Seria o Aquecimento Global Causado pelo Homem uma Farsa Planetária?

De acordo com o Prof. Dr. Ricardo Augusto Felicio, doutor em Geografia (com especialidade em Geografia Física) e Professor da Universidade de São Paulo (USP), sim. A entrevista abaixo foi concedida semana passada por um veículo de comunicação brasileiro e, dada a importância do tema abordado, dará “muito-pano-pra-manga”.

Como o assunto foi tratado em forma de entrevista e não em forma de palestra, logo senti falta de dados, planilhas contendo gráficos e tabelas que embasassem o que foi dito pelo Prof. Ricardo. Não entrarei em detalhes da entrevista. É preferível que se assista:

 

Lembra-me uma entrevista que assisti faz algum tempo do Prof. Luiz Carlos Molion, PhD, pós-doutorado em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia de Wallingford (Inglaterra) e atualmente Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Professor de Pós-Graduação da Universidade de Évora (Portugal) e Professor-Visitante da Western Michigan University. Segue a entrevista abaixo:

E esta aqui, divida em seis partes:

Sobre essa problemática, o Carlos e eu já debatemos no campo dos comentários outrora. Não o concluímos justamente porque percebemos que ainda não existia um ponto final acerca deste tema (até que ponto era causado pelo homem; ou pelo Sol; ou um evento cíclico, etc.)

Não conheço pessoalmente, porém acompanho, há algum tempo, o trabalho do Prof. Luiz Carlos Molion e percebo sua seriedade. Este artigo não é para pseudos – que certamente virão a este sítio afirmarem que já sabiam de tudo, com base nos disparates ditos por pseudoscientistas. Apesar dos Professores Ricardo Augusto e Carlos Molion (dentre outros) afirmarem o contrário dos outros pares, estes não saem afirmando balelas por aí (tais como Nibiru, Anunnakis, Terra Ôca e afins). Esta é a diferença entre pseudocientistas e cientistas: os primeiros afirmam tudo e qualquer baboseira não-científica e, de tanto afirmar parvoíces, acabam acertando 1 coisa dentre 1000 afirmativas; os segundos têm cautela e sempre são dignos de atenção quando vêm à público refutarem tal assunto. 

Este artigo é para os verdadeiros leitores do AstroPT – que prezam pelo verdadeiro conhecimento científico. Que, na maioria das vezes, é imutável. E que, por algumas vezes, pode ser mutável.

Deixo no campo dos comentários o debate sobre esse assunto controverso.

126 comentários

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  1. E pura ignorancia atribuir a causas humanas as alteracoes climaticas no planeta…agora,que e possivel manipular as condicoes baricas ou termicas da atmosfera no planeta atraves de radiacoes electro magneticas,e um facto inquestionavel …mas este e um conhecimento que so eu possuo…embora seja muito simples de torna-lo efectivo.

    1. As atividades do homem (sejam estas de qualquer natureza) provocam mudanças no clima local – a estudar a formação das “ilhas de calor.”

      Na história do planeta Terra, existem evidências de variações globais de temperaturas maiores que as atuais, tanto para o máximo quanto para o mínimo.

      No final, o que se estimula e se põe em pauta, neste artigo, é uma análise sobre qual “peso” correto do Aquecimento Antrópico frente ao Aquecimento Global Natural.

  2. Vc conhece o Pirula?Bom o Ricardo Felicio e o Luiz Carlos Molion não apresentam dados corretos na maioria das vezes e o que eles dizem é furada.Alguns estão meio certos,mas não chegam nem perto de desaprovar o aquecimento global.Na verdade eles não apresentam argumentos bem estruturados muito menos com base.

    1. Vc conhece o Pirula?

      É o jovem que afirma que não “manja nada de clima” no seu vídeo?

      —————————-

      A Farsa Global do Ricardo Felício

      https://www.youtube.com/watch?v=z2RnK_ZTmdQ

      —————————-

      Bom o Ricardo Felicio e o Luiz Carlos Molion não apresentam dados corretos na maioria das vezes

      Ciência também é a constante busca pelo conhecimento. Entretanto, os dois cidadãos (e também o jovem biólogo Pirula) demonstram fazer Ciência, não política. 😉

      e o que eles dizem é furada.

      Por favor, mostre-as.

      Alguns estão meio certos,mas não chegam nem perto de desaprovar o aquecimento global.

      Percebe-se que o “Senhorx” nada percebe do referido assunto. Ambos os lados sabem que existe aquecimento global. O que está em discussão é o peso correto do fator humano (nossas atividades industriais, para ser mais específico) diante da resiliência terrestre dum assunto tão complexo que são as Mudanças Climáticas.

      Na verdade eles não apresentam argumentos bem estruturados muito menos com base.

      Sem sombra de dúvidas que o sr. “Senhorx” possui tais argumentos bem estruturados, em sede de Ciência, e por bem nos apresentará. 😉

  3. Pessoas perspicazes fazem falta…

    http://www.youtube.com/watch?v=bPftLnbRxPw&feature=player_embedded

  4. “O tal do IPCC”

    http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/293/o-tal-do-ipcc

    1. Parei de ler no:

      (…) e o último em 2007 – que rendeu à instituição, naquele ano, um Nobel da Paz.

  5. Mais complemento ao assunto:

    “Mudança climática revela cadáveres escondidos na neve”

    http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/862193-mudanca-climatica-revela-cadaveres-escondidos-na-neve.shtml

  6. Aqui um link de um depoimento interessante de um jornalista de ciência. saindo um pouco do tema “sustentabilidade” e voltando para assunto “menor”, o “aquecimento global”.

    Sobre o aquecimento global e o modelo heliocêntrico”

    http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/06/28/sobre-o-aquecimento-global-e-o-modelo-heliocentrico/

    Acho complicado colocar na balança depoimentos de jornalistas x cientistas, pois os jornalistas, em média, acham que podem se meter em todos os assuntos e no fim das contas se limitam em todos eles, ainda mais quando viram articulistas, mas acho que esse depoimento me pareceu de bom senso. Aliás, ele fala do “caso Molion”, que a partir de agora o chamarei de .. o “caso desvio padrão”.

  7. Caro Cavalcanti
    também se encontra muita informação em http://www.nipccreport.org , não sei toda ela fidedigna mas por vezes muito interessante.
    Abraços

    1. (Feedback)

      Apesar da “dureza” das palavras do NIPCC, gostei bastante deste trecho (seção “ABOUT US”):

      (…) an international panel of nongovernment scientists and scholars who have come together to understand the causes and consequences of climate change (…)

      Obrigado pelo link e, certamente, o lerei com muito mais calma. 😉

      Abraços.

  8. Desculpem a intromissão de um leigo. Por aquilo que fui lendo e vendo e pelas dicussões científicas sobre o verdadeiro peso do Homem no aquecimento nos últimes 200 anos pareceu-me, corrijam-me se estou errado, que a grande divergência nasce precisamente por se pôr a Revolução Industrial como ponto inicial, para os defensores do peso da acção humana, ou no caso dos opositores a esta teoria se não devemos usar o nosso conhecimento, pelos dados históricos conhecidos, e partir bem mais de trás e neste caso os valores são bem mais atenuados obrigando a mais cautela e mais paciência nas conclusões a que se chega.
    Nunca vi nenhum verdadeiro ciêntista a defender que podemos estragar a nossa Terra que é tão preciosa e para já única.
    Obrigado Cavalcanti por nos mostrar um lado da Ciência menos divulgado.

    1. Bom, o último relatório do IPCC foi publicado em 28 de março deste ano, sob título Managing the Risks of Extreme Events and Disasters to Advance Climate Change Adaptation (com 594 páginas). São 9 capítulos abordando a mesma temática, evidentemente: medidas a serem tomadas face às mudanças climáticas. Quando fiz download, inicialmente busquei os gráficos, porém, sinceramente, não vi nenhum mostrando a quantidade de CO2 ao longo das eras…

      O penúltimo relatório publicado pelo IPCC foi em 2007. Este eu o tenho em forma de Sumário para os Formuladores de Políticas. O Manel colocou links que levam a vários relatórios publicados pelo IPCC em seu sítio (caso queira ver está mais acima 😉 ). Este sumário mostra gráficos contendo quantidades de CO2 há 10.000 anos atrás. Sobre esse relatório em questão, prefiro abster-me…

      Abraços e agradeço, Pedro. 😉

  9. Já agora, li hoje à noite essa entrevista que o Molion deu na Folha de S. Paulo:

    http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1111247-terrorismo-sobre-o-clima-e-ameaca-a-soberania-nacional-diz-cientista.shtml

    Achei interessante as respostas dadas nas 2º, 3º, 5º e 7º perguntas.

    1. Penso que várias respostas têm um pensamento ideológico subjacente. Como cientista, ele não está totalmente imune a ter um, logo, o debate fica mais “torto”.

      Por exemplo, pensando sobre uma das respostas que ele tenta “puxar a sardinha” para o lado dele, expando a visão e mostro que ele está errado.

      Se a ONU ou qualquer outra instituição quer governança global, isso não significa ser ruim, mesmo porque se o foco da governança for sustentabilidade mundial ou mudar a matriz energética no caso do aquecimento, precisaria sim haver uma governança global, mas não vai ser bom para ninguém, nem para indústria de petróleo, nem para quem tem economia muito baseada no petróleo e carváo, nem para países ricos, nem para países pobres. Mais, não há uma indústria corporativa ou de poder de “alternativos” em tamanho e volume tão poderoso que esteja por trás de uma governança global, pois esses (se existem) não conseguem nem fazer cócegas no status quo atual. Não existe uma conspiração contra os poderosos que comandam a matriz energética atual, a mudança é visivel ser necessária por fruto do conhecimento que temos sobre o clima e dos ecossistemas, não advém por vontade de mudança de poder de grupos. Mas os grupos políticos e economicos que estão aí torcem muito para que os cientistas que dizem que o homem não é o causador do aquecimento estejam certos, pois assim continuará tudo do jeito que está e não se mudará nada. Logo, o pensamento desse cientista não é de todo correto, mas serve à mente dele porque se sente “emparedado” e procura as causas para isso.

      Indo um pouco além, o poder de governança global, por si só não se sustentaria, pois haveria uma cobrança muito alta de responsabilidade de acerto do próprio, facilitada de acontecer pois o assunto foge da searas ideológicas costumeiras, sendo absolutamente dependente de conhecimento, que precisa ser provado dentro de uma mesa de negociações, sem enrolações. Ideologias enrolam facilmente.

      Pela primeira vez na História, o conhecimento (advindo da realidade) surge como fator mais importante que qualquer ideologia para bem encaminhar as coisas, e conhecimento se tem ou não se tem, e se tem se precisa ser provado, logo, os embustes ideológicos perdem força. Uma governança global com foco em sustentabilidade é uma esperança de dias melhores, pois toda decisão seria baseada em conhecimento prévio, não por ideias crentes.

      Agora a ducha de água fria nessa esperança. Gostaria de um indicar um outro link, muito rico em divagações sobre sustentabilidade, mostrando um universo abrangente de questionamentos e de quão complicado será pensarmos no assunto dentro dos problemas atuais e com uma ciência (conhecimento) que ainda não nos dá todas as respostas que queremos (ou precisamos).

      “A ciência triste”

      http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/1109987-a-ciencia-triste.shtml

      1. Olá Jonas, boa noite. 😉 Muito bem, vamos lá.

        Novamente salientarei pontos concordantes e discordantes do seu comentário.

        Como cientista, ele não está totalmente imune a ter um, logo, o debate fica mais “torto”.”

        Concordo plenamente. 😉 Possuo também essa consciência coletiva. 😉

        (…) pensando sobre uma das respostas que ele tenta “puxar a sardinha” para o lado dele, (…)

        Não é “ético” tampouco justificável: todavia, todos nós puxamos sardinha pro nosso lado – em maior ou menor intensidade. 😉

        Sobre a questão da “governança global”, já adianto que penso da mesma forma que o Molion. Tenho a convicção que os governos caminham justamente para esse fim (a ver a atual situação da UE – economia —> política). Enfim…

        Uma governança global com foco em sustentabilidade é uma esperança de dias melhores, pois toda decisão seria baseada em conhecimento prévio, não por ideias crentes.

        Concordo plenamente: avançaremos muito mais se nos preocuparmos com a questão de como promover o Desenvolvimento Sustentável ao invés de entrarmos na questão do “vilão” CO2 – CO2 este, em ppm, lançado pelas chaminés das fábricas. Logo abaixo entrarei mais nessa questão do CO2.

        Mas os grupos políticos e econômicos que estão aí torcem muito para que os cientistas que dizem que o homem não é o causador do aquecimento estejam certos, pois assim continuará tudo do jeito que está e não se mudará nada

        Com o devido respeito, Jonas, 😉 discordo deste trecho do comentário. Interessa sim (e muito), principalmente para os países desenvolvidos – no que se concerne à culpar o homem pelo maior responsável do Aquecimento Global. Pra mim, a razão é simples: países desenvolvidos não gostariam de disputar mercado com países emergentes. Calculamos o desenvolvimento industrial de um país, dentre outros fatores, não somente pela produção de H2SO4; seu parque industrial diversificado é o fator-chave. Quanto maior o desenvolvimento industrial de um país mais desenvolvido ele é (ou potencialmente desenvolvido). Consequentemente, mais desenvolvido economicamente é. Então, perambulando superficialmente acerca desse assunto (porque o aprofundamento é muito extenso), é salutar afirmar que, para tais governos, o problema é o CO2 lançado pelo homem. Percebes o raciocínio? 😉 Quem ainda dita as regras do jogo são países desenvolvidos e não os subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento – excluindo-se o poder bélico destes).

        Acredito que o problema da incompreensão acerca da pessoa do Molion, além do fato dos seus artigos e de seus pares em algumas partes do globo não serem publicados em periódicos evidenciáveis e de referência à todos nós da área da ciência – seja o fato dele não falar em desenvolvimento sustentável. Isso nos pode levar à conclusão que o mesmo “defenderia” desmatamentos, queimadas, não planejamento forrageiro e outras ações nocivas do homem à natureza.

        Abraços.

        • Jonas on 29/06/2012 at 04:40

        Cavalcanti,

        Com metas de sustentabilidade em escala mundial, quem mais vai perder e vai piorar sua condição de vida e vai ter de pagar uma grande conta são os desenvolvidos.

        Para eles seria como ganhar na loteria e um alívio (ao mesmo tempo) se o consenso científico amanhã de manhã viesse com um documento surpresa com dados comprovando que não seria problema nenhum os paises ricos manterem o nivel de consumo de energia, de petroleo, de riquezas naturais, de consumo em geral, e manter a coisa do jeito que está, porque assim eles vão continuar na mesma, mantendo um padrão de vida de nivel altissimo, insustentável, que se acostumaram a ele. Eles manteriam porque estão na ponta de tudo.

        Não tem candidato nos EUA que tenha chance de ganhar uma eleição conclamando o seu próprio povo para ações sustentáveis ou no caminho dela, como por exemplo, pedindo para a sociedade trocar de carro só depois de 5 anos da compra, que precisariam pagar uma conta de energia muito mais cara com energia alternativa, que precisariam usar mais bicicletas e transporte coletivo, que precisariam passar fundos bilionários para paises pobres para eles aprenderem a ser sustentáveis também. Ninguém ganha eleição com ações sustentáveis.

        Custará muito às sociedades norte-americana, europeia e agora chinesa (que polui demais e já consome muito, já são 200 milhões de ricos na China) a mudar a matriz energética, a diminuir consideravelmente o consumo e mudar (perder muito) a qualidade de vida que já estão acostumados.

        Na mente de qualquer pessoa do mundo é dificil aceitar uma perda de um status ou bem estar que estão acostumados, alcançados por mérito (e pagos, aliás, bem pagos), imagine então os bem na vida, eles não aceitariam uma mudança por imposição, porque para todo mundo ir na direção da sustentabilidade todo mundo vai ter de mudar sua visão de vida, principalmente os ricos.

        Quem conseguiria viver de bom humor num mundo muito mais limitado em oportunidades, onde o desemprego seria alarmante, porque, apesar da crise, ainda a quase totalidade das pessoas na maioria dos países estão empregadas hoje porque existe muito consumo. E tem os pobres que vão querer consumir também. Pobre consumindo é ótimo para os ricos, porque quem detém conhecimento, tecnologia e consegue colocar preços bons, por competição (mundo ocidental) ou por trabalho escravo e moeda desvalorizada (China e paises pobres) só tem a ganhar mantendo o atual status quo.

        Não tem nada melhor para os paises ricos que os pobres cresçam, se eduquem, aumentem a renda deles e …. comprem. Os ricos detém tecnologia, conhecimento, que alavanca e supre necessidades dos que estão nos degraus superioes da escala de Maslow, ou seja, necessidades dque suprem conhecimento, saúde de primeira, células tronco, informática, tecnologia de ponta, Rico não vai perder mercado com pobre crescendo, rico vai ganhar mercado com os pobres vendendo para eles, porque assim os ricos vão vender finalmente para os pobres que terão dinheiro para comprar o que os ricos têm a vender. Sabia que 30% dos empregos nos EUA já é de profissões que trabalham com criatividade? O rico e o mercado não vê o pobre como competidor, mas sim como finalmente um comprador do que eles têm a vender.

        Por isso os grandões enrolaram tanto na Rio+20, com sustentabilidade a coisa muda de foco, o mercado deixa de ser importante, passa a ser prioritário inserir, finalmente, o homem numa outra dimensão dentro de um ecossistema, agora pisando em cascas de ovos, mudando dramaticamente toda a organização social e de trabalho. E para pisar em cascas de ovos não pode funcionar do jeito como funciona hoje.

        Os ricos é que são a vidraça, são eles os responsáveis pela mudança paradigmática (porque tem conhecimento, dinheiro, ferramentas), são eles que consomem e poluem muito, são eles terão que terão de começar por eles mesmos. Eles querem? Na sua lógica eles teriam imposto a mudança na Rio+20 na marra, mas nada aconteceu, ninguém mexeu uma palha. Repare, não foi a pressão dos pobres que “segurou” os ricos para eles não se mexerem, na verdade ninguem quis, porque seria muito ruim o retorno da opinião pública dos próprios países dos líderes que encabeçarem as mudanças, então preferem enrolar.

        A grande maioria não quer mudança alguma, eu aposto que nem os pobres querem a dimensão de vida sustentável. No fundo, hoje, os pobres querem o mesmo padrão de vida europeu e norte-americano.

        Aliás, mesmo se os ricos quisessem mudar as coisas para sustentabilidade não saberiam nem por onde começar. Há um bom tempo tem o tal de mercado de carbono, metas pequenas aqui e ali, mas quase nada se pensarmos que sustentabilidade é algo muito complexo, que vai do local, regional até situações de alcance mundial. Há as complicações políticas, por exemplo, imagine sentar-se numa mesa para negociar com ditadores ou com paises onde as leis são tribais, em que entram na equacao melhores condições de vida das pessoas que moram naqueles países, condições que são mais subjetivas do que materiais, por exemplo: total liberdade de expressão e direitos igualitários para todos. Os “líderes” vão aceitar? Enfim, é uma grande complicação.

        Cuidado, a desculpa que muitos usam para que nada mude vai nessa mesma linha de pensamento seu, “que os ricos não querem que os subdesenvolvidos e pobres cresçam, por isso eles querem mudar tudo”.

        Respondo com o que já escrevi acima, por que iriam querer mudar se para eles está bom demais e só pode piorar? Aliás, só vai piorar. Os ricos torciam para que os pobres “crescessem” porque assim manteriam e aumentariam o padrão de vida deles, mas num mundo sustentável, a coisa muda, os ricos vão perder, vão ter de pagar uma alta conta, vão haver limitações de consumo, vai precisar se pensar um desenvolvimento planejado para evitar o desperdício, e isso significa controle, limitação, etc..etc.. Os norte-americanos não tem essa cultura, por isso estão sempre na frente e fazendo poeira nos outros.

        Enfim, não tem lógica essa sua visão porque com sustentabilidade os ricos vão perder muito do que já tem, vão perder a visão de qualidade de vida (nos termos que eles pensam o que é qualidade de vida), e vão perder, principalmente, o mercado potencial que teriam com os paises subdesenvolvidos crescendo e “virando adultos”, exatamente o contrário do que você pensa.

      2. Olá Jonas. 😉

        Colocarei os pontos a serem discutidos. Agradeço, mais uma vez, sua opinião. 😉

        Com metas de sustentabilidade em escala mundial, quem mais vai perder e vai piorar sua condição de vida e vai ter de pagar uma grande conta são os desenvolvidos.”

        Não creio que seja dessa forma: quem pagaria pelo desenvolvimento sustentável não seriam os “países desenvolvidos” (percebes?) – e sim os seus contribuintes – e destes, quanto mais pobres forem, mais sentirão os efeitos dessa problemática. Seria a mesma analogia: acreditar que existem políticos de “esquerda” e políticos de “direita” – quando, na verdade, só existem ricos e pobres.

        Para eles seria como ganhar na loteria e um alívio (ao mesmo tempo) se o consenso científico amanhã de manhã viesse com um documento surpresa com dados comprovando que não seria problema nenhum os paises ricos manterem o nivel de consumo de energia, de petroleo, de riquezas naturais, de consumo em geral, e manter a coisa do jeito que está, porque assim eles vão continuar na mesma, mantendo um padrão de vida de nivel altissimo, insustentável, que se acostumaram a ele. Eles manteriam porque estão na ponta de tudo.

        Não percebi nada desse trecho do comentário com a relação que fiz da questão do Aquecimento Global Antropogênico ser de possível interesse aos países desenvolvidos e uma parte dos cientistas evidenciáveis no cenário científico mundial.

        (…) tem os pobres que vão querer consumir também. Pobre consumindo é ótimo para os ricos, (…)

        Mas é claro! 😉 Pobre “consumindo”, sem ter aporte necessário para sair de sua condição de pobreza, só se resume a isso: endividar-se (e os ricos, evidentemente pelos meios legais, a ganhar com isso).

        (…) Rico não vai perder mercado com pobre crescendo, rico vai ganhar mercado com os pobres vendendo para eles, porque assim os ricos vão vender finalmente para os pobres que terão dinheiro para comprar o que os ricos têm a vender. Sabia que 30% dos empregos nos EUA já é de profissões que trabalham com criatividade? O rico e o mercado não vê o pobre como competidor, mas sim como finalmente um comprador do que eles têm a vender.”

        Tem certeza disso, meu jovem? Você está a falar sob perspectiva microeconômica – que pouco reflete num contexto muito maior da macroeconomia – que é a que te “puxei” a discutir (relações econômicas entre diversos países ou suas regiões continentais). Repito: não estou a falar de ricos. Não é nada interessante para um país desenvolvido ver outro emergindo economicamente. O (país) desenvolvido perderá mercado, “voz” em conferências econômicas, capital estrangeiro (a depender de sua política de impostos) e tantas outras implicações…

        A questão da porcentagem que você se referiu das profissões que trabalham com criatividade, penso que nem deveria ser colocada (não está a ser chamada aqui) – pois sobressai, majoritariamente, o campo da informática – e o tema em questão é CO2 saindo das chaminés das indústrias…

        Na sua lógica eles teriam imposto a mudança na Rio+20 na marra, mas nada aconteceu, ninguém mexeu uma palha. Repare, não foi a pressão dos pobres que “segurou” os ricos para eles não se mexerem, na verdade ninguem quis, porque seria muito ruim o retorno da opinião pública dos próprios países dos líderes que encabeçarem as mudanças, então preferem enrolar.”

        Se possível, explique melhor o trecho acima.

        A grande maioria não quer mudança alguma, eu aposto que nem os pobres querem a dimensão de vida sustentável. No fundo, hoje, os pobres querem o mesmo padrão de vida europeu e norte-americano.

        Caro jovem, acredito que a maioria tanto da população menos favorecida quanto da população mais favorecida não “deseja” desenvolvimento sustentável – pois implicaria toda uma mudança de consciência – não a partir da atitude para com os outros, e sim para com si mesmo. Expandindo isso àqueles que estão à frente dos governos, nem existe diferença entre tais: com exceção do presidente do Uruguai, o padrão-de-vida deles é o mesmo. 😉 Não sei dos outros países, porém aqui no Brasil, como você, um nobre cidadão brasileiro, deve saber, a população não somente deseja um padrão-de-vida (leia-se: luxo, carros importados, 2 casas, etc.) de 1º mundo. A população hoje “clama” é por mais saúde (81%), segurança (65%), emprego (sob ótica da pergunta na pesquisa) (34%) e educação (32%). Relacionar esses desejos sociais com toda a questão do antropocentrismo vai um grande passo.

        Fonte: http://www.gpsbrasilia.com.br/noticias/525/165902/Esperanca/?slA=1889

        (…) mesmo se os ricos quisessem mudar as coisas para sustentabilidade não saberiam nem por onde começar.”

        Mas é claro, Jonas: países desenvolvidos não precisam “pensar” quando se pode pagar pra “alguém” pensar por eles.

        Os “líderes” vão aceitar? Enfim, é uma grande complicação.”

        Sim, sem dúvidas. Regimes ditatoriais são difíceis de lidar, não é verdade? 😉

        Cuidado, a desculpa que muitos usam para que nada mude vai nessa mesma linha de pensamento seu, “que os ricos não querem que os subdesenvolvidos e pobres cresçam, por isso eles querem mudar tudo”.”

        Se você parar pra raciocinar mais um pouco, perceberá que é exatamente isso que estou a lhe referir… 😉

        Os ricos torciam para que os pobres “crescessem” porque assim manteriam e aumentariam o padrão de vida deles, (…)

        Perdão, mas isso não condiz com a realidade. Caso essa assertórica fosse verdadeira, tanto os EUA quanto a China que – sozinhos, correspondiam a 41,62% das emissões de dióxido de carbono em 2011 (dentre os 11 países presentes) – assinariam tal a fim de diminuir as emissões de CO2. O que os países desenvolvidos fazem? Soltam políticas para que as indústrias dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento emitam menos CO2 na atmosfera. Não existe cenário melhor. Tais países, a meu ver, não estariam interessados em ver cada vez mais países se desenvolvendo. O interesse é, além de venderem seus produtos (aí sim, terias razão), manter outros países endividados – onde os lucros sobre os juros são os mais rentáveis a curto e médio prazo. 😉 E tudo isso se resume à uma coisa: política, jovem. Simplesmente política…

        não tem lógica essa sua visão porque com sustentabilidade os ricos vão perder muito do que já tem, vão perder a visão de qualidade de vida (nos termos que eles pensam o que é qualidade de vida), e vão perder, principalmente, o mercado potencial que teriam com os paises subdesenvolvidos crescendo e “virando adultos”, exatamente o contrário do que você pensa.

        Não percebo o trecho acima. O que queres dizer, afinal? 😉 Seja pela redução do CO2 antropogênico (assinado por todos os países em protocolos); seja pelo desenvolvimento sustentável, perdem-se cifras do mesmo jeito. Por isso, até então, e por fatores anteriores, não percebo essa “falta de lógica” que você apontou. 😉

        Abraços.

    2. Acabei de ler que o tal cientista Molion, na Eco92, polemizou dizendo que as questões envolvendo o buraco de ozônio são uma farsa.

      Sinceramente? SInto cheiro já de algo fora do “desvio padrão”, se é que me entendem. Se ele estiver realmente fora do desvio padrão, a farsa passaria a ser ele.

      1. Jonas, poderia repassar o link das polêmicas que o Molion afirmou na Eco 92 – segundo suas palavras?

        • Jonas on 29/06/2012 at 06:52

        Claro…

        “Molion: a química do buraco na camada de ozônio em debate”
        http://blogdoambientalismo.com/a-quimica-do-buraco-na-camada-de-ozonio-em-debate/

        Leia as primeiras linhas dessa reportagem, dentro do mesmo assunto “aquecimento global”

        http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/255_AQUECIMENTO+GLOBAL+E+TERRORISMO+CLIMATICO+

        “A mentira dos CFCs & camada de ozônio”
        http://www.fendel.com.br/molion-mentiraCFCs.html

        Repare nesse último link (no final do texto), estampada a visão ideologica dele, o qual me obriga a posicioná-lo dentro de uma quarentena, pois não sei se tal conclusão dele foi a partir dos dados ou foi daí que lhe levou a pesquisar evidências que comprovariam a ideologia que ele tem. Como o conhecimento sobre os assuntos estão na fronteira, ninguém ainda pode comprovar que ele é um crente, antes de tudo, mas o “alarme tocou”.

        Frente às ideias dele sobre o aquecimento e agora visiveis também as ideias sobre a camada do ozonio, pergunta-se, ele é o “único soldadinho do passo certo”? A ideologia é a mola mestra que o leva a encontrar, usando a ciência, dados que comprovem a visão ideologica que tem? Ou dos dados imagina uma conspiração mundial de cientistas servindo a tal “mão invisivel” colonizadora? Curioso é que todo mundo tem pago a conta, inclusive os ricos.

        Não sei, só estou expandindo a visão e esperando o futuro chegar para colocarnos as devidas coisas nos devidos lugares.

      2. (…) o qual me obriga a posicioná-lo dentro de uma quarentena (…)

        É seu posicionamento. Evidentemente, devo respeitar isso… 😉

        Curioso é que todo mundo tem pago a conta, inclusive os ricos.

        Pergunto-me: quais ricos?

        (…) pergunta-se, ele é o “único soldadinho do passo certo”?

        Por fim, é lamentável ver esse tipo de comentário – quando elogiei, anteriormente, seu primeiro comentário aqui neste mesmo espaço – que discordou com bastante “postura” do assunto em questão, promovido em um debate outrora saudável.

        Não sei se ele tem ideologias, porém o Prof. Molion não é pseudocientista; nem acredito necessitar de “holofortes” para si. E o mesmo não está sozinho em suas convicções – oriundas dos seus estudos. Existem diversos cientistas de igual renome dos evidenciáveis (só citarei aqui, pra início, o Lindzen) ao redor do mundo que refutam (e bem) a questão do Aquecimento Global devido à atividade industrial…

    3. Cavalcanti

      Estou atrasado nessa resposta, mas vamos aos esclarecimentos.

      Se quem paga a conta são os contribuintes dos países ricos, dá na mesma o que eu disse, pois são deles, dos países ricos, por decisão política dos representantes eleitos democraticamente, é que vão pagar a conta (via decisão de Estado). De qualquer jeito o dinheiro sai deles, dos contribuintes dos países ricos, mas eles vão votar em representantes para que isso aconteça? Querem a mudança? Querem pagar a conta? Querem mudar de estilo de vida, com perdas? Se vão querer e vão pagar, já ficaria claro que o discurso colonialista não se sustenta.

      Quando falei em “ricos” e “pobres”, referi-me a PAISES ricos e PAISES pobres. Empresas e/ou pessoas de qualquer lugar do mundo, sejam de países pobres ou ricos, querem negociar com o maior número possível de interessados, isso é óbvio. Por que as dos países ricos iriam querer a limitação da economia de vender só para eles mesmos, como num clubinho fechado? Só certa linha ideológica pensa assim, ou seja, crentes que não olham para a realidade, são pessoas que nunca criaram empresas para saber como é a vida real.

      As empresas dos países ricos e os governos dos países ricos adorariam que todos os paises pobres também crescessem economicamente, assim como aconteceu com o Japão e os Tigres Asiáticos, que sairam, de uma economia tribal para potências em poucas décadas, para que todos pudessem comprar equipamentos ou serviços na mesma escala que os países ricos negociam entre si, porque assim essas empresas terão mais renda, mais dinheiro para investimentos em novas tecnologias e pesquisa de ponta (se for o caso), mais empregos nas empresas deles para produzirem o que os outros paises comprariam, os governos arrecadariam mais impostos. Assim é que as coisas funcionam, dinheiro circulando é bom para todo mundo.

      Não falei no caso de os ricos venderem causando um endividamento dos pobres sem fim, porque isso não existe, nenhuma empresa se instala em país pobre ou vende para um país se não tiver renda garantida, nenhum país rico vende para pobre sabendo que a qualquer momento não vai receber nada. Ricos (pessoas, empresas ou países) não financeirizam a pobreza, rico nunca financeiriza ninguém que não dá garantias de um dia pagar a conta. Você colocou uma questão diferente, aqui no Brasil o governo liberou geral crédito a perder de vista usando os de menor renda, deixando-os com dívidas a perder a de vista a pagar, para propiciar uma economia mais no azul com fins eleitoreiros, uma grande irresponsabilidade.

      1. Se quem paga a conta são os contribuintes dos países ricos, dá na mesma o que eu disse, pois são deles, dos países ricos, por decisão política dos representantes eleitos democraticamente, é que vão pagar a conta (via decisão de Estado). De qualquer jeito o dinheiro sai deles, dos contribuintes dos países ricos, mas eles vão votar em representantes para que isso aconteça?

        Essas são as respostas dos questionamentos que lhe fiz.

        Infelizmente, vejo que (grande maioria das vezes) na prática a teoria sendo outra. Vejo também um pouco de ingenuidade nas afirmações acima. Com exceção de pouquíssimos países democráticos, se o dinheiro é nosso, como você afirma corretamente, então deveríamos ver a reversão deste em todos os setores da sociedade e da indústria. Seria um mundo maravilhoso, não? 😉

        Jonas, sou sincero: existem outros (livros) contidos na Literatura Econômica, porém, sugiro-lhe a leitura aprofundada do livro Capitalismo, Socialismo e Democracia, de Joseph A. Schumpeter. Possui 488 páginas. Leia-o.

        Veja a questão acerca dos monopólios e os requisitos de um governo democrático.

        Abraço.

    4. Agora em mais detalhes porque penso e comprovo que a visão do Molion é míope sobre ele pensar que o contexto científico (nos temas aqui presentes) estar à serviço do colonialismo dos grandes.

      Onde mais se usa produtos que tinham CFC? Nos países que mais consomem… mais consomem freezers, geladeiras, aparelhos de ar condicionado em meios de transporte, nos lares e nas empresas.etc… Nos paises ricos, claro. Eles ficaram de fora da obrigação da mudança de troca de gases? Não. Eles pagaram a conta, muito mais do que pagaram os paises pobres e subdesenvolvidos por uma questão de escala de consumo e pela visão cultural, que troca mais rápido os bens que já têm.

      Mais, as indústrias de gases refrigerantes, que estão nos países ricos, pagaram caro para mudarem a planta tecnológica de produção para se adequarem.

      Mais, além de os paises ricos pagaram a conta, tiveram que dar ajuda financeira aos paises subdesenvolvidos e pobres, seguindo o que dispôs o Protocolo de Montreal, através de um Fundo.

      Mais, os prazos combinados para a troca dos gases fez com que os paises ricos provocassem a mudança antes que os demais. O Japão foi o primeiro, já cortou 100% do CFC.

      Aconteceu isto? “Nós (por um motivo qualquer, ou mesmo sem motivo, porque colonizador não precisa se explicar) vamos continuar usando CFCs, mas vocês, aí, “ralé” de pobres e subdesenvolvidos, vão usar na marra os produtos substitutos”. Aconteceu isso? Não, os paises ricos todos assinaram o Protocolo de Montreal e saíram na frente das mudanças, e a maioria dos pobres não assinaram o Protocolo. Desde quando no colonialismo o colonizador entra no barco e paga e o colonizado tem direito de decidir, por livre e expontânea vontade, se assina?

      Houve alguma coisa mais perniciosa? Alguém (“invísivel”) pagou ou se aproveitou da descoberta (certa ou não toda certa) desse cientista químico que ganhou o Nobel para fazer uma farsa que o Molion e um ou outro viu, sendo usada por alguns para que todos, paises ricos e pobres, empresas produtoras e consumidores, fossem engambelados e só uma meia duzia ganhasse com a produção dos substitutos? Mas quem na verdade teria ganho com a produção dos substitutos se até as empresas produtoras de gás refrigerante tiveram que investir na mudança das plantas de produção? Ué, os “Iluminatis venceram” de novo? Cadê os demais cientistas que não abriram a boca? Se isso aconteceu também não seria chamado “colonialismo”, seria um totalitarismo econômico/científico de meia duzia de gatos safados usando a conveniência (ou incompetência) do meio cientifico para se darem bem, ganhando dinheiro de todo mundo, de paises ricos a pobres (por enquanto, muito mais dos ricos).

      Indo além, onde estaria uma ação colonialista atrás da ideia do aquecimento global antropogênico, se os países ricos…

      – virariam um caos para pagarem uma grande conta? Precisariam dar uma grande volta na qualidade de vida que conquistaram ao se obrigarem a diminuir muito o nível de consumo que têm, fato que geraria muito menos impostos e desempregaria muita gente.
      – se teriam de diminuir drasticamente o uso do petróleo e do carvão? Necessitariam de outras fontes que hoje são muito mais caras, fato que inflacionaria o custo de produção deles, tornando-os menos competitivos, já que precisariam sair na frente dos países pobres, por convenção, assim como aconteceu no caso do CFC. Quem compraria produtos dos ricos se os países pobres teriam preços mais em conta?
      – se teriam de investir muito mais em instalação de energia alternativa? Muito mais do que os paises subdesenvolvidos e pobres, por uma questão de escala de nível de geração.
      – se teriam de repassar muita grana deles para os países pobres? Isso para que os países pobres mantenham os ecossistemas intactos que afetam a qualidade de vida ou a economia dos outros paises, em escala mundial, como neste fato, que seria comum acontecer… um país rico repassando grana para um de terceiro mundo para cuidar da preservação de floresta:
      http://www.noruega.org.br/Embassy/Noruega-e-Brasil/Cooperacao-bilatreal-de-protecao-ao-meio-ambiente/Noruega-doa-1-bilhao-para-o-Fundo-Amazonia/

      Mais, onde num colonialismo o muito pequeno tem voz? Índigenas, povos de países que moram em ilhas que seriam submersas com a subida dos mares, ONGs verdes e não tão verdes, têm cobrado de todos, de países ricos, de subdesenvolvidos e de pobres para que mudem sua matriz enérgetica, coloquem nos custos reais e índices de desenvolvimento o passivo ambiental, e que repassem esses valores ainda não contabilizados para os pobres? A mudança clamada por esses pequenos grupos, com a força da mídia, obriga os grandes a mudarem a vida deles. Num colonialismo o pequeno não manda, não impõe, não tem voz, fica quieto, é espoliado e obedece.

      Essa situação, acontecida na Rio+20 e em qualquer evento onde sustentabilidade ou aquecimento são os assuntos, responde à sua pergunta querendo entendimento do porque eu disse que na Rio+20 os grandões não impuseram nada aos países pobres. O que aconteceu foi o contrário, foram classes de pequenas representações sociais que tiveram voz, clamando a todos que façam alguma coisa, que se mexam. Mas todos os governantes simplesmente lavaram as mãos porque têm agora que resolver uma crise econômica/financeira, ainda da “velha economia”, não sustentável, que não sabem como sairão dela. Na verdade todos torcem para que os dados do aquecimento antropogênico sejam um dia vistos consensualmente como equivocados, porque assim não precisarão pagar a conta da mudança. Se o IPCC fosse só de políticos, essa “certeza” já teria acontecido, é bom para todos os governos, de países produtores de petróleo, queimadores de carvão a grandes consumistas que a coisa fique como está.

      Ouso dizer que a sustentabilidade e/ou aquecimento global antropogênico (se existir) é a grande oportunidade de países subdesenvolvidos e pobres para melhorarem suas rendas e condições de vida, porque terão fôlego de crescer por outras medidas econômicas que estão sendo criadas, extinguindo de vez o famoso PIB que mede só uma parcela pequena da conta “desenvolvimento”. Ao receberem alta grana dos grandes para manter os ecossistemas cuidados e intactos, sem precisar de investimentos vultosos, isso se contabiliza como pagamento de um passivo ambienta, que nunca foi cobrado ou colocado em conta. O Brasil receberia muita grana para manter a Amazonia intacta, por exemplo, ao invés de colocar metade dela abaixo para ganhar dinheiro produzindo proteína animal para a China.

      Obviamente que ideologistas não enxergam essas coisas, o software que roda nas mentes de crentes é sempre o mesmo, arcaico, ainda na mente de alguns a “luta” ricos x pobres, mas sem correspondência com a realidade. Enfim, não há nenhum sinal de colonialismo. Molion faz um discurso ideológico, atrasado, míope, porque não olha para a realidade. Mas fez, por quê?

      E agora a parte final…

      1. Jonas,

        Seu comentário tem quase uma centena de linhas e não vi uma única que comprovasse que o Prof. Molion está ruim-das-vistas.

        As interrogações do Molion e do Felício são semelhantes: assistiu, como um bom telespectador – mesmo o Jô Soares sabendo de Mudanças Climáticas tanto quanto sei de Mecânica de Aviões, que poderia contestar muitíssimo mais aprofundado o Prof. Felício -, o que este fala acerca dos CFC’s no passado? O que vimos acontecer nos fatos das décadas subsequentes?

        O cidadão fala lá pelos idos de 9’11”:

        (…) aí, quando você vai ver o que acontece, é a quebra das patentes dos CFC’s, dos gases refrigerantes. Então… em oitenta e sete começam a terminar as patentes, elas começam a se tornar públicas, você não precisa mais pagar royalties pra elas; então a indústria toda (divaga nesse trecho) que detém essas patentes lançam um substituto chamado HCFC – que é um organofluorclorado como qualquer outro – mas custa, né…? O CFC passa a custar um dólar e trinta e oito o quilo; o outro passa pra trinta e oito dólares o quilo. Mas a grande vantagem é que ele não funciona em nenhuma das geladeiras anteriores, ar-condicionado e tudo o mais. Então, é extremamente sustentável você ter que vender, jogar tudo fora e comprar tudo novo. Hoje, as patentes vencem em vinte e cinco anos. Então o discurso agora é que os HCFC’s, milagrosamente… se descobriram que eles também fazem mal pra camada de ozônio e Aquecimento Global. (som de bater palmas) (…)

        Os Hidroclorofluorcarbonos possuem tempo de meia-vida mais curto que os CFC’s e são menos nocivos à camada de ozônio que estes. A pergunta que se faz é: mesmo com tempo de meia-vida mais curto – em contrapartida, era menos nocivo -, por que não se utilizaram destes enquanto – paralelamente ao seu uso – fossem desenvolvidas tecnologias de se buscar outros aerossóis com maior tempo de meia-vida? A questão da quebra de patentes é uma boa explicação pra isso. Por que cargas d’água já não se tinha utilizado dos HCFC’s antes? Penso que quando se trata do meio ambiente, né verdade, 😉 não se pode reclamar dos custos financeiros…

    5. Cavalcanti,

      Não é lamentável o que eu disse sobre o Molion por um motivo muito simples, eu não chamei o Molion de “pseudo”, foi você quem concluiu a partir de “brechas” nos meus pensamentos. Então vou (tentar) eliminar as brechas agora.

      Quem hoje, no mundo da ciência, concorda com as ideias do Molion a respeito do CFC e a camada de ozônio? Não há um consenso científico há horas de que realmente o CFC é o principal agente destruidor? (Aliás, você não escreveu a sua opinião sobre o que o Molion diz sobre a camada de ozônio, eu tenho curiosidade de saber.)

      Está na lógica racional ver que muitos têm uma opinião contrária em relação ao aquecimento ser antropogênico, pois como já sabemos, a ciência nesse assunto está na fronteira do conhecimento, e por isso se espera que haja o convívio de várias vertentes de dados diferentes por algum tempo até se ouvir o som do martelo dando ganho de causa a um dos lados.

      O que é estranho no caso do Molion (e por isso que eu disse que o coloco na quarentena), é que ele PARECE ser sempre “do contra” por acreditar em … colonialismo, o discurso dele é sempre o mesmo, justificando-se assim estar certo e colocando sob suspeita boa parte da sociedade científica, levantando a hipótese que ela está conspirando nos bastidores.

      Mas pergunto de novo.. conspirando para quem ou para o quê? Para os “Iluminatis” ou para os países ricos? Para os países ricos provei contundentemente que não. Estaria conspirando, então, para que eles, os cientistas, de todo mundo, terem mais verbas? Sei lá. Mas será que os cientistas estão conpirando por algum motivo? Não se espera isso, ainda mais quando os resultados colocam todos os países numa grande sinuca. A sinuca é tão grande que se fossem todos políticos já teriam assinado a alforria dizendo que nem o aquecimento existe, assim se livrariam da responsabilidade de fazer todas as mudanças paradigmáticas que os países, principalmente os ricos, precisariam para reverter os danos.

      Então, voltando ao “caso Molion”. Com certeza ele não é um pseudo, mas é um crente ideológico, está na cara, quem lê as entrevistas dele percebe muito bem isso.

      Agora, o questionamento que faço, e eu me permito isso porque o tema não tem como fugir desse questionamento pelo tudo que está exposto aí, ele seria um ideólogo tão enraizado que encaminharia as pesquisas para encontrar dados que justificam a crença? Não sei, mas é uma possibilidade. Não há mente (nem de PhDs) que esteja imune a influência de crenças, ideologias ou religiões. Ou ele teria os dados realmente corretos sobre os dois assuntos e tentaria encontrar motivos “extra-campo” para entender porque parte considerável de uma sociedade científica iria na contramão dele? Ou os dados dele não estão tão corretos (ou incompletos, que seria mais fácil de aceitar, pelas complexidades dos assuntos) e mesmo assim ele acha que estão conspirando contra ele por ter uma cabeça ideológica?

      Só o tempo dirá, mas volto a frisar, do Molion só se pode afirmar com certeza que ele tem uma ideologia enraizada. Se está certo ou errado ou “quase lá”, em relação às pesquisas aos resultados dos estudos que fez, só o tempo vai dizer. Espero que agora tenha conseguido deixar bem esclarecida minha opinião sobre o “caso” dele.

      1. Não é lamentável o que eu disse sobre o Molion por um motivo muito simples, eu não chamei o Molion de “pseudo”, foi você quem concluiu a partir de “brechas” nos meus pensamentos.

        Prezado, Jonas.

        Se a afirmativa (num outro comentário) abaixo…

        (…) pergunta-se, ele é o “único soldadinho do passo certo”?

        … não for uma piada de muito mal gosto acerca da pessoa ou do trabalho do Prof. Molion, então não sei mais o que é lamentável (além de alguns afirmarem que este artigo é lamentável aqui).

        Não precisa você chamá-lo de pseudo, categoricamente. Acredito que, para um bom entendedor, meias palavras bastam. 😉

        Se você fala de “Caso Molion” terá, igualmente, falar em “Caso Lindzen”; “Caso David Evans”; “Caso Lovelock”; “Caso Giaever”; “Caso 50 ex-funcionários da NASA, astronautas e cientistas desta, que evitem incluir observações não comprovadas em relatórios públicos e websites“; e, por fim, “Caso de uma corrente de cientistas que só agora podem mostrar seus trabalhos e que pedem para irmos com um pouco mais de calma sobre a questão do Aquecimento Global Antropogênico ser maior que o Aquecimento Global Natural”.

        Abraços cordiais.

  10. Aos professores que acessam o blog, cujo tema sustentabilidade interessa apresentar e ser motivo de discussão com os alunos, indico uma cartilha em pdf elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

    “O Futuro Que Queremos”

    http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/RIO+20-web.pdf

  11. Quando se fala em aquecimento global, o assunto me é fascinante por outros aspectos.

    O conhecimento sobre o tema está em processo, sabe-se muito e cada vez mais, mas não se sabe tudo, é um tema que está na fronteira da ciência, e ao estar na fronteira pode-se errar assumindo-se uma posição “imutável”.

    James Lovelock é um grande cientista e não assumiu posições imutáveis nesse assunto, é uma pessoa que acompanha os tempos, os novos dados e conhecimentos que surgem, como todo bom cientista deve fazer. Ele fez um forte alerta há pouco tempo prevendo catástrofes e inclusive disse que as mudanças não teriam mais volta. Recentemente veio a público para dizer que está escrevendo um livro fazendo uma revisão das ideias do passado. No livro ele confirmará que na visão dele o efeito estufa existe, mas vai falar que errou ao prever que a velocidade das mudanças seria muito rápida e seriam drásticas. Ele diz que a velocidade é mais lenta do que imaginava, mas o aquecimento existe e ainda temos tempo para fazer algo.

    O aquecimento é um assunto multicomplexo em que muiltivariáveis estão envolvidas, há grupos de cientistas díspares que defendem lados que podem ser vistos como pontos de uma estrela (não necessariamente todos antagônicos). Explico: alguns defendem a ideia que o aquecimento não existe; outros dizem em que o aquecimento não importaria nesses tempos porque o sol estaria dando uma forcinha, entrando num novo Mínimo de Maudner; outros dizem que o aquecimento existe mas é natural e que a parcela dos bilhões de toneladas de gases que provocam o efeito estufa, emitidos desde a Revolução Industrial, são um pingo dágua em relação ao comportamento do sol, dos vulcões, de El Nino e La Nina, e por fim há grupos que dizem que esses bilhões de toneladas fazem diferença e estão provocando o aquecimento. Durma-se com tanto barulho.

    Vejo o debate de dados contraditórios, de pessoas mostrando sinais evidentes em algumas áreas de que algo está acontecendo (o Ártico se “desintegrando” e a falta de neve nos Andes e no Himalaia, influenciando já o nível dos rios abastecidos por essa camada de neve que anda desaparecendo), vejo também cientistas apontando sinais indo na direção contrária (Antártica tem maior acumulo de neve), vejo um grupo de cientistas denominados céticos (de tudo), fazendo por conta estudos e se assombrando ao descobrirem que existe realmente um sinal de aquecimento de um grau em relação a décadas para cá, se preocupando inclusive em criar metodologias que pensaram como lidar com variáveis mais acertadas para analisarem os dados de forma a filtrar ruidos de influências locais e passageiras, onde os medidores estão localizados.

    Antes de concluir, fazendo um parêntesis, quero indicar dois links como complemento à discussão.

    Gostaria de indicar o site da Skeptic Magazine, onde um grupo de cientistas céticos diz que há provas, sim, que o aquecimento existe e que é provocado pelo homem. http://www.skeptic.com

    E indicar também um interessante link de um grupo de céticos (do aquecimento), que fizeram um estudo independente e criaram uma metodologia específica, e surpreendentemente concluíram que o aquecimento realmente existe. “Berkeley Earth Surface Temperature”…. http://berkeleyearth.org

    Enfim, é um tema fascinante. Tudo que está na fronteira da ciência e do conhecimento é interessante. E por termos tantas opiniões divergentes procurando sinais e dados que se aproximam das teorias que tentam defender, isso mostra a riqueza do nível de conhecimento que já temos e do quanto precisamos ainda buscar. Espero que a tempo se realmente a coisa está “despirocando”.

    Logo, considero a palavra “farsa” no mínimo inadequada, porque ninguém no meio científico, com milhares de pessoas gabaritadas de tantos órgãos e universidades diferentes, está brincando com a coisa, ninguém está “chutando” nada, ninguém está dando chance ao azar colocando formação e projeção profissional no ralo do esgoto por chutômetros, todos estão se baseando em análises de dados e estudos de forma científica, e obviamente se monitorando para ver se pegam algum erro dos “oponentes” Ninguém está seguindo cegamente um farsante sem ter feito as devidas contraprovas e experimentos. Houve, sim, alguns dados manipulados como se noticiou, mas de forma nenhuma maculou os dados já sabidos e comprovados.

    Na real, tanta divergência é porque o universo de conhecimento necessário para se saber o que realmente acontece em relação ao clima deve ser muito maior do que temos atualmente. Se daqui 100 ou 200 anos tivermos alcançado o conhecimento que falta, ele apontará para uma das vertentes atuais, mas não se deverá ver esses tempos como imaturos ou farsantes. Na ciência da fronteira do conhecimento não existe farsa, existe obviamente um caos de idéias todas aparentemente certas ou quase certas. Não se tem como fazer farsa na ciência com tanta gente séria, competente e bem intencionada delineando também as intenções dos cientistas que são ideológicos ou servem a governos ou particulares. Sim, existem cientistas que puxam a sardinha para o lado de outros interesses, claro, somos todos humanos, mas na ciência você tem de provar ou comprovar, um dia a casa deles cai por falta de provas ou com provas ao contrário.

    Quero concluir dizendo que o assunto muito mais importante que o aquecimento, de extrema importância para todos, urgente, é pensarmos a nossa sustentabilidade. Não é possível cruzarmos os braços e vivermos num padrão de vida parecido como uma autofagocitose. O aquecimento vira assunto muito “minúsculo” perto do universo de situações que a sustentabilidade nos clama por atenção. Agindo pensando nela, inclusive, o aquecimento provocado pelo homem, se existe, resolve-se.

    Mas ações de sustentabilidade são tão difíceis de serem pensadas, planejadas, encaminhadas, nesses tempos, por vários motivos: 1) devem passar necessariamente pelo crivo da ciência e do conhecimento, a ciência deve sentar junto à banca política para dizer, “faça-se isso ou faça-se aquilo” 2) ideologias e partidos não estão preparados para esse nível de discussão, são uns toupeiras com uma mente nas ideologias dos passados grotescos, eles são como uma criança que ganharam um carro de adulto e não não tem a mínima idéia do que fazer com ele, sustentabilidade não é do tempo deles, não se sintonizam, a prática costumeira ideológica é por intriguinhas de poder e de decisões políticas e econômicas que são minúsculas frente ao problema, 3) o tema exigirá que todos os países, TODOS, de ricos a pobres, pensem como irão fazer a transição de forma CONJUNTA, uma vez que, entre outras coisas, se precisará de trilhões de investimento em novas tecnologias e muito planejamento para evitar desemprego em massa (realocando pessoas em novas funções e empregos) numa sociedade que deverá ser muito menos consumista. 4) estamos todos interconectados, um ecossistema cuidado por um país pois próximo a ele ou dentro dele pode ajudar a não piorar as condições de vida de outros lugares, então como colocar isso numa conta que o outro pais, diretamente beneficiado, vai ter de ajudar a pagar? 5) é um novo mundo num “custo operacional”muito mais alto, mas eu diria.. mais alto mas mais realista.

    Hoje não se contabiliza o custo do lixo, da falta do reaproveitamento dele, da já quase escassez de elementos importantes para a industria e tecnologias, não se coloca em nenhum lugar o custo social e da economia com as enchentes, secas e catástrofes climáticas, não se coloca no valor das coisas a degradação ambiental que afeta a produção de comida ou pesca. Não se coloca no preço o custo real do consumo de água na produção, geralmente subsidiada.

    Vejam que visão interessante desse especialista sobre isso mostrando que tem todo o sentido imaginar que há um passivo ambiental enorme que não colocamos nas contas… e por não colocarmos nas contas, a coisa “despiroca”…

    “Ponha valor na natureza”
    http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/pavan_sukhdev_what_s_the_price_of_nature.html

    Então sustentabilidade, sim, é pagar o preço, um preço muito alto pelo uso de outras formas de energia, pela água, pela valorização e proteção de ecossistemas que mantém o equilíbrio da vida, pois se não contabilizarmos isso a conta vem para ser paga de outras formas, com problemas econômicos e sociais enormes, governos feitos baratas tontas apagando incêndios lá e aqui, tentando corrigir os estragos.. mas quem é que já está pagando essa conta?

    Nenhum país é doido de ir sozinho no caminho da sustentabilidade porque seu custo de vida será muito mais alto a princípio. Se a maioria ou se alguns se mantiverem na “velha economia” (de hoje), ou seja, simplesmente por continuarem na mesma causarão insucesso dos que saírem na frente. Agora, quem na Rio+20 foi pegar na mãozinha de todo mundo para todos irem juntos cantarem um novo hino mundial? Ninguém, até mesmo porque muitos Estados e bancos estão falidos, estamos numa crise financeira mundial que não tem dinheiro nem para manter o bar aberto, que dirá fazer uma reforma geral no bar que vai custar uma fortuna e mais, o gerente precisará ter uma outra forma de administrar o bar, visão que ele nem sabe como deve ser.

    A sustentabilidade é o primeiro grande passo a ser dado pela humanidade (depois de Armstrong ter dito isso em 1969), se queremos ter vida longa por aqui e poucas complicações E, como vocês percebem, será uma missão praticamente impossível de levar adiante.

    O Brasil (em termos de governo) falava em energia alternativa e sustentabilidade até descobrirem petróleo em grande volume no pré-sal, agora esqueceram tudinho, o petróleo abundante está aí, isso ainda tem muito poder e dá muito poder ás pessoas que estão no comando.

    Sinceramente, não tenho esperança ao nível dos governos, pois sei como são as cabeças partidárias, ideológicas e do nível das consciência (baixo) da maioria das pessoas que votam nesses representantes, sabendo também que o meio científico não tem peso de pressão social.. Mais…no geral, os candidatos a cargos públicos seguem a massa, e a massa nunca está num nível de consciência suficiente para fazer mudanças paradigmáticas. Então que a lição seja a menos dolorida possível.

    1. Olá Jonas,

      Antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo por este excelente comentário – pelos seguintes motivos (e fazer algumas ressalvas neste, posteriormente 😉 ): 1) Você, assim como alguns outros – o Bruno Alves, o Carlos Oliveira, o João Lopes e o Miguel Braz – percebeu, de forma explícita ou em pormenores, os objetivos do artigo: promover o debate; ter a ciência de que este assunto ainda está longe de ter um ponto final; analisar o que os cientistas que discordam do assunto em questão têm a dizer à comunidade científica; consciência que o referido assunto está imerso também em cenário político-econômico; 2) Percebeu que os cidadãos que rebatem as afirmações do Aquecimento Global Antropogênico são cientistas sérios (destaco no Brasil o Molion) – que sim, são, no mínimo, dignos de atenção -, e não pseudocientistas; 3) Não trouxe dados do fatídico (opinião pessoal) IPCC, nem do Hadley Centre; 4) Posicionou-se sobre o título do artigo, porém de forma bastante inteligente e educada (penso ser isso igualmente importante); e 5) Percebeu que a Rio +20 já pode ser considerada um fiasco – pois não houve nenhum avanço substancial em nenhuma subárea – novamente devido à maldita política que permeia muitos campos da ciência.

      Já agora, apenas algumas ressalvas: 1) O dito Aquecimento Global (ou Mudanças Climáticas) é consenso dos dois lados: ninguém afirma o contrário – ou seja – que não existiria aquecimento. Note que a questão crucial é saber exatamente qual o “peso” das atividades humanas neste; 2) O pessoal da Universidade de Berkeley não são ditos “céticos” (= cientistas contrários ao Aquecimento Global Antropogênico) com relação ao tema: eles afirmam, com base em seus ótimos estudos (sérios sim, de fato 😉 ) que o Aquecimento Global é real. Ok, isso já sabemos. 😉 Acredito que o ponto a avançar seria na correta mensuração do fator Atividade Industrial (que aí sim, há pontos de discordância – não que esta Atividade Industrial seja inexistente, porém seria menor que muitos cientistas e países desenvolvidos apregoam em conferências. Outro ponto que seria ímpar avançar é explicar o comportamento dos oceanos em diversas regiões do globo: avanços destes em alguns locais e recuo noutros; 3) Nesse trecho do comentário “(…) considero a palavra “farsa” no mínimo inadequada (…)” não sei a bem que foi referido, mas poderei expor, já que eu também o referi nesses termos. 😉 O título do artigo é: 3.1) Uma crítica à questão de ouvirmos somente aqueles que afirmam que o homem e sus atividades são os maiores responsáveis por este aquecimento – quando se tem cientistas sérios que nos pedem para irmos com calma no andor; e 3.2) Aos governos que culpam o dióxido de carbono (sim, é um gás estufa, porém…) como o maior responsável pelo aquecimento – e nem me referi ao vapor d’água! 😉 ; e 4) O Ártico está, sim, sofrendo degelo, porém, isso não está acontecendo no Himalaia. Pelo contrário: na cordilheira Karakoram, por exemplo, que é pertencente ao K2, houve um aumento na camada de gelo, refletindo em amplas variações nas geleiras individuais. Contudo, o fenômeno ainda não é perfeitamente entendido. Um artigo acerca desse estudo foi publicado na Nature Geoscience (custa US$ 18,00 ou você possuir login):

      http://www.nature.com/ngeo/journal/v5/n5/full/ngeo1456.html

      Abraços.

        • Jonas on 11/07/2012 at 19:38

        Estou um pouco atrasado nas respostas, mas aqui está um complemento sobre o que acontece no Himalaia.

        O Himalaia está derretendo, mas não todo ele e não na velocidade que diziam. Vamos a uma cronologia de notícias na imprensa que divulgaram dados de pesquisadores do assunto.

        Esta noticia de dez-2011 diz de estudos de uma dimensão que muitos generalizaram para todo o Himalaia, inicialmente, depois percebida como dados localizados.

        “Cientistas confirmam derretimento glacial no Himalaia”
        http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,cientistas-confirmam-derretimento-glacial-no-himalaia,807062,0.htm

        Esta noticia de fev-2012 confirma que está havendo derretimento, mas num ritmo menor que o esperado.

        “New satellite data reveals glaciers melting far slowly UN estimates”
        http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2098798/New-satellite-data-reveals-glaciers-melting-far-slowly-UN-estimates.html

        E numa notícia mais recente, de maio-2012, diz que UMA PARTE do Himalaia, de glaciares de altitude maior, a cobertura de neve aumentou.

        “Contrariando tendência global, geleiras da Ásia ganham massa”
        http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,contrariando-tendencia-global,contrariando-tendencia-global-geleiras-da-asia-ganham-massa,861684,0.htm

        Esse “vai-vém” aos pedaços e não mostrando toda a paisagem de uma vez só mostra que os estudos ainda não são completos, como os mais instruídos bem sabem que é assim mesmo, mas o resultado, na mente do grande público, pela importância do debate, remete a uma ideia contrária, de muita desinformação, que não é boa para ninguém, não é boa para a reputação dos pesquisadores, para o IPCC nem para a ciência.

      1. Caro Jonas,

        Estou um pouco atrasado nas respostas, mas aqui está um complemento sobre o que acontece no Himalaia.

        Não estava esperando, de sua pessoa, respostas sobre o Himalaia. Até porque disso nada perguntei. Estava esperando suas respostas para estas perguntas:

        Se possível, explique melhor o trecho acima.”

        http://www.astropt.org/2012/05/10/seria-o-aquecimento-global-causado-pelo-homem-uma-farsa-planetaria/comment-page-1/#comment-57198

        Pergunto-me: quais ricos?

        http://www.astropt.org/2012/05/10/seria-o-aquecimento-global-causado-pelo-homem-uma-farsa-planetaria/comment-page-1/#comment-57199

        O que você está a dar, nesse ponto, é uma informação à todos. É bastante válido.

        Esse “vai-vém” aos pedaços e não mostrando toda a paisagem de uma vez só mostra que os estudos ainda não são completos, como os mais instruídos bem sabem que é assim mesmo, mas o resultado, na mente do grande público, pela importância do debate, remete a uma ideia contrária, de muita desinformação, que não é boa para ninguém, não é boa para a reputação dos pesquisadores, para o IPCC nem para a ciência.

        Em suma: exatamente. Os estudos ainda são incompletos, antes de todos nós já assumirmos a responsabilidade majoritária pelas Mudanças Climáticas. É óbvio que não se pode poluir (fenômeno do smog fotoquímico) muito menos destruir florestas, sem políticas de reflorestamento, mas estamos a subestimar os sistemas terrestres e sua capacidade como um todo. Faz tempo que muitos querem dizer isso (ou, infelizmente, não o dizem). Pessoas sem escrúpulos, Jonas, existem, e podem existir dos dois lados. E, de fato: desinformação não é boa para ninguém – muito menos para aquele que está acima de todos: o verdadeiro conhecimento científico.

  12. Recebi outros estudos, contendo medições, análises e principalmente gráficos, acerca das anomalias reais da variação da temperatura média global.

    Desde já, agradeço a alguns pares. Aos dois, fico-lhes devendo um cappuccino no próximo encontro. 😉

    Gostaria de salientar que não são provas concludentes, mas sim evidências científicas – pois podem existem margens de erro nas medições. Porém, em nada os possíveis equívocos cometidos nas projeções dos cientistas das agências que estão em evidência no cenário científico mundial diminuem a relevância e o trabalho destas. A ciência, quando feita pelos verdadeiros cientistas, tende ao auto ajuste.

    O artigo abaixo foi escrito por David M.W. Evans, PhD, consultor do Departamento de Mudanças Climáticas do governo Australiano no período de 1999-2010:

    http://scienceandpublicpolicy.org/images/stories/papers/reprint/skeptics_case.pdf

    ___________________

    A figura 3 do gráfico abaixo representa as projeções climáticas com base em três cenários e os dados reais coletados no período 1988-atual. O cenário A representa a oscilação de temperatura esperada (+1,1 ºC em 2020), se os níveis de dióxido de carbono se mantivessem no ano de início da publicação do artigo de James Hansen (1988). No ano supracitado, as emissões eram de aproximadamente 350 ppm. O cenário B representa a oscilação de temperatura esperada (+0,81 ºC -> fator ainda elevado) se houvesse uma redução (não há dados quantitativos) na emissão de CO2. O cenário C apresenta a oscilação de temperatura esperada (+0,48 ºC) caso as emissões de CO2 cessassem até o ano 2000.

    Como as emissões de CO2 aumentaram um fator de 1,12 nesse período, era de se esperar uma variação positiva ainda maior daquela que está proposta no modelo do Hansen. Porém, o aumento real, até o presente momento (2012) está abaixo de +0,40 ºC. Ou seja, é um aumento na temperatura média global bem abaixo do esperado nos três cenários.

    A figura 4, por sua vez, mostra as estimativas do IPCC até 2015. Os gráficos das projeções com maior dispersão de pontos, menor dispersão de pontos e melhor aproximação de pontos, não se sobrepõem com as oscilações observadas.

    Já a figura 5 nos apresenta as estimativas feitas do aumento na temperatura dos oceanos (armazenamento térmico destes) em Joules. Pelos dados coletados, houve oscilações positivas e negativas – estando atualmente em 0,01 x 10^22 J.

    Por fim, a figura 7 são dados publicados, originalmente, do artigo dos PhD’s, Richard S. Lindzen (MIT) e Yong-Sang Choi (MIT). O nome Lindzen dispensa comentários. Os gráficos nos mostram, em suma, a radiação refletida vs variação de temperatura na superfície do mar. Com exceção dos dados reais observados pelo ERBE, todos os 11 modelos falharam em suas previsões – que “acusavam” uma menor reflexão da radiação solar nos oceanos, ou seja, acarretando uma maior absorção de calor por parte destes – à medida do acréscimo de variação (delta) de SST.

    Com relação a alguns artigos do Lindzen, sugiro os indexados abaixo:

    http://www.drroyspencer.com/Lindzen-and-Choi-GRL-2009.pdf

    http://www.leif.org/EOS/2009GL039628-pip.pdf

    ___________________

    Outro gráfico refere-se aos dados obtidos e “publicados” recentemente pelos cientistas que compilam dados (mensais) do HadCRUT – sendo que registros de temperatura da superfície do mar são de responsabilidade do Met Office (Hadley Centre) e os registros de temperatura da superfície da terra são de responsabilidade do CRU (cujo diretor de pesquisas é o Phil Jones, PhD, evidenciável dos assuntos relacionados ao Aquecimento Global Antropogênico).

    Passei mais de três horas (agora compreendo o porquê de somente ter chegado somente o gráfico no e-mail) tentando encontrar, na internet, o bendito artigo contendo o gráfico, pois o mesmo estava “solto” num sítio denominado C3 Headlines – me fazendo ficar com uma “pulga” atrás da orelha sobre a veracidade de tal:

    http://www.c3headlines.com/2012/04/connect-the-dots-global-warming-hadcrut-warming-turns-cooling.html

    Passado mais uma hora, retornei à este sítio e não tinha percebido, no eixo da abscissa – pois estava grafado na cor cinza, tornando quase imperceptível – o link do qual, de alguma maneira, penso eu, o pessoal da C3 Headlines conseguiu obter o gráfico no próprio sítio do Met Office.

    Lamentavelmente, quando tentei acessar este link, reescrevendo-o, do meu computador residencial, qual não foi minha surpresa ao deparar com a seguinte mensagem:

    “Forbidden

    You don’t have permission to access /hadobs/hadcrut3/diagnostics/global/ on this server.”

    Pra quem conseguir, segue o endereço eletrônico:

    http://www.metoffice.gov.uk/hadobs/hadcrut3/diagnostics/global/

    Este artigo – que não está acessível à qualquer computador (talvez daqueles que estão nas Universidades) – foi “publicado” em 30 de abril de 2012, segundo o sítio C3 Headlines.

    Do que está acessível (mais recentemente) a qualquer computador, acerca dos dados do HadCRUT, é o artigo abaixo, publicado em 16 de abril de 2012:

    http://www.metoffice.gov.uk/hadobs/hadcrut4/HadCRUT4_accepted.pdf

    E neste, apesar de percebermos um “ligeiro” aumento na temperatura global média, tanto os gráficos contidos na figura 11 quanto na figura 12 mostram uma oscilação bem abaixo de +0,81 ºC – caso as emissões de CO2 diminuíssem – o que não é o caso.

  13. Na minha opinião não passa de uma farsa.
    http://astrosp.blogspot.pt/2012/05/principais-argumentos-contra-teoria-do.html

    1. Olá Ana,

      Note que a ciência não depende nem deveria depender de opiniões pessoais.
      Uma televisão, um computador, um telemóvel, funcionam, não porque é a minha opinião que funcionam, mas sim porque objectivamente toda a gente pode comprovar que isso acontece.
      Da mesma forma a Gravidade não é uma opinião de alguém, mas toda a gente pode comprová-la diariamente.

      Da mesma forma, o aquecimento global, ou melhor dizendo, as mudanças climáticas estão comprovadas. Não dependem de opiniões pessoais.
      Isto são factos.

      A discussão em torno do assunto não tem a ver sobre a realidade do mesmo, mas sim sobre a causa.

      abraços

  14. Cavalcanti:

    Antes de mais a falácia é o “pois” gozão. Não é a apresentação das temperturas terrestres como refutação da sua alegação que os anos mais quentes são no tempo pré industria.

  15. Carlos:

    Sim, de um modo geral sim, mas a interpretação de alguns pontos pode varia. Por exemplo a Terra continuará cá apos o homem, eu aceito condicionalmente. Porque se estamos a falar de biosfera tal como a conhecemos hoje, parece-me que pode não ser verdade. Pode haver biosfera mas com organismos diferentes daqueles que conhecemos e adaptados às novas condições. E depois, não sei se não é possivel aguentarmo-nos por cá até o Sol nos engolir. Gostava de acreditar que sim.

    Por exemplo no ponto 3 não creio que seja essa a questão. Imagina que o homem só contribui com 10% de fontes de renteção de energia, como por exemplo o CO2. Mas são esses 10% que tornam o aquencimento global notável à escala humana. Temos uma situação em que o homem dificilmente se pode considerar o maior contribuite para o aquecimento mas de qualquer modo mantem-se o responsável por ter dado a gota que transborda o copo. E isso é o que parece estar a passar-se, pois não há aquencimento sem se juntar o CO2 aos modelos.

    Depois, isto não é a minha critica principal. A minha critica principal é que isto á apresentado como ciencia main-stream e não é. É apresentado com a previsão de que os pseudos vão atacar com as suas teorias feitas por pseudocientistas.

    Mas podemos discutir também a ciencia do clima. Propunha que fizesses um post para isso – mas só se quiseres. Este ponto de partida proposto parece-me bom. (as reservas são do genero do que expuz antes e penso que não são pertinentes, mas se for caso podemos sempre reve-las certo?)

    1. Sabes que o teu 1º ponto nem sequer deveria ser discutível. Ninguém está a falar da “Terra como é hoje”, mas sim da Terra no seu todo. Da mesma forma que a Terra como é hoje não é a mesma que a Terra há algumas centenas de milhões de anos atrás, mas é na mesma a Terra. Tu estás vivo, e não és o mesmo de há 30 anos atrás. Falei na Terra. Não que ela tem que ser estática.

      Quanto ao teu 2º ponto, então mate-se as vacas? Eu também posso afirmar que são elas que fazem transbordar o copo. Se o problema é esse (transbordar), podemos pôr a “culpa” numa data de coisas.
      E ainda nem sequer começamos a falar do vapor de água…

      Quanto ao 3º ponto, é algo que já me tinha surpreendido num comentário atrás:
      ““Este artigo não é para pseudos – que certamente virão a este sítio afirmarem que já sabiam de tudo, com base nos disparates ditos por pseudoscientistas” O seu artigo é que é um disparate. Ao colocar a par de ciencia pseudociencia. E da forma errada. Não pode apresentar uma coisa consensual no meio cientifico com sendo equiparavel a versões minoritárias.”
      O Cavalcanti em lado nenhum afirmou que estes vídeos eram a versão consensual. Pelo contrário. Mas tu continuas a bater na mesma tecla, quer-me parecer, porque queres ganhar pelo convencimento e não por admitires os erros.
      O Cavalcanti em lado nenhum colocou a par ciência e pseudociência.
      O Cavalcanti em lado nenhum afirmou que o consenso cientifico estava impregnado de pseudocientistas – penso que foi esta interpretação errada que tu deste, sentiste-te ferido por veres nisso um ataque a ti, e começaste a disparar porque interpretaste mal as palavras dele. O que ele alertou, e tem alertado nos posts/comentários dele por vezes, é para os pseudos (aqueles que vêem ETs em todo lado, que vêem tudo como efeitos do Nibiru, etc) não usarem o post dele como evidências dessas parvoíces. Ele alertou que os vídeos dele eram de cientistas e não de pseudos que são vigaristas (aqueles que falam do Nibiru, etc). Foi só isso.

      E isto está ligado ao teu último ponto.
      Eu esperava mais de ti. Esperava que por exemplo visses os vídeos, como o post explicitamente pede, ouvisses os argumentos científicos dos cientistas, e a seguir fizesses uma análise crítica desses argumentos científicos, sem sair da ciência, sobre quais argumentos estariam certos e quais estariam errados e porquê.
      Em vez disso preferiste cair nas falácias que apontas aos outros. É pena.

      Nota que o post diz basicamente 4 coisas:
      1 – Vejam estes vídeos.
      2 – São vídeos polémicos e por isso darão “pano-para-mangas”, ou seja, provocarão discussão. O próprio Cavalcanti afirma no final que é para promover o debate.
      3 – Cuidado vigaristas que falam no Nibiru, Terra Ôca e outros disparates do género. Isto não é para ser usado por vocês como prova que têm razão. Isto são discussões entre cientistas que têm conhecimento dos assuntos, e não para vocês que nada percebem das coisas. (e qual foi a tua resposta a isto? Dizeres que o artigo é um disparate e colocaste-te como defensor desses vigaristas – defendeste-os nesta tua resposta à crítica do Cavalcanti a esses vigaristas)
      4 – Este artigo é para os “verdadeiros leitores do astroPT” que sabem que isto nada tem a ver com Nibirus e tretas do género, mas podem discutir saudavelmente com conhecimento da ciência e sem caírem nessas balelas.

      Infelizmente, parece-me que interpretaste erradamente: assumiste que o Cavalcanti estava a chamar pseudocientistas àqueles que defendem o aquecimento global antropogénico, e devido a isso atiraste-te ao post e ao seu autor, entraste por uma série de falácias fruto dessa interpretação errada do texto, e sinceramente parece-me que cometeste novamente o erro de quereres argumentar por argumentar em vez de tentares compreender o ponto de vista que é defendido por cientistas. E isto, leva a discussões inúteis.

      Pelo menos, é a minha interpretação.

      abraços!

  16. Cavalcant:

    Em relação ao seu “cherry picking”, é isso mesmo, é um cherry picking que mostra a falta de boas cerejas.

    O Lovelock está completamente desacreditado porque ficamos todos a saber que ele atirou numeros para o ar antes e agora há indicios que está apenas a repetir o mesmo. O Molion é especilista em demasiadas coisas para ser uma autoridade mundial no clima por plausibilidade e por matéria de facto. Que trabalhos em revistas de alto ranking publicou acerca do aquecimento global não ser antropogenico? Essa é a questão.

    O Phill Jones é um caso à parte. Já conhecia essa entrevista. É muito interessante. Quando perguntam ao Phill Jones se o aquencimento observado se pode explicar por fenomenos naturais ele diz que “não é a minha area”. Compare-se isso com a plurivalencia do Molion. Compare-se a especificidade. E de certo modo a honestidade. Ele não precisava de o dizer. Ele trabalha de facto no clima e apenas no clima. É uma figura de topo. Este sim. Mas o que é que ele diz? Leu a entrevista? Que se temos epocas sem aquecimento significtivo é porque estamos a apanhar periodos curtos. E que o aquecimento golbal é um facto. E que quase de certeza tem contribuição humana. É o que ele diz.

    Os russos…. Onde é que eles publicaram? Assim não posso ver o que eles afirmam e o que a comunidade dis deles. Mas mesmo assim são casos isolados.

    Quanto às temperaturas… Não sei como concluio isso mas é mal feito. Veja aqui desde quando são as temperaturas mais altas:

    http://www.nasa.gov/topics/earth/features/2011-temps.html

    Pois. (sim é uma falácia, mas também tenho direito ou não?)

  17. Cavalcanti:

    Outro ataque pessoal. Ad hominem. É uma falácia. Veja aqui:

    http://www.fallacyfiles.org/taxonomy.html

    Repare que uma coisa é atacar a ideia, outra é atacar a pessoa. Não creio que compreenda a diferença.

    Mas agora a verdadeira questão. É isso mesmo, se não esta a criticar a relatividade e teoria da evolução não apele para teoria da conspiração para desprovar ciencia. Isso é o qeu andam fazendo com teoria da evolução e a relatividade. Se não acha suficiente nesses casos porque acha neste?

    É que insinuam que é uma conspiração dos liberais e materialistas. Isto para dar o exemplo. Como vê não fiquei doido. Pelo contrário afirmo o que muitos ceticos afirmam consensualmente que e que apelar para conspiração, só por si não tem valor de presuação para mentes racionais. E em ciencia tambem não. Precisa provar que houve conspiração com provas solidas e depois provar a relação com as afirmações que faz.

    Por exemplo aqui encontra citações para artigos e especialistas contra a gravidade com a insinuação de que é matéria politica e de faculdades liberais:

    http://www.conservapedia.com/Theory_of_relativity

    Vai agora fazer também um post sobre isso para mostrar a “mutabilidade da ciencia” e dizer que depois vão vir os pseudos atacar?

  18. Cavalcanti:

    Não creio que tenha feito nenhum ataque pessoal. Se considera que sim diga-me onde. No entanto o Calvalcanti está farto de me os fazer. Já disse onde. Se não sabe o que é uma ad hominem diga. Mas creio que está a confundir os ataques que fiz ao seu miserável post com ataques a si próprio. Por esta altura eu já teria emendado uma série de coisas, como dizer que é para verdadeiros leitores do astro, ou frases provocadoras como esta:

    “Este artigo não é para pseudos – que certamente virão a este sítio afirmarem que já sabiam de tudo, com base nos disparates ditos por pseudoscientistas”

    O seu artigo é que é um disparate. Ao colocar a par de ciencia pseudociencia. E da forma errada. Não pode apresentar uma coisa consensual no meio cientifico com sendo equiparavel a versões minoritárias. Especialistas para tudo há sempre. Isso é um péssimo serviço. É feito imensas vezes em imensos documentários por aí fora e é uma das razões pela qual a ciencia é tão mal compreendida. A ciencia assenta na discussão, mas sabemos que estamos a ter conhecimento por podemos verificar independentemente as coisas. E sabemos que o conseguimos fazer porque se formam paradigmas. E esses nascem dos consensos. Está a ver o quadro maior? Ou vai continuar a dizer que eu sou feio e a defender o seu post? Eu sou feio, sou o lobo mau. Tenho cauda de porco, olhos de reptil e cuspo fogo. E ainda por cima sou ateu. Mas o que isso importa? O seu post continua um atentado à ciencia. O que se segue? Um post criacionista para mostrar “a controversia? Disparate.

    Nenhum dos pregaminhos que puxa ao Molion o torna uma autoridade na matéria a nível mundial como tenciona provar. Ele é sim uma referencia no Brazil. Mas isso não é suficiente. Sobretudo quando está contra o consenso cientifico. Subretudo quando se dá como exemplo de disputa na ciencia. E papeis publicados em revistas de renome a defender o aquecimento global? Isso é que se pede.

    2-

    1. “(…) está a confundir os ataques que fiz ao seu miserável post com ataques a si próprio.”

      Será meu último comentário dirigido à sua pessoa. E nem estou me dirigindo à você agora.

      A carapuça lhe serviu bem? Quando nos incomodamos e repetimos as mesmas coisas, é porque tem respingos de verdade. 😉

      O post é miserável? Não me importo com números, porém vou escrever pro sr. nobre cidadão, nesses termos: este artigo do AstroPT, escrito por minha pessoa, teve 62 “gosto” da rede Facebook e 9 Share. A não ser que não saiba ler e interpretar o que é um “like” e um “favorito”. Poderia ter 1 like do Facebook e 1 Share. Podiam ser oriundos das pessoas mais simples, que podem não entender o assunto. Mas, pra mim, são mais importantes que seus “argumentos” insignificantes e tão miseráveis quanto esse post que você tanto está a atacar – típicos de pseudos.

      Desejo-lhe um passar muito bem.

  19. Bem, eu penso que é preciso colocar um ponto de ordem nisto 🙂

    Vamos a ver aquilo em que TODOS concordamos porque existem mais que provas (evidências científicas) disso:

    1 – Existe Aquecimento Global.
    Ou melhor, mais do que isso, existe Climate Change, Mudanças Climáticas importantes actualmente (como sempre).

    2 – Como parte da biosfera, sabemos que o Homem tem responsabilidades nessas mudanças Climáticas.

    3 – O peso do Homem, em relação a todas as outras variáveis, é que se tem debatido mais. Será que tem um peso maioritário (mais de 50%?) ou minoritário?
    (note-se que tem peso na mesma)

    4 – A resolução deste problema tem que ser dado dentro da ciência, esgrimindo e debatendo argumentos científicos. Só discutindo na base das evidências científicas se pode chegar a respostas, e nunca por atacar os cientistas que tenham opiniões divergentes.

    5 – A Terra continuará cá após o Homem. O Homem apareceu recentemente, e não tem capacidade para ditar a (não) continuação da Terra, só de si próprio.

    Concordamos todos nestes 5 pontos?
    .
    .

    1. Sim, é claro Carlos.

      Isso sim é se debater 😉 e não fazer comentários totalmente disparatados.

      De modo particular, ressalto os pontos 1 e 3. O ponto 2 penso que essa responsabilidade é menor do que alardeiam grupos de cientistas e ONG’s pelo mundo afora.

      Abraços.

        • Edson soares on 25/06/2012 at 14:13

        Interessante relato com ponto de vista de outro cientista não sei se já foi comentado aqui se foi me perdoe

        http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1109956-inacao-esta-levando-o-planeta-ao-limite-afirma-cientista-sueco.shtml

      1. Edson,

        Na última pergunta da entrevista com o Rockström – que é a que está intercalada com este artigo -, vejo dois pontos concordantes e outros discordantes.
        ___________________

        1) De fato, nesse trecho da entrevista…

        O que ele está dizendo é que ele acredita que o sistema terrestre tem uma resiliência maior do que ele achava.

        … o que Rockström quis dizer é o que percebemos nas entrevistas do James Lovelock: o Lovelock afirma que subestimou o planeta como um todo – e seus sistemas terrestres.

        2) Nesse trecho:

        Ele não é negacionista da mudança climática.

        Realmente, Lovelock não nega as mudanças climáticas. 😉 O que ele defende hoje em dia é que o papel do homem na questão do Aquecimento Global é bem menor que ele imaginava. Ficou dúbio tal afirmativa do Rockström.

        3) Este, por sua vez:

        O negacionismo nunca esteve tão em baixa

        Parece-me que o Rockström está um tanto desinformado sobre os assuntos. Aqueles que não concordam com o Aquecimento Global Antropogênico nunca estiveram tão em alta (nem mesmo na mídia televisiva, dos quais nunca tiveram, até o presente momento, a oportunidade em mostrar seus trabalhos e pesquisas) como nos últimos 24 meses – principalmente depois dos escândalos dos e-mails furtados (Climategate 1.0 e o “dito” Climategate 2.0). Infelizmente, para aqueles que não conseguiram baixar todos os e-mails, já não é mais hora, pois o sítio MEGAUPLOAD foi fechado pelos departamentos estaduinenses de investigação. Existem vários trechos em algoritmo e estes e-mails são de dar náuseas pra qualquer um que tenha paciência em lê-los. Uma outra coisa a salientar são as afirmações de Richard Lindzen, do MIT – uma das maiores autoridades sobre tal tema. Quem o acompanha, sabe exatamente o que ele está a se referir. Inclusive, o termo Aquecimento Global Antropogênico está caindo em desuso. Hoje, existe uma corrente maior de cientistas que se referem ao termo Mudanças Climáticas – que o próprio Rockström citou na entrevista.

        4) Ele parece estar em alta hoje por uma única razão: os jornalistas não estão fazendo seu trabalho. A culpa é toda dos jornalistas. Porque os jornalistas simplesmente não conseguem distinguir o que 99% dos cientistas dizem do que diz um punhado de homens provocadores, empolgantes, excêntricos e idosos. Não é culpa de qualquer jornalista, é de jornalistas que não acompanham a área ambiental.

        Então o Lovelock está a dar entrevistas de forma debochada?

        Acredito que a função do jornalista, ao entrevistar qualquer pessoa, é ser, antes de tudo, imparcial. E o compromisso do entrevistado, tanto para com o entrevistador, quanto para com os leitores de tal veículo de informação, é ser verdadeiro em todas as suas afirmativas. Jornalistas não são magos pra descobrir sentimentos ocultos das pessoas.

        Pra quem quiser ler a entrevista do Lovelock no sítio da MSNBC, segue o link abaixo:

        http://worldnews.msnbc.msn.com/_news/2012/04/23/11144098-gaia-scientist-james-lovelock-i-was-alarmist-about-climate-change?lite

        O Lovelock também concedeu entrevista à VEJA – revista de circulação semanal brasileira. Está na edição 2273. Está nas bancas de todo país e o custo é de R$ 9,90.

        Abraços.

      2. Em suma, penso que o que deveria ser tratado era sobre Desenvolvimento Sustentável – afim de diminuir as devastações florestais, erosões e desertificações – e não Aquecimento Global Antropogênico 😉

        • Edson soares on 27/06/2012 at 01:45

        Realmente Cavalcanti,dizer que os negacionismo nunca esteve tão em baixa foi completamente equivocado por parte do Rockstrõn na verdade nunca se viu a midia mostrar tanto os dois lados desse debate como tem sido.http://www.band.com.br/jornaldaband/series.asp?s=serie_aquecimento
        Agora quem pode me ajudar a entender o que o apoderamento das mulheres citado pelo Rockstrõn tem haver com mudanças climaticas?
        Help
        Outra duvida que tenho.
        O aquecimento global é consenso cientifico ?
        Pergunto isso porque tanto o prof. Molim quanto o prof. Ricardo falam que estariamos entrando na verdade em um esfriamento global e já agora acabo de ver essa matéria
        http://www.diariodarussia.com.br/tecnologia/noticias/2012/02/20/terra-vai-congelar-ate-2055/

      3. Olá, Edson.

        Bem, sobre o Rockström ter afirmando essa parvoíce, acredito se tratar de um Red Herring – não tenho como confirmar. 🙁 A não ser que o próprio Rockström venha confirmar isso.

        Sobre a questão do Aquecimento Global ser consenso científico, posso assegurar-lhe: sim, o consenso é 100%. Agora, o que é refutado é o Aquecimento Global Antropogênico. 😉 O fato de afirmar ser “consenso” na comunidade científica é porque àqueles que afirmam que o dito aquecimento causado pela ação humana tem seus artigos publicados em periódicos de “peso”: Nature, Science, etc. Porém, é um assunto que interessa a muitas pessoas – e, quem sabe, governos -, não me admirando se, daqui a alguns anos, haver taxas por respirarmos (de fato, há uma dose de exagero em minha assertiva 😉 )

        Espero ter ajudado de alguma forma. 😉

        Abraços.

      4. Edson,

        Existe um erro no parágrafo 2. Na verdade, trata-se de um tópico que ficou de fora do documento final Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental – documento este de recomendações sob coordenação do Rockström – daí a origem do erro.

        Pode ler aqui (em inglês):

        http://rio20.ebc.com.br/wp-content/uploads/2012/06/TheFutureWeWant.pdf

        Não tem qualquer relação com a questão do Aquecimento Global. São vários temas dentro do mesmo documento oficial (final e revisado).

        Abraços.

  20. Em suma, o que penso é que a ação do homem é ainda menor se comparada aos eventos cíclicos da Terra. Se o Coutinho acredita na ferramenta-chave “homem”, e toda sua ação e astúcia, também deve acreditar que somos capazes de fazer coisas bem maiores – como por exemplo (hum….), armas geofísicas atuais, como afirma o sr. Kazuyuki Hamada, Ministro da Reconstrução do Governo Japonês após os Sismos de março de 2011:

    http://www.youtube.com/watch?v=qmvIuQ_DXCI

    O Parlamento Europeu já mostrou também preocupação no assunto (documento base – 1999).

    Será que o João Coutinho assistirá esse vídeo? Claro que não, pois deve ser um convite à conspiração sobre tal tema também.

    Em suma, João Coutinho, para cada assunto da vida, excluindo-se àquelas que são Teorias por demais comprovadas e Leis da Ciência, saiba ter a perspicácia de se poder duvidar ou não acerca de determinado assunto.

  21. Bruno Alves e Carlos Oliveira, percebam uma coisa.

    Quando estamos discutindo com alguém que refuta o que está sendo discutido, percebemos, inicialmente, a postura e a forma educada ou não de se debater o tema.

    Este senhor, João Coutinho, não quer debater de modo educado nem se portou como tal – como já deixou perceptível nos comentários. Então, pra pessoas dessa magnitude, não se dá nenhuma papinha.

    O Prof. Molion, que tanto foi afirmado que não é “ninguém no cenário científico mundial“, é:

    – Cientista-Chefe Nacional de Experimentos em parceria com a NASA sobre a Amazônia Brasileira;

    – Representante dos países da América do Sul na OMM – Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial;

    – Ex-Diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais);

    – etc.

    O sr. Coutinho afirma que a questão do Aquecimento Global causado pelo homem é consenso científico mundial. Contraponto? Esqueceram de dizer isso para o sr. Lovelock, precursor do Antropocentrismo:

    http://worldnews.msnbc.msn.com/_news/2012/04/23/11144098-gaia-scientist-james-lovelock-i-was-alarmist-about-climate-change?lite

    Esqueceram de dizer isso também para o Gerd Leipold, líder ou ex-líder do Greenpeace – ONG que tanto fica alardeando esta forma de Aquecimento:

    http://www.youtube.com/watch?v=NC7bE9jopXE

    Esqueceram de dizer isso ao Phil Jones, senhor evidenciável do “Climategate” (nem mesmo o Phil dá, agora, um ponto final ao tema):

    http://news.bbc.co.uk/2/hi/8511670.stm

    Esqueceram de dizer isso ao Ministério da Educação da Inglaterra – deixando cada escola com livre-escolha de ensinar Aquecimento Global Antropogênico ou não em suas cadeiras de ensino, percebendo-se que o assunto em questão ainda é polêmico:

    http://aprendiz.uol.com.br/content/voprucocre.mmp

    E, por fim, também esqueceram de dizer isso aos russos:

    http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/estudo-de-cientistas-russos-afirma-que-aquecimento-global-e-mito.html

    http://english.ruvr.ru/2012_03_28/69868988/

    Notem os dados revisados pelo GISS (Goddard Institute for Space Studies – NASA), somente nos EUA – que possuem o maior parque industrial desde o século passado:

    http://climateaudit.org/2007/08/08/a-new-leaderboard-at-the-us-open/#more-1880

    Notem também que, dos 10 anos mais quentes que se tem notícia, metade destes são referentes à primeira metade do século XX – ou seja, quando os parques industriais no globo terrestre e dos EUA era pequenos se comparados aos atuais.

  1. […] 51 – Alterações Climáticas: Climategate. Farsa. […]

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