Estação Espacial Internacional: fim à vista?

ISS_March_2009

A Estação Espacial do século XXI não é tão bonita como aquela retratada no filme “2001: Odisseia no Espaço” nem tão pouco é um portal para outro lado qualquer. É um laboratório focado em experiências científicas.

Normalmente estão 6 pessoas a bordo. Quando partem da Estação Espacial regressam a sua casa, na Terra.

Os EUA e os seus parceiros – Rússia, Japão e a Agência Espacial Europeia – terão agora de decidir se querem manter a Estação Espacial em Órbita ou não. A Boeing, a principal empresa contratada neste projecto, está a avaliar se os componentes da Estação Espacial aguentarão até 2028.

Nos bastidores, os superiores da NASA têm lutado para persuadir a Casa Branca a tomar uma decisão: a de manter a Estação Espacial em órbita depois de 2020. A alternativa é deixar que a estrutura se despenhe no Pacífico Sul, à semelhança do que aconteceu com a MIR, a estação espacial russa.

A decisão tem que ser tomada em 2014, segundo William Gerstenmaier, o responsável na NASA pelas missões tripuladas.

Podem ler mais sobre este tópico, aqui.

5 comentários

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  1. Respondeu 🙂

    1. óptimo : )

  2. Bom… vou tentar responder ao Jeremy e ao Paulo . )

    Acho que aquilo que se tem verificado, sobretudo nos últimos anos, a forma como as naçoes olham para o espaço mudou. Por isso mesmo se fala em vagas na exploraçao espacial: 1ª vaga preocupava-se com questões militares e de segurança; 2ª vaga: prestigio e afirmação (a partir de meados da década de 1960); 3ª vaga quando passamos a ter outros estados, para além da URSS e EUA, por exemplo europa na decada de 60/ 70, etc) e, na minha opiniao, estamos na 4ª vaga: espaço visto como fonte de crescimento economico. Prova disto é por exemplo as comuniçoes da Comissao Europeia sobre a politica espacial europeia em meados de 2008 e a sua aposta no espaço como forma de imupulsionar a economia e possivel saida da crise. O orçamento para o periodo 2014-2020 foi reduzido em todas as areas, excepto… espaço!

    A China, na minha opiniao, tb passou por estas fases. O programa espacial chinês que tem praticamente a mesma idade que os programas espaciais russo e americano, iniciou-se sobretudo por uma questão de segurança. perante o conflito das Coreias na Guerra Fria a China foi dissuadida a recuar na sua posição pelos EUA que obviamente detinham um arsenal muito superior ao chinês. E por isso o primeiro passo no programa espacial chinês foi: misseis! Aumentar a capacidade militar. Depois por problemas internos (Grande Revuçao Cultural e o grande Salto para a Frente) o programa espacial nao avançou tao rapidamente até ao final do sexulo XX. Agora a China avança a todo vapor: quer em termos militares quer em termos civis. Com as restriçoes às exportaçoes que os EUA impuseram, encurralaram de certa forma os chineses, o que só fez que eles desenvolvessem ainda mais o seu programa.

    Claro que a China nao será imune a uma crise economica, mas neste momento, alem da autonomia que adquiram em materia espacial, tecnologica, trata-se de uma posiçao geopolitica muito forte, com clara vontade de dominar o mundo asiático e quiç’a destronar os EUA do dominio mundial espacial. O desenvolvimento de tecnologia espacial traz desenvolvimento economico, muuuuito dinheiro de retorno e cria empregos. Alem disso, na minha opiniao, a China ao estabelecer-se como lider espacial e como potencia nesta area, ajuda-a a conseguir maiores margens de negociaçao, por exemplo, com os paises da america do slul e africa para obtençao de recursos energiticos e mercados para escoamento de produtos.

    A china construiu-se a sua propria estaçao espacial e a meu ver foi claramente uma decisao estratégica para se impor tecnologicamente e mesmo politicamente no mundo. Se os EUA e a Europa devem deixar cair a ISS? Espero que não! Porque verdade seja dita, estrategicamente depender da China é um erro. E a EEI tem-nos trazido resultados soberbos em diversas áreas pelas investigaçoes que lá são conduzidas.

    Espero ter respondido a ambas questões… : ))

  3. O cerne não se prende com o facto da China estar a construir uma estação espacial, porque detém uma economia viçosa, enquanto os outros países estão a cortar no investimento público em prol da desgraça económica provocada pela indigestão dos investidores privados, que engordam paulatinamente à conta dos dinheiros públicos das nações.
    A China, por muito sábia e cautelosa que seja, não pode garantir que a sua saúde económica não seja afetada no futuro.
    O bom senso chama a cooperação internacional em vez da sombra projetada pela “velha ordem”. Se deixar-mos cair na letargia, nem ISS, nem missão a Marte tripulada. Enfartem-se de telenovelas com argumentos dementes, discursos políticos viciados e jogos de bola combinados…

  4. Olá Vera 🙂

    Diga-me, qual é a sua opinião relativamente ao assunto? Acha que vale a pena?

    Tendo em conta que realizou uma tese sobre a importância do sector espacial na política internacional, sabe tão bem quando eu que a ISS só existe devido à vontade de o Reagan e do Bush pai em dotar os EUA de uma estação espacial maior e mais bem equipada que a MIR, a estação Alfa. Quando a URSS desabou, convidaram a Rússia, como forma de garantir que os cientistas espaciais russos não fugissem do país em direcção a países do terceiro mundo (onde se teriam vendido ao primeiro ditador rico com vontade de construir mísseis balísticos), bem como para aproximar a comunidade internacional.

    Agora que a China está a construir uma estação espacial, não seria do interesse dos EUA e da Europa – o mundo ocidental cristão – continuarem com a sua própria estação espacial? Não iria servir de apoio para missões marcianas? Uma missão a Marte necessitaria de uma nave bem grande, que teria de ser construída, ou pelo menos, teriam de juntar as várias componentes, no espaço, dizem os entendidos. Logo, se uma missão a Marte está agendada para 2030/2035, deixar a ISS desintegrar-se depois de 2020 é um pouco estranho.

    A minha opinião é simples: não podemos deixar a China ser a única nação com uma estação espacial…

    Gostaria de ouvir a sua opinião?

    Cumprimentos 🙂

    Ps: obrigado por ter publicitado o trabalho no blogue Astropolítica. Muito obrigado 😀

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