarem neste local de conhecimento.

      Por fim, não é bom dia, mas sim boa noite.
      São quase 2 da manhã. É hora de irem lá para fora tirarem fotografias a tudo que mova, para depois andarem a dizer que não sabem do que se trata (sugiro leituras sobre satélites).

      Passe bem.

    • Renato Romão on 15/07/2013 at 20:10
    • Responder

    Basta olharem para o céu quase todos os dias.
    Tirem as vossas conclusões, se existe algo de anormal ou não!

    Se detectarem algo apontem a data, hora, referência de tragetória e depois contactem os serviços militares da Força Aéria Portuguesa!
    Easy!

    Já agora, relativamente ao som um F16 não faz barulho… Faz um barulhão!!! Já tive a oportunidade de poder observar-los em exercicios na base de Beja!
    Pelo que li, não vejo que seja este o caso.
    A que horas é que ele avistou a “luz”? É importante para se determinar qual a probalidade de ser um satélite.

    Abraços

  4. Olá Carlos,

    Qualquer pessoa na zona de Amor conhece bem estas observacoes, crescemos com elas, e infelizmente incomodam muita gente com o barulho, especialmete quando estao na pista a aquecer as turbinas. O “assobio” tipico das turbinas dos F16 nao os deixam passar despercebidos.

    Interessante que nao há som no video, pois é um dado muito importante(nao sei se foi retirado propositadamente) mas mesmo assim, devido á distancia que a Maceira se encontra e se o aviao se deslocar nessa direcao, eles apenas veem as luzes.
    Nao quero especular o que já foi especulado, mas se os jornais e televisao investissem o tempo desta notica a tentarem fazer pressao para esta Base Aerea N5 passar a fazer voos civis, isso é que era algo positivo.

    Incrivel que temos todas as infrastruturas mas falta visao….

    Abraco

  5. Olá Carlos, excelente post.
    Vi esta noticia apenas hoje, embora esteja na Alemanha eu sou de Leiria, esta noticia fez-me lembrar algumas horas que passava a olhar o céu, nao a ver ovnis mas a ver os F16 a fazerem manobras de voo nocturnas. A Base aérea N5 esta apenas a uns km da minha casa, os pilotos têm de ter horas de voo nocturno, e quando são vários F16 simultaneamente o espectáculo torna-se interessante.
    Voltando a esta noticia, no post explicaste muito bem as outras opções para este fenómeno. Eu conhecendo bem a zona da Maceira limito-me a apenas uma: voos nocturnos de F16.

    Abraço
    Bruno Alves

    1. Excelente Bruno 🙂

      O João Clérigo que também mora mais ou menos nessa zona também falou nessa base aérea e na frequência de F16.

      Bruno, quando vias os aviões, as tuas observações eram similares às fotos que falei no post?

      abraços

  1. […] – OVNIs (tag): Roswell. Alfena. Mário Neves. Luís Aparício. Leiria. Portugal. Brasil. S. Paulo. Ciclistas. Aeroporto China. Aeroporto Alemanha. Londres. México. […]

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