Io em chamas

Io observado pela câmara de infravermelhos (JIRAM) da sonda Juno.
Crédito: NASA / JPL-Caltech / SwRI / ASI / INAF / JIRAM / Roman Tkachenko

A imagem mostra Io, uma das luas galileanas de Júpiter, no infravermelho. O disco da lua, incluindo o seu lado nocturno, está pejado de pontos luminosos que correspondem a regiões mais quentes na superfície, associadas a actividade vulcânica. Nestas regiões são comuns temperaturas entre os 1100 e 1400 ºC.

Io no infravermelho: original (esquerda) e anotado com a identificação de pontos de interesse (centro). A imagem da direita mostra uma vista simulada de Io com base em imagens no visível e com a mesma orientação.
O termo “Patera” usa-se em nomes de crateras, vulcânicas no caso de Io; “Paterae” é o seu plural. “Montes”, como pode imaginar, refere-se a serras ou cordilheiras de montanhas. Finalmente, “Regio” refere-se a uma região na superfície da lua. Os nomes das estruturas são extraídos das mitologias de diferentes culturas.
Crédito: NASA / JPL-Caltech / SwRI / ASI / INAF / JIRAM / Roman Tkachenko

Relativamente às outras luas galileanas, Io é mais rico em minerais, em particular silicatos semelhantes aos existentes nos planetas de tipo terrestre, compostos por uma base de silício e oxigénio combinados com outros elementos, e.g., ferro, magnésio e alumínio. As lavas de Io são por isso formadas por rocha derretida, semelhante às lavas basálticas da Terra, tipicamente escuras, combinadas com enxofre e os seus óxidos que lhes conferem cores inusitadas.

Tupan Patera, uma cratera vulcânica em Io fotografada pela sonda Galileo.
Crédito: NASA / JPL

Para obter este resultado fantástico, o astrónomo amador Roman Tkachenko processou várias imagens obtidas pela câmara de infravermelhos da sonda Juno, a JIRAM (Jovian Infrared Auroral Mapper), originalmente desenhada para observar as auroras polares no planeta gigante.

Referência: AstroPT

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