Reiki: mais uma patetice

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O famoso médico e estudioso de terapias alternativas Edzard Ernst escreveu um artigo onde avalia o Reiki.
Ele sente-se fascinado pela área “alternativa”. Aliás, ele começou a sua carreira de médico num, assim chamado, hospital homeopático em Munique. Felizmente, ele não perde o cérebro racional quando analisa as chamadas terapias alternativas, por isso muitas vezes desilude-se com os resultados que encontra.
E, afinal, que conclui ele do Reiki?

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A conclusão do doutor Ernst é simples: o Reiki não é plausível, não é eficaz, nem sequer é inofensivo.

Que não é plausível, penso que toda a gente percebe: uma “energia mística” que ninguém sabe o que é, é concentrada nos dedos de alguns “mágicos” e que depois passa para os pacientes curando-os de tudo e mais alguma coisa: desde a dor de cabeça até ao cancro (nós temos bandoletes quânticas que garantimos que detêm a mesma plausibilidade e aplicabilidade).

Que não é eficaz, penso também que toda a gente percebe: se eu puser as minhas mãos sobre um carro, ele não fica milagrosamente com gasolina nem milagrosamente passa a ter mais potência no motor (apesar dos mecânicos não se importarem nada que a realidade funcionasse dessa forma). Da mesma forma não curo tumores malignos nem sequer simples cortes num dedo, pondo as minhas mãos sobre a zona, apesar de não lhe tocar fisicamente. É óbvio que isto funciona em filmes, mas quem consegue separar a realidade da fantasia percebe que os filmes servem para entretenimento e não como fonte de informação credível.
Por outro lado, já existem inúmeros estudos objectivos feitos ao Reiki, e todos apontam no mesmo sentido: naqueles que mostram resultados positivos, esses resultados positivos são claramente um placebo.

Que não é inofensivo parece um pouco mais difícil de entender. Afinal, se a técnica nada faz, então também não pode fazer mal. O mesmo se aplica também à homeopatia… perdão, aos copos de água. Mas o problema destas (e de todas as outras) crenças pseudo-religiosas é que a grande maioria das pessoas não lê as experiências feitas e limita-se a acreditar naquilo que os vendedores de banha de cobra lhe dizem. E muitas vezes, a cura de determinada doença depende da rapidez com que ela é tratada. Se em vez de se seguir aquilo com provas dadas objectivamente na cura de determinada doença, se prefere, mesmo que temporariamente, seguir algo completamente irracional só porque “alguém” nos disse que pode fazer bem (sem entenderem o que é o efeito placebo), pode acontecer aquilo que por exemplo aconteceu ao Steve Jobs: uma vítima famosa entre tantas outras não tão famosas das crenças irracionais.

Leiam todo o artigo, aqui.

Termino com esta pergunta: Sabem como se chamam as “terapias alternativas” que funcionam? Medicina.

134 comentários

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    • Marcelo Lopes on 21/04/2016 at 23:06
    • Responder

    Prezados Carlo Duarte e Carlos Oliveira.

    Na questão de cobrança por aplicação sou extremamente à favor de suas colocações.
    Peço-lhes apenas que não direcionem as atitudes de praticantes de Reiki com a técnica Reiki.
    Em todos os campos temos pessoas que se utilizam de conhecimento de forma discutível.
    A verdadeira Reiki não envolve dinheiro, cobrança, diagnóstico e nem afirma em nenhum momento sobre qualquer tipo de cura. É um conhecimento que traz benefícios à saúde envolvendo diversos fatores, mas que em nenhum momento sobrepõe-se à medicina químico industrial.
    Um verdadeiro praticante de Reiki não tem esse objetivo. Se foge de sua responsabilidade como terapeuta, não poder-se-ia criticar a terapia.

    Um forte abraço.

    Marcelo Lopes

    • Carlo Duarte Eiriz on 20/04/2016 at 18:05
    • Responder

    É de enaltecer a paciência que o Carlos Oliveira tem tido para responder à quantidade de comentários acéfalos que foram inundando este tópico ao longo dos vários meses. “Tiro-lhe o chapéu”

    Sou céptico, ponto. Acredito no método cientifico e a sua utilização foi sem qualquer dúvida o breaking point da humanidade, através dele foi possível dar o “salto” e chegar aos dias de hoje com uma evolução impensável em diversas áreas. Dentro dessa evolução está por exemplo a internet, ferramenta que nos permite comunicar e aceder a “informação” de uma forma que provavelmente não seria sequer imaginada há 20 ou 30 anos atrás.

    O Reiki.. já li sobre o assunto, conhece pessoas que acreditam piamente no seu poder curativo e mais caricato ainda, acreditam que são especiais, escolhidos, iluminados (é escolher a adjectivação). Apesar disso, na sua essência não considero o Reiki uma ameaça, no fundo, cada um é livre de ter as suas “crenças” e de seguir o seu caminho. (cada maluco com a sua maluquice não é verdade?!)

    O que me faz confusão é quando pedem dinheiro para dar cursos, curar, iluminar, etc Aí sim, faz-me uma certa confusão porque após a troca de “serviços” vs numerário, podemos na minha opinião estar perante uma burla. Em que nada difere de um astrólogo, vidente, cartomante, orixás, e restantes vendedores da banha da cobra.

    E burla porquê? Porque não existe nada (sim, nada!) que comprove a veracidade dos actos milagrosos de índole curativa. Uma coisa é promover o bem estar psíquico através de um efeito de placebo, outra é alegar que a prática do Reiki cura doenças. (basta dar uma leitura por website do género para verificar que afirmam exactamente isso)

    No fundo, é só mais uma patetice.

    1. 100% de acordo com este comentário.

      Cada qual é livre de acreditar naquilo que quiser.
      Mas a partir do momento em que X vigariza Y com as suas crenças, aí estamos perante uma burla. Aí já não é questão de crença pessoal, mas passa a ser um problema social.

      abraços

        • Marco on 22/04/2016 at 02:14

        Interessante esse ponto de vista da burla.

        Conheço muitas pessoas que passaram anos em divans de psicólogos e se encharcaram em químicos de psiquiatras.

        Pagaram rios de dinheiro por essas consultas, e ao fim desse tempo as curas e/ou melhoras foram zero.

        Isso também pode ser considerado burla, ou porque esses profissionais têm um diploma académico, isso se inclui em outra categoria? Qual?

        Atentamente.

      1. Ainda anda por aqui, Marco?

        Continua a ser hipócrita?

        Sabe que esse seu argumento não pega nem sequer em tribunal: “Eu sou criminoso (burlão), mas olhe para aquele outro que também é”.
        Como se isso o perdoasse…
        Enfim… tenho pena de si, Marco.

        De resto, se ler sobre psicologia e psiquiatria, percebe que não são ciências naturais.
        Também percebe o que deverá interpretar sobre os resultados das experiências, do porquê não funcionarem como se fossem ciências naturais… e do porquê de poderem ajudar várias pessoas.

        Já a vigarice Reiki só tem um resultado das experiências feitas: é uma falsidade, uma fraude utilizada para burlar as pessoas.

        Parabéns Marco, por continuar a mostrar como são as pessoas que defendem o Reiki.

  1. O que acontece é efeito placebo, que não é considerado ciência mas causa resultados em que os recebe.
    (… comentário editado…)

    1. O placebo é explicado pela ciência. Tem vários posts neste blog sobre esse assunto.

      De resto, está muito enganado se pensa que entra nesta casa para hipocritamente divulgar websites para vigarizar as pessoas.

  2. Carlos

    Eu compreendo tudo o que você disse. Mas acho que você não pretou atenção no que eu escrevi. Eu quero justamente encontrar o local e as pessoas ideais para reproduzir os mesmos resultados que já consegui diversas vezes.
    Não é questão de ser especial. É uma questão de responsabilidade e de coerência.
    Sei do que falo porque evidenciei tais resultados e estou disposto a mostrá-los para as pessoas que possam atestar os resultados, ou seja, a classe científica.
    O que preciso agora é encontrar o local certo, as pessoas certas e reproduzir tudo o que falo.
    Desta maneira não haverá nenhuma dúvida.
    E estou ciente de que deverei seguir os métodos e processos adequados, quanto a isto não há nenhum problema.
    Você me ajudou imensamente com suas informações, pois como sou leigo no campo científico não sabia por onde começar.
    Agora preciso encontrar os meios para mostrar as coisas que sempre defendi e que sempre falei.
    Você está certíssimo quando diz que podemos falar o que quisermos. Minha intenção nunca foi esta.
    Quero sim provar, pois sem provas tudo são apenas palavras.
    E farei o possível para demonstrar que aquilo que falo não são apenas palavras infundadas, pois como já disse, evidenciei diversas coisas que são no mínimo dignas de um estudo mais aprofundado.

    Um grande abraço e obrigado por todas as informações.

    Marcelo Lopes

  3. Carlos,

    Não é questão de ser especial, mas sim de saber se quem está realizando os testes está apto o suficiente para tal. É necessário saber se o praticante tem experiência no assunto e se é dedicado o suficiente para saber conduzir a aplicação.
    A equipe pode ser independente, desde que supra estas necessidades. Não basta apenas ter um curso de um final de semana, entendeu?
    Não há como eu estar sugestionado, pois não fui eu quem deu o depoimento e o tratador do animal não pode ter criado as alterações físicas que o animal teve, muito menos as mudanças de comportamento do mesmo. Neste caso em especial o efeito placebo não teria como ser evidenciado. Houve melhora rápida (menos de 24 horas) em um quadro de inflamação que durava mais de 2 anos.
    O animal em questão demonstrou um comportamento jamais visto e simplesmente se restabeleceu de forma extremamente rápida.
    Não houve nenhuma mudança no tratamento do mesmo.
    Quanto as energias mágicas, não é deste tipo de assunto que estou falando, mas sim da manipulação de psicobioenergias.

    Um grande abraço

    Marcelo Lopes

    1. Marcelo, como deverá compreender, eu também posso afirmar que consegui colocar um porco a voar com a força do pensamento. A questão é se eu consigo provar isso (onde se inclui a relação entre o meu pensamento e o voo do porco) ou não. Se não consigo provar isso, eu posso dizer o que quiser do porco, que isso nada vale.

      Qualquer pessoa com os seus conhecimento no assunto, deverá conseguir replicar os resultados, em França, no Brasil, em Portugal, nos EUA, na Austrália, na China, hoje, para o ano, daqui a 10 anos, daqui a 100 anos, etc.
      Se isso não acontecer, ou o Marcelo é “especial” ou então está a fazer interpretações subjetivas dos resultados.

      abraços!

  4. Carlos

    Você não compreendeu o que eu escrevi.
    Não são experiências que possam ser realizadas por qualquer pessoa. Eu disse que é necessário ter a certeza de que quem irá realizar os experimentos esteja apto para tal. Seria o mesmo que solicitar a um oftalmologista que realizasse uma apendicectomia. Não funciona como uma crença pessoal, tanto que me propuz a demonstrar a eficácia diretamente com medições realizadas por pessoas competentes no segmento científico.
    As experiências que fiz foram justamente em pessoas que nem sabiam que a técnica reiki estava sendo empregada, pois foi usado o método telestésico, ou seja, nem a presença, nem o toque, enfim, não tinha como a pessoa saber que estava sendo energizada.
    Sei perfeitamente como o placebo atua quando a pessoa em questão tem conhecimento, proximidade, contato ou até mesmo uma informação sobre estar sendo tratada. Estou falando de casos onde os animais não tiveram nenhum tipo de mudança em sua rotina, nenhuma modificação de seus alimentos, horários, nenhuma pessoa diferente próximo a eles. Simplesmente foi feito um tratamento com a técnica telestésica e a doença destes animais regrediu de forma jamais vista. Até o comportamento dos animais mudou sem que nada tivesse sido alterado em seu ambiente. Não sei onde o placebo poderia se encaixar neste quadro. Se tiver alguma informação que possa esclarecer ficarei grato.

    Um abração

    Marcelo Lopes

    1. Marcelo,

      Se você é “especial” é uma coisa…
      Mas se não o é, então qualquer outra pessoa, que tenha os seus conhecimentos deverá realizar as mesmas experiências e deverá ter precisamente os mesmos resultados.
      E equipas independentes deverão provar isso.

      Quanto ao placebo, nem percebe que pode ter sido o Marcelo (que tem noção de quem está a tratar) que o produziu, nem percebe como o placebo também pode ser interpretado em experiências com animais.
      Recomendo que leia sobre o que são experiências double-blind, duplamente cegas. Se não fez essas experiências, então não servem.
      As experiências duplamente cegas servem precisamente para retirar o experimentador (ou donos dos animais) das variáveis. Enquanto essas variáveis existirem, poderão existir interpretações subjetivas ou de, por exemplo, placebo (ex: não é o cão que ficou melhor ou mudou de comportamento, mas sim o dono ou o experimentador que acham que sim porque o cão recebeu “energias mágicas”).

      abraços

  5. Carlos

    Na verdade foram experiências feitas sem nenhum intuito de se provar a eficácia, pois os resultados foram obtidos de tratamentos que realizei durante alguns anos. A maneira que conduzi estes tratamentos não objetivava a visão da classe científica, portanto não foram realizados dentro da lógica científica. Mas muitas das experiências demonstraram eficácia de determinadas doenças, mesmo sem o conhecimento de quem recebia a energia pelo método telestésico. Em alguns casos foram feitos tratamentos para animais, sem nenhuma modificação de sua rotina ou até mesmo de seus criadores. Tenho vários depoimentos que atestam em parte o que estou dizendo. Digo em parte pois sei que depoimentos não são válidos. Mas sei como conduzir tais experimentos dentro das normas utilizadas pela ciência e é exatamente isto que estou buscando. Preciso reproduzir tais experimentos sem que haja qualquer interferência que possa descredibilizar os resultados. Há no universo da Reiki diversas pessoas que não se aprofundam na técnica e acabam transformando tudo em bobagens esotéricas. Não me enquadro nesta classe.
    Inclusive este assunto é um pouco complicado. Quando você diz se pode ser reproduzida em qualquer parte do mundo por equipes independentes, sou forçado a dizer que não. Os resultados dependem justamente de quem faz a Reiki. Se o praticante não estiver exatamente apto a exercer a Reiki os resultados poderão ser nulos. Por esse motivo quero fazer os testes acompanhado de alguém da classe científica, mas não posso garantir que os resultados serão os mesmos quando realizados por outras pessoas.
    Sou responsável apenas por aquilo que eu faço.
    Com os resultados poderei explicar melhor quais as diferenças entre um praticante e outro e por qual motivo alguns não conseguem nenhum resultado na Reiki.

    Um grande abraço e mais uma vez obrigado pelos esclarecimentos.

    Marcelo Lopes

    1. Marcelo,

      Se são experiências subjetivas e não pode garantir que equipas independentes irão ter os mesmos resultados, então não é ciência, não é conhecimento objetivo do assunto 😉
      Funciona somente como uma crença pessoal, uma crença religiosa: pode ir à missa e sentir-se melhor, até fisicamente. Mas não pode garantir que para a pessoa ao lado, o resultado será o mesmo.

      Quanto aos animais, tal como para os bebés, o placebo também funciona nesses casos, sem ser preciso invocar mais nenhuma causa.

      abraços

  6. Carlos

    Na verdade meu único intuito é demonstrar as experiências que eu realizei e que demonstraram alterações significativas em vários aspectos. Como sei de que não bastam depoimentos de pessoas, gostaria de reproduzir os mesmos testes de maneira que pudessem ser observados pelas pessoas certas, neste caso a classe científica.
    Não se trata de forçar uma situação, longe disso. Apenas ter uma explicação credível para muitas das experiências que já realizei e posso garantir que não estão na linha onde possam ser consideradas algum tipo de efeito placebo.
    Por este motivo preciso encontrar as pessoas certas, compreende?

    Você está me ajudando muito e te agradeço pelos esclarecimentos.

    Um abraço

    Marcelo Lopes

    1. Foram experiências double blinded, com grupos de controlo, com uma amostra significativa, reproduzíveis em qualquer parte do mundo por equipas independentes, etc?

      Se sim, então é só enviar para avaliação para um journal médico credível que faça peer-review… 😉

  7. Carlos

    Há alguma maneira de que eu mesmo realize tais testes?

    Obrigado pelas informações.

    Marcelo Lopes

    1. Marcelo, eu não estou a perceber muito bem qual o seu intuito…

      No entanto, se o Marcelo quer ser levado a sério em termos médicos, tem que respeitar as elevadas normas de experimentação e avaliação que são aplicadas.

      Como sabe, não é uma pessoa em casa a fazer testes em segredo, e esperar que as outras pessoas acreditem nela…

      abraços

  8. Carlos

    Saberia me dizer onde eu deveria solicitar tais testes?
    Aqui no Brasil me parece um tanto difícil que alguém da classe científica se interesse pelo assunto.

    Um abraço

    Marcelo Lopes

    1. No Brasil não existem laboratórios de pesquisa médica?
      Se no Brasil existem laboratórios que estudam, experimentam e desenvolvem novas formas de combater doenças (sejam fármacos ou não), e se são instituições respeitadas a nível mundial, credíveis entre os seus pares, esses seriam bons locais para começar.
      Internacionalmente também existe a World Health Organization: http://www.who.int/en/

      A classe científica interessa-se sempre por coisas que dão resultado…

      Na verdade, não precisa da classe científica para fazer testes.
      Se os resultados mostrarem a eficácia de determinada forma de combater doenças, por exemplo, então a classe científica avalia e embarca.

      abraços

  9. Caro amigo Carlos.

    Pelo seu conhecimento, qual seria a forma correta de se realizar testes científicos para se atestar ou não a veracidade da Reiki?
    Poderia exemplificar qual metodologia deveria ser aplicada?

    Um abraço

    Marcelo Lopes

    1. Quaisquer testes double blind, com grupos de controlo, com uma amostra significativa, etc, como se utiliza em qualquer teste médico. E não esquecer, obviamente, a avaliação peer-review, dos pares, especialistas.

      abraços

  10. Carlos

    Qual o motivo de você editar os comentários das pessoas?
    Já que é para não mostrar o que dizem, você não deveria dar respostas, pois fica sem sentido.

    É apenas uma dica.

    Marcelo Lopes

    1. Marcelo,

      Existem 2 motivos:

      1 – Porque me apetece.

      2 – Porque temos a política de não dar de comer/visibilidade aos trolls.
      Mas podemos na mesma explicar às pessoas qual é a lógica racional para os assuntos.

      abraços

  11. Não deu para ler tudo mas deu para entender que a disputa vai quente.

    Carlos, tenho formação em engenharia, sou muito céptico com muita coisa mas principalmente comigo e com o que faço. Estou sempre me testando.

    Conheci o reiki por um acaso e quando dei conta estava tirando um curso. Mas sem entender bem o que estava fazendo.

    Quando cheguei em casa tive de arranjar um jeito de testar um pouco a situação.. Então arranjei uns frascos com sementes num fundo de algodão molhado. Arranjei uma pessoa que não era iniciado em reiki e uns frascos de controlo. Não era propriamente uma experiência cientifica, mas era fácil de repetir… então, todos os dias a mesma hora, colocávamos a mão sobre os respectivos frascos por 10 minutos…

    Fui fotografando a experiência, por curiosidade. Posso relatar que as minhas sementes atingiram em 12 dias a altura de 25 cm, as das pessoas não iniciadas ficaram pelos 10-12 cm e as sementes de controlo pelos 3-5 cm. Se fosse uma diferença pequena e se fosse só uma vez eu teria ainda assim ficado com duvidas mas trabalhei com 3 vezes com as sementes e de todas as vezes aconteceu o mesmo.

    Se as plantas também sofrem efeito placebo, confesso que não sei. Se a experiência tem validade cientifica também é discutível. Mas eu fui lá e testei por mim estou satisfeito. Você já fez seus testes?

    O próprio Hertz desaconselhou o estudo das ondas electro-magnéticas, não mereciam o esforço. Tem muita coisa ainda por descobrir…

    Quando o rádio foi apresentado na academia de ciências , o director apertou o pescoço do cientista que fazia a demonstração porque achava que era truque de ventriloquismo. Uma coisa não deixa de existir porque não se consegue provar que ela existe.

    Hoje vi um individuo conduzindo um drone só com o poder da mente, usando um capacete tipo os utilizados nos electroencefalograma … a poucos anos atrás diriam que era impossível. … mas posso até enviar a gravação.

    Muitos cientistas famosos defenderam a teoria da geração espontânea durante décadas, Ainda há pouco tempo li um artigo que da degeneração dos glóbulos vermelhos podia resultar ADN “válido” !!!!

    Temos cientistas que defendem um Universo em expansão outros que defendem que não há expansão …. todos têm provas e teorias cientificas. E ai? Será que o Universo vai ficar a espera que eles se decidam?

    Como disse Einstein (ou pelo menos dizem que disse) ” Existem apenas duas coisas infinitas – o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo.


    Bom debate.

    1. Caro Marco,

      Se tem formação em engenharia, deveria ir à universidade pedir o dinheiro de volta… porque não o ensinaram a pensar.
      Mas formação em comediante deve ter, porque fez-me rir quando diz que é “muito céptico” e depois escreve um comentário a exaltar os benefícios de acreditar cegamente em patetices.

      Como se prova pela sua experiência pessoal, não é duplamente cega, nem foi avaliada por pares.
      Se a engenharia civil fosse feita dessa forma, não existiriam construções…
      Já nem falo de outras engenharias (como a química), que se fosse feita dessa forma, então provavelmente já nem existiria mundo.
      A pensar dessa forma, internet não existiria de certeza…

      Sim, experiências com plantas também sofrem de efeito placebo. Saberia isso se lesse os nossos artigos e comentários 😉
      Mas é mais fácil não saber e imaginar coisas em que se crê, não é? 😉 (como os “muito céptico” fazem… enfim…)

      Por favor não fale do espetro eletromagnético, porque claramente não sabe do que fala, e se não sabe do que fala, para quê tentar enganar as pessoas com ignorância?
      http://www.astropt.org/2014/03/17/energias-desconhecidas/

      “Uma coisa não deixa de existir porque não se consegue provar que ela existe.”
      — penso que esta frase define todo o seu pensamento: para o Marco, não interessa o que é real, mas sim o que não se consegue provar que é real.
      Eu até sugeria que fosse ler o que é o ónus da prova e tentasse perceber que o que acabou de escrever é uma imbecilidade de lesa-racionalidade (uma falácia imbecil)…. mas já se percebeu que o Marco é uma pessoa que se diz “muito cético” mas acredita em tudo que não se consiga provar.
      Para si, o Pai Natal é real, sereias são reais, dragões voadores que cospem fogo são reais, frasquinhos de água que curam todas as doenças são reais… enfim, qualquer imbecilidade que lhe digam é real, logo que não consiga provar que ela não existe (ou seja, inverte o ónus da prova).

      Dizer isso numa coisa chamada internet, feita com ciência (derivada do pensamento racional), é uma enorme hipocrisia.
      Mas o que dizer de alguém que diz ter formação em engenharia, diz ser muito cético, mas depois defende que a internet é feita por homenzinhos de 1 mm que ninguém vê mas que para si existem porque “uma coisa não deixa de existir porque não se consegue provar que ela existe”?

      Enfim…

      Quanto ao resto, sugiro menos viagens na maionese e menos consumo de cogumelos mágicos.
      E talvez leituras sobre o que são teorias científicas, antes de escrever imbecilidades à luz do conhecimento.
      http://www.astropt.org/2013/07/14/lei-vs-teoria/

      Tem toda a razão na frase final: a estupidez humana é infinita. Prova-se pelo comentário do Marco.

      Passe bem.

      P.S.: curiosamente, ninguém parece ler o artigo. Ninguém fala do artigo, dos estudos feitos, do porquê das conclusões. Como mostrou Miller nos seus estudos sobre literacia científica, grande parte das pessoas são iliteradas (não conseguem compreender os artigos). Como o Marco provou, em engenharia não se aprende a pensar e compreender textos.

        • Marco on 26/02/2015 at 01:06

        (… comentário editado…)

      1. Caro Marco,

        Como já reparou, não estou para aturar aprendizes de vigaristas nem crentes em vigaristas como o Marco.

        Como também já devia saber, o trabalho dos cientistas é fazer ciência, não comunicá-la ao público. Daí que usar palavras menos conseguidas de um cientista ao comunicar isso com um jornalista, é, no mínimo, uma desonestidade.
        Além disso, como se sabe, os jornalistas “gostam” de trocar o que é dito pelos cientistas, de modo a dar-lhes palavras mais populares… em que pessoas como o Marco, com uma ínfima cultura científica, cai facilmente.
        http://www.astropt.org/2011/02/20/tyche-planeta-gigante-nos-confins-do-sistema-solar/

        Sobre o caso de que falou, o Bosão de Higgs, o melhor para a ciência e para os cientistas até era que não se tivesse encontrado, porque se abririam novas avenidas de investigação. Assim, provou-se somente tudo aquilo que já se sabia.
        Mas se não se tivesse encontrado, isso não quereria dizer que tudo o que se sabe é errado, e que se pode deitar ao lixo todo o conhecimento que se tem. Não, Marco, não iria conseguir voar pelos céus sem tecnologia nem sequer iria conseguir beber 2 litros de lixívia e ficar bem.
        E pensar que qualquer desenvolvimento da ciência (qualquer resposta sobre o Bosão de Higgs tinha sido encontrada por cientistas, pela ciência e pelo método científico) é uma evidência a favor de vigarices como a Homeopatia, é de uma imbecilidade só ao alcance dos mais ignorantes da sociedade.

        Marco, faça um favor a si mesmo e saia da internet (feita pela ciência que você tanto despreza). Deixe de ser hipócrita.

    • Marcelo Lopes on 06/02/2015 at 23:36
    • Responder

    Carlos

    Aceito suas sugestões, mas não era você mesmo que disse para pararmos com esta conversa?

    Abraços.

    Marcelo Lopes – Professor de Reiki Tradicional

    • Marcelo Lopes on 06/02/2015 at 22:02
    • Responder

    Carlos

    Ok, podemos perfeitamente parar com esta conversa. Você sairá mais convicto de suas opiniões, assim como eu.

    Agradeço pela oportunidade de expor meu ponto de vista, mesmo julgando-o totalmente errado.

    Uma coisa é certa. Pessoas pensam diferentemente e expõe suas opiniões.

    E as opiniões são muitas e diferem em muitos aspectos. Seja pela convicção, seja pelo profundo conhecimento, seja pela ignorância e até mesmo pela experiência.

    E é justamente esta diferença que promove a busca pela verdade.

    Posso estar realmente enganado. Você pode ter toda a razão naquilo que fala.

    O que sei no momento é que qualquer palavra que me for apresentada como verdade terá que provar que as experiências que tive foram ilusões. Até o momento, nenhuma palavra conseguiu me provar nada, mesmo eu querendo acreditar que pudesse estar errado.

    Um grande abraço.

    Marcelo Lopes – Professor de Reiki Tradicional

    1. Marcelo,

      “Você pode ter toda a razão naquilo que fala.”
      — Esta é uma das diferenças entre quem procura a verdade que nos é dada pela natureza (que se chama ciência) e os pseudos: eu *sei* (conhecimento) que estou certo, enquanto você fala em possibilidades.
      http://www.astropt.org/2012/10/11/possivel-vs-provavel/

      Já agora, neste seu comentário tornou a enterrar-se: a natureza e o Universo não quer saber das suas opiniões ou das suas crenças (nem das minhas nem de ninguém). Mais uma vez, essa é uma das grandes diferenças entre quem procura a verdade, seja ela qual for, e quem está limitado às suas opiniões.
      http://www.astropt.org/2014/09/02/natureza-autoritaria/
      http://www.astropt.org/2015/01/10/ciencia-nao-depende-de-opinioes/

      Por fim, tornou a cometer a falácia da inversão do ónus da prova.

      Sugiro que se informe de modo a ganhar alguma literacia científica.

      abraços!

    • Marcelo Lopes on 06/02/2015 at 19:12
    • Responder

    Carlos

    Vamos ser honestos, tanto na interpretação daquilo que lemos quanto nas palavras daquilo que expomos.

    Primeiramente, não me intitulo absolutamente nada. Mostro minha maneira de agir com a Reiki, visando o máximo de proximidade com aquilo que foi ensinado desde o início de sua criação.
    Para que eu aponte algué, torna-se necessário que haja algum tipo de eleição para tal ato, pois, caso eu comece a dar nomes aos gatos, automaticamente estarei me auto-intitulando, portanto, aí sim, caberá sobre minha pessoa tal adjetivo, anteriormente citado por você.
    Respeitar pessoas não significa respeitar atitudes. Discordo das atitudes, mas respeito as pessoas. Sou contra o que fazem com a Reiki e é neste ponto onde defino minhas opiniões. Ao citar nomes estarei diretamente criando discórdias que não levaram à lugar nenhum.
    Procure entender algo tão simples. Não há democracia que não crie situações problemáticas. Defendo os conceitos e continuarei os defendendo, mas não entrarei em atrito com pessoas apenas para defender meus conceitos. Posso defender meus conceitos citando fatos, sem envolver diretamente seus realizadores. Se para você isto representa medo, respeito. Compreende agora?

    “Lembra-se ao longo dos séculos dos vendedores de banha-de-cobra que vendiam os seus frasquinhos de “água-cura-tudo”, em que diziam que só os frasquinhos deles é que curavam e todos os outros vendedores de banha-de-cobra não curavam? Pois… é a mesma coisa.”
    Não, não é a mesma coisa. Da maneira como você coloca tal texto não passa de uma falácia. Em qual momento eu comparei os resultados? O que argumentei foi relacionado à maneira de divulgação da técnica. Eu não disse que o meu modo de agir é o certo e é mais eficaz do que o realizado por qualquer outra pessoa. Não distorça as palavras. Afirmei que existem pessoas que fizeram inclusões na Reiki por conta própria e divulgaram tais adições como sendo parte real da Reiki, coisa que não é.

    “Essa é também uma das diferenças entre a ciência e as vigarices pseudocientíficas como o Reiki, e que o Marcelo acabou por mostrar claramente: na ciência existe um peer-review. Nas vigarices pseudociêntificas como o Reiki, nada nem ninguém é avaliado.”
    Eu já lhe disse que realmente há a necessidade de uma avaliação mais criteriosa. Não temos nenhum orgão competente para tal. Só que não ter algo que avalie não significa que a deficiência de análise determine a vigarice de uma técnica. Não confunda praticantes com a técnica em sí.

    “No Reiki, não há qualquer respeito pelo conhecimento ou pelas pessoas da população.
    Existe sim uma cobardia de avaliar os que se auto-intitulam adeptos do Reiki.”
    Mais uma falácia. Na Reiki, nos documentos originais de Mikao Usui, o mesmo faz comentários onde afirma que deseja que a ciência um dia consiga explicar os resultados. Novamente você associa as atitudes dos praticantes despreparados com a técnica em sí.

    ” — Onde você acabou de se inserir ao “respeitar” as vigarices.”
    Mais um exemplo de distorção. Não há como respeitar uma vigarice. Respeito as pessoas, nunca seus conceitos ou atitudes erroneas.

    “Você tem alguma evidência disso?”
    ” — sim, tenho! As mesmas evidências que existem para o Reiki.”
    Se você faz afirmações sobre algo que ainda não realizou, não posso deixar de pensar que você está também tentando se unir aos vigaristas. Já que você deu o exemplo dos ossos, gostaria de saber mais à respeito. Quem sabe não temos um novo sistema de ajuda para o ser humano. Fale mais sobre isto. Dê o exemplo. Mostre como isto é possível. Faça ensaios. Há algum estudo científico sobre este assunto? Lembre-se que foi você quem apresentou esta possibilidade.

    “— não! Quem trata é o princípio ativo existente no tratamento e que não existe no Reiki!
    Penso que a confusão, assim, é sua, que ainda não percebeu o que são princípios ativos…”
    Coloque uma pilula analgésica sobre uma mesa e veja o que acontece… absolutamente nada. Se o paciente não engolir a pilula, nada acontece. Portanto, o ato de se tratar é do paciente. O princípio ativo apenas faz parte de uma atitude do paciente em se cuidar. Da mesma maneira a Reiki se propõe a auxiliar.

    ” — com quem se auto-intitula de “verdadeiro”.
    Mas pelo que se nota, os auto-intitulados “verdadeiros” não querem se separar dos “falsos”. Talvez tenham medo das “energias negativas” que eles possam lhes enviar….”
    Como alguém pode se separar de pessoas que não fazem parte de sua vida? Existem duas coisas para esta questão: A primeira é a ética e a segunda é a necessidade. Para eu defender aquilo que eu sigo, não necessito destruir aquilo que eu não sigo. É mais digno demonstrar o lado certo das coisas que conheço do que não mostrar nada e ficar criticando o lado errado, apenas para preencher o vazio de minha falta de argumentos positivos.

    ” “Um verdadeiro praticante da Reiki não deve:”
    — faltaram pelo menos duas regras nessas linhas gerais que não pretendem incriminar ninguém:
    – não deve mostrar evidências objetivas dos resultados.
    – não deve apontar quem são os “falsos” praticantes porque deve respeitar as vigarices e os vigaristas.”
    Já lhe disse sobre esta questão e acredito que você tenha compreendido, por mais que pareça o contrário.

    Não são os atritos que farão da Reiki algo melhor estudado. Aliás, quando os praticantes começarem a mostrar as evidências, com certeza despertarão pessoas para conduzirem experimentos mais elaborados.

    Abraços.

    Marcelo Lopes – Professor de Reiki Tradicional

    1. Marcelo,

      Se quer ser honesto, deveria fazê-lo, e não somente dizê-lo.

      “Primeiramente, não me intitulo absolutamente nada.”
      ——- E no entanto, intitula-se de “Professor de Reiki Tradicional”.
      E no entanto, fez a separação entre “verdadeiros” e “falsos”, incluindo-se nos “verdadeiros” e separando-se de outros que “misturam a técnica com suas crenças pessoais”, etc, etc, etc (posso fazer copy-paste de todas as suas expressões a separar os “verdadeiros” dos “falsos”. Mas poupe-me esse tempo. Se realmente é a favor da honestidade, simplesmente admita que o fez).

      “Para que eu aponte algué, torna-se necessário que haja algum tipo de eleição para tal ato, pois, caso eu comece a dar nomes aos gatos, automaticamente estarei me auto-intitulando (…)”
      — Você já se auto-intitulou de verdadeiro.
      O que você não quer agora é avaliar na prática os outros. Só quer falar “no ar”. Ou seja, só prova que é pseudo… não quer fazer avaliações.

      “Respeitar pessoas não significa respeitar atitudes. Discordo das atitudes, mas respeito as pessoas.”
      — blablabla… alguém disse para você desrespeitar as pessoas?
      Você deve é avaliar o que os outros dizem e fazem, e se tiver que avaliar as coisas como fraude, avalie!
      E quem pratica as fraudes, são fraudulentos, são burlões!
      Não sei se você sabe, mas existem crimes… e quem os pratica, são criminosos!
      Mas já percebi… você respeita os criminosos, e coitadinhos, não devem ser apontados…

      “Ao citar nomes estarei diretamente criando discórdias que não levaram à lugar nenhum.”
      — ou seja, você quer que o seu (sublinho, seu) Reiki seja aceite, mas não quer criar discórdias entre quem você considera verdadeiro e quem você considera burlão. Você quer que não existam separações entre os dois. Mas depois espera que os outros (eu) vos saibam distinguir. Quando você é o primeiro que não se quer distinguir dos vigaristas! Enfim…

      “Posso defender meus conceitos citando fatos, sem envolver diretamente seus realizadores.”
      — Claro. Para quê falar de Einstein na Relatividade? Para quê falar de Newton ao falar da Gravidade?
      É óbvio que as coisas existem sem qualquer contexto e sem nada ter a ver com a forma como foram descobertas.
      Enfim…

      “Se para você isto representa medo, respeito. ”
      — Não sei se você tem medo daqueles que você considera como “falsos”. Mas que este seu comentário é uma evidência que vocês são todos iguais e devem ser todos metidos no mesmo saco, isso é!
      Este é o seu argumento: “eu sou o praticante verdadeiro, os outros são falsos, mas não digo quem são os outros, porque coitadinhos não merecem ser maltratados por andarem a vigarizar a população.”
      Parabéns! Esse foi sempre o argumento dos vendedores de banha-de-cobra ao longo dos séculos para não “perderem negócio”.

      “Em qual momento eu comparei os resultados? O que argumentei foi relacionado à maneira de divulgação da técnica. Eu não disse que o meu modo de agir é o certo e é mais eficaz do que o realizado por qualquer outra pessoa.”
      —- ahhh afinal os resultados são todos positivos em todos os técnicos de Reiki?
      Não percebe que cada vez se enterra mais?

      “Eu já lhe disse que realmente há a necessidade de uma avaliação mais criteriosa. Não temos nenhum orgão competente para tal.”
      — Então faça isso, crie esse órgão, em vez de andar a perder o seu tempo a enterrar-se em locais científicos como este.
      Arrume primeiro a sua casa, antes de entrar na casa dos outros a mandar bitaites 😉

      “Na Reiki, nos documentos originais de Mikao Usui, o mesmo faz comentários onde afirma que deseja que a ciência um dia consiga explicar os resultados.”
      — já estão explicados: mero placebo. Nada mais.

      “Fale mais sobre isto. Dê o exemplo.”
      —— Tem os mesmos resultados do Reiki: placebo! Nada mais!
      O melhor da ciência é que qualquer pessoa pode confirmar por si próprio. Não acredite em mim e no que eu lhe digo. Passe os ossos na sua testa e confirme esses resultados!
      Sim, Marcelo, porque essa falácia da autoridade não funciona comigo…
      E já agora, muito menos funciona a sua falácia de inversão do ónus da prova!

      “Se o paciente não engolir a pilula, nada acontece. Portanto, o ato de se tratar é do paciente. O princípio ativo apenas faz parte de uma atitude do paciente em se cuidar.”
      ——- LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
      Agora fez-me rir! A sério que fez!
      Então o Reiki não passa disso: é o braço de uma pessoa ou de um robot ou do que quiser. Se a pessoa tiver braços, não precisa do reiki para nada! Já da medicina, precisa sempre!
      Mais uma vez: Parabéns! Acabou de provar que o Reiki não serve para nada! E que a medicina é que trata e cura os doentes!

      “Existem duas coisas para esta questão: A primeira é a ética e a segunda é a necessidade.”
      — e eticamente você quer ser colocado no mesmo saco que os vigaristas.
      E você não sente necessidade de se separar do mesmo saco que eles.
      Percebido!

      “É mais digno demonstrar o lado certo das coisas que conheço do que não mostrar nada e ficar criticando o lado errado, apenas para preencher o vazio de minha falta de argumentos positivos.”
      —- bem, neste caso deixou-me com pena de todos os avaliadores, de toda a gente que faz peer-review em ciência, de todos os juízes, etc, etc… devem ser muito infelizes, com grandes vazios na sua vida.
      Para quê existirem polícias e juízes e professores que corrigem provas? Só estamos a criar pessoas com vazios na sua vida….
      LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
      Enfim… você não entende mesmo o ridículo dos seus argumentos?
      Se você não quer avaliar o que se faz na sua área, admita-o abertamente. Diga que a sua área não está sujeita a avaliação e pronto!
      Diga que é somente uma crença pessoal.
      Inclua-se no mesmo saco que todos os outros que você considera como “falsos” e pronto. Ao menos, faça com que respeitem as suas convicções.
      Mas desta forma, com este tipo de blablabla e argumentação ridícula, nem sequer promove o respeito pelas suas crenças.

      Sem avaliação, não há qualquer tipo de credibilidade!

      “Aliás, quando os praticantes começarem a mostrar as evidências (…)”
      — sim, no dia de S. Nunca à Tarde… que é o mesmo dia em que se vão encontrar evidências para o Pai Natal / Papai Noel e se divulgarão as evidências que a Terra é um cubo assente nas costas de um elefante.
      Excelente forma de concluir o seu comentário… com a famosa falácia dita por todos os vendedores de banha-de-cobra pela História: “um dia vão ver que estou certo… um dia… um dia…”

      abraços

      P.S.: penso que toda a gente já percebeu os argumentos de um e de outro lado. Vou-lhe pedir para pararmos esta conversa. Quando tiver evidências, apareça cá e mostre-as. Até lá, por favor não cuspa no prato (ciência racional) onde está a comer.

    • Marcelo Lopes on 06/02/2015 at 15:38
    • Responder

    Carlos

    Concordo que há inúmeras pessoas que usam a Reiki misturando a técnica com suas crenças pessoais. Desta união surgem diversas barbaridades.
    A questão não é apontar este ou aquele, pois, primeiramente, não sou responsável pelas atitudes provenientes de outras pessoas. Estou aqui para defender a técnica.
    Basta ler as modificações que as pessoas fizeram nos textos originais de Mikao Usui.
    Todo aquele que modifica uma técnica visando apenas seus próprios interesses não pode ser visto como uma pessoa verdadeiramente apta a praticar tal técnica.
    Qualquer pessoa que adicione conceitos pessoais, automaticamente não se enquadra como uma pessoa credível no tocante a divulgação da técnica.
    A televisão, para mim, não representa absolutamente nada, pois são meios de comunicação sensacionalistas.
    Afirmar que uma pessoa séria promove as bobagens ditas por outras pessoas é, no mínimo, infantil de sua parte, pois não temos controle sobre o que as pessoas dizem, nem nos cabe ficar fiscalizando quem está certo ou quem está errado. O máximo que eu conseguiria seria um bando de pessoas brigando comigo e enchendo minha caixa de mensagens com ofensas.
    Acredito que cada um é rsponsável pelo que diz. Mesmo eu não concordando, respeito.

    “Note que as afirmações sem evidências são vocês que as fazem, porque as evidências mostram que nada mais há nessas tretas a não ser placebo.”
    Vocês quem? Onde você me insere? Novamente está pegando um grupo de pessoas e transferindo suas responsabilidades para todas as pessoas que seguem a técnica (Não seguem as pessoas).

    “Logo, os ossos de cão esfregados na testa podem fazer o mesmo. Mesmos resultados.”
    Você tem alguma evidência disso? Te proponho então realizar um teste esfregando os tais ossos e verificando se houve melhora em algum paciente. Seria ótimo se você conseguisse demonstrar os efeitos terapêuticos dos ossos caninos quando submetidos a fricção em determinadas partes do corpo.

    “Não confunda ida ao médico e ele lhe receitar principios ativos comprovados em testes duplamente cegos com tretas subjetivas sem quaisquer evidências objetivas dadas por pessoas que se auto-intitulam de muito especiais.”
    Não há confusão da minha parte. Você sim se confundiu com o que eu lhe disse. Eu disse que o médico indica o tratamento, mas quem se trata é o paciente. A responsabilidade do médico se limita à condução, assim como a responsabilidade do praticante se limita a fornecer-lhe aquilo que a técnica realmente se destina.

    Concordo que há mais vigaristas na Reiki do que praticantes que estudam o assunto. Mas a questão de apontar ficaria à cargo de quem? Como poderíamos criar uma associação credível, se nem mesmo há uma única entidade que se interesse pelo assunto? Se onde temos os registros originais da Reiki não são mais permitidas inclusões de pessoas fora desta organização, então, o que nos resta é o discernimento.

    Um verdadeiro praticante da Reiki não deve:
    Fazer diagnósticos.
    Suspender ou induzir os receptores a abandonar seus tratamentos convencionais.
    Utilizar simbologia religiosa, dogmática ou esotérica.
    Prescrever qualquer tipo de medicamento, seja alopático ou fitoterápico.
    Informar sobre qualquer tipo de percepção sobre alguma doença. (Nestes casos deve aconselhar o receptor a procurar um médico, sem dar a entender sobre qualquer tipo de percepção do facilitador).

    Abraço.

    Marcelo Lopes – Professor de Reiki Tradicional

    1. Marcelo,

      Ou seja, o seu “blá blá blá” é muito bonito… diz “no ar” que existe “reikistas” “verdadeiros” e outros “falsos”, auto-intitula-se de “verdadeiro” e tal… mas quando chega a hora de apontar os falsos, fecha-se e diz que não o faz porque respeita os vigaristas e os vigaristas. Percebido…
      Lembra-se ao longo dos séculos dos vendedores de banha-de-cobra que vendiam os seus frasquinhos de “água-cura-tudo”, em que diziam que só os frasquinhos deles é que curavam e todos os outros vendedores de banha-de-cobra não curavam? Pois… é a mesma coisa.

      Essa é também uma das diferenças entre a ciência e as vigarices pseudocientíficas como o Reiki, e que o Marcelo acabou por mostrar claramente: na ciência existe um peer-review. Nas vigarices pseudociêntificas como o Reiki, nada nem ninguém é avaliado.

      No Reiki, não há qualquer respeito pelo conhecimento ou pelas pessoas da população.
      Existe sim uma cobardia de avaliar os que se auto-intitulam adeptos do Reiki.

      “Vocês quem? Onde você me insere?”
      — Onde você acabou de se inserir ao “respeitar” as vigarices.

      “Você tem alguma evidência disso?”
      — sim, tenho! As mesmas evidências que existem para o Reiki.

      “Eu disse que o médico indica o tratamento, mas quem se trata é o paciente. ”
      — não! Quem trata é o princípio ativo existente no tratamento e que não existe no Reiki!
      Penso que a confusão, assim, é sua, que ainda não percebeu o que são princípios ativos…

      “Concordo que há mais vigaristas na Reiki do que praticantes que estudam o assunto. Mas a questão de apontar ficaria à cargo de quem?”
      — com quem se auto-intitula de “verdadeiro”.
      Mas pelo que se nota, os auto-intitulados “verdadeiros” não querem se separar dos “falsos”. Talvez tenham medo das “energias negativas” que eles possam lhes enviar….

      “Um verdadeiro praticante da Reiki não deve:”
      — faltaram pelo menos duas regras nessas linhas gerais que não pretendem incriminar ninguém:
      – não deve mostrar evidências objetivas dos resultados.
      – não deve apontar quem são os “falsos” praticantes porque deve respeitar as vigarices e os vigaristas.

      abraços

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